OVERLORD - DIA D - NORMANDIA (FRANÇA) - 1944

6 - O DESEMBARQUE NAS PRAIAS

BRITÂNICOS: GOLD, JUNO E SWORD


1- A PREPARAÇÃO

2 - O PLANO

3 - O INIMIGO

4 - ALIADOS

5 - ASSALTO AEROTERRESTRE

6 - DESEMBARQUE 

NAS PRAIAS

7 - O FIM DO DIA

8 - O DIA-D 

HORA A HORA


 Britânicos desembarcam na Normandia

Soldados britânicos feridos dos regimentos South Lancashire e Middlesex recebem ajuda no setor Queen White na praia Sword, por volta da 07:50h de 06/06/1944.

A batalha pela cabeça de ponte do Orne já durava seis horas, quando a força blindada de Hobart conduziu os assaltos marítimos britânico e canadense pelas faixas de praia, cercadas de rochedos, diante de Ouistreham e Lion-sur-Mer, Langrune e Courselle, La Ri-vière e Lê Hamel. Longe, para a direita, além dos afloramentos rochosos de Port-en-Bessin, os americanos haviam sofrido uma hora inteira sob os canhões dos pontos  fortificados inimigos, na longa e desprotegida extensão de praia de "Omaha". As esperanças da surpresa no leste se perderam, mas isso não parecia fazer diferença ao inimigo que era martelado do mar e do céu. Uma cortina de fumaça ocultava todo o flanco esquerdo inglês aos poderosos canhões das baterias do Havre, que tinham resistido a uma centena de bombardeios aéreos e eram uma ameaça mais séria do que o mar agitado, para os grandes comboios que se reuniam a 12 km da costa e lançavam quantidades de pequenos barcos ao mar. As lanchas torpedeiras alemãs, escolhendo o momento para aventurar-se fora do Havre, surgiram momentaneamente da fumaça para disparar quatro torpedos: um deles afundou um destróier dinamarquês; outro, obrigou a nave-capitânia, HMS Largs, a dar totalmente à ré, em ação evasiva, e os dois restantes passarem sem perigo entre os couraçados.

Mas a hora, para a qual se treinara, planejara e que fora tão sonhada desde Dunquerque e que finalmente estava prestes a soar, parecia de certo modo irreal e estranhamente calma. Muitos dos que estavam embarcados tinham uma sensação de decepção e as experiências nas barcaças eram tão variadas que faziam pensar existirem cem batalhas de atordoante diversidade. O inferno e o horror para um homem era, no jargão da época, "uma sopa" para outro a poucos metros dele. Uma batalha é sempre o todo das suas partes.

Um timoneiro foi visto pendurado atrás de seu barco de assalto, servindo de leme humano, dirigindo-o. Homens afundavam aqui e ali, afogando-se; as barcaças de assalto e desembarque prosseguiam, aparentemente transportadas pelo fragor, pela explosiva ferocidade dos seus próprios canhões, enquanto a artilharia blindada e de campanha entrava em ação das barcaças que a transportavam. Minas, morteiros e obuses faziam explodir embarcações, enchendo o ar e o mar com destroços; as explosões pareciam arrancar as entranhas dos barcos maiores e jorrar em fornalhas de onde homens sobreviviam miraculosamente.

O vento forte impelia a maré montante sobre os cinturões externos de obstáculos, nada se podendo fazer, exceto navegar pela floresta mortífera de ferros angulares, estacas de aço e encalhar na arrebentação da praia. Cada homem sabia, por mapas e modelos, a disposição das estreitas sendas situadas além da muralha marítima e que conduziam aos objetivos: granja La Riva, Herman-ville, a crista de Périers, a estrada para Caen. As tropas da 3ª D.I. britânica que iriam desembarcar nos dois setores da praia "Sword", de nomes-código "Queen-Red" e "Queen-White", pensavam na praia, na faixa imediata a ser conquistada, nas minas, nas metralhadoras e nos 88 mm situados de modo a transformar cada metro do caminho numa zona batida. Depois disso, seria ainda uma outra história.

Praia Sword

O 1o Corpo de Exército, britânico, comandado pelo Tenente-General Crocker, atacaria as praias Juno e Sword; seus efetivos eram integrados pela 3a Divisão de Infantaria canadense, 51a Divisão de Infantaria britânica, 3a Divisão de Infantaria, também britânica, e a 6a Divisão de Infantaria de aviação (tropas aerotransportadas); as unidades atacariam seus objetivos, a 9-11 de junho a 3a Divisão de Infantaria britânica, e no dia 6 as restantes.

Ordem de Batalha - 3ª Divisão Inglesa

Commanding General :
Major General Tom G. Rennie  
 
 
8th Infantry Brigade : Brigadier E.E. Cass
1st Bton Suffolk Rgt :
Lt Col. R.E. Goodwin
A Co :
Captain Ryley (KIA 6 June)
B Co :
Major Mac Caffrey
C Co :
Major Charles Boycott
2nd Bton East Yorkshire Rgt :
Lt Col. G.F. Hutchinson (WIA 6 June)
A Co :
Major C.K. King
D Co :
Major Barber (KIA 6 June)
1st Bton South Lancashire Rgt :
Lt Col. R.P.H. Burbury (KIA 6 June)
A Co :
Major Harward (KIA 6 June)
Lt R.W. Pierce (WIA 6 June)
B Co :
Major Harrison (KIA 6 June)
Lt B. Walker (KIA 6 June)
C Co :
Major E. Johnson
D Co :
Major J. Egglinton (WIA 6 June)
 
9th Infantry Brigade : Brigadier J.G. Cunningham (WIA 6 June)
2nd Bton Lincolnshire Rgt :
 
1st Bton King's Own Scottish Borderers Rgt :
 
2nd Bton Royal Ulster Rifles Rgt :
Lt Col. I.C. Harris
 
185th Infantry Brigade : Brigadier K.P. Smith
2nd Bton Royal Warwickshire Rgt :
Lt Col. H.O.S. Herdon
1st Bton Royal Norfolk Rgt :
Lt Col. R.H. Bellamy
B Co :
Major Eric Cooper-Key
D Co :
Major Papillon
2nd Bton King's Shropshire Light Inf. Rgt :
Lt Col. F.J. Maurice
Hq Co :
Captain C. Brooke-Smith
Support Co :
Captain T.H. Read
W Co :
Major A.F. Slatter
X Co :
Major G.M. Thornycroft
Y Co :
Major P.C. Steel (KIA 6 June)
Z Co :
Major P.H. Wheelock
 
