Perfil da Unidade

BRIGADA DE INFANTARIA PÁRA-QUEDISTAS (Bda Inf Pqdt)

Exército Brasileiro


 

Características

A Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt) é uma das grandes unidades de elite do Exército Brasileiro. Sua sede localiza-se no bairro Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro. É administrada pela 1ª Região Militar/Comando Militar do Leste, com sede no Rio de Janeiro, em conjunto com o Comando de Operações Terrestres, com sede em Brasília.

Preparada para ser lançada atrás das linhas inimigas e conquistar objetivos importantes na manobra tática e estratégica dos escalões superiores, a Brigada de Infantaria Pára-quedista é considerada, por sua mobilidade, fundamental para o Exército Brasileiro. A Brigada de Infantaria Pára-quedista é uma das tropas de elite do Exército Brasileiro. Preparada para saltar em qualquer lugar sob quaisquer condições meteorológicas, sempre saltando atrás das linhas inimigas, e por esse motivo quase sempre combate cercada, pois se lança em território inimigo, distante das forças aliadas, neste contexto a agressividade no combate se faz necessária, e é sua principal característica nos campos de batalha, onde já atuou diversas vezes no Brasil e no exterior. Está preparada para atuar em no máximo 48 horas em qualquer parte do território nacional, combater e conquistar os objetivos apenas com seus próprios meios por até 72 horas, sem a necessidade de apoio logístico lançado de pára-quedas, após o cumprimento da missão, entrega o território a outra unidade aliada convencional ocupar e defender, (geralmente batalhões de infantaria blindada) e se lança novamente atrás das linhas inimigas para abrir passagem as forças aliadas.

O Comando e todas as organizações militares da Brigada têm sede na Vila Militar (RJ) e são apoiados pelo 1º Grupo de Transporte de Tropa/V Força Aérea sediado, na Base Aérea dos Afonsos (RJ). Constituída de Organizações Militares de Pronto Emprego, a Brigada integra a Força de Ação Rápida, cuja mobilidade lhe permite o emprego em qualquer área estratégica de interesse.

Breve histórico das tropas pára-quedistas

Foi na Segunda Guerra Mundial que se introduziu um novo meio de guerra de manobras com as tropas aerotransportadas com os exércitos tendo a capacidade de explorar o "flanco vertical" do inimigo, com grandes unidades podendo ser inseridas de pára-quedas, planador ou aeronave atrás das linhas inimigas (operações aeroterrestres). Esta ideologia de operações aeroterrestres foi praticada inicialmente pelos soviéticos, mas foram os alemães que colocaram em pratica primeiro o assalto ao forte de Eben Emael que foi uma das melhores operações do tipo durante a Segunda Guerra. Os assaltos lançados com tropas pára-quedistas alemãs na Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, e na Ilha de Creta na Grécia. Os russos usaram unidades maiores em operações na Finlândia e conta os alemães. O Reino Unido realizou pequenas incursões com tropas pára-quedistas na França com relativo sucesso no início da guerra. Depois de Creta os alemães não usaram mais suas tropas pára-quedistas em grandes operações, elas foram usadas como tropas de infantaria.

Tropas aliadas são lançadas de pára-quedas e transportadas por planadores em setembro de 1944 durante a Operação Market Garden na Holanda.

No começo do conflito as tropas pára-quedistas aliadas eram usadas mais para missões de reconhecimento e pequenas incursões, mas a experiência pratica mostrou que as tropas do tipo Comandos eram melhores para realizar incursões enquanto os pára-quedistas eram melhores para operações decisivas de larga escala com tamanho de pelo menos um batalhão para tomar objetivos chaves até chegada de tropas convencionais. Tropas em pequeno número não podem cumprir estas missões que precisam de muito poder de fogo. Em 1943 durante a Operação Husky, a invasão da Sicília, foram lançadas duas divisões de pára-quedistas, a 82ª americana e a 1ª britânica.

Em 1944 as tropas pára-quedistas aliadas já estavam maduras e este foi o ano que marcou importantes operações aeroterrestres na 2ª Guerra Mundial, tais como a parte aeroterrestre do Dia-D (Operação "NEPTUNE"), a tomada de pontes estratégicas na Holanda (Operação "MARKET GARDEN" - onde 35 mil soldados aerotransportados foram lançados 150 km atrás das linhas para capturar pontes na Holanda) e a travessia do Reno (Operação "VARSITY").

 

No pós-guerra houve uma grande desmobilização das forças aerotransportadas pelos. Mas mesmo assim elas foram usadas em muitos conflitos. Estas tropas foram usadas na Guerra da Coréia, para resgatar prisioneiros de guerra americanos e sobre Munsan-ni para bloquear tropas chinesas de avançar sobre território sul-coreano.

Os pára-quedistas foram largamente utilizadas pelos franceses no conflito da Indochina, inclusive em 1954 a vila de Dien Bien Phu no Vietnã foi tomada por um assalto pára-quedistas por três batalhões de franceses. Na guerra de 1956 ente Israel e os países árabes, a Campanha do Sinai foi aberta com o lançamento de um batalhão de pára-quedistas no passo de Mitla. Sob o comando do tenente-coronel Rafael Eitan, 395 homens do 1º Batalhão da 202ª Brigada Pára-quedista participaram da ousada operação pára-quedista para tomar e defender a extremidade leste do Passo de Mitla. O resto da Brigada chegou ao local por terra. O objetivo era cortar um dos pontos de avanço das tropas Egípcias e evitar que comandos inimigos tomassem o local.

