Perfil da Unidade

RECCES COMMANDOS - ÁFRICA DO SUL


Os operadores das forças especiais da África do Sul são conhecidos internacionalmente pelo seu apelido de "Recces", esta é a forma abreviada do nome original dos Regimentos de Forças Especiais ou The Reconnaissance Commando. A África do Sul tem uma longa tradição em forças especiais. Já durante a Guerra dos Bôeres (1899 a 1902) as forças de Pretoria deram muita dor de cabeça ao império britânico. Realizando operações de penetração profunda e sabotagem os kommandos boeres desequilibraram o conflito em favor dos rebeldes durante muito tempo. A primeira unidade de reconhecimento formada na recém-criada África do Sul surgiu no período da I Guerra Mundial, e participou de operações contra os alemães na África Sudoeste.

Mas foi durante a II Guerra Mundial que a forma de lutar como commandos dos sul-africanos se distinguiu, entre as famosas unidades COMMANDOS do Exército britânico e particularmente daqueles que operaram junto ao SPECIAL AIR SERVICE (SAS), e do LRDG (Grupo de Longo Alcance no Deserto) no Norte da África.  

Boer Commando em 1899 armado com um fuzil Mauser de 7mm.

 

Quando a ameaça militar contra a África do Sul tomava impulso na década de 1970, o Exército desse país tratava de se preparar contra um inimigo incansável. Apesar do seu acordo com o governo de Moçambique, o conflito com outros vizinhos e com os movimentos de libertação da maioria negra prosseguiu ameaçador. As numerosas operações militares internas e externas em que se envolveu levaram as Forças de Defesa da África do Sul a desenvolver algumas unidades especiais, entre elas o 32° Batalhão, composto em certa época quase que inteiramente por dissidentes angolanos. Mas a principal força de elite criada foi o Comando de Reconhecimento em 1972 em Outdshoom, onde existia uma escola de infantaria.

O Comando de Reconhecimento ficou conhecido como "Recce Comandos" ou apenas "Recces", e assim nascia uma lenda. Na verdade, até hoje, todos os operadores das forças especiais sul-africanas são conhecidos mundialmente como "Recces".

Em 1975 a unidade foi transferida par a Durban. O 1° Reconnaissance Comando era uma unidade aerotransportada enquanto 5°, criado em 1976 era uma unidade especial que possuía uma grande quantidade de soldados negros.

Em 1978 que foi criado o 4° Reconnaissance Comando baseado em Langebaan, no sul do país, era especializado em operações marítimas. Estas unidade em 1979 foram unidade em uma regimento. Durante os conflitos das décadas de 70 e 80 os "recces" se distinguiram em muitas ações, particularmente em Moçambique, Angola e Namíbia, através de operações de sabotagem e reconhecimentos profundos.

Em 1991 com o fim da guerra em Angola às forças especiais sofreram uma reorganização, passando a serem subordinadas diretamente ao Chefe-de-Estado-Maior. Em 1993 sofreram uma reforma mais profunda com 1°, 4° e 5° Regimentos sendo renomeados de 451°, 452° e 453° Batalhões de Pára-quedistas, formando a 45ª Brigada Pára-quedistas. Nova mudança acontece em 1995 com a criação da Brigada da Forças Especiais, voltando a existência do 1°, 4° e 5° Regimentos.

Em 1997 o 1° Regimento (que era responsável pelo recrutamento e treinamento) foi desativado e os dois restantes ficaram responsáveis pelo seu próprio treinamento. O 2° e 3° Regimento são constituídos dos elementos da reserva. Hoje as Forças Especiais Sul-Africanas estão organizadas em uma Brigada com setores navais (4º) em Langebaan e terrestres (5º) e em Phalaborwa. Ao 5º está adicionada uma unidade de manutenção, a 1ª Unidade de Manutenção em Wallmansthal. Cada Regimento é constituído de uma unidade de treinamento e três companhias de combate, "commandos", e cada uma tem uma especialidade predominante. O Q-G da Brigada das Forças Especiais, está sediado em Voortrekkerhoogte.

Até pouco tempo atrás os "Recces" raramente eram citados em documentos oficiais e quando isto acontecida, raramente era existia uma foto e se ela aparecesse o operador estaria com uma tarja negra no rosto. Os Recces, compõem hoje a elite das forças armadas da África do Sul. São formados por pequenas unidades altamente especializadas, treinadas em guerra não-convencional, cuja missão consiste em operar profundamente no território inimigo, recolhendo informações, rastreando tropas e destruindo de alvos considerados estratégicos para a segurança da África do Sul.

Podem ser comparados a unidades criadas por outros países para executar tarefas difíceis e perigosas, como o Special Air Service inglês, os Seals Teams americanos, o Sayeret MATKAL israelense e os lendários Selous Scouts rodesianos.

Todos os soldados "Recces" são pára-quedistas, qualificados em técnicas de queda estática e livre, e muitos deles capazes de saltos HALO. Uma parte também é treinada em operações embarcadas, incluindo nado subaquático, esses fazem parte do componente naval da unidade, o 4 Recce. Sobre essa unidade iremos falar mais detalhadamente no final desta página.

                      4° Regimento           5° Regimento      1ª Unidade de Apoio

Infiltração, rastreamento e sobrevivência na selva são essenciais no treinamento, além das técnicas comuns a forças especiais, como o uso de explosivos, rádio e armas inimigas e o combate desarmado. Estão habilitados para operações anti-terroristas e de contra-insurreição.Recebem também treinamento Eles também recebem noções de enfermagem.

Assim, os elementos que integram os Recces são também muito especiais. Treinados individualmente e em pequenos grupos, a fim de operarem em condições difíceis e com pouco apoio, esses homens desenvolvem habilidades não encontradas entre os soldados comuns das forças armadas.
Dos comandos participam apenas os melhores e mais capazes de enfrentar com sucesso as situações de alto risco a que são submetidos em ação. Motivação e determinação são requisitos indispensáveis à superação das duríssimas provas de seleção e treinamento. Mas, no final, e aliás como acontece em todas as forças de elite, os homens ficam realmente satisfeitos por alcançarem os altos padrões estabelecidos e por pertencerem a um grupo distinto, reconhecido pela sua excepcional qualidade militar.


Seleção dos Recces
São requisitos indispensáveis ao candidato:
Ser cidadão sul-africano.
Voluntário.
De preferência solteiro
Ter um elevado potencial de liderança
Haver alcançado um nível razoável de educação escolar.
Não ter registro criminal
Dispor de força e condicionamento físicos extraordinários.
Ter pelo menos um ano de serviço em alguma unidade das Forças de Defesa Sul-Africanas (SADF) ou em algumas unidades policiais.
Deve ser saudável (são realizados teste de hepatite e AIDS).
Se oficial não ter chegado ao posto de capitão.
Deve falar pelo menos duas línguas além do inglês. O que é normal para um país que tem uma dúzia de línguas oficiais. "Aqui se falam 36 línguas africanas. A maioria dos recrutas de cor falam o inglês e uma língua Africana, os recrutas brancos falam o inglês e o afrikaans, uma língua próximo ao antigo Holandês que foi introduzida pelos primeiros fazendeiros vindos da Europa que se instalaram aqui'. (Comentário de um operador "recce").
Ter idade entre 18 e 36 anos. 

O Treinamento dos Recces consiste:
 

1. Entrevista, exames médicos, psicológicos e psiquiátricos (1 dia):
Todos são rigorosamente examinados por uma comissão, com o objetivo de verificar se os voluntários estão acima da média física, psicológica e intelectual, antes de serem admitidos para um exame de pré-seleção e a uma série de testes rigorosos, destinados a eliminar os candidatos que não atendam aos altos padrões exigidos, como suportar a tensão das operações prolongadas atrás das linhas inimigas. Estes testes são semelhantes aos aplicados no processo de seleção inicial dos especialistas em desmontar bombas do British Royal Army Ordnance Corps, e tem por objetivo eliminar pessoas impulsivas e com tiques nervosos. Na entrevista o candidato deve convencer a comissão de que seria uma boa aquisição para os "Recces" e que se ajustaria perfeitamente como membro da Brigada. Normalmente apenas 30% dos candidatos passam por esta fase.
 
2. Uma fase de pré-seleção (3 dias):
Os candidatos devem realizar proezas físicas como oitenta abdominais em dois minutos, cinqüenta flexões contínuas no solo e oito na barra, correr 200m em um minuto carregando um homem nas costas, fazer um cross-country de 5 km em vinte minutos, e uma marcha de 15 km carregando um peso de 30 kg, em duas horas. 

O processo de seleção dos Recces é bem intenso

3. Orientação sobre Forças Especiais (três a seis semanas):
A primeira semana é dedicada ao conhecimento da vida selvagem e a sobrevivência na selva. Os alunos são dividido em grupos de 8 e, no início recebem rações para quatro. O conhecimento adquirido deve ser posto em prática sem vacilações. Na segunda semana, o curso contínua e as rações são ainda menores em quantidade: duas para oito soldados. Ao mesmo tempo, eles têm que realizar alguns exercícios de rastreamento e despistamento.

Todos são rigorosamente examinados por uma comissão, com o objetivo de verificar se os voluntários estão acima da média física, psicológica e intelectual, antes de serem admitidos para um exame de pré-seleção e a uma série de testes rigorosos, destinados a eliminar os candidatos que não atendam aos altos padrões exigidos, como suportar a tensão das operações prolongadas atrás das linhas inimigas. Estes testes são semelhantes aos aplicados no processo de seleção inicial dos especialistas em desmontar bombas do British Royal Army Ordnance Corps, e tem por objetivo eliminar pessoas impulsivas e com tiques nervosos. Na entrevista o candidato deve convencer a comissão de que seria uma boa aquisição para os "recces" e que se ajustaria perfeitamente como membro da Brigada. Normalmente apenas 30% dos candidatos passam por esta fase.

A partir da terceira semana, são introduzidos em uma zona diferente para terminar os seus exercícios táticos. Na realidade as operações dos "recces" podem durar muito tempo e o perigo de contato com o inimigo é uma realidade. Assim sendo os riscos de uma captura tornam-se muito altos, e é por isso que é dado um cuidado todo especial a técnicas de fuga e evasão e resistência a interrogatórios.

"Dedicamos uma importância especial à resistência aos interrogatórios. No curso do treinamento, um longo tempo e destacado a este problema de maneira que o operador possa ter uma idéia de que é ser capturado, caso isso venha a acontecer. Algumas vezes os alunos são presos com um saco na cabeça. Permanecem assim durante horas sem poder falar. É ai que verificamos sua resistência ao claustrofobia e, de tempos em tempos nós jogamos água fria em alguém escolhido ao acaso. Os nervos dos companheiros que estão a sua volta são postos à prova." (Comentário de um operador "recce").

Estas duas fases tem basicamente dois objetivos: primeiro eliminar candidatos fracos, física e psicologicamente, e em segundo lugar condicionar os os mais fortes para as difíceis fases seguintes. Pois a pressão psicológica e o desgaste físico são intensos. Normalmente apenas um terço dos candidatos passam para a fase de seleção.

4. Seleção (três dias):
O processo de seleção inclui três dias da sobrevivência e do treinamento da orientação nas savanas. As rações, a água e o sono são limitados pelos instrutores.  Na verdade eles nem comem nem dormem. O treinamento físico é contínuo e os candidatos são testados freqüentemente.  Eles são acompanhados todo tempo por Operadores Qualificados e psicólogos, que os monitoram constantemente. Testes psicométrico (baseado em psicometria, testa a capacidade mental e racional por meio de provas e testes) são aplicados aos candidatos a qualquer momento desta fase.
 
Qualquer candidato que apresenta sinais de agressão pública, hostilidade, inabilidade para trabalhar em equipe ou que apresenta outra características indesejáveis são imediatamente eliminados por um dos Operadores qualificados ou psicólogos.
 
