OVERLORD - DIA D - NORMANDIA (FRANÇA) - 1944

2 - O PLANO


1- A PREPARAÇÃO

2 - O PLANO

3 - O INIMIGO

4 - ALIADOS

5 - ASSALTO AEROTERRESTRE

6 - DESEMBARQUE 

NAS PRAIAS

7 - O FIM DO DIA

8 - O DIA-D 

HORA A HORA



Na quinta-feira, 5 de junho de 1944 dois exércitos aliados participaram do desembarque na Normandia. A oeste, o 1o Exército americano e a leste, o 2o Exército britânico. Os americanos embarcam nos portos compreendidos entre Salcombe e Poole; os britânicos, nos portos compreendidos entre Solent e Newhaven. Dez divisões, chamadas follow up, seguem imediatamente as unidades de assalto. Embarcam por via aérea. Os americanos em Plymouth e em Falmouth, os britânicos no estuário do Tâmisa, em Sheernes, Southend e Harwich.    

Apoio Naval

O destreier USS Emmons, ataca canhões alemães de 88 mm em Port-en-Bessin

O apoio naval foi fundamental para a invasão. O destróier USS Emmons, ataca canhões alemães de 88 mm em Port-en-Bessin.

A travessia da Mancha exigiu um plano, chamado Netuno, de extraordinária complexidade. Trata-se de atravessar um mar difícil, minado pelo amigo e pelo inimigo, com 4.126 lanchas de desembarque, divididas em 26 categorias, a maior parte das quais são notáveis pela sua má qualidade náutica e, além disso, por ter tripulação constituída por marinheiros de ocasião. Apesar de seu nome “craft”, os LCT, com sua pesada maquinaria traseira e sua dianteira não flutuante, fazem a travessia por seu próprios recursos. Tinha-se o direito de esperar que se empenhassem nessa aventura numa bela noite de verão; enfrentarão o mar com ocos de 2 metros e ventos contrários de 28 nós.

Esta massa de lanchas de desembarque, como a maioria dos 1.213 navios de guerra que as escoltam ou as apóiam, deve passar por uma verdadeira estação reguladora, uma zona dita Z e apelidada “Picadilly Circus”. Medindo 10 milhas de diâmetro, ela tem seu centro a 18 milhas a sudoeste de Wight. Diagramas de velocidade extremamente rigorosos, chamados “Mickey Mouse Diagrams”, foram entregues a cada formação ou comboio.  

De Picadilly Circus parte “the Spout”, o Coletor, abrindo-se até uma linha pontilhada de Barfleurcap de Antifer. O Spout atravessa o grande campo de minas alemães submersas no meio da Mancha, com cinco pares de canais, tráfego lento e tráfego rápido, em manobra de dragagem. A operação, iniciada na tarde do dia 5, prossegue sem parecer despertar a atenção do inimigo.

Saindo do Spout, os comboios navegarão em leque, em direção às cinco zonas de desembarque, cada uma correspondente a uma divisão. De oeste para leste, recebem os seguintes nomes convencionais: Utah (4a Divisão dos EUA); Omaha (1a Divisão dos EUA), Gold (50a Divisão britânica), Juno (3a Divisão canadense) e Sword (3a Divisão britânica).  

Landing Ships e Landing Craft não suprimem o problema dos portos. Instalações protegidas são necessárias, a curto prazo, para a manutenção de um grande exército de operações. Uma solução consiste em apoderar-se, desde os primeiros dias, de um grande porto - mas é preciso levar em consideração o inimigo, também pela resistência que oporá, quanto pelas destruições que executará. A resposta e a solução transitória residem nos dois portos artificiais, um para a zona do desembarque britânico, outro para a zona americana, que, sob o nome convencional de Mulberry, crescem nos ancoradouros e nos estuários do Reino Unido.  