Uma das maiores operações dos pára-quedistas britânicos no pós-guerra foi a Operação Musketeer, quando os britânicos saltaram ao lado de pára-quedistas franceses em 29 de outubro de 1956, em resposta ao presidente egípcio Abdel Nasser nacionalizou o Canal de Suez.  

Foi tímido o uso de tropas lançadas de pára-quedas pelos americanos na Guerra do Vietnam. A 82ª Divisão Pára-quedistas foi deslocada para o país atuando na maioria das vezes como tropas convencionais atuando como força de resposta rápida após contato de outras tropas com o inimigo e emboscadas com grupos de combate e pelotão. Foi realizado pela 173ª Brigada Aerotransportada o primeiro salto de combate com pára-quedistas na Guerra do Vietnam. Foi um assalto com  845 pára-quedistas transportados por  20 C-130 em 22 de fevereiro de 1967 durante a Operação Junction City.  Esse foi o maior salto operacional, houveram outros menores, realizados principalmente pelas forças especiais dos EUA.

Em 1968 as forças aerotransportadas soviéticas, ou VDV (Vozdushno-Desantnye Vojska), tomaram o aeroporto de Praga na Tchecoslováquia e liderança local daquele país. Em 1979 os pára-quedistas soviéticos foram a força de frente na invasão do Afeganistão e depois se tornaram o centro da força antiguerrilha naquele pais. Em 1971 em Tangail, Bangladesh, foi lançados um grupamento tático indiano, durante a guerra contra o Paquistão.

Na madrugada de 25 de Outubro de 1983, o 1º Batalhão, do 75º Regimento Rangers, liderou uma força conjunta dos EUA no assalto a ilha caribenha de Granada. Os Rangers realizaram um salto de pára-quedas de baixo nível para tomar o aeródromo de Point Salinas. Ao todo cerca de 500 Rangers realizaram este assalto. Os Rangers tiveram mais oportunidades de realizar saltos de combate na invasão do Panamá em 1989. Dois batalhões formam lançados próximos a base panamenha de Rio Rato. As operações aeroterrestres americanas mais recentes aconteceram no Afeganistão e Iraque. Em 2001 o 3ª Batalhão dos Rangers foi usado para tomar uma base aérea no Afeganistão. Em 2003 a 173ª Brigada Aerotransportada fez um salto no norte Iraque para tomar uma base aérea logo no inicio das operações bem a frente do avanço em terra. O salto foi realizado devido a falta de bases que foram negadas pela Turquia.

Desvantagens

Antes de mais nada é preciso entender que as operações pára-quedistas são chamadas de operações aeroterrestres, as operações com tropas transportadas por helicópteros e aeronaves são chamadas de operações aeromóveis ou assalto aéreo.

As operações pára-quedistas têm muitos pontos negativos. As tropas ficam muito vulneráveis quando estão descendo; depois do pouso ainda estão muito desorganizadas levando tempo para se reagruparem; só tem mobilidade a pé após o salto apesar de serem muito móveis no ar; para apoio de fogo praticamente só tem o apoio aéreo aproximado e é difícil de serem reforçadas ou ressupridas. Atuando junto com operações terrestres as operações aerotransportadas são muito difíceis de coordenar com o avanço pois precisam de muito planejamento antecipado. A necessidade da missão pode deixar de existir antes de ficar pronta para ser levada adiante.

As tropas aerotransportadas podem ser apoiadas pelo ar com apoio aéreo, reforço e munição. Isto é importante pois a duração e profundidade da ação são outra limitação dos pára-quedistas. Os pára-quedistas não levam suprimentos e equipamentos para operações de combate prolongadas, usando a cabeça ponte aérea para receber reforços e realizar a ocupação de longo termo. As aeronaves atuais são muito mais capazes podendo lançar cargas mais pesadas como canhões, veículos, suprimentos e blindados superando os problemas das primeira aeronaves usadas nas operações aeroterrestres.

As tropas pára-quedistas são pouco capazes em mobilidade e poder de fogo e tem muito pouca capacidade contra uma divisão blindada. São poucas as armas para esta contingência, mas é um problema para toda divisão de infantaria leve. Desde a Segunda Guerra Mundial que as tropas pára-quedistas tem melhor valor quando usadas contra um inimigo já debilitado ou operações periféricas. Os alemães só tiveram sucesso com pára-quedistas na Holanda e Bélgica em 1940. Depois falharam ou sem impacto decisivo. O sucesso inicial foi contra inimigos fracos ou sem interesse. Em Arnhein os britânicos fracassaram devido a presença de uma divisão Panzer no local que não era conhecida.

Vantagens

O uso de tropas aerotransportadas tem muita vantagens por outro lado. Podem ultrapassar rápido a frente de batalha podendo ser posicionadas em áreas não acessíveis por terra; podem atravessar obstáculos como rios e até oceanos; podem evadir fortificações para prevenir ataque de uma direção especifica; tem capacidade de profundidade, velocidade e surpresa, principalmente operando na retaguarda que é difícil de defender, pois a retaguarda inimiga normalmente tem uma grande área, com as tropas dispersas, com tropas de reserva menos treinadas, pouca defesa aérea, e as forças de reação são poucas, com muitas oportunidades de explorar fraquezas do inimigo. O inimigo fica sempre forçado a espalhar suas defesas para proteger áreas normalmente seguras pela geografia.