Eles  são avaliados sobre a sua capacidade de adaptação, disciplina, habilidades de navegação, medo de animais ou de situações, o cuidado com as armas e o equipamento, memória, poder de observação e a sua habilidade em mover-se na mata. Observa-se também a capacidade do trabalho em equipe. 

"No primeiro dia eles estão cansados. Ao fim do segundo eles estão exaustos. Ao terceiro assemelham-se ao zumbis. Pensam só em descansar e comer. É então que é analisada a variação de sua personalidade." (Comentário de um operador "recce"). 

A seleção é montada para levar os candidatos ao extremo da resistência, em que a força física não é determinante, mas a determinação mental de cumprir uma missão. Uma vez superada a barreira do estresse e do cansaço, o candidato é capaz de continuar e vencer esta fase a despeito de qualquer pressão.

Poucos são os homens que conseguem ser aprovados nesta fase. Já ocorreram ocasiões em que nenhum candidato foi aprovado, ou no máximo um ou dois.

Até 1988 cerca de 100.000 homens participaram das entrevistas iniciais para se tornarem operadores. Apenas 480 concluíram a fase de seleção. Para se tornar um operador ele tinha de completar o seguinte Ciclo com êxito; de pré-seleção, em seguida, a seleção, então o ciclo de treinamento operacional e, eventualmente, a sua primeira implantação. O ciclo de formação operacional é composto para a maioria dos operadores dos seguintes cursos: formação básica pára-quedista; Orientação na água (pequenos barcos); sobrevivência; sobrevivência e rastreamento; conhecimento do inimigo; orientação aérea; demolições; e táticas menores. Táticas menores era normalmente seguida de uma primeira implantação operacional com muitos vendo isso como ainda parte da qualificação do operador. Só que agora ele usava o emblema dos operadores. Ao longo da sua história, as Forças Especiais da África do Sul tem sido uma entidade não-racial e em algumas unidades teve mais operadores negros do que brancos qualificados, às vezes.

Até o inicio de 2003 apenas cerca de 900 homens se qualificaram como operadores das Forças Especiais sul-africanas, menos do que aqueles que venceram o Monte Everest.
 
5. Treinamento (42 semanas):
Esta é uma fase individual. Aqueles que não pára-quedistas fazem um curso de pára-quedismo; há treinamento em armas (estrangeiras e instrução de armas de pelotão) sobrevivência, guerra urbana, guerra rural e treinamento com veículos em movimento; operações anfíbias (instrução com pequenos barcos, mergulho básico, natação, e sobrevivência naval); operações aerotransportadas e helitransportadas (saltos estáticos de pára-quedas, salto controlado, descida de helicópteros por rapel); treinamento básico com explosivos.

OPERANDO NAS SAVANAS AFRICANAS - FUZIL R-4

  

Soldados sul-africanos "Recces" em operação nas savanas africanas. Eles estão armados com o fuzil-automático Vektor R5.

O curso de pára-quedismo é uma prova particularmente difícil. Formam-se apenas entre 50 e 60°/o dos jovens que iniciam o curso do Valkskermbataijon, no regimento de pára-quedistas sul-africano. Durante as duas semanas iniciais, os homens fazem dez períodos de exercícios por dia, com duração de quarenta minutos cada, que incluem treinamento de resistência e musculação em alto grau. Além do processo de enrijecimento físico, são realizadas marchas aceleradas cada vez mais longas, aumentando de 5 em 5 km, até 25 km, carregando equipamento completo. Integra o curso o temido exercício de andar pela praça de ar­mas segurando um "mármore" — um bloco de cimento de 25 kg — acima da cabeça. O treinamento em pára-quedismo propriamente dito é a última etapa. Os alunos devem realizar 20 a 30 saltos de aviões como o C-130, o CASA-212, e o veterano C-47 DAKOTA. Mais tarde alguns iram se especializar em saltos HALO (salto a elevada altitude e abertura a baixa atitude)e HAHO (salto a elevada altitude e abertura a alta atitude). Muito intenso também é o treinamento em operações helitransportadas.

De um corpo de quinze oficiais do Exército sul-africano treinados em Abingdon, na RAF, em 1960, surgiu o 1.° Batalhão de Pára-Quedistas sul-africano, baseado em Bloemfontein, que fornece grande número de soldados Recces. As técnicas fundamentais de pára-quedismo são as mesmas no mundo todo, mas os Recces, tendo feito os primeiros saltos de cabos estáticos presos a 150 m de altura, passam a se especializar em queda livre. Depois, alguns tornam-se peritos em saltos de grande altitude.Embora os processos de seleção e treinamento básico dos Recces sejam muito semelhantes aos dos SAS, o treinamento e a atividade posterior têm maior afinidade com os antigos Selous Scouts, que também operavam em condições ambientais semelhantes. É interessante destacar que muitos dos Selous Scouts que foram recrutados do SAS britânico ou rodesiano, quando da formação da unidade em 1974, juntaram-se aos Recces depois que a Rodésia, independente, tornou-se o Zimbábue. 

O 4° Regimento que é responsável pelas operações anfíbias e subaquáticas, treina intensamente com botes e kayaks, além do mergulho. O 4° Regimento é sem dúvidas a melhor unidade em sua especialidade de toda a África. Acredita-se que o seu treinamento está baseado nos padrões do
SPECIAL BOAT SERVICE (SBS), unidade de elite dos ROYAL MARINES (Reais Fuzileiros Navais britânicos).

As técnicas da navegação são ensinadas e os estudantes são requeridos a navegar através dos pântanos e canais.  Vários exercícios de fortalecimento físico e de resistência são realizadas como corridas e marchas forçadas sobre a areia carregando pesos. As qualidades do trabalho em equipe e de liderança são sempre observados pelos instrutores. Os candidatos são testados também em sua habilidade de trabalho sob o stress, resistência ao frio, o adaptabilidade, vigor físico, coordenação e a aptidões em geral. Eles são testados freqüentemente para em suas habilidades psicológicas, físicas, e psicomotoras e a habilidade de raciocinar de forma ordenada e reagir em sob pressão.
 
Os alunos sempre participam de exercícios táticos muito práticos e realistas: eles são libertados num ponto A e devem alcançar um ponto B, superar inúmeras dificuldades, e lançar um ataque contra um ponto C. No curso de treinamento os candidatos sempre são seguidos dos instrutores e reconhecidos por um número nas costas.

"Muitas vezes o treinamento é executado perto de algumas bases militares. Os "Recces" tem a missão de capturar algum pessoal sem atrair a atenção e adquirir informações sobre o objetivo” (Comentário de um operador "Recce").

Durante o conflito contra Angola os candidatos recebiam a tarefa de executar um ataque real contra uma posição inimiga. E há, claro, um treinamento completo com armas, tanto sul-africanas como também de outros países, e exercícios conjuntos com grupos aéreos de apoio. Os que falham em qualquer das etapas — o que acontece em grande proporção — são devolvidos às unidades de origem ou mandados para o corpo de serviço técnico, como sinalização, material bélico, serviço secreto ou polícia militar.

Uma fase extrema de testes começa com uma marcha forçada de 38 kms. No meio da marcha é permitido aos soldados encher seus cantis de água, enquanto os instrutores tentam convencê-los a abandonar o curso oferecendo alimento ou bebidas geladas. Quando os homens se aproximam do seu destino eles recebem rações que foram feitas não-comestível e embebidas em óleo diesel. Uma variedade de torturas psicológicas adicionais são realizadas pelos instrutores, para testar os candidatos e sua força de vontade. Isto pode parecer cruel, mas todos são voluntários, e a segurança dos homens é assegurada pela presença de médico, oficiais treinados, e psicólogos que monitoram cada etapa do processo e o que cada candidato faz.

Recces em treinamento do Curso de Guerra Urbana em Durban Bluff

Quando os homens chegam ao final, todos pensando em descansar, uma ordem nova ordem de marcha é dada: mais 30 kms devem ser completados. Aqueles que prosseguem são torturados com mais ofertas de alimento e bebida assim como o transporte de volta para base.

Os alunos podem "ser capturados" e tratado como prisioneiros pelos instrutores vestidos como terroristas, ou têm que resolver enigmas e quebra-cabeças quando estão esgotados e famintos.
  
Aqueles que terminam esta fase são considerados "operadores", ao que aqueles que falham em algum ponto são enviados de a outras unidades do SADF, sem nenhuma desonra. No fim do curso dos 300 iniciantes somente 15 são recebidos no Regimento. Eles recebem então bonificações adicionais por cada especialização adquirida, e pagamento extra durante as operações. Se um Recce chega ao posto de sargento, pode candidatar-se a oficial. 
Especialização:

"Nossa especialidade, é a penetração profunda na mata, atrás das linhas inimigas, através de pequenos grupos táticos de operação com a tarefa de adquirir informações estratégicas. Algumas vezes o destacamento infiltrado "Recce" pode participar de um ataque contra objetivos de grande valor ou alvo de ocasião." (Comentário de um operador "Recce").

Normalmente os "recces" trabalham em equipes de 5 ou 6 homens, mas podem operar também em pares, visto que cada operador sabe perfeitamente o escopo geral de cada missão: infiltração, reconhecimento, sabotagem, etc.

"Colocamos um destaque especial no conhecimento do ambiente onde vamos operar. O operador deve conhecer bem a mata se não quiser sofrer, e comprometer a sua missão." (Comentário de um operador "Recce").  

Existem vários cursos em que os "Recces" podem se especializar: sabotagem, rastreamento, comunicações, instrutor de mata, salto de pára-quedas especializado (HALO/HAHO), fotografia clássica, eletrônica ou atirador de elite. As operações em zona urbana também são uma grande preocupação. Quando África do Sul teve que lutar contra as infiltrações de terrorista Namíbia, alguns ataques realizados pelos "Recces" se desenvolveram em ambientes urbanos onde o ANC tinha as suas bases. Hoje o contexto político é muito diferente, mas a experiência adquirida está sendo aplicada em operações conjuntas com a polícia sul-africana em regiões urbanas do país.

As técnicas de luta urbana são aprofundadas num curso da duração de 6 semanas: "por exemplo, nós nossos operadores são ensinados a saltar de automóveis em movimento, escalar um elevador, adquiri informação sobre a operação de aeroportos, todas as coisas que podem ser úteis em operações em áreas urbanas". Existi um curso de 6 semanas que é dedicado às tecnologias de comunicação, inclusive usando satélites de comunicação.

Aptos para operar principalmente na África
 

O FANTÁSTICO VLERMUIS

O fantástico veículo dos Recces - O VLERMUIS

"A ESSÊNCIA do nosso treinamento é a preparação para o emprego operacional em terras africanas. Embora sejamos treinados também para operações em montanhas nós não temos um treinamento específico para as operações em montanha elevadas ou em zonas de gelo e frio extremo." (Comentário de um operador "recce").



O Aérospatiale Puma era um dos principais helicópteros a disposição das SADF durante as suas operações em Angola. Ele voava muito baixo para evitar o fogo antiaéreo que incluía entre outras armas os temíveis SA-7 

Os "recces" preferem desenvolver as qualidades que são essenciais para o seu ambiente operacional natural, as savanas africanas. Lendários em longos reconhecimentos, os "recces" não os fazem apenas a pé. Hoje eles dispõem de uma família tática de veículos especialmente desenvolvido para as forças especiais sul-africanas: O Vlermuis, morcego em afrikaans. Estes veículos foram projetados para se desenvolver plenamente no difícil solo africano. O Vlermuis pode ser lançado de pára-quedas ou aerotransportado no interior de um cargueiro militar ou transportado em um gancho de helicóptero, como o Puma/Oryx. Os dois principais papeis do veículo são: apoio de fogo e transporte de tropas. Como apoio de fogo pode levar um canhão sem recuo de 106 mm, armas anti-carro e morteiros de 60 e 81 mm. Pode ser armado também de um canhão de 20 mm ou um múltiplo lançador de de 107 mm. Na versão básica de transporte de tropa, pode acomodar bem oito soldados além do piloto, o que é se considerado que não é um veículo longo, com apenas 3,20m de cumprimento. O seu armamento básico inclui: uma metralhadora .50 pol. na parte frontal ao lado do motorista e um par geminado de metralhadoras MG4 de 12,7 mm na parte superior. Com o tanque de 80 litros e três barris de 20 litros tem uma autonomia de 800 km. 
 
