Perfil da Unidade

 

 

FORÇA DE AÇÃO RÁPIDA ESTRATÉGICA

A rapidez é a essência da guerra. Aproveite a falta de preparo do inimigo: passe por caminhos inesperados e ataque-o onde este não tenha tomado precauções.

Sun Tzu, A Arte da Guerra  


Nos últimos anos, o conceito de desdobramento rápido de forças militares para focos de distúrbios e conflitos  adquiriu um novo significado, principalmente devido aos avanços na tecnologia militar e à realidade da "aldeia global". As comunicações modernas fizeram com que todos os países do mundo se transformassem em vizinhos, compartilhando problemas, responsabilidades de paz e de segurança.

As tragédias da Somália e da Bósnia e os massacres cruentos em Ruanda e Burundi causaram remorsos na consciência mundial e contribuíram para um crescente sentimento internacional e regional de responsabilidade comum, levando muitas nações a se preparem para trabalharem com forças de paz. Os conflitos das Ilhas Malvinas, da Guerra do Golfo, do Afeganistão, da Colômbia e tantos outros, mostraram a muitas nações a necessidade de disporem de forças de deslocamento rápido para protegerem os seus interesses.

Muitos países se adequaram a nova realidade mundial e montaram forças de rápido deslocamento para atender as suas necessidades ou aos apelos da comunidade mundial, normalmente feitos através da ONU. Os ingleses, por exemplo, têm a sua 5ª Brigada Aeroterrestre e a 3ª Brigada de Comandos reservada para operações "fora da área". Unidades destas formações constituíram a ponta de lança no assalto para retomar as Ilhas Malvinas em 1982. Os belgas têm a sua Brigada de Comandos Pqdt especialmente treinada para operações africanas. Da mesma forma, a Legião Estrangeira Francesa e as unidades pára-quedistas deste país sempre proporcionam tropas para operações intervencionistas, invariavelmente na África. Quando são requisitados para rapidamente se desdobrarem, a fim de executarem uma operação intervencionista, os americanos recorrem primeiro aos seus batalhões Ranger - como no assalto aeroterrestre a Granada em 1983 - ou às suas 82ª Div Aeroterrestre, 101ª Div Aeromóvel e a 10ª Div. de Montanha- como no Panamá em 1989, Bósnia ou Afeganistão - sempre apoiados pelos Fuzileiros Navais, que possuem Corpos Expedicionários os MEU(SOC) - Marine Expeditionary Unit, especialmente preparados para rápidos deslocamentos, como o exigido no Afeganistão em 2001. A capacidade de projeção de forças da Índia é feita sob medida para a 50ª Brigada Pára-Quedista Independente. Durante a tentativa de golpe em novembro de 1988 nas Ilhas Maldivas, a Índia deslocou via aérea dois dos batalhões para-comando da brigada, com unidades de apoio, no espaço de um dia, os quais rapidamente derrotaram os rebeldes. Cumpre ressaltar que o núcleo destas Forças de Deslocamento Rápido - FDR, é quase sempre uma unidade de assalto aeroterrestre, com uma provável força de acompanhamento marítima mais pesada e com maior capacidade de durar na ação.

Exemplos de FDR:

Fuzileiros britânicos do 45 Commando em operação nas montanhas do Afeganistão. Fuzileiros Navais americanos da 26 MEU caçando terroristas no Afeganistão.

Legionários franceses operando na África.

50ª Brigada Pára-Quedista Independente indiana em manobras.

O Brasil tem um vasto território a proteger, procura aumentar a sua presença mundial e também busca um lugar permanente no Conselheiro de Segurança da ONU, diante de tanta responsabilidade se viu na obrigação de criar a sua própria FDR. Atendendo a este anseio o Exército brasileiro criou a Força de Ação Rápida Estratégica. Ela tem como missão atuar, imediatamente, em qualquer área estratégica de interesse da segurança nacional. Esta força localiza-se nos Comandos Militares do Leste e do Sudeste, em condições de, rapidamente, aprestar-se e deslocar-se,  para qualquer parte do território brasileiro em até 48 horas. A FAR conta com o apoio da Marinha e da Força Aérea para auxiliar em seu deslocamento, suprimento e apoio armado. 