A ameaça de um assalto aéreo na retaguarda tem efeito devastador no inimigo levando a dispersão de defesas na retaguarda e aliviando as tropas de frente, já sendo uma justificativa para a sua existência. É a vantagem de poder ser inseridas atrás das linhas inimigas a grandes distâncias, em qualquer lugar e sem muito aviso. O tamanho da formação é limitado apenas pelo número e tamanho das aeronaves. Uma unidade pára-quedista pode aparecer em qualquer lugar em minutos (envolvimento vertical). Um cargueiro C-17 auxiliado por reabastecimento em vôo permite atingir qualquer lugar do mundo. As tropas aerotransportadas podem ser usadas na defesa para reforçar, realizar ataques divisionários em uma operação maior, inquietação de retaguarda e ajudar em um contra-ataque.

É bem verdade que os helicópteros aumentaram a flexibilidade das operações aeromóveis e substituíram a maioria das grandes operações com pára-quedistas. Mas o alcance do helicóptero é limitado e transporta poucas tropas, com os pára-quedistas ainda sendo mantidos para operações de longo alcance. As tropas aeromóveis sustentam combate por apenas 48 horas, enquanto os pára-quedistas são preparados para sustentar uma ação por 72 horas.

Histórico no Brasil

Em 1944, o ano das grandes operações aerotransportadas realizadas pelos Aliados, um solitário Capitão de Infantaria do Exército, especialmente autorizado pelo então Ministro da Guerra, cruzou os portões da "Airbone School" do Exército dos EUA, em Fort Benning, Estado da Geórgia.

Estava ali para ver e aprender tudo que fosse possível sobre aquela relativamente nova técnica de guerra. O extraordinário relatório apresentado pelo citado oficial ao Estado-Maior do Exército, ao retornar ao Brasil, continha, entre outras, a recomendação de que mais militares brasileiros fossem enviados aos EUA  para fazerem o mesmo curso, e que aqui fosse criada uma Escola de Pára-quedistas. Suas sugestões tiveram total acolhida, e, sob sua supervisão pessoal, em outubro de 1945, oficiais e sargentos do EB submeteram-se a um rigoroso processo de seleção, visando à escolha daqueles que iriam para Fort Benning.

Três meses depois, em dezembro de 1945, foi brevetada a primeira turma de brasileiros, constituída de 15 oficiais e 6 sargentos. Em abril de 1946, mais 10 oficiais e 3 sargentos também recebiam o cobiçado distintivo de pára-quedista militar. A preconizada Escola de Pára-quedistas foi criada em dezembro de 1945, funcionando, de 1946 a 1949, como Núcleo de Treinamento e Formação de Pára-quedistas.

Nas instalações do 1° Regimento de Artilharia Antiaérea, em Deodoro, subúrbio do Rio de Janeiro. O ano de 1949 marcou a brevetação da primeira turma de 31 pára-quedistas militares "Made in Brazil", a extinção do Núcleo e a plena ativação da Escola. Outro marco importante veio em setembro de 1952, com a evolução da Escola para a situação de Grande Unidade, o Núcleo da Divisão Aeroterrestre. Transformações sucessivas trouxeram a Brigada Aeroterrestre (1968), Brigada Pára-quedista (1971) e a atual Brigada de Infantaria Pára-quedista.

Organizações Militares subordinadas

Comando da Brigada de Infantaria Pára-quedista


26º Batalhão de Infantaria Pára-quedista

Unidade considerada elite da elite, porque é a unidade mais operacional da Brigada de Infantaria Pára-quedista. Núcleo da Força Tarefa Santos Dumont, constituído de três Companhias de Fuzileiros Pára-quedistas, especializadas através de estágios em diferentes unidades de instrução do Exército Brasileiro, em combate na selva, pantanal, montanha e caatinga, uma Companhia de Comando e Apoio Pára-quedista e uma Base Administrativa; e tem como missão principal a conquista do território inimigo através do assalto aeroterrestre;


25º Batalhão de Infantaria Pára-quedista

Missão principal: a conquista do território inimigo através do assalto aeroterrestre, também tem como principais meios de manobra, três Companhias de Fuzileiros Pára-quedistas e uma Companhia de Comando e Apoio Pára-quedista.


27º Batalhão de Infantaria Pára-quedista

Missão principal: a conquista do território inimigo através do assalto aeroterrestre, também tem como principais meios de manobra, três Companhias de Fuzileiros Pára-quedistas e uma Companhia de Comando e Apoio Pára-quedista.


Companhia de Precursores Pára-quedistas

Unidade altamente adestrada que cumpre missões de infiltração pré e pós-assalto para reconhecimento, balizamento de zonas de lançamento de pára-quedistas, de pouso de aviões e helicópteros em ambiente de combate e também realiza operações especiais por meio de saltos livres ou semi-automáticos em ambiente terrestre ou aquático, servindo como observadores avançados para caças bombardeiros ou unidades de Artilharia. Os militares integrantes desta unidade, além do curso de elite de Pára-quedista Militar também são concludentes do Curso de elite de Precursor Pára-quedista, ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil.


1º Esquadrão de Cavalaria Pára-quedista

Missões principais: reconhecimento do terreno inimigo, proteção blindada e ofensivas com veículos blindados também lançados de pára-quedas.


Companhia de Comando da Brigada de Infantaria Pára-quedista

Missão principal : fazer a segurança do comandante, estado-maior e dos escalões superiores da Brigada de Infantaria Pára-quedista.