Embora a geopolítica africana tenha mudado principalmente a partir dos anos 1990, os "Recces" ainda são empregados nos velhos teatros operacionais, só que agora como parte de forças aliadas. Além de trabalhar ao lado da polícia, freqüentemente os "Recces" intervêm a favor da comunidade civil e, ainda, participa de exercícios conjuntos com outros países. Elementos do 4° Regimento já foram enviados a Tanzânia onde participaram em de exercícios no grande lago de Tanganika. Ao mesmo tempo elementos do 5° Regimento participaram de exercícios militares regionais no Zimbábue. O mesmo Zimbábue que durante muitos anos foi teatro de vários ataques bem-sucedidos dos "Recces".

Combates
Dezembro de 1987. Bem camuflado em seu posto de observação o capitão F. das Forças Especiais da SADF observa de uma árvore o que acontece ao seu redor, enquanto uma parte de sua equipe descansa da vigília da noite passada. 

A cerca de 100 metros soldados da 21ª Brigada das FAPLA (Forcas Armadas de Libertação de Angola, o braço armado do MPLA) estão solidamente entrincheirados diante da linha de frente das forças sul-africanas que entraram no país para se contraporem aos 10.000 soldados cubanos e alguns milhares de soviéticos. 

  

Capitão, Comandante de Cia, do lendário Batalhão 32, durante a Operação Super, Angola - 1981. Este militar sul-africano está armado com um fuzil automático AK-47 e usa um uniforme similar ao usado pela FAPLA. Os Recces prestavam apoio as ações desse Batalhão.

Depois de vários dias de observação o oficial sul-africano alcança o que procurava, consegue identificar claramente as posições camufladas da 21ª Brigada. Ele notou que todos os dias vários soldados angolanos iam até o rio para se lavar. Esta manhã eles são cerca de 45, e estão todos juntos. 

E são um bom alvo. Apertando os botões de seu rádio, o capitão F. transmite as coordenadas para uma bateria de G-5 sul-africanos que está escondida a mais de 30 kms de distância mais para sul, caem sobre a margem do rio. Menos de seis minutos depois impactos certeiros caem sobre os angolanos  que estão na margem do rio com uma precisão mortal. Os "Recces" golpearam mais uma vez!.   

Os "Recces" foram continuamente empregados nos conflitos prolongados contra os guerrilheiros da SWAPO, em Angola nas décadas de 70 e 80. Participaram da Marcha de Angola, em 1975-1976. Em 1979 o Recces participou da operação Staffrron, em resposta a vários ataques da SWAPO. Em 1980 participaram das grandes operações "Sceptic" e "Smokeshellbasis". Em 1981, envolveram-se nas missões "Protea" e "Daisy" e participaram de um grande número de operações clandestinas de curta duração, caracterizadas por ataques do tipo atirar-e-destruir, chegando a seus objetivos de pára-quedas, a pé, em veículos, a cavalos, de helicóptero ou pela água. Em 1982 participaram da operação Mebos que foi a mais bem sucedida operação contra a SWAPO, realizada pelos "Recces". Eles Penetraram profundamente em Angola e destruíram o Q-G dos guerrilheiros.

Na Operação Baer, em 1983, duas equipes de Recce com dois homens cada, manteve a ferrovia entre Namibe e Lubango cortadas por três meses, com os Puma ressuprindo com água, comida e explosivos.

A Operação Askari foi planejada com o objetivo de prevenir que forças especiais da SWAPO realizassem incursões no sul em 1984. A operação iniciaria em novembro de 1983 na região entre Cahama, Mulondo e Cuvelai. Inicialmente foi planejada como uma operação de pequena escala que logo cresceu para quatro TF mecanizadas de 500 tropas contra os alvos detectados pelo reconhecimento aéreo e terrestre. Neste estágio do conflito, as forças da FAPLA já estavam bem treinadas e equipadas.

A operação foi dividida em quatro fases iniciando com um reconhecimento em profundidade pelos Recces, seguido de ataques aéreos da SAAF na base Typhoon-Volcano em Lubango entre 1 de novembro e 30 de dezembro, seguido de um reconhecimento ofensivo para isolar Cahama, Mulabo e Cuvelai a partir de 16 de novembro. A fase 3 iniciaria em fevereiro de 1982 e dominaria a área oeste do rio Cunene. A fase 4 tinha como objetivo parar as incursões da SWAPO no sul.

A operação foi o maior esforço dos Recce em terra da guerra. Equipes foram deslocados para Cahama, no leste e oeste, Mulondo e Cuvelai, e reconheceriam a área ao redor de Lubango. As equipes faziam inteligência tática sendo uma missão difícil e perigosa. O Comando & Controle era difícil pois cada equipe tinha seu C2 próprio, cada um com um MAOT no PC exército para apoiar e ficava difícil coordenar o apoio aéreo se fosse necessário. Se todas tivessem problemas ao mesmo tempo seria difícil priorizar.

A Brigada 2 da FAPLA estava entrincheirada em Cahama. As posições no local foram sondadas várias vezes por terra e as posições de radar e artilharia antiaérea na base aérea da cidade foram atacadas. O Batalhão Mecanizado 61 com apoio de artilharia atacou o local, com sondagem, fintas e bombardeio de artilharia. Equipes ofensivas dos Recce cortariam as rotas logísticas entre Cahama e Chibemba e a SAAF atacariam os alvos identificados. O objetivo era forçar a retirada ou deserção das tropas.

A ofensiva iniciou em 16 de dezembro com o avanço a partir de Quiteve. No natal, os Canberras bombardearam Cahama a noite. As tropas em terra lançaram uma trilha de bombas de fósforo para indicar a direção do alvo. Os Canberras dispararam bombas Alfa nivelados a 24 mil pés. Não queriam precisão e sim espalhar as tropas em terra.

Em Mulombo, a Brigada 19 da FAPLA enviou suas unidades de reconhecimento que detectaram a TF mecanizada indo para o local. A pressão no campo político forçou pararem as ações em 31 de dezembro. Cahama não foi tomada e as tropas locais pensaram que fizeram os sul-africanos fugirem. Caiundo seria alvo de ataques diversionários. Foi atacada na noite de 19 de dezembro com sucesso. Tentaram tomar a cidade por 21 dias sem sucesso.

Uma TF foi enviado contra um Posto de Comando e uma base logística 5 km a noroeste de Cuvelai. A Brigada 11 da FAPLA e dois Batalhões cubanos estavam próximos. Esperavam que não ajudariam a SWAPO, mas não foi o que aconteceu. Com o risco de serem cercados enviaram o Batalhão Mecanizado 61 (61 Mech) de Cahama para reforçar. Chegaram em 16 horas e logo entraram em combate. Na noite do dia 3 de janeiro já estavam atacando posições de artilharia antiaérea e artilharia de campanha.

O assalto foi precedido de um ataque aéreo com 10 Impalas seguidos de quatro Canberras. No total foram disparados 60 bombas de 120kg, 18 de 250 kg, 2 de 460kg e 600 bombas Alpha. A segunda onda de Impalas lançou 32 bombas de 250 kg e foram muito bem sucedidos. Ao entrarem na cidade, após quatro dias de luta, após passarem por campos minados, viram que estava vazia e os comunistas fugiram. As transmissões de rádio interceptadas indicou que os angolanos estavam pedindo reforços e tiveram 75% da artilharia destruída.

Um alvo dos Impalas era um site de artilharia antiaérea de 57mm guiado por radar a leste de Cuvelai. Na saída do mergulho, o Líder da formação viu disparos de mísseis e logo iniciou manobras evasivas. Um SA-9 atingiu a cauda do Impala e a aeronave entrou em parafuso. O piloto conseguiu tirar a aeronave do parafuso ainda acima do alvo e conseguiu voar para Ondangwa. Estava perdendo altitude mas a perda diminuía com a densidade do ar aumentando e conseguiu pousar. Todos os pilotos da formação continuaram o ataque apesar da ameaça pois ouviram a conversa do líder durante o ataque.

O Batalhão 32 foi usado para cercar a cidade e capturou um grande número de tropas fugindo para o norte. Capturaram muito material no local como uma bateria de mísseis SA-9, apesar de não conseguirem capturar uma bateria SA-8 operando no local. A cidade estava cercada de minas e perceberam que seria comum.

Capturaram quatro T-55 e prepararam tropas amigas para operá-los contra os comunistas, mas as negociações cancelaram as ações. As tropas que treinaram no T-55 o consideraram até melhor que o Oliphant em vários aspetos como velocidade, manobrabilidade, altura e poder de fogo secundário. A metralhadora interna era bem mais simples e as falhas bem menos numerosas. Devido a presença dos T-55 perceberam que precisavam de melhores defesas anti-carro.

A SWAPO perdeu 916 tropas em 1984, sendo 361 durante a operação Askari. A África do Sul teve 39 mortos sendo 13 na Askari. Capturam muito material em Cuvelai. A FAPLA perdeu muitas tropas e equipamentos e tiveram apenas um sucesso fora de Caiundo contra um pelotão bem a frente atacado por uma Companhia. A SWAPO nunca passou para a ofensiva como antes da Askari. Tiveram mais de 500 mortos em 1984 o que indica que não tiveram sucesso em evitar a infiltração. A SWAPO também deixou de ser a ameaça principal.

O resultado da operação Askari foi levar os dois lados para a mesa de negociações. Os angolanos gostaram para poder descansar, planejar, reequipar etc. A África do Sul saiu de Angola, mas os angolanos continuaram a apoiar a SWAPO. A FAPLA passou a ser o inimigo principal e a guerra se sofisticou virando um conflito de média intensidade com a África do Sul, SWA e UNITA contra a FAPLA, SWAPO e cubanos com apoio de conselheiros soviéticos. A FAPLA recebeu muitos sistemas de defesa aérea sofisticado sendo inferior apenas aos países do Pacto de Varsóvia. A UNITA não tinha como contrapor o equipamento pesado da FAPLA. A frente de batalha agora passou a ser o norte do Woamboland a norte de Rundu.

Documentos capturados mostram a intenção da FAPLA de dominar a África do Sul. Primeiro derrotariam a UNITA e uma arma era reforçar o Poder Aéreo de Angola. Sabiam a limitação de alcance dos caças da SAAF e consideravam ser viável dominar os céus. Cuba já tinha enviado as primeiras tropas de um total de 50 mil tropas incluindo pilotos. A rede de radar ao redor da África do Sul era a maior prova dos planos futuros.

Em 1985, uma equipe "Recce" empreendeu a polêmica Operação Cabinda, uma tentativa fracassada de sabotar as instalações petrolíferas angolanas dirigidas por Gulf Oil.

No início do verão de 1985, uma outra equipe "Recce" sob o comando do Capitão André Diedericks cruzou a fronteira da Angola entrando na província de Cuando Cubango , e com a proteção, escolta e ajuda da UNITA foi secretamente implantada em torno da área de Menongue. A equipe tinha ao seu dispor o sistema antiaéreo soviético 9K31 "Strela-1" e era operado pelos membros da equipe. A missão da equipe era levar a cabo operações de combate secretas, de nomes código "Catamaran 1", "Catamaran 2" e "Cerberus" com o objetivo de perturbar o tráfego aéreo na província de Cuando Cubango, abatendo transportes aéreos, aviões de combate e helicópteros usando o "Strela-1".

Em 11 de junho 1985, a cerca de 80 km (50 milhas) de Menongue, a equipe abateu um avião angolano, um avião utilitário leve, Britten-Norman BN-2 “Islander”. O "Islander", em rota de Menongue para Cuito Cuanavale com uma tripulação de 2 homens e 5 passageiros, também estava carregando 69 milhões de kwanzas (moeda de Angola), de vários meses de salário para o pessoal da 16ª Brigada de FAPLA com base em Cuito Cuanavale. Quando o "Islander" caiu no chão o dinheiro foi roubado e os restos mortais dos passageiros mortos foi saqueado por soldados da UNITA ligados a proteção da equipe "Recce".