Esses portos Mulberry, simples em seu princípio, são de uma complexidade técnica fascinante. O trabalho será desenvolvido de forma clássica, afundando diante das praias velhos vapores chamados Gooseberries, lastreados de cimento de solidificação rápida. Esses quebra-mares sumários serão reforçados por alinhamentos flutuantes de cilindros de aço e de concreto, ou Bombardons. As peças mestras serão colocadas depois: caixões de concreto armado, ou Phoenix, altos como casas de 5 andares e que deverão ser rebocados através da Mancha.

portos Mulberry

Um grande segredo aliado: os portos Mulberry.

Os diques assim improvisados, estendendo-se por muito quilômetros, protegerão superfícies de água de mil hectares, onde cais, chamado whales, formados de grandes caixões, serão ligados às margens por faixas metálicas flutuantes. Sete liberty ships e uma trintena de landing crafts poderão ser desembarcados ao mesmo tempo. A capacidade de um porto sintético equivalerá à de Dover. Prazo concedido para a construção: 15 dias.  

As esquadras que participam desta fabulosa travessia da Mancha foram divididas entre uma Western Task Force, do Almirante Alan Kirk, geminada com o 1o Exército americano, e uma Eastern Task Force, do Almirante Sir Philip Vian, geminada com o 2o Exército britânico. Seguem, à frente de seus 213 navios, 7 couraçados (4 ingleses, 3 americanos), 23 cruzadores (16 ingleses, 3 americanos, 2 franceses, 1 polonês), 168 destróieres e fragatas (79 ingleses, 36 americanos, 3 franceses, 3 noruegueses, 2 poloneses). Dois terços desta frota sem precedentes são, pois, britânicos, depois de 5 anos de guerra e da perda de 3 couraçados, 2 cruzadores de batalha, 8 porta-aviões, 45 cruzadores e cruzadores auxiliares, 136 destróieres, etc. Prova impressionante de vitalidade e de energia.    

A maior parte das unidades de combate deve apoiar o desembarque, atirando contra os objetivos terrestres. As outras vigiam as entradas da Mancha ou estendem cortinas de segurança contra os submarinos e as veddettes inimigas. Por mais fracos que sejam os alemães no mar, não são totalmente inofensivos. Em maio, um grupo de S-Boote interveio num exercício de desembarque, pondo a pique três preciosos LST, afogando 700 soldados e marinheiros. Com os milhares de alvos que enchem a Mancha, alguns comandantes enérgicos podem causar desastres, na proporção de 1 contra 100.    

Frota de invasão se prepara na Inglaterra

A frota de invasão se prepara na Inglaterra.

Apoio aéreo

O apoio aéreo não é menos gigantesco que o apoio naval. O Marechal-do-Ar Sir Trafford Leight-Mallory, tem sob suas ordens 13.000 aviões operacionais, dos quais 11.590 disponíveis. A RAF e as diversas formações que lhe são subordinadas, Royal Canadian, Australian, New Zealand, forças aéreas polonesas, francesas, belgas, holandesas, norueguesas, concorrem para esse total com 5.510 aparelhos.

A 8a US Air Force, comandada pelo General Doolittle, contribui com 6.080. Os 3.440 bombardeiros pesados noturnos e diurnos são: Halifax, Lancaster, B-17 ou Fortalezas Voadoras, B-24 ou Liberator, transportando entre 1.800 e 6.350 kg de bombas. Os 930 bombardeiros leves consistem em Mitchell, Boston, Mosquito, B-26 ou Marauder - A-20 ou Havoc. Mais de 1.500 aparelhos, pertencentes a uma dezena de categorias, representam o reconhecimento, a coordenação, a vigilância costeira, a luta anti-submarina, o serviço sanitário, etc., e 1.360 aparelhos, mais 3.500 planadores, constituem a frota de transportes: Hamilcar e Sterling, ingleses; C-47 ou Dakota, americanos. Enfim, a coorte dos 4.190 caças e caças-bombardeiros, Spitfire, Typhoon, P-38 ou Lightning, P-47 ou Thunderbolt, P-51 ou Mustang. O SHAEF avalia em 15 contra 1 sua superioridade aérea. A avaliação alemã, de 50 contra 1, está mais próxima da verdade.    