A Força de Ação Rápida Estratégica é constituída pelos seguintes elementos:

Brigada de Operações Especiais:

Com a Bda Op Esp o Exército brasileiro dispõe de meios mais versáteis e eficazes que lhe assegurem pronta resposta no manejo de crises e conflitos, mediante o emprego de destacamentos integrados por pequenos efetivos, especialmente motivados, adestrados e equipados. Normalmente, as operações especiais são conduzidas para cumprir missões significativamente influenciadas pela sensibilidade política dos ambientes em que são desenvolvidas. As características culturais em uma determinada área, por exemplo, podem impor uma presença extremamente discreta e de baixo perfil. Já em um outro cenário, considerações de caráter político podem exigir uma ação de grande visibilidade, com destaque para o efeito dissuasório resultante. 

O planejamento e a execução das operações especiais não negligenciam os tradicionais Princípios de Guerra. Entretanto, sua aplicação se faz de forma diferenciada. Devido ao enfoque específico das ações a serem conduzidas, os comandantes de destacamentos operacionais devem identificar os efeitos do seu ambiente operacional e a capacidade de sua força na aplicação dos Princípios de Guerra. 

As operações especiais, via de regra, devem ser desenvolvidas com oportunidade para alcançar pleno êxito. A vantagem tática pressupõe períodos de tempo limitados e obtenção de superioridade relativa. A experiência demonstra que uma oportunidade não se repete. Perdê-la pode significar pagar custos bastante elevados tanto políticos quanto militares.

Brigada de Infantaria Pára-quedista:

É composta de três Batalhões de Infantaria, um Grupo de Artilharia de Campanha, um Batalhão Logístico, um Esquadrão de Cavalaria, uma Companhia de Engenharia, uma Companhia de Comunicações, uma Companhia de Comando e uma Companhia de Precursores. Esta localizada no Rio de Janeiro e conta com o apoio do  1º Grupo de Transporte de Tropa/V Força Aérea.

 

12 ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel):

Está organizada, equipada e adestrada para cumprir missões em curto prazo e em qualquer ponto do território nacional. Podendo deslocar-se por via aérea, em aviões de empresas civis e da Força Aérea, a partir das bases situadas nas proximidades de seus quartéis, a Brigada Leve constitui-se num eficaz instrumento de alcance estratégico, permanentemente à disposição do Exército.  A 12ª Brigada é a primeira experiência da Força Terrestre no sentido de implantação de uma força de combate leve. Cabe ressaltar que a Brigada Leve não é uma Grande Unidade exclusivamente aeromóvel e sim uma Brigada de Infantaria Leve otimizada para operações aeromóveis. Portanto, sua estrutura e doutrina de emprego devem ser adequadas a ambas as finalidades. Está composta pelos 5º, 6º e 39º Batalhões de Infantaria Leve (BIL), pelos 20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve e 22º Batalhão Logístico Leve e   um pelotão de comunicações agregado ao comando da Brigada. Em breve, uma companhia de engenharia de combate será integrada ao conjunto.

 

Esquadrões de Aviação do Exército:

A Aviação do Exército é composta pelos 1º, 2º, 3º e 4º Esquadrões de Aviação do Exército. Os 1º, 2º e 3º  Esquadrões, proporcionam à 12ª Brigada Aeromóvel o seu principal meio de transporte. O 4º Esquadrão de Aviação do Exército está desdobrado em Manaus, em condições de apoiar qualquer operação que se realize naquela área. Este Esquadrão também é dotado de aeronaves Sikorsky S-70A Black Hawk. 

 

Panther

Utilizados para dar mobilidade a tropa, podendo transportar até sete combatentes armados. Os Panteras podem levar  para autodefesa metralhadoras laterais FN Herstal de calibre 7,62mm nas laterais das portas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esquilo

Conhecidos também como Fennec são utilizados para dar mobilidade a tropa, podendo transportar até sete soldados completamente armados.

 

Black Hawk

O 4º Esquadrão de Aviação do Exército baseado em Manaus opera os 4 Black Hawk do Exército.

 

Aeronaves do Exército Brasileiro
Designação na MB
Tipo
Emprego
Quantidade
HÁ-l Helibras HB350Ll ESquilo Ataque / Reconhecimento 16
HÁ-l Eurocopter AS550A2 Fennec Ataque / Reconhecimento 19
HM-l Aerospatiale AS565K Pantera Manobra 36
--- Sikorsky S-70A Black Hawk Transporte 04