8º Grupo de Artilharia Pára-quedista

Missão principal: apoiar com fogos de artilharia as demais unidades pára-quedistas em missões ofensivas ou defensivas


21ª Bateria de Artilharia Antiaérea Pára-quedista

Missão Principal: fazer a defesa antiaérea da Brigada de Infantaria Pára-quedista


1ª Companhia de Engenharia de Combate Pára-quedista

Missões principais: instalar e desinstalar minas terrestres para defensiva ou ofensiva das tropas pára-quedistas, purificar águas, construir pontes provisórias e etc. São especialistas em petardos e em todos os tipos de explosivos.


20ª Companhia de Comunicações Pára-quedista

Missão principal: estabelecer as comunicações com equipamentos modernos ou improvisados entre os vários escalões da Brigada de Infantaria Pára-quedista.


36º Pelotão de Polícia do Exército Pára-quedista

Missão Principal: em tempos de guerra, escoltar e manter aprisionados os prisioneiros de guerra, inclusive confeccionando campos improvisados de prisioneiros camuflados na selva, e em tempos de paz, balizar o trânsito por ocasião de eventos de interesse do EB e também escoltar comboios de armamento, equipamentos e presos militares, e cumprir mandatos de prisão expedidos pela Justiça Militar.


Batalhão de Dobragem e Manutenção de Pára-quedas e Suprimentos pelo Ar

Missão principal: Apoio logístico lançado de pára-quedas as demais unidades pára-quedistas e conservação e reparo dos pára-quedas.


20º Batalhão Logístico Pára-quedista

Missão principal: Realizar o reabastecimento aéreo de qualquer classe de até 500lb, e prestar apoio de manutenção de 3º Escalão de Material Bélico (motomecanização e armamento), de Comunicações e Eletrônica, de Saúde, Transporte e Evacuação;


Destacamento de Saúde Pára-quedista

Missão: proporcionar o Serviço de Saúde em campanha as demais unidades pára-quedistas e cumprir missões de resgate, os militares que servem nesta unidade também são concludentes do Curso de Resgate, ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil.


Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil

Missão: ministrar cursos e estágios militares para especialização pára-quedista aos recursos humanos da Brigada de Infantaria Pára-quedista e demais integrantes do Exército Brasileiro, mas especificamente do 1º Batalhão de Forças Especiais e do 1º Batalhão de Ações de Comandos oriundos da Brigada de Operações Especiais, também forma militares da Marinha do Brasil, mas especificamente do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais e da Força Aérea Brasileira, que envia militares do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PÁRA-SAR). Anualmente também recebe dezenas de militares de países como Estados Unidos, França, Portugal, Argentina, Venezuela, Chile, Peru, Colômbia, Guiana, entre outros, que vem aqui buscar formação ou especialização.

Seção de Salto Livre

Missão principal: desenvolver técnicas pára-quedistas para serem incorporadas à doutrina da Brigada de Infantaria Pára-quedista, realizar saltos livres em eventos ou torneios nacionais e internacionais, divulgando assim o nome e o profissionalismo do Exército Brasileiro.

Seleção e treinamento dos Pára-quedistas

A tropa pára-quedista de soldados a oficiais constitui-se totalmente de voluntários, e o recrutamento é feito a partir de uma rigorosa bateria de exames de saúde e testes de aptidão física. Isto ocorre alguns meses antes do início do ano de instrução, propriamente dito, devendo-se destacar-se que o número de candidatos tem sido bem acima das necessidades da Brigada. Isto, naturalmente, resulta que o contingente a ser efetivamente incorporado (algo como 10% dos candidatos) seja da mais alta qualidade. No âmbito das unidades pára-quedistas, os períodos de instrução têm a mesma duração dos desenvolvimentos nas demais OM do Exército, mas a preparação física recebe especial atenção de oficiais e sargentos.

Afinal, o objetivo básico é tornar os recrutas aptos e capazes de vencer o esperado — e temido - TVF, o Teste de Verificação Física que vai habilitá-lo a receber a instrução básica de soldado pára-quedista. Os aprovados passam para o Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil (o primeiro comandante), para fazerem o Curso Básico. Na Área de Estágio, paralelamente a um puxado treinamento físico, eles recebem instrução especializada para habilitá-los e condicioná-los  para o salto.

O constante treinamento na Torre, por exemplo, é essencial, não somente para eliminar o habitual medo da altura, mas, também, para que se aprenda o posicionamento correto do corpo, ao saltar de uma aeronave. As diversas técnicas de aterragem também são treinadas exaustivamente, a partir de plataformas fixas e de balanços que simulam descida sob condições adversas de vento. Na terceira semana do Curso Básico, um total de quatro saltos de aeronave habilita o soldado a receber o almejado breve, a característica boina vermelha e os coturnos (botas) marrons, marcas visuais externas do PQD militar brasileiro. 

Após a brevetação, segue-se uma árdua semana de Instrução Básica de Combate, cobrindo, entre outros itens, tiro instintivo, infiltrações, sobrevivência e primeiros socorros, tudo cercado do máximo possível de realismo, intensidade e rigor. Completada a programação básica de salto e de combate, os recrutas voltam às suas respectivas unidades, onde recebem demais instruções. Os saltos de treinamentos, no entanto, são realizados com freqüência, de modo a evitar que o combatente fique afastado desse tipo de atividade por mais de 150 dias. Quando tal ocorre, há necessidade de submeter-se a uma readaptação técnica.