Em 25 de novembro de 1985, a mesma equipe "Recce" também tinha derrubado um "Aeroflot" Antonov AN-12 da Força Aérea Soviética. O transporte AN-12, que estava a caminho de Cuito Cuanavale para Luanda transportando 8 membros da tripulação e 13 passageiros, caiu a cerca de 43 km (27 milhas) ao sul-leste de Menongue. Todas as pessoas a bordo (doze soviéticos e nove cidadãos angolanos) morreram no acidente.
Em muitas destas operações cavalos foram usados como transporte. 

Em 18 de dezembro, os C-130 levaram sete veículos Unimog Sabre e 50 tropas dos Recces para Mavinga para realizarem a Operação Abrasion. A operação duraria até a metade de fevereiro de 1986 com as tropas realizando incursões tipo "hit and run" junto com as tropas da UNITA entre Menonque e Cuito-Cuanavale. Os Pumas operando em Rundu foram usados para evacuação médica e os Impalas para retransmissão Telstar. Os Kudu faziam apoio Telstar para as operações de curta distância com os helicópteros.

Recces limpam uma base da SWAPO durante a Operação Coliseu em 1986

Durante a Operação Modular de 1987 as tropas dos Recces operavam atrás linhas e fariam observação de artilharia. Um MAOT acompanhava as unidades de manobra e chamariam apoio aéreo e evacuação médica. Havia cinco equipes de MAOT na Brigada 20. O apoio aéreo foi insuficiente e nem respondia em tempo hábil. Na maioria das missões de apoio aéreo era de ataque pré-planejados contra alvos localizado pelas equipes dos Recces. A interdição aérea nas linhas de comunicações entre Menogue e Cuito-Cuanavale tiveram bons resultados pois geralmente atingiam os alvos. A SAAF não tinha tecnologia e número para conquistar a superioridade aérea no campo batalha, mas o planejamento, treino e táticas permitiram complementar os fogos da artilharia. No inicio de outubro, após várias trocas de fogos de artilharia e ataque aéreos, a FAPLA tentou remuniciar suas Brigadas no rio lomba. A Brigada 21 empilhava suprimentos na sua posição. Os Recces mantinham o local em observação constante, as vezes a 50 metros de distância, e guiavam os ataques das peças G-5 até as posições da FAPLA. A Brigada 47 foi parada pela artilharia e pelos caças da SAAF, só conseguindo se mover 1 km por dia. As ações diretas das equipes dos Recces também contribuiu com os fogos. Em setembro, seis tropas do 4th Recces e um observador de artilharia foram inseridos 40 km a noroeste de Cuito-Cuanavale. Foram até o rio Cuito e moveram 42 km rio abaixo até a ponte de Tumpo e explodiriam a ponte. Não foi destruída completamente, mas atrapalhou o trafego de veículos pesados pelo resto da campanha.

Uma pequena equipe Recce, que normalmente operaria atrás das linhas inimigas, não podia contar com um suporte convencional para suas ações, por isso ela deveria transportar o maior poder de fogo possível para sua sobrevivência. Os Recces levavam 2-3 vezes mais munição que as forças regulares. Os Recces durante a "Bushwar", levavam cerca de 7-12 carregadores de fuzil, mais um para a metralhadora ou lança-granada adicional com 20 tiros. Sempre levavam granadas de mão e granadas de fumaça para sinalizar e explosivos. Como nem sempre podiam contar apoio ou se esse fosse demorar eles levam ainda mais armas e munições.

Não era incomum que em uma equipe de quatro homens dois deles estivessem armados com metralhadoras. O operador Recce da esquerda (1984) carrega uma RPK com 75 projeteis. Como os operadores dos Recces operavam bem a frente das unidades convencionais da SADF eles usavam uma mistura de uniformes das mais diversas origens com o objetivo de confundir a sua identificação. Esse operador usa cópias fabricadas na África do Sul de uma jaqueta camuflada líbia, calças francesas e uma cobertura soviética. Suas botas são rodesianas. Já o operador da direita (1987) usa uma combinação de camuflagens, calça portuguesa, jaqueta egípcia (talvez cópias fabricadas pela África do Sul). Sobre seu uniforme tem um confortável e durável colete tático de nylon. Ele usa botas  "clandestinas" rodesianas. Seu rifles é um Armscor R-5 de 5,56mm com 50 projeteis.

A ponte de Cuito-Cuanavale era vital para apoiar os veículos pesados e a cauda logística. Em maio de 1987, dois comandos dos Recces fizeram um reconhecimento pelo rio para ver se podia ser destruída. Foi decidido realizar a operação de demolição depois da ofensiva quando as tropas sofreriam mais os efeitos. A SADF logo iniciou a Operação Coolidge, com os Pumas levando 12 Comandos a partir de Rundu até o norte de Cuito-Cuanavale na noite de 24 de agosto de 1987. Foram inseridos 70km acima do local para evitar as patrulhas. Descerem o rio por três horas em canoas Klepper em duplas até o amanhecer para se esconder. Na noite seguinte, foram em duplas com equipamento de mergulho. Os Recces nadaram até a ponte por cinco horas e depois mergulharam. Os dois primeiro foram detectados e fugiram com um ferido.O par seguinte colocou suas cargas com granadas explodindo ao redor. As outras três duplas também colocaram suas cargas. O último par foi detectado e atacado. O ponto de encontro ficava uma hora rio abaixo. O ponto secundário ficava a 7 horas nadando ou 20 horas a pé. Os dois outros podiam ir para outro LZ secundário. Duas duplas se perderam e foram atacados por crocodilos. Uma dupla perdida foi direto para o segundo LZ e foi atacado por um crocodilo e usou a faca para escapar. No final, evadiram as ameaças em terra e na água, mas tiveram que percorrer mais 20 km até o ponto de extração levando os dois feridos. A exfiltração no dia 26 de agosto foi cancelada devido ao mal tempo. Tentaram novamente na noite seguinte pois os MiGs evitavam as tentativas diurna. O problema complicou com os angolanos levando tropas com os Mi-8 e Mi-25, forçando os Recces a se retiraram da zona de pouso ficando difícil indicar a nova zona de pouso, mas lançaram luzes que foram avistadas. Como um helicóptero não pode participar da missão, tiveram que deixar material para trás e os três restantes ficaram sobrecarregados. A ponte no final ficou bem danificada pelas cargas explosivas e tiveram que usar helicópteros para passar cargas.

Os Recces,atuando com as forças guerrilheiras da UNITA para detectar as unidades inimigas, mantiveram o inimigo sob constante observação, de pontos ocultos na mata, freqüentemente a não mais de 50 jardas das posições inimigas. Durante toda a campanha de Cuito-Cuanavale os Recces posicionaram-se por dias e mesmo semanas, nos seus postos de observação, orientando o fogo de artilharia G5 e dos Mirage disparando bombas burras, para as posições das FAPLA. O inimigo sabia que eles estavam perto, mas nunca foram capazes de os localizar.

Em 1987 houve um breve interlúdio na luta, quando a África do Sul e Angola concordaram finalmente em trocar prisioneiros - um sul-africano Recce, capitão Wynand du Toit, capturado pelas FAPLA em 1985, foi trocado por 170 soldados das FAPLA capturados pela SADF e UNITA. Um par de contrabandistas holandeses, capturados na África do Sul, foram incluídos na troca. De acordo com fontes da Anistia Internacional os 170 soldados das FAPLA foram para a capital angolana, Luanda, onde todos foram executados pelos Angolanos por terem falhado no seu dever.


Operações das SADF - 1978-1984

Operações convencionais principais realizadas nos primeiros anos de operações em Angola. As setas são as principais rotas de infiltração da SWAPO até a SWA. 1 - Reindeer (maio de 1978); 2 - Saffron (agosto de 1979); 3 - Sceptic (junho de 1980); 4 - Klipkop (agosto de 1980); 5 - Protea (agosto de 1981); 6 - Daisy (novembro de 1981); 7 - Super (março de 1982); 8 - Mebos (julho de 1982); 9 - Askari (dezembro de 1983).

Exemplos de operações realizadas pelos "Recces"

Normalmente numa missão de reconhecimento de longo alcance se usa uma pequena equipe de 2 operadores ou um equipe completa com 12 operadores. Esta missão será geralmente dirigida contra um posição estratégica inimiga, como uma posição militar ou um complexo militar em um país estrangeiro.

Uma equipe "Recce" desembarca de um helicóptero atrás das linhas inimigas.
Para cumprir missão a equipe terá que se infiltrar secretamente e entre as muitas algumas considerações que devem ser levantadas podemos citar:
- A infiltração será por terra (a pé ou usando veículos), por ar (helicópteros, pára-quedas ou pouso em alguma pista) ou por água (usando barcos, lanchas ou nadando até o local)?
- Todo o caminho até o alvo está ou não dentro do território inimigo?
- A população local é hostil? Alertaria ao inimigo da presença da equipe de operadores?
- Qual a qualidade das tropas inimigas?
- O inimigo dispõe de poder aéreo? Ele tem superioridade aérea?
- Que meios de vigilância dispõe? Qual a freqüência das patrulhas aéreas, terrestres e navais?
- Quais as aeronaves de que dispõe? 
- É possível abastecer a equipe ou evacuá-la por meios terrestres, aéreos ou navais?
- Sem poder ser reabastecida, quanto de equipamento militar, roupas e provisões a equipe precisa lavar para cumprir a missão?
- Qual o tamanho da equipe ara a missão?
- Quais as melhores rotas de fuga e evasão?

Os Recces eram as forças especiais da SADF usados para guerra não convencional. Eram treinados para realizar patrulhas de longo alcance e ação direta contra alvos estratégicos. Os sul africanos coletavam muita inteligência em escuta de rádio e os Recces iam checar. A infiltração podia ser de submarinos, navios e até a pé, andando 200km. A SADF tinha três unidades, o 1 Reconnaissance Regiment (1th Recce), o 4th Recce e o 5th Recce, cada um com uma área de operação diferente. O 1th Recce era mais naval atuando com a Marinha. O 5th Recce era citado como os mais temidos pelos inimigos. O ambiente da unidade era totalmente oposto ao Apartheid, com várias etnias e línguas ao mesmo tempo e sem preconceito. Os brancos tinham até dificuldade de infiltrar no meio onde só encontrariam negros e ficariam fáceis de serem identificados. Nos contatos, os guerrilheiros se concentravam o fogo nos membros brancos pois eram os líderes. Uma operação famosa dos 4th Recce foi em 5 de junho de 1986 quando atacaram o porto de Namibe. Vieram em botes pelo mar e depois foram mergulhando até a praia. Colocaram minas limpet em tres cargueiros e tanques de combustível no porto. Afundaram um cargueiro cubano, danificaram dois cargueiros soviéticos e destruíram dois tanques de combustível.

Características das missões e dos operadores

Os Recces brancos usavam a base de uma unidade de apoio de vanguarda durante as operações prolongadas, mas, nos rápidos ataques de remoção, saltavam de pára-quedas, vindos diretamente de sua própria base, e retiram-se assim que a missão está terminada. As tropas Recces negras operam como unidades independentes, em pequenos grupos. Quando atuavam em áreas totalmente povoadas por negros, as tropas brancas se disfarçavam, escurecendo as partes expostas da pele. Em algumas ocasiões, as equipes entravam em ação disfarçadas de grupos guerrilheiros, levando armas soviéticas, como metralhadoras RPD ou AK47. Alguns Recces empregavam metralhadoras FN MAG de 7,62 mm, mas a maioria usava o fuzil FN/FAL NATO, com cabo dobrável. Na cintura, portavam uma faca, um cantil, rações desidratadas para dois dias, sacos de munição e artigos para primeiros socorros. Os Recces levavam 2-3 vezes mais munição que as forças comuns.