P-51s dão proteção para Dakotas e Wacos durante o Dia-D

Caças P-51C escoltam aviões de transporte C-47 Dakotas e seus planadores Waco CG-4

Esta formidável aviação já tinha aberto brechas na Muralha do Atlântico. Eisenhower juntamente com Tedder, acreditava que os ataques aéreos eram fundamentais para o sucesso da "Overlord". Mesmo o comando de bombardeiro tendo o seu programa de missões traçado,  Eisenhower, como Comandante-em-Chefe inclusive de todas as armas aéreas determinou um planejamento detalhado de ataque aéreos que visava destruir a força de caça alemão, interromper as comunicações do inimigo, destruir ferrovias, locomotivas, pátios manobra, instalações de reparo e manutenção, rodovias e pontes, e impedir que as reservas inimigas chegassem ao campo de batalha. 

Até o fim de março, as metas da ofensiva combinada de bombardeiros foram:

1) A redução da Força Aérea Alemã.
2) A redução do potencial bélico alemão.
3) O enfraquecimento da determinação do povo alemão.

Ttyphoons atacam a Marinha alemã

Typhoons atacam a Marinha alemã

Nas últimas fases, as necessidades diretas da invasão do continente ("Overlord") e do desembarque de assalto anfíbio ("Netuno") receberam prioridade com cinco tarefas básicas:

1) Alcançar e manter uma situação aérea pela qual a Luftwaffe fosse incapaz de interferir eficazmente nas operações aliadas.
2) Prover contínuo reconhecimento dos dispositivos e movimentos inimigos.
3) Interromper as comunicações e os canais de abastecimento, para os reforços inimigos.
4) Desfechar ataques ofensivos às forças navais inimigas.
5) Prover uma ponte aérea para as forças aeroterrestres.

Na fase do assalto, o plano destinava-se a:

1) Proteger o deslocamento, através do Canal, das forças de assalto dos ataques aéreos inimigos e ajudar as forças navais e protegê-lo contra ataques navais inimigos.
2) Proteger a via para o assalto, neutralizando as praias.
3) Proteger as praias de desembarque e as concentrações de embarcações.
4) Deslocar as comunicações e o controle de movimento inimigos, durante o assalto.

Além dessas tarefas, manteve-se ataque sistemático contra os locais de bombas voadoras e bases de foguete, protelando assim a ameaça às áreas de reunião, às embarcações agrupadas e a todos os complicados preparativos que estavam ao alcance das novas armas inimigas.

Para fazer face a esses compromissos, o Marechal-Chefe-do-Ar Leigh-Mallory dispunha de 5.677 aviões da 9a Força Aérea Americana e da 2a Força Aérea Tática da RAF. Desses, 3.011 eram bombardeiros médios e leves, caças e caças-bombardeiros, sendo o restante aviões de transporte, planadores, aviões de reconhecimento e observadores de artilharia.

 Aviões Douglas A-26 Invader atacam a malha ferroviária alemã

Entre 9 de fevereiro e o DIA "D", essas forças, com a ajuda dos bombardeiros pesados da Ofensiva Combinada de Bombardeiros, atacaram 80 alvos ferroviários, com 21.949 aviões despejando 76.200 toneladas de bombas: 51 alvos foram destruídos, 25 seriamente danificados e os 4 restantes sofreram danos leves. A 6 de março, o Comando dos Bombardeiros  desfechou seu primeiro ataque vigoroso a Trappes, a uns 30 km ao norte de Paris, afirmando ter acertado 190 impactos diretos. O efeito final revelou a insuficiência das estimativas dos serviços de informações e contribuiu um pouco para justificar as opiniões dos Marechais-do-Ar de que "sentiam" e "achavam" que estavam atingindo seus vários objetivos. Por volta do DIA "D", pelo menos 75% do tráfego ferroviário a 240 km do campo de batalha estavam inutilizados e todo o sistema ferroviário do noroeste europeu fora deslocado.  Nem as fotografias aéreas e nem mesmo a observação visual do terreno conseguiam revelar as condições das locomotivas e do material rolante ainda "existentes", mas muitas vezes seguros "pela último contrapino".