Cursos de Aperfeiçoamento

Pára-quedista Militar: O curso de Pára-quedista Militar do Exército Brasileiro é ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, este curso é considerado um dos melhores do mundo na categoria de pára-quedismo militar, capacita militares a se lançarem armados e equipados em salto semi-automático de aeronave militar, aprendem técnicas especiais de combate e realiza severa seleção física, há uma peculiaridade, onde jovens que vão prestar o serviço militar obrigatório, podem realizar este curso caso sejam voluntários a servir na Brigada de Infantaria Pára-quedista e sejam aprovados nos severos testes físicos iniciais, ainda na fase de conscrição. Atualmente militares de carreira do EB e jovens voluntários de todo o Brasil tem participado da seleção para tornarem-se pára-quedistas do Exército Brasileiro.

 

Curso de Mestre de Salto: Também ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, este curso qualifica oficiais, aspirantes-a-oficial, subtenentes e sargentos de carreira já concludentes do curso de pára-quedista militar a lançar as tropas pára-quedistas através de salto semi-automático em zona de lançamento, também são ensinadas técnicas para solução de alterações no salto, como no caso de um pára-quedista ficar preso à aeronave por ocasião do salto, o militar se torna especialista na parte interna do avião.

Curso de Precursor Pára-quedista: Considerado ainda mais difícil de ser concluído do que o curso de Pára-quedista Militar, este curso habilita oficiais, aspirantes a oficial, subtenentes e sargentos de carreira já concludentes do curso de pára-quedista militar a servirem na Companhia de Precursores Pára-quedistas, o militar aprende técnicas especiais de combate, de salto livre operacional, lançamento de equipes de precursores, infiltração em território hostil pré e pós assalto aeroterrestre aliado, e a identificar e balizar zonas de lançamento de pára-quedistas, informar posições inimigas para bombardeio, dentre outras coisas. O concludente deste curso também torna-se mestre de salto, pois o curso de mestre de salto é um nível do curso de Precursor Pára-quedista. Também é ministrado no Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil.

Estágio de Salto Livre: Capacita militares já concludentes do curso de pára-quedista militar a realizarem salto livre operacional armado e equipado.

Estágio de Mestre de Salto Livre: Capacita oficiais, aspirantes-a-oficial, subtentes e sargentos de carreira já concludentes do curso de salto livre a lançarem equipes de salto livre em missões de demonstração ou de emprego militar.

Curso de Dobragem e Manutenção de Pára-quedas e Suprimento pelo Ar: Capacita oficiais, aspirantes-a-oficial, subtentes e sargentos de carreira já concludentes do curso de pára-quedista militar a integrarem o Batalhão de Dobragem e Manutenção de Pára-quedas e Suprimento pelo Ar.

Estágio de Operações na Selva: Ministrado pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva do Comando Militar da Amazônia, aos militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e da Companhia de Precursores Pára-quedistas, habilitando-os a operar neste tipo de ambiente que forma 60% do território nacional.

Estágio de Operações em Montanha: Ministrado pelo 11º Batalhão de Infantaria de Montanha aos militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e à Companhia de Precursores Pára-quedistas, habilitando-os com as peculiaridades de guerra neste tipo de ambiente, aprendendo diversas técnicas de montanhismo com ou sem equipamentos.

Estágio de Operações na Caatinga: Estágio de elite ministrado pelo Centro de Instrução de Operações na Caatinga, subunidade do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (Batalhão de caatinga), aos militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e da Companhia de Precursores Pára-quedistas, aprendem técnicas de combate especificas para caatinga, ambiente de extrema escassez de recursos naturais que só existe no Brasil.

Estágio de Operações no Pantanal: Estágio de elite ministrado pela Seção de Instrução de Operações no Pantanal, subunidade do 17º Batalhão de Fronteira, capacita os militares do 25º, 26º e 27º Batalhões de Infantaria Pára-quedista e à Companhia de Precursores Pára-quedistas, a combater neste tipo de ambiente, de grandes zonas alagadas, que também existe em diversas outras partes do mundo.

Curso de Resgate: Ministrada aos integrantes do Destacamento de Saúde Pára-quedista, é ministrado pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, onde se aprende técnicas especiais de busca e salvamento em ambientes de difícil acesso.


Precursores

Desde o início das operações aeroterrestres, mais precisamente durante a 2ª Guerra Mundial, a grande dispersão das unidades lançadas impôs o emprego de profissionais altamente especializados, pilotos e pára-quedistas, para anteceder a força principal, a fim de localizar e balizar zonas de lançamento (ZL), além de orientar os aviões em sua aproximação para a área de combate e auxiliar a reorganização da tropa. Essa é a gênese dos precursores.

A Inglaterra foi o berço da preparação e formação da primeira turma de balizadores, como eram inicialmente denominados, ocorrida em 1943. Nessa oportunidade, 120 pára-quedistas americanos e 60 ingleses foram duramente condicionados para preceder a maior operação aeroterrestre noturna que a história registra, desencadeada na Normandia, França, em 06 de junho de 1944, o famoso Dia D. Aquele grupo de profissionais de elite conseguiu, sob enorme sacrifício, reorganizar 18.000 pára-quedistas americanos, ingleses e canadenses, distribuídos em mais de 1.300 aeronaves e 3.300 planadores. De balizadores  passaram à denominação de pathfinders, ou precursores, cujo símbolo é a tocha alada, internacionalmente consagrada.