Os Recces sul-africanos, durante a "Bushwar" ou Guerra de Fronteira, levavam cerca de 7-12 carregadores de fuzil, mais um para a metralhadora ou lança-granadas adicional com 20 tiros. Sempre levam granadas de mão e granadas de fumaça para sinalizar e explosivos. Sem apoio ou se for demorado levam ainda mais armas e munições e mais pesadas como duas metralhadoras.

O peso das mochilas dos Recces geralmente pesava entre 60kg a 80kg. Para operações longas com pequenas equipes o peso chegava até a 100kg. A mochila mais pesada chegou a 130kg. Os operadores realizam longos deslocamentos. Uma meta não oficial de deslocamento era o "Gunston 500". Este era atribuído aos operadores que realizaram missões atrás das linhas inimigas, caminhando 500km ou mais com kit completo. A maioria dos operadores completou um ou mais "Gunston 500" durante o conflito angolano.

Em suas operações atrás da linhas inimigas em Angola os operadores "Recces" deixavam a sua barba e seus cabelos crescerem por uma questão de se ter pouca água a disposição e porque isso também ajudava na camuflagem, pois a barba surja na reflete a luz. As missões tinham uma média de duração de 9 a 10 meses por ano. Muitos operadores fizeram isso durante 10 a 15 anos.






Operador Recce da África do Sul descansa durante uma missão em 1982. Os operadores Recces usavam de uma série de artifícios para não chamarem a atenção durante suas missões nas savanas africanas. A começar pelo disfarce da sua pele branca com um creme de camuflagem. Ele também usa um mistura de trajes militares, sua camiseta é de padrão de camuflagem alemão oriental e sua calça imita a camuflagem cubana. Ele está armado com um fuzil
AK-47 de fabricação soviética.

Cerca de 95% de todas as Forças Especiais sul-africanas foram levadas para operar atrás da linhas inimigas, com distâncias com iam de 10km a 2.000km. Durante todo o conflito os "Recces" eram entre 200 e 250 operadores.

Normalmente as operações de reconhecimento de objetivos inimigos, envolviam pequenas equipes de dois a quatro operadores. Eles muitas vezes se infiltravam nas bases inimigas e ficavam escondidos durante vários dias. Muitas vezes quando eram descobertas durante as fases de infiltração, exfiltração ou mesmo durante o reconhecimento, as equipes tinham que realizar ações de fuga e evasão para escapar da morte certa. Muitas vezes as distâncias a serem cobertas variavam de 20km a 1.000km.





Militares sul-africanos do 32º Batalhão em operação na fronteira de Angola nos anos 1980. O NCO está armado com um fuzil AKM com carregador de 30 cartuchos e um lançador de granadas M79. Como é um militar branco ele uso creme de camuflagem para disfarçar a pele. O soldado ao seu lado está armado com uma metralhadora leve RPK. O 32° Batalhão era uma batalhão especial de infantaria formado por soldados negros angolanos dissidentes e NCOs e oficiais brancos sul-africanos, embora também houvesse um número de oficiais de países como Reino Unido, Rodésia, Portugal e Estados Unidos na unidade, principalmente em suas fases iniciais. Este batalhão servia quase que constantemente no sul de Angola como uma unidade tampão entre as forças regulares sul-africanas e os guerrilheiros angolanos. Teve participação ativa na guerra de fronteira travada na Namíbia e Angola e causou mais baixas ao inimigo qualquer outra das SADF. Após a independência da Namíbia em 1989, a unidade foi retirada para a África do Sul onde foi utilizada no papel de contra-insurgência e mais tarde também contra enclaves negros na África do Sul. No final de seu tempo na Namíbia, a unidade tinha se desenvolvido em um Grupo de Batalha equipado com veículos antitanque Ratel 90, lançadores múltiplos de foguetes Valkiri de 127 milímetros e canhões AA de 20 mm. Foi dissolvido em 26 de Março de 1993 a pedido do Congresso Nacional Africano como preparação para as eleições de 1994.

Muitas vezes a proporção de soldados inimigos que eram encontrados em seus ataques eram de 50 a 100 para 1 operador "Recce". Ele nunca atacaram um objetivo militar em situação de vantagem numérica. Uma fato que pouco se fala é que os "Recces" não lutaram apenas contra guerrilheiros africanos, em sua operações em Angola, Namíbia e outros lugares. 

Durante um certo período do conflito angolano a União Soviética deslocou sofisticados sistemas de defesa aérea. O espaço aéreo angolano era classificado como um dos mais hostis do mundo, com os soviéticos sempre tendo a superioridade aérea durante todo o conflito. Isto significou que os "Recces" tinham poucas oportunidades de ressuprimento e resgate aéreo atrás da linhas inimigas. Uma vez lá, os operadores estavam por sua própria conta e risco.

Normalmente a equipe é inserida (por qualquer meio) o mais próximo possível do alvo. Em reconhecimentos de longo alcance o deslocamento normalmente é feito a pé ou usando veículos do tipo Vlermuis. A equipe se movimenta a noite, usando o dia para descalçar em uma posição segura e camuflada, sempre longe da aldeias, fazendas ou cidades.

INICIANDO UMA INFILTRAÇÃO

Uma equipe "Recce" desembarca de um helicóptero atrás das linhas inimigas.

A equipe navega com precisão através das savanas, florestas, montanhas, rios com crocodilos e encontra pela frente vários outros animais ferozes como leões. Os homens comem e bebem qualquer coisa que encontram pela frete, até carniça se for necessário. E estão sujeitos a qualquer clima, sol, chuva ou frio intenso. 
 
A discrição é a chave do sucesso de uma equipe de reconhecimento profundo. Nada de conversa, de fogo para cozinhar e nada de ruído. Sempre todos devem ficar alertas, quando param para dormir, sempre tem alguém de guarda e o estado mental do operador o deixa preparado para acordar em estado de combate a qualquer momento. 
 
Chegando ao objetivo é montado um posto de observação camuflado, que não chame a atenção e que ofereça uma boa visão do alvo e que também tenha várias opções de fuga. As vezes, quando é possível, um posto de apoio é montado onde fica uma parte da equipe com as mochilas. A substituição da equipe ou do homem que está no posto de observação só é feita a noite. Dependendo do tamanho do alvo mais de um ponto de observação é montado. As vezes se faz necessário não só observar o alvo, mas também investigá-lo, entrar dentro dele, e essa é uma das situações mais difíceis e perigosas.
 
De posse das informações necessárias, a equipe inicia a sua retirada do local, o que normalmente acontece a pé. tudo tem que feito com a máxima discrição, é os locais utilizados devem ser deixados incólumes para não deixar marcas e avisar o inimigo de que forças inimigas estiveram operando ali. Caso isso ocorresse centenas ou milhares de soldados seriam acionados para caçada humana, além de aviões, helicópteros e veículos motorizados. O inimigo iriam desconfiar que a equipe estava a pé, e tentaria corta a sua fuga criando um grande cordão de isolamento no raio mais provável. A busca implacável seria feita por terra, ar e água. As equipes de caça seriam substituídas sempre que estivessem cansadas e a caça ocorreria dia e noite. 

A todo instante a equipe "Recce" estaria atenda a emboscadas e armadilhas, sempre procurando prever o movimento inimigo e mantendo o silêncio de rádio. As vezes ocorrem alguns combates. Numa fuga os operadores não podem se dar o luxo de parar, dormir ou se render. Os feridos tem que continuar a fuga e os mortos são deixados para trás.

 Os Recces mostraram ser muito mais eficazes que as forças convencionais, conseguindo muito mais contatos com o inimigo. As patrulhas dos Recces normalmente eram formadas por 3-5 homens incluindo o navegador, rastreador, médico, demolidor e sinaleiro. O rádio transmitia em código morse para economizar a bateria.

Os homens das forças especiais das SADF tinham a maior estatística em relação a mortos em ação de qualquer unidade militar sul-africana desde a batalha de Delville Wood durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a guerra de Angola, um operador tinha apenas 20% de chance de sobrevivência a longo prazo, devido à natureza, freqüência e número de operações que eles conduziam estatisticamente. Durante a guerra de Angola, equipes das Forças Especiais de Recces que entraram em contacto com as forças inimigas durante missões de reconhecimento, ou durante a infiltração ou exfiltração, tiveram de conduzir táticas de fuga e evasão para escapar da captura ou morte. Estaticamente cerca de 55% dos operadores dos foram feridos uma vez ou mais vezes em ação. Muitos tiveram que cuidar de seus ferimentos sozinhos, raramente voltando para sua base para receber socorro, eles raramente deixavam o campo de batalha para. Cerca de 80 "Recces" morreram no conflito em Angola. 

Durante os últimos estágios da guerra de Angola, a União Soviética desviou muito do seu material de guerra do Afeganistão para Angola - incluindo as mais sofisticadas armas russas fora da própria União Soviética. Durante a guerra de Angola eles também enfrentaram em muitos combates secretos, militares regulares e das forças especiais de Cuba, União Soviética (Spetsnaz), Polônia, Alemanha Oriental, Bulgária, Iugoslávia, Coréia do Norte e até do Vietnã e de várias outras nações aliadas soviéticas.

O espaço aéreo angolano ficou classificado como o espaço aéreo mais hostis do mundo, com os soviéticos provendo aos angolanos uma superioridade aérea total por virtualmente toda a guerra. Isto significava que forças especiais sul-africanas nunca tiveram a possibilidade de re-abastecimento, suporte ou de evacuação na maioria de suas operações uma vez que se encontravam, eles eram completamente e totalmente sozinho até o seu retorno.
 

Recces desembarcam de um SA-330 Puma 


Os Mergulhadores de Combate do Recces

Uma ponte em território inimigo é classificada como alvo estratégico, e deve ser destruída. Ela é de fundamental importância para o esforço de guerra do inimigo e está fortemente guarnecida contra ataques aéreos e terrestres. Posições fortificadas estão de cada lado da margem do rio, holofotes são usados a noite e barcos patrulha sobrem e descem o rio constantemente. Para atacar esse objetivo foi destacada uma equipe de 12 operadores. Eles são infiltrados o mais próximo possível do alvo, sem que a sua presença seja notada e devem chagar até o objetivo a pé. A noite os operadores com trajes de mergulho entram no rio com visibilidade de 1m, infestado de crocodilos, a uns 20km do objetivo. Se forem atacados por um crocodilo devem matar o animal com suas facas. Os homens usam um sistema de mergulho que suprimi as bolhas de ar e irão até o objetivo por baixo da água. Eles levam armas pessoais, cargas explosivas e detonadores. Os operadores chegam até a ponte e continuando debaixo da água para colocar as suas cargas explosivas e acionam os cronômetros dos detonadores. E do mesmo jeito que chegaram eles devem sair.  Se tudo der certo serão exfiltrados do local silenciosamente. Senão inicia-se o processo de fuga e evasão. Essa pode ser considerada com certeza uma missão típica dos mergulhadores de combate dos Recces.

Mergulhadores de Combate dos Recces em treinamento

Embora seja uma unidade naval, o 4 Recce é considerado uma unidade do Exército, não da Marinha. O pequeno contingente naval dos Recces aglutina dois componentes.  Os seus operadores embarcados são treinados para proteger unidades da Marinha Mercante e da Marinha de Guerra, estacionadas nos portos, e dispõe também de uma capacidade ofensiva clandestina contra navios inimigos. Para executar essas tarefas, seus integrantes aprendem a mergulhar e a manipular minas e explosivos.O segundo componente é constituído de um grupo de fuzileiros navais, que opera a partir de embarcações de superfície e submarinas. 

Recces navais armados com AK-47 treinam o desembarque de uma lancha

O contingente naval pode, por exemplo, colocar equipes de combate na praia, a fim de colher informações ou atacar o inimigo, que são depois reconduzidas às embarcações, utilizando barcos infláveis, ou deixadas em terra para encontrarem um meio de atravessar o campo e unirem-se às forças terrestres. Todos os elementos das Forças Especiais Navais são exímios nadadores, e uma parte deles é treinada também em pára-quedismo. O grupo terrestre, maior, é composto pelos Comandos de Reconhecimento (Recces), núcleo das Forças Especiais.

