OPERAÇÃO MARKET-GARDEN


ÍNDICE

Descrição da Operação Market Garden

1ª Divisão Aerotransportada britânica

101ª e 82ª Divisões Aerotransportadas  americanas

XXX Corpo  Britânico


Pára-quedistas americanos saltam sobre a Holanda no 17 de setembro de 1944

Uma grande e arriscada operação

 

Em 1944 a grande pressão então exercida pelos aliados em ambos os frontes Leste e Oeste e a aparente exaustão das forças oponentes, recomendavam um golpe final; Os americanos e ingleses pensaram em desenvolver um plano que levasse ao rápido aniquilamento dos exércitos Alemães e que acelerasse o fim das hostilidades. Em julho de 1944, o General Dwight Eisenhower , Supremo Comandante das forças aliadas na Europa, solicitou aos seus estrategistas a elaboração de um plano que viabilizasse a execução de um ataque aerotransportado que levasse ao encurtamento da Guerra. 18 planos foram apresentados. Em 10 de setembro, o Marechal Bernard L. Montgomery apresentou um novo plano que, após analisado, foi imediatamente aceito pelo Supremo Comandante. O objetivo estratégico da operação Market-Garden, era a ocupação da região industrial do Ruhr.

MARKETO plano

Essencialmente o plano para a parte aeroterrestre (Market) , era composto pela intervenção de três divisões aerotransportadas. Elas seriam lançadas nos arredores de Grave, na Holanda, sobre a margem do rio Maas, a 5o km da fronteira da Bélgica e somente a 25 da Alemanha; Nijmegen, também em território holandês, 10 km mais ao norte de Grave, a menos de 5 km da fronteira alemã e sobre o rio Waal (nome holandês do Reno) e Arnhem, também na Holanda, a 10 km mais ao norte de Nijmegen e a uns 10 km da fronteira alemã. Arnhem situava-se sobre as margens do rio Neder, afluente do Waal e, conseqüentemente, do Reno. O objetivo, em todos os casos, era constituído pelas pontes existentes nos citados rios, que formavam um grande obstáculo para que as tropas aliadas atingissem o território propriamente dito da Alemanha.

A Operação Market objetivava lançar as tropas aliadas através do Reno, sobre o Ruhr, contornando a muralha defensiva alemã (Westwall). Os informes dos serviços de inteligência dos Aliados, referentes às forças alemães no oeste, calculavam os efetivos numas quarenta e oito divisões, com uma potência real equivalente a vinte divisões sendo quatro blindadas. Quatro dias antes do ataque, o 1o Corpo Britânico Aerotransportado calculou os efetivos alemães em território holandês em algumas unidades de infantaria e um total de tanques que oscilava entre cinqüenta e cem.

A 10 de setembro, dia em que o General Eisenhower aprovou o plano e deu o ordem para pôr em execução a Operação Market, informes chegados aos serviços de inteligência davam conta que duas divisões blindadas alemães dirigiam-se para a Holanda, mencionando-se Eindhoven e Nijmegen como seus destinos finais. Pouco depois se soube que as mencionadas divisões eram a 9a Panzer SS e a 10a Panzer SS, provavelmente reequipados com novos carros.

Planos e preparativos

No setor aliado, o planejamento das ações e o comando posterior dos efetivos em luta tinha ficado subordinado ao Primeiro Exército Aliado Aerotransportado. À frente do comando estava o Tenente-General Lewis Brereton, que tinha granjeado prestígio como comandante no Pacífico. Posteriormente, enviado a Inglaterra como comandante da 9ª Força Aérea, foi designado comandante do Primeiro Exército Aliado Aerotransportado, na data de 8 de agosto de 1944. Sob as ordens de Brereton estavam os seguintes efetivos: as veteranas divisões aerotransportadas americanas 82ª e 101ª Divisão Aerotransportada e também a 17ª Divisão Aerotransportada. Os efetivos ingleses sob o seu comando eram os seguintes: as 1ª e 6ª Divisões Aerotransportadas. Além disso, também comandava as unidades polonesas, que integravam a 1ª Brigada Polonesa Pára-quedista Independente. Dispostos os efetivos que interviriam na operação, apresentou-se ao comando de Brereton o primeiro grave problema. Com efeito, se devia decidir se o lançamento se efetuaria de dia ou de noite. O vôo e lançamento diurno exporia as unidades atacantes a um intenso fogo antiaéreo do inimigo, o que poderia causar graves perdas se fosse considerada a lentidão dos aviões que seriam empregados. Os Douglas C-47 destinados à operação eram bastante lentos, o que faria com que os mesmos e os Planadores rebocados ficassem consideravelmente expostos ao fogo dos alemães. Por outro lado, se o ataque fosse realizado de noite, os aviões estariam sujeitos ao fogo dos caças noturnos alemães. De fato, embora os caças diurnos alemães tivessem sido praticamente neutralizados em suas ações, os seus semelhantes noturnos conservavam ainda muito de sua potência e seria muito difícil defender as máquinas de transporte e os planadores de seus ataques. Em conseqüência a um exaustivo exame da situação e prendendo-se à possibilidade de oferecer à força atacante um grande apoio aéreo diurno, Bereton decidiu: o ataque se efetuaria à luz do dia. A decisão estava baseada num plano de intensos ataques aéreos, para debilitar as defesas alemães da zona de operações. O problema seguinte a ser resolvido foi o da via de acesso ao objetivo. A rota mais direta, vindo da Inglaterra, passava sobre as ilhas do estuário do Schelde-Maas. Ali, os alemães mantinham efetivos anti-aéreos que submeteriam os atacantes a um intenso fogo. Ao mesmo tempo, até chegar à zona de lançamento, os aviões atacantes deveriam voar sobre quase 200 km de território inimigo. Apresentava-se ao comando aliado uma segunda rota, a do sul. Por esta direção os aviões deveriam sobrevoar um pouco mais de 100 km do território em poder dos alemães.