As atividades dos precursores no âmbito do Exército Brasileiro têm origem na década de 40, logo após a criação da Escola de Pára-quedistas, em 26 de dezembro de 1945. Confunde-se, portanto, com a própria história do pára-quedismo militar no Brasil.

Em 21 de fevereiro de 1951, foi criado o Pelotão de Precursor, subordinado à Cia Cmdo da Escola de Pára-quedistas. Em 01 de janeiro de 1969, foi mudada a designação da OM para Destacamento Precursor Pára-quedista. Em 01 de janeiro de 1988, foi extinto o Dst Prec Pqdt e criada a Companhia de Precursores Pára-quedista que, em 1989, recebeu a denominação histórica de Pel Prec Pqdt/ Es Pqdt 1951.

Integrada por profissionais especializados em todos os níveis, Precursores (oficiais, subtenentes e sargentos) e Auxiliares de Precursor (cabos e soldados), a Cia Prec é uma unidade orgânica da Bda Inf Pqdt, podendo atuar isoladamente para o cumprimento de sua missão, infiltrando-se no território inimigo por qualquer meio (terrestre, aéreo ou aquático), para atuar em proveito da GU Pqdt, quando da realização do Assalto Aeroterrestre e o estabelecimento de uma cabeça-de-ponte Aérea.

O organograma da Cia Prec Pqdt é composto de um Estado Maior, 3 Destacamentos Precursores (Dst Prec Pqdt) e 1 Destacamento de Comando e Serviços. Cada Dst Prec é constituído por duas Equipes Prec (18 homens cada - 1 Oficial e 6 Sargentos Prec Pqdt e 11 Cabos/Soldados Aux Prec Pqdt), sendo cada uma a unidade Básica de emprego da Cia Prec Pqdt, atuando em proveito de uma Unidade de valor batalhão. 

Com um efetivo de 134 homens, a Cia Prec Pqdt é empregada, de acordo com a doutrina, para cumprir, basicamente, as seguintes missões:

- reconhecer e operar ZL, zonas de pouso para aviões (ZP) e zonas de pouso de helicópteros (ZPH);

- prestar auxílio à navegação aérea nas operações aeroterrestres (Op Aet) e aeromóveis (Amv);

- lançar, desembarcar, reorganizar e controlar a tropa e o material em uma Op Aet ou Amv;

- conduzir patrulhas de reconhecimento e de combate após a conquista da cabeça-de-ponte aérea;

- realizar levantamentos meteorológicos; e

- atuar como guia aéreo avançado (GAA), na condução do apoio de fogo das aeronaves de ataque.

Para tal, a equipe precursora está habilitada a se infiltrar, com a antecedência necessária, por meio dos processos terrestre, aquático, subaquático, aéreo (salto semi-automático ou salto livre operacional) ou por uma combinação desses. Percebe-se, assim, a alta qualificação profissional imposta àqueles que, com muito orgulho, se destacam pelo seus gorros vermelhos e pela tocha alada, marca que tem mantido acesos o lema e a tradição daqueles que, por mais de meio século, precedem, guiam e lideram as formações aeroterrestres do Exército Brasileiro.


Brigada de Infantaria Pára-quedista em ação:

A Brigada de Infantaria Pára-quedista integra a Força de Ação Rápida Estratégica, Força de Pronto Emprego do Exército, com poder dissuasório, capaz de responder com presteza e eficácia, a eventuais ameaças aos interesses nacionais, sejam internas ou externas. Esta força pode ser engajada  rapidamente num período máximo de 48 horas em qualquer área do território nacional. 

 

Compõem a Força de Ação Rápida Estratégica:

- Brigada de Infantaria Pára-quedista;

- 12 ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel);

- 1º Batalhão de Forças Especiais;

- Esquadrões de Aviação do Exército.

 

A Brig. de Infantaria Pára-quedista como integrante da Força de Ação Rápida Estratégica, poderia ser empregada na seguinte situação:

 

 

Algumas missões em que a Brigada de Infantaria Pára-quedista, ou militares pára-quedistas do Exército Brasileiro atuaram:
UNEF I - 1957 a 1967
Força de Emergência das Nações Unidas I (FENU I)
Op. na Zona do Canal do Panamá - 1960
Revolta de Jacareacanga e Aragarças - 1962
FAIBRÁS - 1965 a 1966
Força Armada Interamericana
Contra-guerrilha do Araguaia - 1971 a 1975
Greve dos caminhoneiros eixo RJ-SP- 1986
ECO-RJ-92
ONUMOZ - 1993 a 1994
Operação das Nações Unidas em Moçambique
UNAVEM III - 1995 a 1997
III Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola
Missão das Nações Unidas de Apoio no Timor Leste - 2002
Operações de Recuperação de Armas Roubadas no Rio de Janeiro - 2004 e 2006
Missão Atual
MINUSTAH - A Partir de 2004
Missão de Garantia de Paz no Haiti:Atualmente as Forças Armadas brasileiras estão engajadas sob a égide da ONU, em uma missão para garantir a paz no Haiti, país que sofre com graves problemas sociais e conflitos armados entre gangues e milícias formadas por paramilitares ex integrantes das desmobilizadas forças armadas haitianas, contexto que iniciou-se após conturbado processo político no país. O primeiro contingente brasileiro enviado, foi a 1ª Companhia de Fuzileiros Pára-quedistas (companhia de Selva), orgânica do 26º Batalhão de Infantaria Pára-quedista. Desde o início o Brasil lidera a missão, a cada seis meses o contingente é substituído, já foram enviados, do Exército, unidades de infantaria para garantir a segurança do país, e de engenharia de construção, para realizar obras de infra-estrutura necessárias ao desenvolvimento, a Marinha também contribuiu enviando contingentes de Fuzileiros Navais (infantaria naval) e transportando em seus navios os blindados brasileiros utilizados na missão. A Força Aérea contribui transportando suprimentos em suas aeronaves ao país caribenho.