No começo de maio, as Forças Aéreas Táticas desfecharam um assalto geral aos trens, ferrovias e pontes ferroviárias sobre o Sena, além de Paris. Ataques in tensos foram feitos a Mantes-Gassicourt, Liege, Gante, Courtrai, Lille, Hasselt, Louvain, Boulogne, Orleãs, Metz, Mu-lhouse, Rheims, Troves e Charleroi. A configuração dos bombardeios poderia servir para isolar tanto o Passo de Calais , como a Normandia, e não revelou a área planejada para o assalto aliado. Em essência, os ataques às pontes rodoviárias e ferroviárias sobre o rio Loire muito. ajudaram o DIA "D". Em resumo, todas as pontes que serviriam ao campo de batalha estavam destruídas. 

Os ataques às instalações de radar, de rádio e de navegação paralisaram as comunicações inimigas e tornaram seu reconhecimento aéreo e naval virtualmente impossível. Foram atacadas, também com êxito, 49 baterias costeiras que cobriam as vias marítimas, enquanto que os assaltos ininterruptos à indústria aeronáutica alemã reduziram sua produção a cerca de 40 por cento. Sabia-se que mais de 5.000 aviões inimigos haviam sido destruídos em combate entre meados de novembro e o DIA "D". Esses fatos, combinados com a constante hostilização dos campos de aviação e com as perdas inimigas de pilotos treinados, eliminaram efetivamente a interferência aérea inimiga no campo de batalha.

Fortaleza Voadoras em mais uma missão sobre a Europa ocupada

Como resultado secundário da ofensiva contra as ferrovias, 18.000 homens da "Organização Todt" foram obrigados a deixar de fazer trabalho urgente de reforço da "Muralha Atlântica" para se dedicarem às tarefas ainda mais urgentes de reparos na rede ferroviária.

Nas últimas semanas anteriores ao DIA "D", as tropas inimigas, muitas delas de baixa qualidade, permaneceram dia e noite quase que indefesas sob as bombas aliadas. Isto dá uma idéia, ainda que breve, da inestimável contribuição do poderio aéreo no apoio direto dos desembarques da Normandia.

A hora H

A hora do ataque deu lugar a uma arbitragem das vantagens e dos inconvenientes. Um desembarque vesperal era recomendável por muitas razões. Preferiu-se um desembarque matinal, por temor da confusão que a noite poderia causar. Quanto à maré, teria sido racional utilizá-la para conseguir atingir o ponto mais próximo à costa; preferiu-se, contudo, a maré baixa - iludindo, assim, o prognóstico de Rommel, porque a maré baixa descobre os arrecifes artificiais colocados pelo inimigo. Levando-se em conta as variações locais da hora da maré baixa, a abordagem das praias foi marcada para as 6h30 (Utah e Omaha), 7h25 (Gold e Sword), 7h35 e 7h45, respectivamente, para a direita e a esquerda de Juno.    

As zonas de desembarque

As cinco zonas de desembarque não são nem justapostas nem idênticas. Cada uma representa um problema particular e foi objeto de um plano especial.  

MAPA GERAL DA OPERAÇÃO

Sword se estende da embocadura do Orne à pequena estação balneária de Lion-sur-Mer. A costa é uniformemente plana e arenosa. A estrada que margeia a costa, RN 814, está bordada de casas e mansões contínuas que se adensam nas pequenas aglomerações de Riva-Bela e do Ouistreham, término do canal marítimo de Caen. A forma envolvente do litoral facilita concentrações de fogo contra os navios. É a razão pela qual aí se colocou um pesado apoio naval, compreendendo sobretudo o Warspite, o Ramillies, o monitor Roberts, encarregados de fazer calar as baterias de Villerville, de Berville e de Houlgate. Para guiar o desembarque da 3a Divisão britânica e da 27a Brigada Blindada, enviou-se o submarino de bolso X-23, comandado por dois oficiais, à embocadura do Orne. Deveria emergir no dia 5, de manhã, e orientar os comboios. Tendo sido adiado o desembarque, o X-23 recebeu ordem de esperar, submerso, 24 horas suplementares. Ele espera.  