Diminuíam, assim, consideravelmente as oportunidades oferecidas ao fogo antiaéreo inimigo. A decisão final de Brereton, entretanto, foi a de dividir as forças. Duas divisões iriam pela rota do norte, por sobre as ilhas; uma divisão voaria pelo sul. Foram discutidos e solucionados, paralelamente, dezenas de problemas táticos e técnicos, referentes a unidades, rotas de marcha, abastecimentos, armamentos, sincronização de lançamentos, etc.

Os objetivos

Os planos traçados determinaram os diferentes objetivos que as forças a serem lançadas deveriam ocupar. Conseqüentemente, os diferentes comandos de divisão foram informados que seus objetivos eram precisamente os seguintes: a 101ª Divisão Aerotransportada, americana, teria por meta a cidade de Eindhoven e as pontes que cruzavam os povoados de Zon, 6 km mais ao norte, St. Oendenrode, 5 km ao norte de Zon, e Veghel, 6 km a nordeste de St. Oendenrode; os efetivos da 82ª Divisão Aerotransportada, também americana, seriam lançados mais próximos de Arnhem, em Grave, a 10 km ao sul de Nijmegen, com o objetivo de capturar as pontes no Maas em Grave, as do Waal em Nijmegen e as do canal Maas-Waal, entre as duas localidades; a 1ª Divisão Aerotransportada britânica seria lançada mais ao norte ainda, nas proximidades de Arnhem, com a missão de tomar as pontes sobre o rio Neder; a 1ª Brigada Polonesa Pára-quedista Independente seria lançada à luta no dia D + 2, nas proximidades de Arnhem, do lado sul do Neder. A Operação Market, em resumo, serio a operação aerotransportada de maior envergadura que se realizaria até o fim da guerra. Realmente, superaria inclusive o Varsity (efetuada pelo Primeiro Exército Aliado Aerotransportado, ao norte e nordeste de Wesel, a 23 de março de 1945); na Market operariam 16.500 pára-quedistas (Dia D), contra 14.300 da Varsity e 20.000 soldados aerotransportados, contra 17.000. 

Os meios

Os planos traçados previam lançamentos nos dias D, D + 1 e D + 2. As viagens previstas para o dia D eram consideradas suficientes para transportar o Q-G avançado dos efetivos britânicos, três regimentos de pára-quedistas das 82ª e 101ª Divisões americanas e efetivos da 1ª Divisão: duas brigadas e um regimento de artilharia. No decorrer do segundo dia, D + 1, os efetivos restantes da divisão britânica seriam lançados, bem como elementos da 82ª e 101ª. Durante o dia D + 2 os poloneses e os remanescentes das 82ª e 101ª tocariam terra. No decorrer do dia seguinte previra-se lançar os efetivos que, por diversos motivos, não tivessem sido lançados nos dias anteriores, se os houvesse. Seria um eventual dia D + 3. Para o Dia D, a 101ª Divisão contava com 424 aviões de transporte de tropa e 70 planadores. A 82ª, por sua vez, empregaria 480 aviões e 50 planadores. A 1ª Divisão contava com 145 aviões americanos, 354 ingleses, 4 planadores americanos e 358 britânicos. 

GARDEN

A missão fundamental dessas tropas aerotransportadas seria a tomada de determinadas pontes sobre o cursos de água acima citados, cuja posse deveria ser sustentada até a chegada das forças blindadas de terra (Fase Garden) constituídas pelo XXX Corpo do exército britânico sob o comando do Tenente-General Horrocks pertencente ao Segundo Exército Britânico sob o comando do Tenente General Sir Miles Dempsey. O XXX Corpo, composto pela Real Brigada Holandesa "Princesa Irene", a Divisão Blindada de Guardas, a 43ª Divisão Wessex e pela 50ª Divisão Northumbriana faria a junção com os pára-quedistas, consolidando a profunda brecha aberta nas linhas inimigas. Posteriormente, o avanço seria prolongado até o Zuider Zee. 