27th Armoured Brigade : Brigadier G.E. Prior-Palmer
13th/18th Royal Hussars :
Lt Col. Harrap
1st East Riding Yeomanry :
 
The Staffordshire Yeomanry :
Lt Col. J.A. Eadie
A Sq :
Major M. A. Spencer-Nairn
B Sq :
Major G. J. W. Turner
C Sq :
Major P. B. Griffin
 
3rd Recce Rgt (Northumberland Fusiliers) :
 
2nd Bton Middlesex Rgt :
 
 
Divisional Artillery :
 
7th Field Rgt :
Lt Col. N.P.H. Tapp
33rd Field Rgt :
 
76th Field Rgt :
Lt Col. Mervyn Foster
20th Anti-Tank Rgt :
 
92nd Light Anti-Aircraft :
Btry 318
 
Divisional Engineers :
Colonel 'Tiger' Urquhart
15th Field Park Co :
Major H.C. Dykes
17th Field Co :
Major Willison
246th Field Co :
Major R.M.S. Maude
253rd Field Co :
Major J.P. Asher
       
Divisional R.A.S.C :
 
23rd Co :
 
47th Co :
 
48th Co :
 
172nd Divisional Co :
 
 
Divisional R.E.M.E :
 
8th Infantry Brigade Workshop :
 
9th Infantry Brigade Workshop :
 
185th Infantry Brigade Workshop :
 
 
22nd Dragoons :
 
5th Assault Rgt RE :
Lt Col. A.D.B. Cocks (KIA 6 June)
629th Field Squadron :
 
5th Armoured Inf. Co :
Major Freeman
 
1st Special Service Brigade :
Brigadier General Lord Lovat
N°3 Commando :
Lt Col. Peter Young
N°4 Commando :
Lt Col. R.W.P. Dawson
1er Bton Fusiliers Marins Commando :
Capt de Corvette Philippe Kieffer
N°6 Commando :
Lt Col. Derek Mills-Roberts
N°45 Royal Marine Commando :
Captain R.M N.C. Ries
 
4th Special Service Brigade :
Brigadier B.W. Leicester
N°41 Royal Marine Commando :
Lt Col. T.M. Gray
N°46 Royal Marine Commando :
Lt Col. Campbell R. Hardy

R.A : Royal Artillery
R.E : Royal Engineers
R.E.M.E : Royal Electrical and Mechanical Engineers
R.A.S.C : Royal Army Service Corps

Os objetivos:

A 3ª Divisão de Infantaria britânica faria o assalto inicial:

A invasão:

 

Os tanques especiais dos 22º Dragões foram os primeiros a chegar a praia junto com as equipes de demolição, era 07:20h e eles engajaram as defesas alemãs imediatamente. A FORÇA "S", de "Sword", lançara seus tanques DD na água a 5 km da praia e era evidente que só uma excelente habilidade náutica das suas tripulações, o 13.°/18.° de Hussards, conseguiria trazê-los a tempo para terra firme, se chegassem. Eles estavam afundados n´água, batidos por ondas de 1,20 m de altura, com suas cinzentas cúpulas quase invisíveis. Uma linha de barcaças de desembarque de tanques, cortando suas proas, afundou dois deles e poderia ter afundado mais, não tivesse um colchão de foguetes errado o alvo, obrigando a barcaça a mudar de rumo. Ás 07:30h 20 LCAs com as companhias de assalto do 1º South Lancs e do 2º East Yorks chegam a praia. Em Queen Red a luta foi intensa e o 2º East Yorks sofreu pesadas baixas. Os LCIs que desembarcaram os 177 soldados franceses do Commando Kieffer, tropas do 10 Commando Interaliado, chegaram a praia às 07:31h

Quando o bombardeio dos couraçados cessou, os acessos da costa eram um torvelinho de barcos e destroços. Quase na hora certa, os tanques malhadores subiram a praia, na vanguarda de oito equipes de assalto, dirigindo-se para as saídas, combatendo canhões inimigos à queima-roupa, seguidos por toda uma estranha constelação de monstros blindados: os tanques de pontes, "carretéis", Petards e 33 dos 40 tanques DD, saindo das águas a tempo de lançar a infantaria através do perigoso trecho de praia.

Em poucos minutos, os destroços dos carros blindados deram uma dimensão grotesca ao inferno. Um malhador, perdendo suas lagartas, continuou combatendo um 88 mm inimigo; outro preparou-se, um tanque de ponte perdeu sua instalação e, algures, um tanque DD transformou-se numa confusa massa de aço. Os sapadores, saltando dos seus veículos blindados, iam na frente, abrindo caminho a mão. Homens saltavam dos seus barcos em chamas e procuravam atingir a praia no meio dos escombros de homens e equipamento. À direita, o 1° Btl. do Regimento de South Lancashire, a ponta de lança da 8ª Bgda. de Infantaria, limpou rapidamente a praia atrás da força blindada e começou a assaltar os pontos fortificados. O 2º Btl. do Regimento de East Yorkshire, seus irmãos em armas, que estavam à esquerda, abriram caminho lutando mais devagar, para tomar uma posição firme. Por toda a praia, à esquerda e à direita, o fogo dos morteiros e de armas de pequeno calibre do inimigo era intenso, engrossado pêlos canhões antitanque situados na crista de Périers e pela artilharia divisionária assestada contra os balões de barragem.

Um Sherman DD (Duplex Drive) com sua cobertura levantada e depois com ela baixada. Os "Shermans DD" que usavam uma espécie de "saia-de-lona" que teoricamente permitiria que estes tanques deixassem seus transportes e "nevegassem" até a praia. Enquanto as "saias" (que eram feitas de lona sanfonada) não se rasgaram ia tudo bem...

Mas logo virou uma tragédia. Pior que nos testes feitos a exaustão correu tudo bem.