Esta zona Sword tem importância devido à sua proximidade com Caen. A cidade, considerada como porta de saída da Normandia para Paris, deve ser tomada já no dia D. Tarefa pesada, para a qual se justapôs, ao desembarque nas parias, um desembarque de tropas aerotransportada. 

Comandada pelo Major-General Gale, a 6a Divisão aerotransportada britânica é encarregada da operação. Sua missão consiste em tomar a margem direita do Orne, para cobrir o flanco esquerdo da invasão. A 3a e a 5a brigadas de pára-quedistas saltarão ou serão levadas por planadores, nas três dropping zones (zonas de salto): V, perto de Varaville; K, perto de Touffréville; N, perto de Amfréville. Deverão apoderar-se de surpresa das pontes sobre o Orne e o canal marítimo, em Benouville e Rainville; fazer explodir as pontes sobre o Dives, em Péries, Robehomme e Troarn; enfim, destruir a bateria de Merville, na desembocadura do Orne. Rebocando seus trens aéreos, os grupos da RAF 38 e 46 levantam vôo da região de Oxford, num céu de tormenta. Devem transpor a costa francesa à meia-noite.  

Oito km a oeste de Lion-sur-Mer, começa a zona Juno. A costa é precedida de arrecifes rochosos, que tornam difícil um desembarque com a maré completamente baixa. O que levou a retardar ligeiramente a hora do ataque. Um outro submarino de bolso, o X-20, espera o comboio que traz a 3a Divisão canadense, cujo setor se estende de Saint-Aubin até Courseulles-sur-Mer. Ela deve, durante o primeiro dia, ultrapassar a estrada de Bayeux a Caen e apoderar-se do aeroporto de Carpiquet.

Na zona Gold, a 5a Divisão britânica e a 8a Brigada Blindada devem apossar-se da região entre o povoado de La Riviére e o povoado do Hamel. Nada hospitaleira, a costa é muito menos habitada que ao longo de Riva-Bella. Além das praias, estendem-se pântanos, contornados pela RN 814. O Plano prevê que as tropas desembarcadas se estenderão para oeste, a fim de apoderar-se de Arromanches-les-Bains, onde um porto Mulberry deve ser construído. Internando-se no interior, a outra ala de ataque deve libertar, logo na primeira noite, a pequenina Subprefeitura de Bayeux.

Cerca de 25km separam o setor britânico do setor americano. A costa e o interior da região mudam. Os problemas do desembarque e do pós-desembarque se emaranham em dificuldades.  

US Army - Equipe de Assalto - 30 homens -  LCVP - "Higgins Boats"

01 - Líder da seção de assalto. (1 Carabina M1; 1 Granada de fragmentação; 1 Granada de fósforo branco; 6 Granadas de fumaça colorida)

02 - Equipe de Rifle. (5 Rifles M1 Garand; 7 Granadas de fragmentação; 3 Granadas de fósforo branco; 1 Granadas de rifle; 1 Torpedo bangalore)

03 - Equipe de remoção de arame-farpado. (4 Rifles M1 Garand; 2 granadas de  fósforo branco; 2 Torpedos bangalore)

04 - Equipe de Fuzil Automático (BAR). (1 Rifle; 1 BAR; 27 Carregadores de BAR)

05 - Equipe de Bazooka. (1 rifle M1 Garand; 1 Carabina M1; 1 Bazooka; 18 projeteis de Bazooka)

06 - Equipe de Morteiro. (1 Pistola Colt .45; 3 Carabinas M1; 1 Morteiro de 60mm; 36 projéteis de morteiro )

07 - Equipe de Metralhadora Leve. (1 Pistola Colt .45; 3 Carabinas M1; 1 Metralhadora M1919A4 .30; 1.250 projeteis de .30)