Os tanques Cromwell Mk IV foram usados pelo XXX Corpo britânico

A grande decisão

Contando com os elementos materiais e com os homens prontos para a operação, o General Brereton enfrentou o problema de decidir a data do dia D. Finalmente, às 19 horas do dia 16 de setembro, Brereton decidiu: o dia D seria o 17; a hora H seria as 13. A campanha começaria na noite anterior, isto é, na noite de 16 de setembro, quando o Comando de Bombardeiros da RAF lançou seus aviões com o fim de eliminar o mais possível a oposição antiaérea alemã. A 16, durante a noite, em cumprimento às ordens determinadas, uma força de 200 Lancaster e 23 Mosquitos jogaram aproximadamente 890 toneladas de bombas sobre os aeroportos alemães. Outra força, composta por 59 aviões, atacou paralelamente as fortificações da artilharia antiaérea. Em ambos os casos, os pilotos deram informações positivas. Foram particularmente alentadores os informes dados pelos pilotos que atacaram aeroportos onde estavam estacionados os novos caças Messerschmitt 262. 

Os ataques foram renovados no dia 17, às primeiras horas da manhã. Nessa oportunidade, 100 bombardeiros britânicos, escoltados por caças Spitfire, lançaram-se ao assalto das defesas costeiras e das fortificações situadas ao longo da rota do norte. Pouco antes da operação propriamente dita começar, 816 Fortalezas Voadoras da 7a Força Aérea, escoltada por P-51 Mustang, lançaram 3.139 toneladas de bombas sobre 117 fortificações de artilharia antiaérea, ao longo das rotas do norte e do sul, que seriam percorridas pelos transportes aéreos de tropas. Incluindo os aparelhos de escolta, 435 aviões britânicos e 983 americanos participaram das operações preliminares de bombardeio. No curso das ações perderam-se, no total, dois B-17, dois Lancaster e outros três aviões britânicos de escolta. Para desempenhar o papel de proteção das forças atacantes, os Aliados destacaram 1.131 caças britânicos e americanos. Ao longo da rota norte, o comando inglês colocou 371 Tempest, Spitfire e Mosquito. 

Paralelamente, a rota do sul foi coberta por 548 P-47, P-38 e P-51 da 7a Força Aérea. Ao se aproximar a hora determinada para a partida, uma força composta por 1.545 aviões de transporte e 478 planadores decolou de vinte e quatro aeroportos situados nas vizinhanças de Swinden, Newbury e Grantham. A massa aérea compreendia 1.175 aviões americanos e 370 ingleses; os planadores eram 124 americanos e 354 britânicos. Os aparelhos convergiram sobre determinados pontos da costa britânica e, dali, dirigiram-se para os seus respectivos corredores de entrada no continente europeu. Ao longo da rota do norte voaram os aviões e planadores das 1ª e 82ª Divisões; a rota do sul, paralelamente, era utilizada pelos aparelhos semelhantes da 101ª. Alguns aviões foram obrigados a regressar às suas bases por defeitos mecânicos. Outros, em reduzido número, caíram no mar. Os serviços de salvamento intervieram imediatamente, salvando as tripulações. O vôo total, entre as bases britânicas e o objetivo, estava calculado em, aproximadamente, duas horas e meia. O vôo sobre o território inimigo seria entre trinta e quarenta minutos do tempo total. Quando os primeiros aparelhos atingiram a costa inimiga, os canhões antiaéreos abriram fogo. Os danos, entretanto, ficaram reduzidos a pequenas avarias em alguns aparelhos. Muitas das defesas antiaéreas inimigas ficaram silenciosas. De fato, suas posições foram danificadas ou destruídas totalmente pelos bombardeios prévios. A reação da Luftwaffe foi particularmente débil, em certos lugares nem foi percebida. Nessa primeira fase das ações, os pilotos unanimemente informaram que da ordem de trinta aparelhos alemães estavam em atividade, sendo que quinze deles eram Focke-Wulf 190. 

Os pilotos aliados executaram outras missões no decorrer do dia D. Mais precisamente, 84 aviões britânicos da 2ª Força Aérea. Pouco antes da hora H, 84 aviões britânicos atacaram as instalações militares alemães em Nijmegen, Arhem e em mais dois povoados menores nas proximidades. Com referência às perdas ocasionadas pelo fogo inimigo e as esporádicas intervenções da Luftwaffe, os comandos aliados haviam calculado em 30% dos aviões e planadores diretamente empenhados nas ações. A realidade, entretanto, mostrou que os cálculos foram exagerados e pessimistas. De fato, as perdas da frota aérea ficaram reduzidas a 2,8%, e, por isso mesmo, imprevisível. Nenhum dos aviões das formações britânicas de transporte foi atingido e somente 35 transportes americanos, juntamente com 13 planadores, ficaram danificados. No que diz respeito aos aviões de escolta, os britânicos perderam dois. E os americanos, dezoito. No total, os perdas de transportes, planadores e aviões de combate somaram 68 unidades. Os lançamentos foram qualificados como perfeitos. A 82a Divisão considerou as operações do dia como os melhores da sua história. O informe da 101ª considerou a operação como "um desfile aéreo", sobre qualquer ponto de vista, o melhor de todos até então efetivados. No total, a operação de lançamento, consumiu uma hora e meia, aproximadamente. Em conseqüência, uns 20.000 americanos e ingleses tinham sido lançados com seus armamentos e apetrechos por trás das linhas inimigas. 