 

Um DD na água. A linha azul seria a linha da água

Bocados de ordem começaram a aparecer no caos e confusão aparentes e na quantidade cada vez maior de destroços na praia. Às 9:30h, a força blindada de Hobart, dirigida pelo 22º de Dragões, pêlos Dragões de Westminster e por dois esquadrões do 5º Regimento de Assalto dos Engenheiros Reais, haviam limpado sete das oito pistas através das saídas. Os esquadrões estavam-se reunindo na granja La Riva, alguns para ajudar as tropas de Comandos que lutavam pela posse das eclusas de Ouistreham; outros aprontando-se para ser a ponta de lança da infantaria na estrada para Caen.

Os homens do Commando Kieffer cruzaram a praia para se reagruparem perto de um acampamento de ferias arruinado antes de continuarem para cumprirem as suas missões. As tropas francesas limparam Riva-Bella e capturaram um ponto forte no Cassino em Ouistreham por volta das 09:30h enquanto tropas britânicas chegam ao porto de Ouistreham e capturavam os locais que não estavam minados. O Commandos N° 6 foi em direção do interior para Bénouville (Pegasus) chegando lá às 12:02h.

Os South Lancashire chegaram a tempo a Hermanville, situado a 2,5 km para o interior, defronte da vital crista de Périers, eriçada de canhões antitanque de Feuchtinger e defendido pela infantaria da 176ª Divisão. Mas a 9ª Bgda. perdera seu impulso vital. Os canhões alemães romperam os ataques blindados e a infantaria se entrincheirou em Hermanville. Os homens haviam fixado o olhar e a imaginação nas praias durante muito tempo e, naquela hora de realização, o esgotamento nervoso exigia uma pausa. Entrementes, por volta das 11:00, a 185ª Bgda. reunia seus três batalhões nos pomares além de Hermanville. Um ataque imediato devia ser desfechado contra a crista de Périers, não só para abrir a estrada para Caen, mas também para aliviar a cabeça de ponte do Orne.

Uma das causas da lentidão na frente era o volume cada vez maior de homens e carros blindados que se esforçavam por sair das praias e os impossíveis engarrafamentos de tráfego nas ruas e sendas estreitas, nas laterais e  nas saídas. Os tanques da Staffordshire, Yeomanry, encarregados do transporte da Infantaria Ligeira de Shropshire na estrada de Caen, não conseguiam escapar da refrega. Já era tarde quando os canhões, da crista de Périers foram silenciados e os Shropshire puseram-se na estrada sozinhos.

A infantaria de linha fez tudo o que seus líderes pediram, mas não o bastante. Os East Yorkshire foram seriamente martelados, perdendo 5 oficiais e 60 homens, ficando com mais de 140 feridos, para tomar seus objetivos. Os Shropshire, na estrada solitária de Hermanville, marchavam bravamente no meio do inimigo e com os flancos desprotegidos. Uma Companhia calou uma bateria que bombardeava a linha de marcha a pouca distância. Às 16:00 horas, o batalhão ao qual se uniram os canhões automotores e a força blindada da Staffordshire Yeomanry, chegou a Biéville, a apenas 6 km de Caen.

Na verdade, era uma posição extremamente difícil, pois Feuchtinger finalmente recebera ordens claras, Rommel retornava célere para seu Q.-G., Hitler despertara dos efeitos dos soporíferos e a força blindada alemã estava a caminho. Em Biéville, 24 tanques, liderando poderoso grupo de batalha da 21ª Divisão Panzer, à procura de uma fenda no assalto britânico, chocou-se frontalmente com os Shropshire e sua força blindada. Os canhões automotores destruíram cinco tanques do inimigo, que recuou. A despeito das ameaças blindadas, os Shropshire esforçaram-se por prosseguir, apenas para serem detidos pela intensa artilharia da crista de Lebisey, densamente arborizada e exigindo o ataque de todo um batalhão. As baixas eram cada vez maiores; a qualquer momento poderia surgir novo ataque blindado e os batalhões flanqueadores da 185ª Brigada só progrediam lentamente. A tomada de Caen se transformava num sonho.

Mas os panzers de Feuchtinger não retornariam. Os britânicos, agora comandando a crista de Périers, haviam forçado o grupo de batalha mais para oeste e a ponta de lança, de 90 tanques, afastando-se dos Shropshire e também dos canhões ingleses, martelava para o norte, contra a larga brecha entre os desembarques britânico e canadense. Nada podia detê-los.

O fim do dia em Sword:

A 3ª Divisão de Infantaria britânica não conseguiu capturar todos os seus objetivos ao término do dia 6 de junho. O contra-ataque da 21ª Divisão Panzer permitiu alguns que alguns elementos do 192º Regimento Panzergrenadier alcançassem a costa perto de Luc sur Mer às 20:00h mas, testemunhando os aviões da Operação Mallard  voando por cima de suas cabeças, eles escolheram retirar para não serem flanqueados. A ligação com os canadenses vindo de Juno não foi realizado até a manhã do dia 7 de junho. Para o sul, embora fosse um dos objetivos principais do Dia-D, a cidade de Caen permaneceu fora do alcance dos britânicos até 9 de julho. Para o leste, a junção com os 6º Divisão Aerotransportada foi realizado. Ao término do dia 6 de junho, a 3ª Divisão de Infantaria britânica desembarcou 28.845 homens e 2.603 veículos em Sword e teve 630 baixas entre mortos e feridos.

Praia Gold

A praia Gold seria assaltada pela 50a Divisão de Infantaria, a 7a Divisão Blindado, e a 49a Divisão de Infantaria, todas britânicas, nos dias 6, 8-10 e 11-12 de junho; as unidades estariam sob as ordens do Tenente-General Dempsey e do Tenente-General Bucknall.