08 - Equipe de Lança-chamas. (1 Pistola Colt .45; 1 Rifle M1 Garand; 1 Lança-chamas; 6 Granadas de fragmentação; 4 Granadas de fósforo branco)

09 - Equipe de Demolição. (4 Rifles M1 Garand; 8 cargas explosivas (satchel); 3 cargas explosivas (pole); 6 blocos de TNT; 4 Granadas de fragmentação; 4 Granadas de fósforo branco )

10 - Assistente do líder da seção de assalto. (1 Rifle M1 Garand; 8 Granadas de fragmentação; 2 Granadas de fósforo branco)

11 - Médico (1 Pistola Colt .45)

 

Torpedos Bangalore: Esses torpedos não são outra coisa senão um longo tubo cheio de explosivos. Os tubos são introduzidos nos campos minados, e ao explodir detonam todas as minas colocadas ao longo do torpedo. Tem uso similar para a destruição de cercas de arame farpado. Por meio deles, abrem-se estreitas passagens através dos alambrados e dos campos de minas, pelos quais as tropas podem passar e continuar o ataque, enquanto outros contingentes na retaguarda se encarregam de limpar o resto dos obstáculos.

Omaha Beach se estende de Port-en-Bessin até a ponta e o redemoinho de Percée. Rochedos de aproximadamente 30 metros de altura o emolduram nas duas extremidades. A praia, dominada por um espesso cinturão de dunas, não é transitável senão através de pistas arenosas que conduzem às aldeias de Grand-Hameau, Colleville-sur-Mer, Saint-Laurent-sur-Mer e Vierville-sur-Mer. Esses caminhos íngremes, que os documentos de estado-maior designam por um americanismo, draws, são as únicas saídas de Omaha Beach para a 1a DI americana e os elementos que constituem a primeira onda de ataque.  

Do outro lado, o terreno é desfavorável às operações de um exército fortemente motorizado. A planície livre dos arredores de Caen torna-se um bosque coberto de campos de macieiras, cortado por caminhos escavados, dividido em uma multidão de parcelas fechadas por elevações de terra e cercas espessas. Um fosso se junta a esse labirinto: o Aure, que, desde Bayuex, corre paralelamente ao mar. Naturalmente pantanoso, inundado pelos alemães, seu vale é intransponível entre o burgo de Trévières e a cidadezinha de Isigny. O plano prevê que as duas localidades serão atacadas na noite do desembarque. Através de Trévières, contornar-se-á a zona inundada. Através de Isigny, serão forçadas as embocaduras do Vire e tentar-se-á, em direção a Carentan, a junção com as tropas desembarcadas no Cotentin. 

Pointe du Hoc é objeto de atenção especial. A bateria encimada neste alto rochedo triangular é considerada como “a mais perigosa de toda a Mancha”. Suas seis peças de 155 mm, de um alcance de 22.000 metros, têm, em mira de fogo, não somente Omaha Beach, mas também, na costa do Cotentin, Utah Beach. Reservam-lhes, por conseguinte, os obuses de 14 polegadas do Texas, e, além disso, um ataque confiado ao tenente-coronel texano James Rudder. Na hora H, seu 2º Batalhão US RANGERS desembarcará ao pé da ponta, descoberta pela maré baixa. Um canhão lança-cabo, prenderá escadas de cordas no flanco vertical sobre o qual será tentado, igualmente, aplicar duas escadas corrediças, emprestadas pelos bombeiros de Londres. Os ensaios executados nos rochedos de greda da ilha de Wight mostraram que este exercício de alpinismo à beira-mar não é impossível - pelo menos, na ausência de fogo inimigo...  