Participação detalhada na Market-Garden

(clique nas unidades para mais informações)

1ª Divisão Aerotransportada britânica

101ª e 82ª Divisões Aerotransportadas  americanas

XXX Corpo  Britânico

Devido à prioridade dada à "Operação Market Garden", o problema da abertura do porto de Antuérpia foi inteiramente esquecido. Depois da guerra, Montgomery escreveu que o 1° Exército canadense recebera ordens para dedicar-se com "toda a energia" à limpeza de ambas as margens do Escalda, coisa que a unidade contava poder realizar se a "Market Garden" atraísse parte das forças alemãs que a confrontavam. Quando se iniciou Tropas aeroterrestres lutando na última trincheira em Arnhem o esforço no sentido de abrir o estuário aos navios aliados, os alemães já se haviam estabelecido de tal maneira na área, que só com muita luta, e luta violenta, poderiam ser dali desalojados.

Em suas memórias, Montgomery declara-se defensor "impenitente" do seu plano e enumera as seguintes causas para o fracasso da operação.

  • 1ª - Embora Eisenhower tenha manifestado sua aprovação e determinado os meios necessários à sua concretização, parece que não houve o integral cumprimento de suas ordens por parte de alguns de seus generais. Diz ele:" Eisenhower é uma pessoa extremamente confiante; é a verdadeira encarnação da sinceridade, acreditando que os outros cumprem o que ele manda. Mas, no caso, os propósitos dele não foram executados."

  • 2ª - "As forças aerotransportadas foram lançadas longe demais do objetivo vital - a ponte Arnhem. Decorreram algumas horas antes que a atingissem. Penitencio-me por este erro."

  • 3ª - "O Tempo. Ele se virou contra nós". Linhas acima já comentou-se sobre este fator.

  • 4ª - "O 2º Corpo Panzer estava se recuperando na região, aonde chegara depois do castigo que recebera na Normandia. Sabíamos que estava lá, mas erramos, supondo que não pudesse atuar eficazmente. Seu poder de combate estava muito além de nossa expectativa".

Após a retirada de Arnhem, já era possível fazer um balanço da "Market-Garden". No sentido de que ela esteve aquém dos seus objetivos, particularmente do principal, foi um fracasso, mas um fracasso que teve importantes compensações: a linha defensiva dos alemães na Holanda, que vinha sendo aumentada ao longo dos canais existentes no sul, fora completamente destruída; suas forças tinham sido divididas em duas pelo corredor que os Aliados abriram do canal Alberto ao Waal, e, embora contra-atacas-sem-no furiosamente e chegassem mesmo a cortá-lo, por breves momentos, em três ocasiões, quando os sobreviventes da 1ª Divisão Aeroterrestre foram retirados de Arnhem. o resto das duas divisões aeroterrestres americanas foi levado para lá de avião e o corredor foi tornado inexpugnável _ pelo menos para quaisquer forças que os alemães pudessem encontrar para essa extremidade da sua longa linha. Tomando as pontes de Nijmegen, estendendo vigorosamente a cabeça-de-ponte e avançando, para leste, até quase a fronteira alemã, estabelecera-se a base para um ataque ao Reno, contornando a "Linha Siegfried"; a cabeça-de-ponte além do Maas permitiria finalmente montar um ataque para desimpedir a margem oeste do Reno, defronte ao Ruhr; alguns aeródromos, muito valiosos, existentes na Holanda haviam sido tomados. Finalmente, o fato de os Aliados terem alcançado as suas fronteiras, desde a floresta do Reichswaid até Metz, impossibilitava aos alemães, com desesperada escassez de homens e material bélico, devido às demandas da Frente Oriental, de saber onde se daria o ataque principal dos Aliados ocidentais. Todo um novo setor agora representava uma ameaça.