Ordem de Batalha - 50a Divisão (Nortumbriana) Inglesa

Commanding General :
Major General D.A.H. Graham
 
69th Infantry Brigade :
Brigadier F.Y.C. Cox
Brigadier J.M.K. Spurling
5th Bton East Yorkshire Rgt :
Lt Col. White (WIA 6 June)
Major J. H. F. Dixon
6th Bton Green Howards Rgt :
Lt Col. Robin Hastings
7th Bton Green Howards Rgt :
Lt Col. P.H. Richardson
 
151st Infantry Brigade :
Brigadier R.H. Senior (WIA 6 June)
Brigadier B.B. Walton (WIA 16 June)
6th Bton Durham Light Infantry Rgt :
 
8th Bton Durham Light Infantry Rgt :
 
9th Bton Durham Light Infantry Rgt :
Lt Col. H. Woods
 
231st Infantry Brigade :
Brigadier A.G.B. Stanier Bart
2nd Bton Devonshire Rgt :
Lt Col.C.A.R. Nevill
A Co :
Major Frank Sadlier
B Co :
Major Mike Howard (WIA 6 June)
C Co :
Major Hugh Victor Duke (KIA 6 June)
D Co :
Major John Parlby (WIA 6 June)
1st Bton Hampshire Rgt :
Lt Col. David Nelson-Smith
1st Bton Dorsetshire Rgt :
 
 
56th Infantry Brigade :
Brigadier E.C. Pepper
2nd Bton South Wales Borderers Rgt :
 
2nd Bton Gloucestershire Rgt :
 
2nd Bton Essex Rgt :
 
 
8th Armoured Brigade :
Brigadier Bernard Cracroft
4th/7th Dragoons Guard :
Lt Col. Rodney Byron
Notts (Sherwood Rangers) Yeomanry :
Lt Col. John Anderson
24th Lancers :
Lt Col. W.A.C. Anderson
8th Armoured Brigade Workshops R.E.M.E :
Major R.A. Arbuckle
 
2nd Bton Cheshire Rgt :
 
61st Recce Rgt :
 
 
Divisional Artillery :
 
74th Field Rgt :
 
90th Field Rgt :
 
124th Field Rgt :
 
102nd Anti-Tank Rgt :
Btry 99, 288
25th Light Anti-Aircraft Rgt :
Btry 82
 
Divisional Engineers :
 
6th Assault Rgt :
 
233rd Field Co :
 
295th Field Co :
 
505th Field Co :
 
235th Field Park Co :
 
 
Divisional R.A.S.C :
 
346th Field Co :
 
508th Field Co :
 
522nd Field Co :
 
524th Divisional Co :
 
 
Divisional R.E.M.E :
 
69th Infantry Brigade Workshop :
 
151st Infantry Brigade Workshop :
 
231st Infantry Brigade Workshop :
 
 
6th Bton Border Rgt :
 
 
47 Royal Marine Commando :
Lt Col. C.F. Phillips

R.A : Royal Artillery
R.E : Royal Engineers
R.E.M.E : Royal Electrical and Mechanical Engineers
R.A.S.C : Royal Army Service Corps

O peso principal do assalto marítimo inglês caía sobre a direita, sobre a praia "Gold", um arco raso onde havia perigosos bancos de argila mole. Atrás desta, para oeste, estavam os poderosos pontos e aldeias fortificados de Arromanches, Lê Hamel e La Rivière, a leste. Um sanatório situado em Lê Hamel e abrigado da artilharia naval aliada pela sua posição peculiarmente protegida e por fortificações de concreto poderosas, era dotado de ameaçadora coleção de armas capazes de lançar fogos devastadores sobre as praias, até a marca da preamar e além. A pontaria dos seus canhões fora sacrificada em favor da impregnação, na direção geral do mar, e seu poderio não poderia ser dirigido contra os acessos do mar. Este ponto forte sobrevivera a muitos bombardeios; atrás encontrava-se uma perigosa faixa de pântanos. La Rivière, no flanco esquerdo, não era menos fortificada e resistiu, mas não tinha características especiais.

O fuzil Lee Enfield nº 4 Mark I 7,7 mm, era a arma padrão da infantaria britânica.

O fuzil Lee Enfield nº 4 Mark I 7,7 mm, era a arma padrão da infantaria britânica.

Ninguém duvidava de que uma acolhida violenta e mortífera esperava a 50º Divisão Britânica, a Divisão Nortumbriana, tão logo suas brigadas de vanguarda pisassem na praia, nas trilhas das 20 equipes de assalto da força blindada de Hobart. A 50ª Divisão lutara obstinadamente, abrindo caminhos de um lado para outro, dentro e fora da França, na África do Norte e na Sicília, em Dunquerque. Gazala, Mersa, Matruh, Alamein, Linha Mareth, em Wadi Akarit e na Catânia. Poucas coisas nortumbrianas lhe restavam, exceto o fato de ter conservado algo dos instintos vigorosos do povo forte de Northumberland. Como Divisão, ela criara um espirit de corps excepcional e, na manhã de 6 de junho suas brigadas e batalhões cavalgaram as ondas até as praias de Lê Hamel e La Rivière para iniciar o último capítulo da sua história.

Na frente do 2º Exército Britânico, não foi preciso salientar a importância da defesa do flanco esquerdo e de se cortar o acesso dos panzer e reforços alemães aos campos da Normandia. À direita, Arromanches, o local designado para o mulberry inglês, devia ser inteiramente limpo o mais rápido possível, e o limite entre os exércitos americano e britânico devia ser assegurado com a rápida tomada de Port-en-Bessin, o centro ferroviário e porto que servia a Bayeux. No centro, os canadenses, que enfrentavam um desembarque extremamente difícil, ameaçado por rochedos e recifes e por um excesso de obstáculos artificiais, deviam locomover-se velozmente, para dar profundidade a toda a frente central.

A leste dos canadenses, na praia "Juno", que ia de Courselles a Lion, e a oeste do flanco direito britânico, na praia "Gold", estavam as perigosas faixas de costa rochosa. A primeira delas, Calvados, deu seu nome a toda a região, e deveria ser penetrada e limpa para unir as cabeças de ponte. Essa tarefa perigosa cabia aos 41º, 47º e 48º Commandos dos Royal Marines britânicos.

Os objetivos:

A 50ª Divisão de Infantaria estabeleceria uma cabeça de ponte entre Arromanches e Ver-sur-Mer e então iria na direção sul para a Route Nationale 13 (RN 13) que une Caen com Bayeux. A primeira leva estaria a cargo da das 231º e 69ª Brigadas de Infantaria. Quando a cabeça de praia fosse estabelecida, as brigadas de seguimento (56º e 151º) iriam para o interior sul-oeste da RN 13 apoiadas pelos tanques da 8ª Brigada Blindada. A oeste, a missão do 47 Comando dos Reais Fuzileiros Navais era capturar Porto-en-Bessin e realizar o acoplamento com as forças americanas vindas da Praia de Omaha. A 50ª Divisão de Infantaria deveria fazer também a junção com as tropas canadenses que vinham de Juno.