Após o curso de seleção candidato não se torna um recce só porque ele passou a seleção. O candidato começar a treinar para nove meses, e ele tem que ter uma taxa de sucesso de 85% durante seu treinamento para passar e se tornar um operador qualificado dos Recces. Para se tornar um operador marítimo, ele tem que passar mais seis meses de formação e avaliação. Esta formação inclui a sua formação em mergulho de mais 3 meses e um curso de sabotagem especial de dois meses onde ele deve se tornar qualificado para fazer incursões por via marítima. Todos os cursos de formação - todas as doutrinas e livros foram escritos pelo pessoal do 4 Recce com base na experiência que eles adquiriram em suas operações. Na verdade o 4 Recce nunca foi maior do que 45 operadores qualificados.

Devido ao tipo de guerra que foi travado em Angola e na Namíbia contra forças terrestres inimigas nativas, bem como soviéticas e cubanas, o ataque a alvos estratégicos de logística tornam-se muito importante. E a unidade naval foi criada para atacar alvos estratégicos identificados pela inteligência sul-africana. Os Recces tiveram que mudar a configuração do submarino Daphne e das suas lanchas de ataque para acomodar os Recces. E tudo isso foi feito em grande segredo.

Naquela época todo treinamento naval, equipamento e táticas foram concebidos e adquiridos por eles mesmos usando a experiência que tinham adquirido a partir de operações anteriores. A unidade naval teve no máximo 45 homens durante o calor da guerra, mas os homens que eram altamente qualificados em mergulho, navegação, explosivos subaquáticos, e outras táticas no mar e na terra. Eles também eram qualificados como sabotadores, aprendendo a identificar e destruir alvos estratégicos inimigos.

ual foi a mistura étnica da sua unidade? Quem prevaleceu nele Afrikaners ou Inglês? Houve alguma negros ou pardos nas 4-Recce? Poderia diferenças étnicas ou culturais de alguma forma afetar a vida de unidade?

Durante a Guerra de Fronteira os operadores do 4 Recce eram todos jovens de língua africâner, e falavam essa língua africâner em todos os momentos. Em 1979-1980, decidiram recrutar 6 soldados portugueses a partir do
Batalhão 32. Levou um longo tempo para acostumá-los a água, mas no final tudo deu certo maravilhosamente. Esses soldados eram utilizados principalmente devido a sua língua em operações onde havia problemas de comunicação no local - funcionou muito bem e foi um enorme sucesso. Não havia soldados negros sul-africanos na unidade porque odiavam água e não sabiam nadar muito bem.

Os afrikaners são conhecidos como pessoas muito religiosas. Ex-membros das Forças Especiais das SADF, muitas vezes escrevem em suas memórias que eles sempre tiveram Bíblias de bolso e as liam sempre. Algumas pessoas até mesmo mencionam ter a Bíblia ao seu lado durante as operações de combate. Os operadores do 4 Recce eram cristãos e sempre tinham a Bíblia na mão em toda a sua formação no dia-a-dia de trabalho. Quando iam em uma operação especial, eles sempre liam a Bíblia e oravam antes de começarem a missão, e faziam isso quando voltavam. Eles não levavam as suas Bíblias para o combate, elas eram deixadas na nave-mãe.

Operações

Entre as várias operações dos mergulhadores de combate dos Recces podemos citar:

A primeira operação do 4 Recce em Angola foi um ataque contra as instalações de petróleo no porto de Lobito, em 1980. Esta operação foi executada por dois  Strike Crafts da Marinha. Os mergulhadores de combate foram lançados cerca de 10 milhas a partir da boca do porto. Duas noites antes uma equipe de mergulhadores Recces tinham feito o reconhecimento do alvo. Esta operação foi uma das maiores operações da história da 4 Recce, e confirmou o valor da unidade. É necessário compreender, que na época o Estado-Maior do Exército sul-africano não acreditava muito no 4 Recce, porque os oficiais superiores não conseguiam entender como a unidade operava e o que era capaz de fazer.

Em 1981 o 4 Recce explodiu em Luanda a refinaria de petróleo da Petrangol. Essa foi a segunda operação do 4 Recce em Angola. O comandante da operação foi Daniel (Douw) Steyn. Eu realizou todo o planejamento e treinamento para essa operação. Ele tinha 4 equipes de 2-3 homens que se infiltrou em cada o alvo. Steyn estava em um posto de comando do lado de fora da refinaria, para coordenar a operação. Uma equipe composta de três soldados era comandada pelo Capitão De Kock. Quando o capitão fixou uma bomba em um dos tanques a bomba explodiu e ele foi engolido pela explosão. Os outros dois rapazes ficaram gravemente feridos, mas com muito boa formação em emergências os outros Recces conseguiram salvar esses homens, enquanto os angolanos se lançavam contra els. No dia seguinte, em uma das fotos de propaganda publicada se via um pedaço do pé de Koch. Esse foi um dia muito triste na carreira militar de Steyn porque ele e Kock eram amigos muito próximos.

A bordo do navio a caminho do terminal de petróleo do porto de Luanda, segundo a partir da esquerda na linha da frente (de joelhos) Capitão De Kock - ele morreu em uma explosão prematura.

Em 08 de novembro de 1982, cerca de 12 quilômetros ao norte de Namibe, uma ponte ferroviária estratégica foi destruída. Essa ponte tinha um papel importante no fornecimento de armas e material para as FAPLA e para as tropas cubanas envolvidas nas operações de combate nas províncias de Cunene e Cuando Cubango. Ao mesmo tempo, cerca de 400 metros até o rio uma ponte rodoviária foi parcialmente destruída. De acordo com a investigação realizadas por oficiais soviéticos que trabalhavam em Namibe, no dia 7 de novembro à noite um grupo de assalto transportado por via marítima foi desembarcado a partir de várias lanchas. Em sua retirada, o grupo de ataque abandonou um barco bimotor (dois motores de 25 cv) com defeito e 15 latas vazias de gasolina. Além disso, na área de desembarque, na costa e no mar, mais de 2.000 garrafas vazias de plástico fluorescentes pintadas foram encontradas - presumivelmente tinham ajudado os atacantes a se orientar. Quem estava no era Du Toit Wynand. Várias lições foram aprendidas. Uma coisa boa que saiu desta operação é que os Recces mudaram as suas técnicas de uso dos ski-boat (lanchas): como e onde se aproximar da praia para desembarcar a equipes terrestres. Os Recces cometeram alguns erros devido à falta de experiência ou de aliados que pudessem treiná-los neste tipo de operações. No final da história, eles aprenderam da forma mais dura. Eles nunca desistiram e ficavam melhores a cada nova operação.

No dia 30 de junho de 1984 o porto de Luanda foi atacado. O navio mercante "Arendsee" (que navegava com a bandeira da República Democrática Alemã) com um deslocamento de 7.000 toneladas e o  (navio mercante angolano "Lundoge" foram atacados. Os Recces chegaram até as imediações da boca do porto em um submarino e de lá 8 mergulhadores de deslocaram em dois botes infláveis. Eles usaram minas magnéticas para atacar os seus alvos. Segundo informações os sul-africanos estavam colhendo informações sobre o transporte de cabotagem naval, dirigindo a sua atenção sobre os navios que transportavam material de guerra ao longo da costa angolana, entre eles o “Habana” que estava ativo na logística militar Angola-Cuba. A inteligência sul-africana seguiu o deslocamento do “Habana” até Luanda e, na impossibilidade de o atacarem com mergulhadores de combate, colocaram cargas explosivas no “Lundoge” e no “Arendsee”.

No dia 05 de junho de 1986, à noite, no porto de Namibe os cargueiros soviéticos de carga seca Capitão Chirkov (16.000 toneladas) e Capitão Vislobokov (12.000 toneladas) que tinham entregado cerca de 20 mil toneladas de material e munição para as FAPLA, SWAPO e do ANC , bem como o navio cubano Habana (6.000 toneladas) com uma carga de alimentos, foram explodidos. Logo em seguida, a África do Sul disse que não tinha nada a ver com isso. Mas mergulhadores de combate da Frota do Mar Negro (leia-se Spestanaz navais) conseguiu desarmar uma das minas magnéticas. A mina tinha  a marcação "DD" e tinha o número de série 13. O seu design e mix de peças permitiram concluir inequivocamente que tinha sido feito em um país que possuíam alta tecnologia.

Segundo a Direção de Inteligência da Marinha soviética (seção naval do GRU), naqueles dias no Sudoeste da África uma operação de tal nível e escala só poderia ser realizada por profissionais das Forças Especiais das SADF especializados em sabotagem no mar - ou seja 4 Recces.

Na verdade essa foi a primeira operação em que o 4 Recce utilizou uma equipe de sabotagem terrestre  e uma equipe de mergulho juntas. Os Recces tiveram o apoio da 2 Naval Strike Crafts que utilizou duas lanchas (ski-boat Barracudas), a equipe de mergulho em um navio e a equipe de sabotagem terrestre no outro. As equipes de barco em cada navio consistia de dois membros por lancha. Toda esta operação foi sincronizada, e ambas as equipes foram orientadas pelo relógio. Em todas as operações os Recces não conversavam uns com os outros, exceto em casos extremos -, e só usavam o africâner. Quando chegaram perto dos alvos com suas lanchas os Recces mergulharam até seus alvos. Todo o equipamento especial que usaram incluindo todas as bombas de sabotagem foram criadas pelos sul-africanos e feito por uma empresa chamada EMLC. Esta era uma empresa que trabalhava especialmente para as forças especiais. Eles realizaram pesquisa, concebiam e fabricavam todos os equipamentos dos Recces.

A ponte do rio Cuito Cuanavale em Cuito era considerada pelo Comando Militar sul-africano como um elemento vital para o apoio logístico das tropas das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola - FAPLA a leste do rio durante o verão de 1987 e por isso tentou destruí-la várias vezes. Os aviões de combate Mirage F-1AZ e Buccaneer realizaram vários ataques contra a ponte mas não conseguiram destruí-la. No total, eles fizeram cerca de 700 missões de combate, lançando mais de três mil bombas. Além disso, a Força Aérea sul-Africana sofreu perdas consideráveis contra a defesa aérea em torno de Cuito Cuanavale. A composição de complexos grupos de mísseis antiaéreos soviéticos "Cubo", "OSA-AK", "Strela-10" e da artilharia antiaérea ZSU "Shilka" 23-2 cobraram um alto preço. No comando de muitos SAMs estavam especialistas militares soviéticos.

Em seguida, a missão de destruir a ponte foi atribuída aos grupos de sabotagem e de reconhecimento do 1 Recce (terrestre). Na preparação da operação foram usados dados de reconhecimento aéreo e informação. No entanto, logo descobriu-se que as abordagens terrestres para o objeto vigiado de perto o dia e a noite eram extremamente perigosas. Analistas dos Recces previam pesadas perdas entre as forças especiais com chances mínimas de sucesso. a destruição da ponte parecia ser um beco sem saída... Foi então que nasceu um engenhoso plano de ataque com o uso de nadadores de combate experientes do 4º Regimento de Recces, cuja especialidade era a sabotagem naval. Assim em maio de 1987 o 4 Recce recebeu ordens para realizar um estudo sobre a viabilidade de deixar destruir a ponte do rio Cuito Cuanavale em Cuito. 

Uma equipe de dois homens realizaram um reconhecimento close-in e após o seu relatório foi estudado, foi acordado uma operação era viável. Na etapa de planejamento, no entanto, decidiu-se mais dano seria feito para o inimigo se a ponte foi destruída depois que as forças ofensivas do FAPLA tinha movido a leste da ponte e começou sua nova ofensiva. 