No lado do débito, as grandes esperanças que giravam em torno desse empreendimento arrojado não se haviam concretizado. No âmbito da grande estratégia, o exército alemão não entrara em colapso e a "Linha Siegfried" continuava sendo uma grande barreira. Tampouco foram alcançados os objetivos estratégicos principais, pois a cabeça-de-ponte em Arnhem, que teria permitido um avanço até o Zuider Zee e o isolamento do 15° Exército alemão na Holanda Ocidental, não fora estabelecida; a "Linha Siegfried" não fora flanqueada; o 21° Grupo de Exércitos não conseguira tomar posição  para contornar o flanco norte do Ruhr. E o custo fora alto _ mais de 17.000 baixas incluindo 596 pilotos de aviões e 860 pilotos de planadores, 144 aviões de transporte e 88 tanques. Finalmente, a prioridade concedida à "Market-Garden" fez que Antuérpia permanecesse fechada e se permitira aos mães a chance de se entrincheirarem de ambos os lados do Escalda, de onde só com grandes forças e muita luta seriam desalojados. Os alemães haviam sido alertados para a fraqueza da extremidade norte da "Muralha Ocidental" e puseram-se imediatamente a melhorar as fortificações ali e mediante inundações controladas, criaram uma barreira mais ao norte. Talvez  por se conhecer o que já se passou pode-se dizer que teria sido melhor fazer outra coisa em setembro de 1944, mas a "Market-Garden" poderia muito bem ter dado certo e, se isso acontecesse, teria passado à História como um golpe de mestre. Sempre vale a pena correr tais riscos. O desfecho da batalha foi frustrante para os Aliados e deu novo alento aos Alemães para continuar uma luta desigual. O exército Alemão estava exaurido, mas ainda era uma importante força combativa. Alguns meses depois lançaria uma última ofensiva, conhecida como a Batalha das Ardenas, tentando retomar a iniciativa que, de há muito, passara às forças aliadas. Espasmos desesperados e inúteis. Todas as forças alemães no noroeste da Alemanha, Holanda e Dinamarca, renderam-se ao mesmo Marechal Montgomery, em 4 de maio de 1945, 8 meses depois da Operação Market-Garden.

Baixas durante a Operação Market-Garden:

* Americanos: 4.000
101ª Aeroterrestre: 2.100
82ª Aeroterrestre: 1.400
Força Aérea: 400

* Britânicos: 13.200
XXX Corps: 1.500
1ª Aeroterrestre: 1.200 mortos e aproximadamente 6.000 desaparecidos, feridos ou feitos prisioneiros. 

 

*Alemães: Entre 3.000 a 8.000

*Outros: 3.900


1º Exército Aerotransportado Aliado

 

Em 1944 de agosto, Tenente General americano Lewis Brereton foi designado para o  comando do 1º Exército Aerotransportado Aliado. O Corpo foi criado porque Eisenhower acreditava que os pára-quedistas e grupos aerotransportados seriam de maior valor sob de um comando único. Assim o 18º Corpo Aerotransportado americano, do Tenente General Matthew B. Ridgway  e o 1º Corpo Aerotransportado britânico, do Tenente General Frederick A.M. Browning foram combinados em um único exército. Browning foi designado como o vice-comandante de Brereton. Isto foi feito por duas razões: primeiro, Browning era das forças de terra e poderia dar a Brereton, um homem da força aérea, valiosos conselhos, e segundo, com Browning como vice-comandante, o comando inteiro seria uma combinação anglo-americana.

As tropas de planadores também foram agrupadas no exército aerotransportado Aliado e consistia de elementos britânicos e americanos. Depois a 1ª Brigada de Pára-quedas polonesa do Major General  Stanislaw Sosabowski foi somada ao 1º Exército Aerotransportado Aliado. A Brigada polonesa nunca tinha visto ação, mas os seus homens estavam ansiosos por lutar. Assim como os homens da a 1ª Divisão Aerotransportada britânica. Eles não tinham estado em combate desde as operações na Itália em 1943. Desde junho de 1944, eles se prepararam para cerca de 15 operações, mas todas elas foram canceladas, muitas vezes como preparativos bem avançados. Finalmente em 10 setembro de 1944 a Operação Market Garden obteve a luz verde de Eisenhower  e as preparações começaram. 

O Major General Robert 'Roy' Urquhart era o comandante da 1ª Divisão Aerotransportada britânica. Urquhart era escocês e tinha provado ser um chefe de brigada bom durante durante as batalhas na área mediterrânea. Ele sucedeu Eric Down como comandante da 1ª Divisão Aerotransportada. 

O 18º Corpo de exército Aerotransportado norte-americano era composto de duas divisões aerotransportadas: A 82ª, comandada pelo Major General James Gavin e o a 101ª, comandada pelo Major General Maxwell Taylor. 

Gavin era o comandante de divisão americano mais jovem (37 anos) durante  toda a guerra. Em 1941, ele foi um dos primeiros homens que entraram no treinamento das forças pára-quedistas em Forte Benning, Geórgia. Em 1943, ele era um comandante regimental das 82ª. Durante a invasão da Sicília Gavin teve uma função executiva. Quando Ridgway, comandante anterior da 82ª, foi promovido, Gavin tomou o lugar dele. Taylor também tinha muita experiência. Na Sicília, ele comandou a artilharia da 82ª Divisão. Quando o General Lee da 101ª não pôde continuar no comando devido a problemas de saúde, Taylor  se tornou o seu novo comandante. 

O Major General Stanislas Sosabowski, comandante da 1ª Brigada Polonesa de Pára-quedistas era muito mais velho que os seus colegas. Um veterano da campanha contra a Rússia durante os 1920's, ele tinha lutado contra os alemães em 1939 quando eles invadiram a Polônia. Pode ter sido por um pequeno período, mas nem por isso, menos horrível. Ele e os seus homens realmente queriam lutar e ir a desforra contra os nazistas.