A Invasão:

Eram 7:25h quando as flotilhas de vanguarda, transportando os malhadores e os tanques dos Dragões de Westminster, e os 81º e 82º Esquadrões de Assalto dos Engenheiros Reais, aproximaram-se das praias de Lê Hamel e La Rivière. Logo tornou-se evidente que o pesado bombardeio aéreo e naval não conseguira calar os canhões inimigos, especialmente à direita. Um canhão de 88 mm, disparando do alto do rochedo a oeste Lê Hamel, atingiu o barco de vanguarda a meia-nau, adernando-o na praia. Procurando desembarcar dessa posição, o primeiro dos tanques malhadores afundou e toda a equipe n.° l ficou imobilizada à espera da mudança da maré.

 Homens do 47 RM Commando desembarcam na praia Gold.

Homens do 47 RM Commando desembarcam na praia Gold.

Só um dos malhadores que serviam o flanco direito da 231.° Bgda. conseguiu abrir caminho e sair da praia, enquanto, atrás dele, outros afundavam, perdendo suas largarias em explosões de minas, e pelo fogo cerrado das metralhadoras. Os barcos que chegavam, impulsionados pelo vento forte e pelo mar agitado, abalroavam obstáculos e carros blindados, criando um caos à beira-mar.

O comandante de esquadrão das equipes do flanco direito foi morto logo no início, na torre do seu AVRE, mas muitos veículos blindados, temporariamente impossibilitados de andar, travaram combate com o inimigo usando seu armamento principal, o que serviu para proteger alguns e prejudicar outros. Mais para leste, além da zona imediata atingida pela artilharia dos pontos fortificados de Lê Hamel,  as três equipes de assalto que serviam ao flanco esquerdo da brigada avançaram bem. Enquanto os malhadores chicoteavam a praia, movendo-se pesadamente em meio a erupções de minas, lama e areia, para alcançar a estrada costeira, os "carretéis" colocavam tapetes sobre trechos de argila mole, de cor azul, enquanto os tanques com faxinas e pontes se moviam pela praia com suas imensas e volumosas cargas, para finalmente encher as crateras, abrir caminho, pelas barreiras e valas antitanques, para a infantaria e os blindados, e para o grande número de veículos que se despejava nas praias com inegável pressão.

 

Commandos britânicos no Dia-D.

Os tanques DD (Duplex Drive), impossibilitados de atravessar as águas até a praia com seus próprios motores, em condições difíceis, foram retidos, para mais tarde desembarcarem na praia firme e contribuir grandemente para o poderio inicial de fogo dos blindados. Entrementes, o papel de ponta de lança pertencia aos malhadores e seus AVRE de apoio. Bem na hora, a força blindada de Hobart saíra do caos da beira do mar e abriu quatro pistas seguras, das seis previstas sobre as praias de Lê Hamel, servindo de ponta de lança para os batalhões de vanguarda da 231ª Brigada rumo aos seus objetivos. Tanques Petard por toda a linha desfechavam mortífero ataque às casas e pontos fortificados que teriam retido os pelotões e as companhias de infantaria, talvez durante horas e com muitas baixas.

Na frente onde estava a 69ª Brigada, que ficava diante de La Rivière, os malhadores e os AVRE das equipes de assalto lutavam para abrir caminho, com a infantaria, pelas praias e sob intenso fogo de morteiros, antitanque e metralhadoras, assentados em casamatas bem situadas e em casas agrupadas em sistemas de pontos fortificados. Três caminhos livres foram abertos do mar até a beira dos pântanos, além da estrada costeira. Enquanto tanques Pelará, apoiando a infantaria, faziam explodir a linha costeira de pontos fortificados com seus gigantescos morteiros, os AVRE enchiam as crateras e as valas antitanques com faxinas, preparavam desembarques fáceis para as forças blindadas atrás da muralha, abriam passagens sobre valas e caminhos para a grande quantidade de veículos que se aproximavam rapidamente no montante da maré. Em uma hora, a força blindada e a infantaria já estavam a mais de 1,5 km no interior e a dura crosta externa da defesa estava rompida.

Mas tão limitada é a visão dos homens na batalha, que tudo isso talvez parecesse um arremedo da verdade para o 1.° Regimento de Hampshire, que liderava o flanco direito. Para eles, as pílulas contra enjôo não surtiram efeito; sua travessia fora terrível e eles finalmente desembarcaram dos seus barcos de as salto a 30 metros da praia, com as ondas batendo-lhes nas cinturas e tirando-lhes o pé enquanto se esforçavam por atingir a praia. Sua chegada fora apoiada por canhões automotores e artilharia de campanha abrindo fogo dos seus barcos; eles estavam cônscios do fogo dos morteiros e metralhadoras do inimigo nos últimos 800 metros e isso tudo fora mais desagradável do que mortífero.

Fumaça e chamas obscureciam as praias, mas parecia que o terrível bombardeio aéreo, seguido do naval, não conseguira calar o inimigo. Na praia, nos seus primeiros momentos de relativa imunidade, antes de chegarem ao alcance dos canhões de Lê Hamel, eles só viam a confusão de carros blindados destruídos, e logo descobriram que não havia caminhos seguros para dois terços do pessoal através dos escombros espalhados na praia. Um fogo de artilharia intenso os deteve quando se esforçavam para subir a praia e nenhuma artilharia naval poderia ajudá-los. Com seu comandante de batalhão ferido duas vezes e incapacitado de agir, e com seu sub-comandante morto, não havia nada a fazer senão abandonar a aproximação direta. Dirigindo-se para leste, as companhias da esquerda alcançaram Lês Roquettes, um objetivo do 1º Dorsets que estava à sua esquerda. A seguir, dobraram à direita, tomaram Asneiïes-sur-Mer e se prepararam para assaltar o sanatório de Lê Hamel. Mas este, que resistira a todos os ataques de infantaria, só à tarde finalmente ruiu ante os devastadores dustbins de um Petard, que não era o menos importante dos "especiais" de Hobart. Entrementes, o 1º Dorsets, fora do alcance dos canhões de Lê Hamel, assaltara toda a praia protegido pêlos canhões dos malhadores e dos A V RE e dobraram à direita, para atingir a pequena elevação ao sul de Arromanches.