Utah Beach levantava problemas ainda mais difíceis. A praia, diz Ike, “miserável - larga, porém lodosa e cercada por um cinturão de pântanos, ultrapassáveis unicamente numa estreita faixa que conduz às aldeias encarapitadas na Departamental 14. Quatro dessas faixas, as de Pouppeville, de Houdienville, Audouville e de Saint-Martin-de-Varreville, estão designadas como saídas n° 1, 2, 3 e 4. Desembocam num bosque cerrado; depois, além do planalto de Sainte-Mère-Église, as grandes inundações do Douve e do Merderet estendem um dos mais sérios obstáculos diante de um exército que procura penetrar no interior do Cotentin!

Ondas de assalto

O plano de ondas de assalto poderia variar. O esquema acima representa as três primeiras ondas de assalto do setor Easy Green de Omaha.

Primeira Onda- Quatro LCT carregando cada uma três shermans.

Segunda Onda - Seis LCVP com equipes de assalto de cerca de 30 soldados.

Terceira Onda - dois LCM Com equipes de demolição de 27 soldados, além de um dozer-sherman e dois barcos rubber.

 

Embarcações usadas nos desembarques no Dia-D

 

Descrição do barcos de desembarque empregadas pelos aliados

A frota de invasão compreendia, além das naves de guerra destinadas a proteger a operação, uma grande quantidade de embarcações menores. Em sua maioria haviam sido projetadas para o transporte de tropas e veículos. Eis algumas delas:

AKA - Barco de carga que podia transportar 400 homens e 200 veículos.

APA - Transporte para 96 homens e 80 veículos.

LCA - Embarcação de desembarque. Transportava 30 homens equipados.

LCC - Nave de controle de operações anfíbias.

LCH - Barco utilizado como quartel-general. Transportava 60 homens.

LCI - Embarcação para 200 homens equipados.

LCM - Conduzia tanques e veículos dos navios para as praias.

LCP - Transportava 22 homens.

LCT - Transportava 55 homens.

LCT - Conduzia tanques, artilharia e veículos.

LCVP - Embarcação de assalto com rampa. Transportava um veículo ou 30 homens.

LSD - Dique flutuante para reparação de embarcações menores.

LSI - Mercante transformado. Carrega de 18 a 24 embarcações de assalto e 1.100 homens.

LST - Transportava 35 tanques, veículos e 175 homens. Com rampa.

LVT - Transporte anfíbio blindado.

MT - Levava 40 veículos e 160 homens.

SG-B - Transportava 200 toneladas de abastecimentos,

Rhino Ferry - Pontão autopropulsado. Podia transportar uma LST carregada.

Operações aerotransportadas

A grande operação americana de transporte aéreo - 2 divisões, 13.200 pára-quedistas, 822 aparelhos de transporte e 900 planadores - tem por objetivo dominar essa dupla dificuldade.  

Cabe à 101ª Airborne, do General  Maxwell Taylor, controlar as saídas provenientes de Utah Beach, a fim de que a 4a DI dos EUA, desembarcada na praia, não se arrisque a ser imobilizada nas estradas que um punhado de homens e de armas é suficiente para bloquear. Cabe à 82ª Airborne, do General Matthew Ridgway, instalar-se no planalto de Sainte-Mère-Eglise e, além disso, conquistar uma grande cabeça-de-ponte junto ao Douve e ao Merderet.  

Para os pára-quedistas, a  hora H é a meia-noite. Abordaram o Cotentin não pelo leste, mas através do oeste, como se partissem para a Bretanha e, no meio da Mancha, mudassem bruscamente de inspiração. Decolando de nove bases do Devon, das Midlands, do Berkshire, do Wiltshire, etc., seus aviões passam todos por um ponto Elko, ao norte de Southampton. Prosseguem depois até um ponto Hoboken, fazem uma volta de 90 graus, mudam ainda de direção antes de chegar à costa, nos pontos Peoria e Reno, e, dez minutos depois, devem estar sobre suas seis dropping zones, quatro a leste, duas a oeste do Merderet. Cada zona é um oval de 1.600 m de comprimento e 460 m de largura. Decolando 20 minutos antes do grosso das divisões, os batedores, os Pathfinders, se esforçaram para reconhecê-las e, com lanternas portáteis, balizá-las.