"UMA PONTE LONGE DEMAIS"

Quando o general Browning pronunciou a frase "(...) mas talvez a gente esteja indo para uma ponte longe demais", que depois ficou famosa graças ao escritor Cornelius Ryan, ele expressava uma opinião que contrariava o clima de otimismo que prevalecia entre oficiais e soldados "da 1.° Divisão Aerotransportada britânica. Imobilizados depois de uma série de operações malogradas, os homens da divisão estavam sequiosos por uma batalha e ansiosos para desempenhar seu papel no encerramento da guerra.

Quase ninguém acreditava que a Alemanha pudesse se recuperar dos golpes devastadores sofridos na França. Essa teoria teve influência fatal nas avaliações do serviço de inteligência britânico sobre a situação em Arnhem. A operação foi prejudicada pêlos relatórios errôneos do serviço de inteligência em três aspectos. Primeiro, o pôlder (terreno baixo protegido por diques) ao sul da ponte de Arnhem, que teria sido um excelente ponto de desembarque, foi considerado como área pantanosa e, portanto, sem condições de uso.

Depois, o perigo da artilharia antiaérea no centro de Arnhem foi superestimado, o que resultou no veto irrevogável da RAF aos desembarques na área. Além disso, deixaram de ser consideradas as poderosas forças alemãs na região. Assim como o general Browning, o general Urquhart sentiu que o otimismo era exagerado, mas seus argumentos não foram levados a sério. O risco só foi confirmado depois que a divisão pagou um alto preço.


OPERAÇÃO MARKET-GARDEN

Ordem de Batalha

1st ARMY GROUP - Field Marshal Sir Bernard L. Montgomery, Chief of Staff: Major General F. W. de Guingand

FIRST ALLIED AIRBORNE ARMY - Lieutenant General Lewis H. Brereton, deputy Lieutenant General Frederick A. M. Browning

Ground Element

XVIII US Airborne Corps (HQ secondary role only in battle) - Major General Matthew B. Ridgway

  • 82nd ('All American') Airborne Division - Brigadier General James Gavin

    • Divisional HQ - Chief of Staff: Colonel Robert Wienecke/ G1: Major Alfred W. Ireland/ G2: Colonel Walter Winton/ G3: Major John Northon/ G4: Lieutenant Colonel Albert Marin

    • 504th Parachute Infantry Regiment - Lieutenant Colonel Reuben Tucker

      • 1st Battalion - Major William E. Harrison

      • 2nd Battalion - Major Edward N. Wellems

      • 3rd Battalion - Major Julian A. Cook

    • 505th Parachute Infantry Regiment - Colonel William E. Ekman (& Div. HQ Staff + Addit. units)

      • 1st Battalion - Major Talton W. Long

      • 2nd Battalion - Lieutenant Colonel Benjamin H. Vandervoort

      • 3rd Battalion - Major James L. Kaiser

    • 508th Parachute Infantry Regiment - Lieutenant Colonel Lindquist

      • 1st Battalion - Lieutenant Colonel Shields Warren Jr.

      • 2nd Battalion - Major Otho E. Holmes

      • 3rd Battalion - Lieutenant Colonel Louis G. Mendez Jr.

    • 325th Glider Infantry Regiment - Colonel Charles Billingslea

      • 1st Battalion - Lieutenant Teddy H. Sanford

      • 2nd Battalion - Major Charles M. Major

      • 2nd Battalion (401st GIR) - Major Osmond H. Leahy

    • Divisional Artillery - Colonel Francis Andrew March

      • 376th Parachute Field Artillery Battalion - Lieutenant Colonel Wilbur M. Griffith

      • 456th Parachute Field Artillery Battalion - Lieutenant Wagner J. d'Allesio

      • 319th Glider Field Artillery Battalion - Lieutenant Colonel James C. Todd

      • 320th Glider Field Artillery Battalion - Lieutenant Colonel  Paul E. Wright

      • 80th Airborne Anti Aircraft Battalion - Colonel Raymond E. Singleton

    • 307th Airborne Engineers - Colonel Edwin A. Bedell

    • 307th Airborne Medical Company - Major Jerry J. Belden M.C.

    • Support - 82nd Airborne Division Military Police Platoon, 407th Quartermaster Company, 782nd Ordnance Company, 82nd Airborne Division Signal Company, 82nd Airborne Reconnaisance Platoon, ASP (Air Support Party)

  • 101st ('Screaming Eagles') Airborne Division - Major General Maxwell Taylor

    • Divisional HQ

    • 501st Parachute Infantry Regiment - Colonel Howard R. Johnson

      • 1st Battalion - Lieutenant Colonel Harry W. Kinnard

      • 2nd Battalion - Lieutenant Colonel Robert Ballard

      • 3rd Battalion - Ewel

    • 502nd Parachute Infantry Regiment - Lieutenant Colonel John H. Michaelis

      • 1st Battalion - LieutenantColonel Patrick C. Cassidy

      • 2nd Battalion - Chapman

      • 3rd Battalion - LieutenantColonel Robert E. Cole

    • 506th Parachute Infantry Regiment - Colonel Robert F. Sink

      • 1st Battalion - Lieutenant ColonelLaPrade

      • 2nd Battalion - Strayer

      • 3rd Battalion - Major Oliver M. Horton

    • 327th Glider Infantry Regiment - Colonel Harper

      • 1st Battalion - Sallee

      • 2nd Battalion - Lieutenant Colonel Thomas J. Rouzie

      • 3rd Battalion - Lieutenant Colonel  Ray C. Allen

      • 1st Battalion (401st GIR)