Na praia de La Rivière, o 5º Btl. do Regimento de East Yorkshire e o 6º dos Green Howards, liderando o assalto da 69ª Brigada, não tinham dúvidas quanto ao valor dos carros blindados. Desde o começo, a infantaria e os blindados, com a grande ajuda da artilharia de apoio dos barcos armados, assaltaram as defesas da praia em total coordenação e travaram batalha pelas ruas, eliminando os 88 mm e casamatas, dirigindo-se para o interior. A operação foi dura, mas não o bastante para reprimir seu primeiro ímpeto do desembarque; se pudessem lançar-se sobre o primeiro obstáculo da praia, os homens venceriam. Não havia onde detê-los, exceto nos baixios e nas praias.

 Commandos britânicos desembarcam na Normandia.

Commandos britânicos desembarcam na Normandia.

Pelas 11:00h, sete pistas haviam sido abertas na praia "Gold", os tanques DD moviam-se rápido para o interior, acompanhados das 56ª e 51ª Brigadas, abrindo o centro, mantendo o inimigo desequilibrado a todo custo. Muito antes de o sanatório de Lê Hamel cair, a cabeça de ponte estava com 5 km de profundidade, a 56ª Brigada se locomovia bem pela estrada de La Rivière e Bayeux, com a 151ª à sua esquerda, rumando célere para as terras altas e além, para o vale do Seulies. Ao mesmo tempo, à esquerda, a 69ª pressionava rumo a Creuilly, Mesmo o flanco direito, que se demorara em Lê Hamel, cortara a estrada de Arromanches a Bayeux, enquanto o 57º comando dos Royal Marines fazia uma curva para assaltar Port-en-Bessin.

O comando os tinha superado a todos, Os homens tiveram uma travessia difícil e, desembarcando a leste de Lê Hamel, receberam o fogo inimigo dos rochedos e perderam quatro dos 14 barcos de assalto. Finalmente, forçados a ir para o leste, tinham corrido à praia, a leste da posição de Lê Hamel, na esperança de encontrar caminho livre. Mas este não estava livre, e tiveram de abri-lo lutando pelas aldeias costeiras, cada homem carregando 44 quilos de equipamento; no começo da tarde eles já haviam percorrido 16 km. Quando a 213ª Brigada começou a neutralizar sua sensação de isolamento, seus homens já ocupavam as terras altas ao sul de Port-en-Bessin. Ninguém, a pé, fizera mais do que eles; poucos chegaram a fazer a metade.

O fim do dia em Gold:

Na noite do dia 6 de junho de 1944, foram alcançados quase todos os objetivos da 50ª Divisão de Infantaria e a cabeça de praia em Gold pode ser considerada fortemente estabelecida. A junção foi feita com as tropas canadenses ao sul de Tierceville e as brigadas 69ª, 56ª e 151ª cavaram um linha defensiva entre Vaux-sur-Aure e Coulombs. Durante a noite, patrulhas do 2º Gloucestershire alcançam os subúrbios de Bayeux. Ao oeste, Arromanches foi alcançada às 20:00h e limpa uma hora depois. A junçã com as tropas americanas não pode ser feita. Os homens do 47º Comando Royal Marines (RM), depois de uma progressão dura o dia inteiro em território inimigo, cavaram trincheiras na colina 72 ao sul da bateria de Longues-sur-Mer. Seu objetivo, Porto-en-Bessin, não cairia até 8 de junho depois de combates pesados. Ao término do dia, 25.000 soldados britânicos desembarcaram e Gold. As baixas foram 413 homens mortos ou feridos na praia e foram destruídas 89 embarcações de desembarque.

Praia Juno

Juno era o codinome para a praia destinada à 3ª Divisão de Infantaria canadense. Ficava no meio do setor britânico entre Gold (oeste) e Sword (leste). Juno tinha  7km e estava situada entre as aldeias de Graye-sur-Mer e St-Aubin-sur-Mer.

A costa nesta área era defendida por elementos dos 726º e 736º regimentos e dotada de inúmeros bunkers de concreto em uma fina linha defensiva. Ao longo da praia, foram colocados muitos obstáculos como postes de madeira com minas, tetraedros, portões belgas, etc. Juno era dividida em dois setores: Mike (Green & Red) a oeste de Courseulles e Nan (Green, White e Red) entre Courseulles e St-Aubin-sur-Mer. De acordo com planos, o assalto seria feito por duas brigadas que atacariam lado a lado, a 7ª brigada para no oeste em Mike Green, Mike Red e Nan Green e a 8ª brigada a leste em Nan White e Nan Red.

Ordem de Batalha - 3a Divisão Canadense

Commanding General : General R.F.L. Keller
 
7th Canadian Infantry : Brigadier H.W. Foster
 
The Royal Winnipeg Rifles :
Lt Col. John M. Meldram
A Coy :
Major F.E. Hodge
B Coy :
Captain P.E. Gower
C Coy :
Major J.M.D. Jones
D Coy :
Major L.R. Fulton
The Regina Rifles Regiment :
Lt Col. F.M. Matheson
A Coy :
Major Duncan Grosch (WIA 6/6)
Captain Ron Shawcross
B Coy :
Major F.L. Peters
C Coy :
Major C.S.T. Tubb
D Coy :
Major J.V. Love (KIA 6 June)
Lieutenant H.L. Jones
1st Bton Canadian Scottish Regiment :
Lt Col. F.N. Cabeldu
A Coy :
Major Plows
B Coy :
Major R.M. Lendrum
C Coy :
Major D.G. Crofton
D Coy :
Major Ewan
         
8th Canadian Infantry : Brigadier K.G. Blackader
 
The Queen's Own Rifles of Canada :
Lt Col. J.G. Spragge
A Coy :
Major H.E. Dalton
B Coy :
Major C.O. Dalton
C Coy :
Major Nickson
D Coy :
Major Gordon
The North Shore Regiment :
Lt Col. D.B. Buell
A Coy :
Major J.A. M.C. Naughton
B Coy :
Major R.B. Forbes
C Coy :
Major Daughney
D Coy :
Major Anderson
Le Régiment de la Chaudière :
Lt Col. J.E.G. Paul Mathieu
A Coy :
Major Hugues Lapointe
B Coy :
Major J.F. L'Espérance
C Coy :
Major Georges Sevigny
D Coy :
Major Gustave Taschereau
 