Armamento:

Fuzil 7,62 M964 A1 - PARAFAL

 

Principais características

A arma padrão da Brigada Pára-quedista é o fuzil PARAFAL M964 A1, que é uma versão do fuzil FAL M964 com coronha rebatível e atende a todos os requisitos técnicos e operacionais estabelecidos pelo Exército Brasileiro. Por ser de dimensões e pesos reduzidos, este armamento é ideal para emprego por tropas de pára-quedistas. Essa é uma arma confiável e está no Exército a décadas.

Calibre: 7,62 mm
Peso s/carregador: 4 Kg

Cumprimento(m): Aberto 1,09; Fechado 0,85
Tipo: Portátil
Alcance máximo: 3800 m
Alcance de utilização: 600 m
Emprego: Individual
Funcionamento: Automático/Semi-automático
Capacidade do carregador: 20 tiros
Origem: Brasil


Transporte aéreo:

 

Os pára-quedistas da Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt) são transportados por aviões da FAB. A Força Aérea Brasileira coloca a disposição da Bda Inf Pqdt aviões como o C-95 Bandeirantes, C-115 Búfalo e o novíssimo C-105 Amazonas, que substituíram os Búfalos. Mas a principal aeronave de transporte desta brigada é o C-130 Hércules.

 

O Lockheed C-130 Hércules é o mais versátil avião de carga em sua classe. Encomendado em 1951 pela Força Aérea dos Estados Unidos, é ainda utilizado em todo o mundo. Tornou-se uma das lendas da aviação atual. Foi empregado no Vietnã como transporte aéreo e também como canhoneira aérea, utilizando quatro miniguns de 7.62 mm, para saturação de área.

 

A sua mais famosa participação em combate foi durante o resgate de Entebbe, em Uganda, quando comandos israelenses utilizaram aviões C-130 para libertar passageiros de um Airbus que havia sido seqüestrado por terroristas apoiados por Idi Amin Dada. Na Guerra das Malvinas, o Hércules foi utilizado extensivamente por ambas as Forças (Inglaterra e Argentina), o que também ocorreu no conflito entre Irã e Iraque.

 

A Força Aérea Brasileira recebeu seus primeiros três C-130E em 1964. Outras cinco aeronaves se juntaram a frota até 1968. Estas aeronaves equiparam o 1º/1º Grupo de Transporte. Em 1969, foram recebidos três SC-130 para busca e salvamento (SAR) para equipar o 1º/6º Grupo de Aviação e, a partir de 1988, para o 1º/1º Grupo de Transporte.
 
Em 1975 e 1976, foram recebidos três C-130H e dois KC-130H (versão de reabastecimento em vôo). Essas aeronaves foram entregues ao 2º/1º Grupo de Transporte de Tropa. Em 1987, foram adquiridos outros três C-130H. Finalmente em 2001, foram compradas 10 aeronaves C-130H da Itália.

 

A FAB opera várias aeronaves Hercules, distribuídos entre os esquadrões Coral e Cascavel do 1º GTT - Grupo de Transporte de Tropas, Base Aérea dos Afonsos e no 1º/1º GT - Esquadrão "Gordo" do 1º GT Grupo de Transporte, na Base Aérea do Galeão, que opera aviões KC-130H, utilizados para reabastecimento aéreo e  aviões C-130H, utilizados no serviço de busca e salvamento.

 

A FAB tem por objetivo modernizar e padronizar a sua frota de C-130. Essa modernização tem o objetivo de substituir todos os equipamentos obsoletos, da década de 60 e, instalar sistemas digitais modernos, tipo "Glass Cockpit", necessários ao cumprimento de normas e acordos internacionais de aviação.

cobre a aniônica na sua totalidade, sendo substituídos por novos sistemas, tais como, o piloto automático, radar, FMS, sistemas de navegação e comunicação digital, motor, além de sistemas de defesa, detecção e dispersão.


No Brasil, o C-130 é chamado carinhosamente por seus pilotos de "O Gordo", sendo responsável por inúmeras missões, que vão do lançamento de pára-quedistas ao reabastecimento em vôo, passando por missões de busca e salvamento e transporte aéreo. Os C-130 da FAB fazem constantes viagens internacionais de ressuprimento aéreo, além de vôos especiais à Amazônia e à Antártida.

 

Tropas da Brigada Pára-quedista se preparam para embarcar em aviões C-130 da FAB. Em uma operação aerotransportada a FAB pode envolver o emprego de aeronaves de caça F-5EM e A-29 Super Tucano, para reconhecimento armado e apoio aéreo aproximado da zona de lançamento, além do patrulhamento do espaço aéreo e a escolta das aeronaves de transporte. Os pára-quedistas seriam transportadas por aviões C-130 Hércules. Ao mesmo tempo, o reabastecedor (KC-130) está pronto para fornecer combustível aos caças, em pleno ar, para aumentar a capacidade de apoio à missão. Todas as aeronaves estariam sob a coordenação e vigilância do avião-radar E-99.