    • Divisional Artillery - Brigadier General Anthony C. McAuliffe

      • 321st Glider Artillery Battalion - Carmichael

      • 907th Glider Field Artillery Battalion - Colonel Clarence Nelson

      • 377th Parachute Field Artillery Battalion - Elkins

      • 81st Airborne Artillery Antitank Battalion - Lieutenant Colonel X. B. Cox Jr.

    • 326th Airborne Engineer Battalion - Pappas

    • 326th Airborne Medical Company - Barfield

    • Support - 101st Airborne Division Military Police Platoon, 426th Quartermaster Company, 101st Airborne Division Signal Company, 101st Airborne Reconnaisance Platoon

I Airborne Corps - Lieutenant General Frederick A. M. Browning (Dep. Comd. 1st AAA), (C.O.S.) Brigadier Gordon Walch

  • 1st Airborne Division - Major General Roy E. Urquhart, Aide: Captain G.C. Roberts

    • Divisional HQ - (G-I) Cos: Lieutenant Colonel Charles MacKenzie/ OPS: Maj. C.F. Newton-Dunn/ OPS (Air): Major D.J. "Tiny" Madden/ (G-2) INT: Major Hugh Maguire/ ARTY: Lieutenant Colonel Robert Loder-Symonds/ ENG: Lieutenant Colonel E.C.W. Myers/ Supply: Lieutenant Colonel Michael St. John Packe/ Medical: Colonel Graeme Warrack/ Seaborne Tail: Lieutenant Colonel G.A. Mobbs

      Um típico para-quedisra da 1ª Divisão armado com uma submetralhadora Sten.

    • 1st Parachute Brigade - Brigadier Gerald W. Lathbury

      • 1st Battalion - Lieutenant Colonel David Dobie

      • 2nd Battalion - Lieutenant Colonel John Frost

      • 3rd Battalion - Lieutenant Colonel John Fitch

      • 1st Air Landing Anti-tank Battery, Royal Artillery - W. Arnold

      • 1st Parachute Squadron - Major Murray

      • 16th Parachute Field Ambulance - Lieutenant Colonel Townsend

    • 4th Parachute Brigade - Brigadier John W. Hackett

      • 10th Battalion - Lieutenant Colonel Kenneth B.I. Smyth

      • 11th Battalion - Lieutenant Colonel George H. Lea

      • 156th Battalion - Lieutenant Colonel Sir Richard de Voeux

      • 2nd Air Landing Anti-tank Battery, Royal Artillery - P. Haynes

      • 4th Parachute Squadron - Major Perkins

      • 133rd Parachute Field Ambulance - Lieutenant Colonel Alford

    • 1st Airlanding Brigade - Brigadier Philip H. Hicks

      • 1st Battalion, The Border Regiment - Lieutenant Colonel Thomas Hadden

      • 2nd Battalion, South Staffords - Lieutenant Colonel W. D. H. McCardie

      • 7th Battalion, Kings Own Scottish Borderers - Lieutenant Colonel Robert Payton-Reid

      • 181 Airlanding Field Ambulance - Lieutenant Colonel Marrable

    • 1st Airlanding Light Regiment, Royal Artillery - Lieutenant Colonel W. F. K. (Sherrif) Thompson

    • 1st Forward Observer Unit, Royal Artillery - D. R. Wright-Boycott

    • 21st Independent Parachute Company (Pathfinders) - Major B.A. Wilson

    • 1st Airborne Reconnaisance Squadron - Major C. F. H. Gough

    • 1st Airborne Divisional Signallers - Lieutenant Colonel T. C. V. Stephenson, Major A. J. (Tony) Deane-Drummond

    • 9th Field Company - Major Winchester

    • 250th Light Composite Company

    • 1st Wing Glider Pilot Regiment - Lieutenant Colonel Murray

    • 2nd Wing Glider Pilot Regiment - Lietenant Colonel Place

    • 1st Polish Independent Parachute Brigade - Major General Stanislav Sosabowski

      • 1st Parachute Infantry Battalion - Colonel Rawicz Szezerbo

      • 2nd Parachute Infantry Battalion - Captain Sobocinski Waclaw

      • 3rd Parachute Infantry Battalion - Major Ploszewski Waclaw

  • 52nd (Lowland) Division (airportable, were not put into action) - Major General E. Hakewell-Smith


Air Element:

USAAF IX Troop Carrier Command  - Major General Paul L. Williams

  • 52 Wing: 61, 313, 314, 315, 316, 349 Groups (Dakota)

  • 53 Wing: 434, 435, 436  437, 438 Groups (Dakota)

  • 50 Wing: 439, 440, 441, 442, Groups (Dakota)

(Total 60 Squadrons; 1,100 aircraft)

RAF 38 Group - Air Vice Marshal L. N. Hollinghurst

  • 190, 196, 295, 299, 570, 620 Squadron (Stirling)

  • 296, 287, 298, 644 Squadron (Halifax/Albemarle)

(Total 12 Squadrons; 240 aircraft)

RAF 46 Group - Air Commodore L. Darvall

  • 48, 233, 271, 437 (RCAF), 512, 575 Squadron (Dakota)

(Total 6 Squadrons; 279 aircraft)
 
 
 
 
SECOND BRITISH ARMY - Lieutenant General Sir Miles Dempsey

XII Corps - Lieutenant General N. M. Richie

  • 7th Armoured Division - Major General G. L. Verney

  • 15th (Scottish) Division - Major General C. M. Barber

  • 53rd (Welsh) Division - Major General R. K. Ross


VIII Corps - Lieutenant General Sir Richard O'Conner

  • 11th Armoured Division - Major General G. P. B. Roberts

  • 3rd Division - Major General L. G. Whistler

  • 4th Armoured Brigade - Brigadier R. M. P. Carver

  • 1st Belgian Brigade - Colonel B. Piron


XXX Corps - Lieutenant General B. G. Horrocks

  • Royal Netherlands Brigade 'Prinses Irene' - (Comd.) Col. Albert "Steve" de Ruyter van Steveninck, (C.O.S.) Major Jonkheer Jan Beelaerts van Blokland 

  • Guards Armoured Division - Major General Allan H. S. Adair, (C.O.S.) Brigadier Norman Gwatkin 

    • Recce (attached to GAD), 2nd Household Cavalry Regiment - Lieutenant Colonel Abel Smith

    • Armoured Recce Regiment, 2nd (Armoured Recce) Battalion, Welsh Guards - Lieutenant Colonel J. C. Windsor-Smith

    • 5th Guards Armoured Brigade - Brigadier Norman W. Gwatkin

      • 2nd Armoured Battalion Grenadier Guards - Colonel J. N. R. Moore

      • 1st Armoured Battalion Coldstream Guards - Lieutenant Colonel R. F. S. Gooch

      • 2nd Armoured Battalion Irish Guards - Lieutenant Colonel Giles A. M. Vandeleur

      • 1st Motor Battalion Grenadier Guards - Lieutenant Colonel E. H. Goulburn

    • 32nd Guards Brigade - Brigadier J. C. O. Marriott

      • 5th Battalion Coldstream Guards - Lieutenant Colonel E. R. Hill

      • 3rd Battalion Irish Guards - Lieutenant Colonel J. O. E. 'Joe' Vandeleur (prevented from actual command on September 20 by an acute illness)

      • 1st Battalion Welsh Guards - Lieutenant Colonel J. F. Gresham

      • 1st Independent Machine Gun Company Northumbrian Fusiliers - Major R. M. Pratt

    • Artillery - Brigadier H.C. Phips

      • 55th Field Regiment, Royal Artillery - Lieutenant Colonel B. Wilson

      • 21st A.T. Regiment, Royal Artillery - Lieutenant Colonel  C. Hulberts

      • 94th L.A.A. Regiment, Royal Artillery - Lieutenant Colonel E. I. E. Strong

      • 153rd Field Regiment (Leicstershire Yeomanry), Royal Artillery - Lieutenant Colonel  J. S. Atkins

    • Support - Royal Engineers (Lieutenant Colonel C. P. Jones), RASC, REME, RAMC, RAOC, RMP and divisional signals

  • 43rd Wessex Divison - Major General G. Ivor Thomas 

    • 129th Infantry Brigade - Brigadier G. H. L. Mole 

      • 4th Somerset Light Infantry - Lt. Col. C.G. Lipscomb 

      • 5th Wiltshire - Lieutenant Colonel W. G. Roberts 

      • 4th Wiltshire - Lieutenant ColonelE. L. Luce 

    • 130th Infantry Brigade - Brigadier  B .B. (Joe) Walton 

      • 7th Hampshire - Lieutenant Colonel D. E. B. Talbot 

      • 4th Dorset - Lieutenant Colonel Gerald Tilley 

      • 5th Dorset - Lieutenant Colonel B .A. Coad 

    • 214th Infantry Brigade - Brigadier Hubert Essame 

      • 7th Somerset Light Infantry - Lieutenant Colonel H. A. Borradaile 

      • 1st Worcestershire - Lieutenant Colonel R. E. Osborne-Smith 

      • 5th Duke of Cornwall's Light Infantry - Lieutenant Colonel George Taylor

    • Machine Gun Battalion; 8th Middlesex

  • 50th Northumbrian Division - Major General D. A. H. Graham (to VIII Corps 18 September)


 

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