9th Canadian Infantry : Brigadier D.G. Cunningham
 
The Highland Light Infantry of Canada :
Lt Col. F.M. Griffiths
A Coy :
Major Durnward
B Coy :
Capitaine Stark
C Coy :
Major Hodgins
D Coy :
Major Anderson
The Stormont,Dundas & Glengarry Highlanders :
Lt Col. G.H. Christiansen
A Coy :
Major F.L. Fisher
B Coy :
Major Gemmel
C Coy :
Capitaine Milligan
The North Nova Scotia Highlanders :
Lt Col. Charles Petch
A Coy :
Major Léon Rhodenizer
C Coy :
Major Learment
The Cameron Highlanders of Ottawa :
Lt Col. P.C. Klaehn
 
2nd Canadian Armoured : Brigadier R.A. Wyman
 
6th Canadian Armoured Rgt :
(1st Hussars)      
Lt Col. R.J. Colwell
A Sq :
Major W. Dudley Brooks
B Sq :
Major Duncan
C Sq :
Major A.D.A. Marks
10th Canadian Armoured Rgt :
(The Fort Garry Horse)     
Lt Col. R.E.A. Morton
C Squadron :
Major Bray
27th Canadian Armoured Rgt :
(The Sherbrooke Fusilier Rgt)     
Lt Col. M.B.K. Gordon
 
Royal Canadian Artillery : Brigadier P.A.S. Todd
 
12th Canadian Field Rgt RCA :
Lt Col. Webb
13th Canadian Field Rgt RCA :
Lt Col. F de P.T. Clifford
14th Canadian Field Rgt RCA :
Lt Col. H.S. Griffin
19th Canadian Field Rgt RCA :
Lt Col. R.G. Clarke
3rd Anti-Tank Rgt :
Lt Col. J.P. Phin
4th Cdn Light Anti-Aircraft Rgt RCA :
Lt Col C.E. Woodrow
114th Light Anti-Aircraft Rgt :
 
93rd Light Anti-Aircraft Rgt :
 
 
5th Canadian Field Coy RCE :
 
6th Canadian Field Coy RCE :
Major Murphy
16th Canadian Field Coy RCE :
 
18th Canadian Field Coy RCE :
 
 
72nd Field Coy RE :
 
85th Field Coy RE :
Capitaine Grey
262nd Field Coy RE :
 
26th Assault Squadron RE :
Major A.E. Younger
80th Assault Squadron RE :
Major Wiltshire
 
48 Royal Marine Commando :
Lt Col. J.L. Moulton
 
HQ 3rd Canadian D.I. :
 
 
 
RCA : Royal Canadian Artillery
RCE : Royal Canadian Engineers
RE : Royal Engineers

Os objetivos:

Durante o Dia-D, os objetivos da 3ª Divisão de Infantaria canadense eram alcançar a estrada Caen-Bayeux, capturar o aeródromo de Carpiquet a oeste de Caen e se ligar com o flanco britânico vindo de Gold e Sword.

A invasão:

Quando os canadenses assaltaram as praias, com duas brigadas, sobre o estuário do Seulies e correram para as muralhas marítimas, a enchente da maré reduzira a passagem das praias a uns 100 metros no ponto mais estreito e havia duas horas que se travavam batalhas nas praias dos flancos. Os canadenses não pretendiam ficar para trás. A 1ª Bgda. Canadense, com o Real Regimento de Winnipeg e os Regina Rifles na liderança, desembarcaram à direita, a oeste do rio Seulies, chegando um minuto antes da 8ª Bgda.Canadense. Com eles vinham 8 ou 10 tanques DD, tripulados pelo 1º de Hussardos Canadenses.

Os tanques foram lançados ao mar a 800 metros da praia, ameaçados pelas águas agitadas, correndo o constante perigo de afundar, abrindo caminho pelo labirinto de escantilhões que surgiam das águas como troncos de uma floresta petrificada e atacando os pontos fortificados dos inimigos à queima-roupa, ao saírem da rebentação com a espuma escorrendo dos seus cascos cinzentos. Davam a impressão de absurdos animais marinhos brincando na água.

À esquerda, o Regimento Canadense da Rainha e o Regimento de North Shore lideravam a 8ª Bgda. Canadense, sem forças blindadas, correndo para a muralha marítima enquanto as metralhadoras pesadas abriam espaços no Regimento da Rainha, nos trinta segundos que levaram para alcançar o abrigo da muralha. A barcaça de desembarque que trazia os blindados de assalto dos Engenheiros Reais ainda enfrentava as águas agitadas e os obstáculos. Os tanques DD desembarcaram em terra firme quando a infantaria da ponta de lança já ia bem distante, expulsando o inimigo de Courselles e Bernières, indo em frente. Quando o Regimento de La Chaudière chegou 15 minutos depois, praticamente não se disparou um tiro.

Desembarques canadenses: A 9ª Brigada chega a Praia Juno.

Nesta manhã de 6 de junho, às 8:30h, com uma hora de atraso, os batalhões canadenses foram trazidos num mar agitado, impulsionados pelo vento que os lançou por sobre as praias de um só golpe. Os perigosos recifes e rochedos daquela costa estreita obrigaram os barcos de assalto a esperar a maré.

Quando finalmente se livraram dos recifes, os barcos maiores tiveram de atacar os obstáculos e esperar pelo melhor, enquanto os menores se esforçavam para evitar o emaranhado de ferros angulares e estacas.

Num certo ponto, 20 dos 24 barcos de- assalto explodiram. Seus homens procuraram chegar à praia nos destroços que choviam em seu redor.

Segundo narrativas, "pedaços da embarcação subiam até 30 metros e as tropas, agora apegando-se ao abrigo de um quebra-mar, foram atingidas por destroços".

Impelidos pelo vento, com a enchente da maré aumentando rapidamente a rebentação já forte, os timoneiros dos barcos de assalto só podiam segurar-se e rezar. Os três primeiros barcos que chegaram à esquerda canadense explodiram, mas todos os seus efetivos, exceto dois mortos, livraram-se, embora com dificuldade, dos destroços e das águas para atingir a praia e lutar.