 
Todos os anos, desde agosto de 1983, aeronaves C-130 são destacadas para suprir a Base Comandante Ferraz na Antártica. Durante o inverno, é impossível o acesso por mar e a estação ficaria isolada sem esse serviço. São realizados ao todo sete vôos anuais. A aeronave realiza um pouso em uma pista congelada na base chilena Estação Eduardo Frei Montalva próxima a base brasileira, o que representa um alto grau de dificuldade e treinamento específico. Para diminuir a dependência da base chilena, o 1º/1º Grupo de Transporte também realiza lançamento de fardos ou ressuprimento aéreo, pelo qual os fardos de material são lançados com pára-quedas, não havendo a necessidade de pouso.

 

Variações do C-130:

 


YF-130: Os dois protótipos, com motores T56-A-1 de 3 250 cv e radar APS-42;
C-130A: Versão da série inicial com 4x T56A-1A ou T56-A-9 de 3 750 cv e radar APN-59;
C-130D: Melhoramento do C-130A adaptado para efectuar ligações entre bases no Ártico, com esquis de 6,22 m;
C-130B: Segunda versão e série (230 exemplares) com 4x T56-A-7 de 4 050 cv. 470 km de alcance ou mais graças a um depósito suplementar;
C-130E: Adaptação do C-130B com 2 reservatórios externos e reforço da fuselagem;
C-130H: Terceira versão de série equipada com T56-A-15 de 4 910 cv
C-130H-30: Modelo para exportação, alongado de 4,57 m
C-130K ou C Mk 1: Versão destinada à Royal Navy (Marinha Britânica);
C-130J Super Hercules: Versão modernizada.
Posteriormente surgiram novas versões derivadas do C-130, como o AC-130 gunship, o KC-130 (reabastecimento em vôo) e MC-130 (tropas especiais norte-americanas), WC-130 (de reconhecimento meteorológico) e muitos outros. Para missões civis, destaca-se o L-100 e a aplicação do C-130 ao combate de incêndios.

 

Lockheed C-130J Super Hercules

 

Ficha Técnica
País de origem: Estados Unidos


Fabricante: Lockheed


Tipo: Avião utilitário de transporte pesado


Motores: 4 turbo-hélices Allison T 56 A 15 de 4.090 HP


Desempenho:

- vel. máx. cruzeiro: 560 Km/h
- alcance: 3.792 Km
- alcance com tanques extras: 7.876 Km
- autonomia: 8 h

 

Pesos:
- vazio: 34.686 Kg
- máx. decolagem: 79.379 Kg
 

Dimensões:
- envergadura: 40,41 m
- comprimento: 39,00 m
- altura: 11,66 m
- área alar: 162,10 m2


Tripulação: 5 tripulantes mais 90 soldados ou 64 pára-quedistas ou ainda, 74 macas e 2 médicos
 


A Brig. de Infantaria Pára-quedista como integrante da FAR, poderia ser empregada na seguinte situação:

 

Imagens

Eventos

A guerrilha de orientação de fachada maoísta, Frente Socialista de Libertação - FSL, inicia uma grande ofensiva na Republica de San Jose, país fronteiriço com a região norte do Brasil. Esta guerrilha ver o Brasil com uma ameaça por causa do forte apoio brasileiro ao Governo de San Jose, através de ajuda humanitária. A FSL planeja tomar a cidade de Mariel, estrategicamente localizada a 120 Km da fronteira brasileira, e onde existe nesta cidade uma equipe médica do Brasil, funcionários brasileiros de uma empresa petrolífera e suas famílias . 

A região próxima a Mariel está cercada e a queda da cidade é esperada para poucos dias diante de uma coluna da FSL. A guerrilha ameaça os brasileiros com represálias. O  Governo de San Jose admite que não tem condições de defender a cidade e nem de retirar o pessoal brasileiro pela única via aberta, a pista de pouso de Mariel. É solicitado ao Governo brasileiro que providencie meios adequados para a retirada do seu pessoal.

Imediatamente, no Palácio da Alvorada em Brasília, o Presidente da Republica, reunido com o Conselho de Segurança Nacional, decide acionar os dispositivos da FAR. Fica decidido que a pista de pouso de Mariel será tomada em um assalto aerotransportado e que comandos transportados por helicópteros desceram na cidade junto ao posto médico brasileiro e da vila de brasileiros e conduzirá a todos através de caminhões para a pista de pouso de onde serão transportados para o Brasil. Os brasileiros em Mariel serão avisados com antecedência da operação de resgate via rádio. 

Aviões R-99 A e B da FAB, Força Aérea Brasileira, dão cobertura à operação de resgate monitorando constantemente o ar e o solo. Aviões A-1 e AT-29 dão cobertura armada. 

Unidade precursora da Brigada de Infantaria Pára-Quedista, salta sobre Mariel para entrar em contato com os brasileiros e balizar  o assalto aeroterrestre.

Comandos do 1° BFESP desembarcam de helicópteros Pantera do 4° Esq. de Aviação do Exército, tomam o posto médico e a vila brasileira e preparam a transferência dos civis para a pista de pouso. 

Exercício de Adestramento

Pára-quedistas saltam de aviões C-130 Hércules da FAB sobre a pista de pouso de Mariel e a tomam de assalto. Uma unidade de engenharia realiza pequenos reparos na pista para o recebimentos dos aviões de resgate.

Os brasileiros são embarcados em vários aviões C-130 da FAB e levados em segurança para o Brasil.

 


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Assunto: Brigada Pára-quedista