Uma equipe de mergulhadores de combate de doze operadores do 4 Recce mudou-se para Fort Foot at Rundu para ensaiar e fazer os preparativos da missão. Eles eram o Major Fred Wilke, Staff Sergeants Antonie Beukman e Gerhardus Heydenrych, Sargentos Richard Burt Brent, Jacobus de Wet, Phillipus Herbst, Henk Liebenberg, Adriano Manuel, Johannes Oettle, Johannes van der Merwe, Leslie Wessels e o Corporal Pieter van Niekerk. 

A ponte do rio Cuito

Na noite de 25-26 de Agosto de 1987, o grupo, equipado com seis caiaques Klepper de dois homens e equipamentos de mergulhos foram desembarcados de um helicópteros Puma cerca de 70 km ao norte de Cuito Cuanavale, nas margens do rio Cuito que era infestado de crocodilos. A distância substancial do alvo era necessário para garantir que os postos avançados das FAPLA não ouvissem os sons do helicóptero. Depois de remar por três horas, eles se esconderam durante as horas de luz do dia. Quando a noite caiu, deixando as canoas escondidas, eles continuaram para o sul, nadando em pares. 

O kit de equipamento consistia em: minas de sabotagem, escafandro com um sistema fechado de respiração, máscaras, nadadeiras e tubo de respiração especialmente alongada, rádios individuais à prova d'água, bússolas, luzes subaquáticas e ração bem embalada. Os Recces transportavam também armas individuais que consistiam de pistolas com silenciadores, embaladas em recipientes estanques, e facas de combate. Os caiaques "Klepper" foram escolhidos para reduzir o seu movimento em natação e economizar energia. Além disso, ela protegia os homens do encontro perigoso com crocodilos.

Major Fred Wilke e seu par encontraram obstáculos submersos imprevistos que foram colocados pelo inimigo na área que levava para o alvo. Ignorando os perigos, eles continuaram nadando em direção à ponte. Eles foram vistos por patrulhas inimigas quando estavam em águas rasas e foram alvo de fogo de armas leves e granadas. Fred, ferido em seu braço direito, foi salvo da morte quase certa por seu amigo, que o arrastou por baixo da superfície da água e nadou ele após a ponte para a segurança. 

Os sargentos van der Merwe e Manuel também encontraram os obstáculos submersos e ficaram sabendo de que o inimigo tinha sido alertado da presença de mergulhadores inimigos pelo barulho de armas de fogo e a explosão de granadas logo a frente. Eles conseguiram evitar os postos avançados do inimigo nadando profundamente na corrente principal do rio. Eles ignoraram o perigo de suas cargas sensíveis serem ativadas pelas ondas de choque da explosão das granadas, e calmamente armaram e colocaram suas cargas, e em seguida, continuaram no sentido da correnteza sem serem vistos. Antonie Beukman, Leslie Wessels, Henk Liebenberg, Johannes Jacobus Oettle e de Wet todos também conseguiram evitar o inimigo, e colocar suas cargas e saírem do local. 

O inimigo conseguiu localizar os sargentos Heydenrych e Pieter van Niekerk, quando mochila deste último apareceu na superfície das águas rasas. Isso atraiu uma grande concentração de fogo inimigo e eles mergulharam para águas mais profundas. Sinalizadores disparados pelo inimigo para iluminar o rio eram claramente visíveis debaixo da água, enquanto a dupla nadava profundamente em direção à ponte. Fazendo uma breve pausa, eles armaram suas cargas, as amarraram a um toco de árvore perto de um pilar de sustentação e nadaram rio abaixo. 

Quando os sargentos Burt e Herbst chegaram à ponte, o inimigo estava bem alerta e nervoso. Para piorar a situação, o sargento Herbst se enroscou no arame farpado dos obstáculos submersos. O sargento Burt, trabalhando com calma e de forma eficiente, conseguiu libertá-lo. Eles nadaram para a área de alvo, mesmo quando o inimigo estava fazendo do lugar uma área varrida por com granadas explodindo. Colocar as suas cargas precisamente no alvo era muito perigoso, com as ondas de choque das granadas explodindo por lá teriam que lançá-las fora. Em vez disso, aramaram suas cargas, depositando-as o tão perto da ponte quanto possível, e em seguida, mergulharam fundo e nadaram até que eles estavam seguros. 

As duplas gradualmente foram chegando ao ponto de encontro marcado, depois de quase uma hora de nadando na correnteza do rio. O sargento Herbst prestou os primeiros socorros ao major Wilke. Finalmente, todo mundo estava lá, exceto os sargentos Beukman e Leslie Wessels. 

Maior Wilke esperou tanto tempo quanto possível, mas finalmente deu uma ordem relutante em seguir em frente. Eles tinham que colocar a maior distância entre eles e a ponte antes da primeira luz do dia. O ponto de encontro com o helicóptero estava a sete horas de nado e mais 20 km de caminhada. Se os dois desaparecidos estivessem vivos e livres, eles podiam se dirigir para um ponto de encontro alternativo. 

O Major Wilke, estava incapaz de mergulhar por causa das suas feridas, e foi forçado a nadar na superfície na maior parte do tempo. Amanheceu, mas não houve trégua e eles continuaram nadando, conscientes de que eles tinham que aumentar a distância entre eles e o inimigo. Para piorar as coisas eles se tornaram mais vulneráveis, como a necessidade de conservar o oxigênio para emergências, o que fazia que a maioria deles tinha de nadar na superfície. 

Eles estavam sempre vigiando para detectar a presença de patrulhas inimigas a pé ao longo da linha do rio e de helicópteros inimigos também. Eles estavam certos. Duas horas após o amanhecer uma patrulha FAPLA os avistou e abriu fogo. Os sargentos Heydenrych, Burt, Liebenberg e Van der Merwe responderam ao fogo com pistolas e levaram a patrulha inimiga para longe, dando tempo ao Major Wilke para escapar. Eles mergulharam para escapar de mais contatos. 

Este não foi o fim de seus problemas, porque o Major Wilke foi atacado por um crocodilo. Mas apesar de suas feridas e o choque do ataque do crocodilo, o Major Wilke conseguiu chegar até o ponto de encontro onde recebeu assistência médica adequada pela primeira vez. 

Henk Liebenberg e seu amigo perdeu o contato durante a confusão da batalha curta e eles foram forçados pela atividade inimiga a procurar abrigo nas palhetas pelo restante do dia. Quando a noite caiu, eles continuaram e, eventualmente, encontrou-se com os outros. 

Os sargentos
Beukman e Wessels, enquanto isso, passaram pela ponte e nadaram até onde eles podiam com a ajuda da correnteza antes da primeira luz do dia. O amanhecer trouxe uma grande atividade inimiga ao longo das margens do rio, os obrigando a se esconderem. Quando a noite caiu, eles continuaram a nadar, mas quando chegaram ao ponto de encontro os outros já tinham indo embora. Era tarde demais para dirigir se dirigir para o ponto de encontro com o helicóptero porque no momento em que tivessem terminado o seu mergulho de sete horas e marchado 20 km para chegar lá, eles teriam perdido o helicóptero de qualquer maneira. Em vez disso, eles partiram para o ponto de encontro de emergência onde tinha sido destacado um Puma pegar os retardatários. A abundância de patrulhas inimigas fez com que eles permanecessem no rio até que o inimigo fosse ultrapassado. Quando consideraram que estavam a salvo, eles iriam em direção ao ponto de encontro de emergência. 

Eles estavam nadando na superfície para conservar oxigênio, quando um enorme crocodilo deslizou invisível das profundezas, apertado seus grandes mandíbulas no Sargento Beukman arrastando-o sob a superfície. Agarrando-o em suas garras terríveis, o réptil começou a sacudi-lo para trás e para a frente sob a água para afogá-lo, como fazem os crocodilos. Mantendo a cabeça fria durante uma circunstância que é verdadeiramente aterradora, Beukman prendeu a respiração, ignorou a dor e procurou colocar sua máscara de oxigênio para que ele pudesse respirar. 

Com a certeza de que não iria afogar, ele desembainhou sua faca de combate e esfaqueou a criatura temível várias vezes em seus olhos e na área macia sob seu pescoço até que de repente o animal o largou e nadou para longe. Na verdade os Recces passaram por um curso especial, onde eles foram ensinados a atacar as partes mais vulneráveis ​​do corpo dos répteis, entre os olhos, na área do pescoço, onde a pele não é tão dura e na área da coluna, onde estão concentrados os gânglios do animal. Wessels que tinha mergulhado para localizar o seu líder, o encontrou, levou-o para a superfície e tratou dele. Os dois conseguiram chegar ao local de resgate e foram recolhidos pelo helicóptero.

 Sargento Anton Beukman, o segundo da direita para a esquerda na fila de trás

Os Recces tinha danificado severamente a ponte Cuito, mas não ela não foi destruída. No entanto, enquanto os trabalhos de reparações de emergência aconteciam, a FAPLA foi forçada a reduzir o seu transporte de suprimentos através do rio usando helicóptero e balsa. A ponte manteve-se fechada para tanques e tráfego de veículos pesados ​​durante toda a a maior parte da campanha que se seguiu. A eficácia do ataque também foi reduzido pois os soviéticos apressam-se em levar equipamentos especiais de engenharia de ponte que em sua maioria, superaram os problemas da FAPLA. 


Engenheiros de combate angolanos e soviéticos repararam uma ponte sobre o rio Cuito uma semana depois de ter sido sabotada. Datado em algum momento de 1987.

O presidente Botha, da África do Sul, quando soube do sucesso do ataque, expressou espanto com o profissionalismo dos operadores. Ele pensou que suas ações eram tão fantástica que beirava o inacreditável e ordenou a imediata concessão da Honoris Crux por bravura a todos os membros do grupo de assalto. O Sargento Anton recebeu um prêmio especial, uma pequena cabeça de crocodilo em sua faca tinha sido habilmente desenhada.

O ataque provocou um programa de investigação urgente para encontrar um repelente de crocodilo, que mais tarde, em uma abordagem mais ampla, levou a se descobrir algo eficaz contra tubarões. As Forças Especiais trabalharam com o CSIR - Conselho para Pesquisa Científica e Industrial, o Conselho de Parques de Natal e outros organismos. Gaiolas submarinas foram construídas e utilizadas para experimentos com crocodilos no Kruger National Park. Outras foram utilizadas ao largo da costa de Natal em busca de repelentes de tubarões. Pesquisa centrada principalmente sobre o uso de luz de alta intensidade e de som e feixes de laser de alta intensidade, para os quais não foram grandes coisas. Eventualmente, o programa foi reduzido devido à falta de fundos antes foram encontrados qualquer solução. 

Ironicamente, as operações mais conhecidas que comprovadamente foram realizadas pelo 4 Recces são aquelas que foram um fracasso. Em 13 de maio de 1985, uma lancha de ataque da Marinha da África do Sul levou uma naval dos Recce, bem como um equipe reserva à esquerda de Saldanha Bay e viajou para um ponto a 160 km ao largo da costa angolana perto de sua fronteira com o Zaire. A missão foi autorizada depois da confirmação da existência de bases terroristas do ANC e da SWAPO perto de Cabinda. Os relatórios indicaram que nesta área havia uma grande base de treinamento do ANC a partir do qual os insurgentes retornavam à África do Sul. A área continha instalações de armazenamento de petróleo operados pelos angolanos e pela Gulf Oil, e por causa disso, grandes bases militares estavam nas imediações. Relatórios especulativos tinha mencionado que ex-militares dos EUA e ex-SAS guardavam as instalações de petróleo.

Um avião levou os Recces perto da costa na escuridão do dia 19 de maio. Este destacamento avançado de reconhecimento foi enviado para reunir informações sobre o terreno onde os Recces iriam desembarcar, remando em direção a terra em botes de borracha. Nenhum movimento ou atividade hostil foi observado de modo que o resto da equipe desembarcou na noite de 20 de maio. Esta operação recebeu o codinome Argon. Sob um céu nublado ideal, a viagem da equipe Recce foi retardada pela necessidade de lançar os seus barcos o mais longe da costa do que o previsto. Uma viagem mais longa, bem como mares revoltos lançaram fora o momento preciso da missão. Perto da costa, o Capt. Du Toit notou um pequeno navio de pesca na área da zona de desembarque e os ocupantes estavam na costa em torno de uma fogueira. Isto forçou a equipe esperar ao largo da costa até que o barco deixou a área. Eles estavam agora três horas atrasados e o perigo de serem detectados cresceu. Após o desembarque os barcos foram escondidos e um ponto de encontro foi determinado.