Havia muitos bravos manobrando as barcaças de desembarque em toda a extensão da costa, desde a "Sword" até "Utah": homens que lutavam, corajosamente, para dominar incêndios e evitar que explodisse a munição. Houve um, Jones, que, ao tentar salvar, num porão inundado, vários feridos da morte por afogamento, teve inclusive que amputar duas pernas, que foram esmagadas. Ele não era médico, "apenas auxiliar de enfermeiro", mas fez o trabalho. Naquele dia, houve muitos Jones ao largo das praias, mas nenhum deles teve trabalho comparável ao dos homens que levaram os canadenses para as praias de "Juno" e nenhum deles teve tropas mais dignas de serem transportadas.

As LCOCU - unidades de eliminação de obstáculos para as barcaças de desembarque - das equipes navais de demolição, e as unidades de praia, esforçando-se para separar a horrível mistura de obstáculos minados, máquinas e homens, lutaram obstinadamente, sempre sob o fogo da artilharia dos corpos e das divisionárias alemãs, muito depois que o último morteiro, metralhadora e 88 mm das defesas costeiras, e até mesmo a última tocaia, fora silenciado. Os bulldozers não só afastavam os destroços do caminho como também empurravam barcos de volta para o mar, dando-lhes o impulso para retornar.

 Metralhadora Bren

Os soldados britânicos contavam com a metralhadora leve Bren Gun para fogo de apoio.

  • Calibre .303 (Lee Enfield)
  • Sistema de operação a gás auto e semi
  • Comprimento 1,15 m
  • Comprimento do cano 60 Cm
  • Alimentação por caixa de 30 cartuchos ou tambor de 100 cartuchos
  • Peso 10 Kg
  • Velocidade de boca 420 m/s
  • Cadencia de tiro 500 cartuchos por minutos.

Quando os blindados de engenharia de assalto do 22.° de Dragões e do 26.° Esquadrão de Assalto dos Engenheiros Reais alcançaram a praia, na frente onde estava a 1ª Bgda. Canadense, os tanques DD, que tinham desembarcado com a infantaria, já haviam acertado contas com os piores pontos fortificados inimigos, dotados de canhões de 75 mm, morteiros pesados e metralhadoras, mas era grande o fogo de morteiro e de automáticas disparado de uma posição mais recuada. Os malhadores precisavam urgentemente abrir passagens livres até as saídas para a massa de carros blindados em quantidade crescente.

Os tanques Petard e de pontes vinham pesadamente atrás para que a infantaria prosseguisse com ímpeto. A leste de Seulies, as coisas iam bem e os malhadores abriram caminhos nas duas margens do rio, antes das 9:30h.

Os tanques de faxinas e pontes haviam fechado as piores crateras e valas e aberto as comportas do Seulies para drenar uma cratera do tamanho de um reservatório de cidade. À esquerda, em Bernières, os malhadores e Pelarás haviam aberto saídas através da muralha marítima de 2,60 m de altura e limparam caminhos e laterais bem a tempo para agir com a infantaria contra as casamatas e pontos fortificados. Antes do meio-dia, os malhadores do flanco direito estavam avançando para o interior, sob o comando da 2ª Bgda. Blindada Canadense.

Naquele dia, a força blindada de Hobart abriu doze caminhos nas praias "Juno" e as saídas foram todas ligadas para se unirem às frentes da brigada. Os tanques DD, desembarcando em terra firme uma hora depois da infantaria, saíram rapidamente da praia, contribuindo com sua artilharia para o ataque dos homens que assaltavam o interior, a fim de manter o inimigo desequilibrado, sem lhe dar uma chance de formar uma segunda linha de resistência.

No fim da tarde, a 1ª Bgda. Canadense estava desafiando a 69ª Brigada Nortumbriana pela vanguarda, com suas patrulhas blindadas sondando a principal estrada de Bayeux a Caen, em Bretteville. Enquanto isso, à esquerda, a 9ª Bgda. Canadense, livrando-se do caos e da confusão na praia, passou pela 8ª Bgda., seguindo rapidamente, pela estrada de Courseulies, para Caen.

A cabeça de ponte central de Langrune e Arromanches estava consolidada; tinha 20 km de largura, ampliando-se com o passar das horas. O ponto de estrangulamento ficara para trás, no congestionamento da praia estreita, no esforço dos carros blindados, veículos e homens para se livrarem dos espantosos engarrafamentos. E à direita havia uma consciência cada vez maior de uma brecha ameaçadora, o perigoso e exíguo ponto de apoio da "Omaha", que crescia muito lentamente pela praia, medindo-se o seu progresso em metros. A qualquer custo, as reservas alemãs deviam ser impedidas de chegar a "Omaha", e foi principalmente este fato que levou Dampsey à pausa, pronto para estender a mão em ajuda, detendo sua força blindada.

O fim do dia em Juno:

Ao término do Dia-D, os canadenses puderam se alegrar com seu desembarque. As suas tropas estavam fortemente fixadas ao terreno em uma linha que corria entre Creully, Pierrepont e Colomby-sur-Thaon, uns 8 quilômetros no interior. A 7ª brigada se uniu logo acima com os britânicos vindos de Gold em Creully e uma tropa de tanques shermans dos 1º Hussars chegou até Secqueville, na RN 13, antes de retroceder. Ao leste, a junção com as tropas que vinham de Sword não pode ser feita por causa de um contra-ataque do 192º Panzer Grenadier Regiment que chegou ao mar entre Lion sur Mer e Luc sur Mer, mas sem efeito adicional. O aeródromo de Caen-Carpiquet, um dos objetivos do dia, não foi capturado até começo de julho. Nas praias dos canadenses, 3.200 veículos e 2.500 toneladas de material foi desembarcado. As perdas foram de 946 mortos, ferido e perdidos em ação em um total de 15.000 homens engajados.

Distribuição dos "Funnies" pelas praias

Juno Beach : Crabs do "B" Squadron/22nd Dragoons e A.V.R.Es  do 26th e do 80th Squadrons/5th Assaut Regiment
em apoio da
3ª Divisão de Infantaria Canadense

Sword Beach : Crabs do "A" Squadron/22nd Dragoons e A.V.R.E.s do 77th e do 79th Squadrons/5th Assault Regiment em apoio da 3ª Divisão de Infantaria Britânica

Gold Beach : Crabs do "B" e "C" Squadron/2th C.L.Y, A.V.R.Es dos 81st e  82st Squadrons/6th Assault Regiment em apoio da 50ª Divisão de Infantaria Britânica "Northumbrian"

UTAH-OMAHA