Os homens seguiram uma rota que contornava uma pequena aldeia e levava a uma estrada. Eles calcularam mal a distância até a estrada e perderam uma hora de tempo valioso. Du Toit decidiu continuar e chegar a posição em uma área densamente arborizada dentro das duas horas antes do amanhecer. A inteligência sul-africana e fotografias aéreas mostraram uma área desabitada, mas na verdade ele estava cercado por base camufladas da FAPLA. O ponto determinado por Du Toit foi finalmente alcançado quando a luz do dia estava para chegar. Isto provou ser muito longe do ideal como um esconderijo, uma vez que não fazia parte da selva, mas uma ilha de vegetação densa alguma distância da selva.

Os Recces se espalharam no mato em um perímetro defensivo, um homem em um posto de observação a várias jardas ao norte com vista para o curso que tinham trilhado.

Ao amanhecer, as características de uma base FAPLA bem escondida ficou clara a cerca de 910 metros da posição Recce. Algumas horas mais tarde, uma pequena patrulha FAPLA viur e seguir as pegadas que haviam sido deixadas na noite anterior. Eles observaram enquanto a patrulha retirou-se, e, em seguida, voltou com uma patrulha maior, que passou a se esconder. Às 17:00 uma patrulha de três homens seguiram o rastro da equipe Recce diretamente para o matagal onde os sul-africanos estavam escondidos. Eles não chegaram a encontrar a posição, e voltaram para sua base. Enquanto isso, uma segunda patrulha se aproximava de outra direção, e dispararam fortemente contra a posição dos Recces. Como foguetes RPG atingiram a posição e o Capt. Du Toit ordenou a retirada de sua tropa.

Eles não tinham escolha a não ser voltar na trilha que os trouxe a esta posição na noite anterior. Dois dos homens foram feridos enquanto eles saíam das árvores. As tropas das FAPLA estavam a umas  50 jardas a oeste do local e abriram fogo com metralhadoras RPD, RPGs e muitos fuzis AK-47.

A equipe virou para o norte, perseguida por soldados das FAPLA. Outro grupo de soldados angolanos avançou para o oeste, flanqueando os Recces, eles só poderiam ir para o leste agora. Eles podiam ver um grupo de árvores, mas precisavam atravessar 37m de grama alta para chegar a esta cobertura. Du Toit levou dois homens e fez o caminho através da grama como o resto da equipe se escondeu no mato. A pequena equipe trocou tiros como mais de 30 soldados e mudou para uma posição exposta. O Corporal van Breda foi morto enquanto seus dois companheiros lutavam. A luta continuou por um total de 45 minutos. Os dois homens começaram a ficar sem munições e foram feridos. O Corporal Liebenberg foi morto, e du Toit quase isso, embora ele permaneceu consciente.

Enquanto du Toit estava encurvado sobre o próprio estômago, soldados das FAPLA se aproximaram pensando que ele também estava morto. Enquanto tiravam o seu equipamento, eles perceberam que ele estava vivo atiraram em seu pescoço. Ele permaneceu acordado com ferimentos no pescoço, ombro e braço como os soldados das FAPLA começnado a espancá-lo violentamente. Os soldados gritavam que ele era um mercenário, enquanto du Toit explicou que ele era de fato um oficial sul-africano, o que surpreendeu muito os soldados, embora eles não sabiam que ele era um membro dos notórios Recces. Depois de ter sido abusado, ele foi finalmente levado para Cabinda para tratamento médico, em seguida, para um hospital em Luanda. Os restantes dos seis operadores Recce cuidadosamente fizeram o seu caminho para o norte, onde eles se reagruparam e fizeram contato com o seu avião.

Eles foram apanhados e retornaram em segurança à África do Sul. Sua fuga foi em parte ignorada em parte após os angolanos terem capturado du Toit. Depois de negar que a África do Sul usava soldados em Angola, em 23 de maio, foi anunciado numa conferência de imprensa que a SADF tinha pequenos grupos de soldados desdobrados no norte de Angola. Suas missão eram obter informações sobre "elementos hostis que ameaçam a segurança da África do Sudoeste e África do Sul", como a SWAPO, o ANC e "forças substitutas russos". Em relação du Toits juntar a declaração era "Neste momento há uma preocupação porque o contato foi quebrado. Este elemento foi reunir informações sobre bases do ANC, as bases da SWAPO, bem como o envolvimento de Cuba com eles na zona sul e norte de Luanda."

Os angolanos jogaram a propaganda para todos os lados que valiam a pena. Eles mostrou imagens dos dois mortos e de Capt. Du Toit, e eles foram todos identificados. No dia 24 o presidente Pik Botha afirmou que ele estava ansioso para falar sobre o incidente e ter du Toit de volta. Ele culpou a excursão sobre a ajuda de Angola para os insurgentes do ANC depois de repetidas advertências para desistir. Angola teve du Tout entregar uma declaração para lançar dúvidas sobre a coleta de informações ser o objetivo de sua missão. Os angolanos tentaram fazer parecer que a África do Sul estava tentando explodir instalações de petróleo e paralisar a economia angolana. Du Toit leu uma declaração descrevendo como ele e seu grupo tinha ido em uma missão para explodir um depósito estratégico de petróleo, a fim de causar um "colapso econômico considerável no governo angolano ... Nós não estávamos procurando ANC ou SWAPO, nós estavam atacando a Gulf Oil. " O ataque deveria ser creditada a UNITA, e para este fim eles estavam carregando folhetos da UNITA. Os psicólogos que examinaram as imagens afirmaram que du Toit tinham sofrido lavagem cerebral após isolamento e ferimentos graves e abuso. Du Toit foi finalmente libertado após 837 dias de confinamento solitário em uma prisão de Angola em um arranjo complicado de troca de prisioneiros.

Em 07 de setembro de 1987 o capitão Wynand du Toit, foi trocado por 170 soldados das FAPLA capturados pela SADF e UNITA. A troca teve lugar em Maputo, Moçambique. Um par de contrabandistas holandeses, capturados na África do Sul, foram incluídos na troca. De acordo com fontes da Anistia Internacional os 170 soldados das FAPLA foram para a capital angolana, Luanda, onde todos foram executados pelos angolanos por terem falhado no seu dever.

O capitão Wynand du Toit (marcado na foto) é capturado pelas FAPLA é trocado por guerrilheiros em 1987

Daniel (Dow) Steyn ex-comandante do 4 Recce desmente a crença popular de que mergulhadores de combate sul-africanos enfrentaram mergulhadores soviéticos das Spetsnaz. Mas ele revela que houve alguma cooperação com os mergulhadores de combate israelenses da Shayetet 13. Os israelenses inclusive deram suporte na obtenção de armas que podiam ser usadas debaixo d'água, por exemplo a Heckler e Koch MP 5.

Organização

Em 1978, o 4 Recce foi inicialmente estruturado em três grupos:
Grupo Alpha - treinamento de operações anfíbias
Grupo Bravo - operacional
Grupo Charlie - mergulho

Quando o 4 Reconnaissance Commando foi rebatizado de 4 Reconnaissance Regiment em 1981, foi estruturado como:
4.1 Comando - Componente operacional com cinco equipes:
Diving Team - mergulhadores operacionais de ataque
Boat Team - manter e operar os barcos das equipes e trabalhar com as tripulações de embarcações navais
Offensive Team - levar a cabo as tarefas das forças especiais
Small Teams - realizar reconhecimento e liderar as equipes ofensivas para os objetivos
Reconnaissance Team - lidar com operações de coleta de inteligência em equipes maiores
4.2 Comando - Elemento de Treinamento mais tarde chamado de Special Forces Amphibious and Urban Schoo.

Re-organização após 1992
A próxima reorganização ocorreu em 1992, quando o QG das Forças Especiais foi dissolvido e renomeado de Directorate Reconnaissance Forces e o 4 RR permaneceu mas o 2 RR, a unidade de força cidadã, foi dissolvida. Em 1993, uma nova reorganização ocorreu quando o Directorate Reconnaissance Forces foi renomeado como o 45 Para Brigada e o 4 Reconnaissance Commando foi rebatizado de 453 Pará Batalhão. A última alteração ocorreu em 1995, a 45 Para Brigada passou a se chamar Special Forces Brigade e, subseqüentemente o  453 Pará Batalhão é chamado de 4 Special Forces Regiment.

Atualmente

"Recces" com seus modernos uniformes


Hoje os "Recces" estão adaptados a nova paisagem política e social da África do Sul e estão preparados para defender a sua nação dentro da atual geopolítica africana. Orgulhosos por pertencerem ao grupo melhor treinado e preparado das Forças de Defesa Sul-Africanas (SADF), os Recces são, como indivíduos, homens muito corajosos e, como unidades, têm reputação de grande eficiência, pelas operações vitoriosas nas condições desfavoráveis da savana africana. Devido a sua extrema capacidade operacional eles muitas vezes são usados em missões de paz em áreas de conflito no continente africano. Os Recces agora são a Brigada de Forças Especiais que recebeu esta designação em 1996.

Em 2003 a África do Sul foi um dos países que mediou um acordo de paz que resultou na saída do presidente da Libéria, Charles Taylor. Presidentes de vários países africanos, entre eles o da África do Sul, Thabo Mbeki, estiveram presentes na passagem de cargo de Taylor para o seu vice-presidente. As forças especiais sul-africanas foram até a Libéria para prover segurança a comitiva presidencial. 

Os operadores das forças especiais sul-africanas estavam envolvidos na ação direta contra os rebeldes Seleka na luta por Bangui durante a assistência militar sul-Africano para a República Centro Africana (2012-13). Nenhum operador das forças especiais sul-africanas foram mortos na operação. Todas as vítimas foram atribuídas ao Batalhão de Para-quedistas que perdeu 13 soldados, com mais 27 feridos, durante batalhas campais, nos arredores da capital, Bangui.

Um operador das forças especiais da África do Sul, como parte da Brigada de Intervenção na República Democrática do Congo, fez o mais longo disparo registrado de atirador na história a abater um alvo numa distância confirmada de 2.125 usando um um rifle anti-material sul-africano de 14,5 mm (0,57 in).

 

"Recces" na  República Democrática do Congo

Em 2012, a comunidade das Forças Especiais do sul-africanas celebraram o 40º aniversário do estabelecimento da capacidade de Forças Especiais na África do Sul. No início de 2014, pouco mais de 1.000 homens já tinham se qualificado como operadores das Forças Especiais da África do Sul. Cerca de 200 deles faleceram no cumprimento do dever.

O operador mais condecorado das Forças especiais até 2014 foi um operador negro do 5 Reconnaissance Regiment, que recebeu a Honoris Crux Gold em 1980.

Fontes:

www.32battalion.net/

Coleção Cuerpos de Elite Contra todo Riesco

www.galago.co.za

http://sistemasdearmas.com.br/ca/bushwar1.html

http://sofrep.com/38942/qa-south-african-4-recce-operator/#ixzz3oDCOVZTt

http://www.recce.co.za/training-and-operations/facts-and-figures

http://www.langebaan.etowns.co.za/langebaan-lifestyle/about/history-of-langebaan/military-history-recce-town/

http://www.armchairgeneral.com/forums/showthread.php?t=118325

http://www.langebaan.etowns.co.za/langebaan-lifestyle/about/history-of-langebaan/military-history-recce-town/

http://www.recce.co.za/training-and-operations/facts-and-figures

http://www.veteranangola.ru/main/gal?id=1194

http://www.bratishka.ru/archiv/2007/4/2007_4_13.php

 


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