Perfil da Unidade

SPECIAL AIR SERVICE - SAS

CAMPANHAS

Irlanda do Norte - 1969-?


Operador do SAS nas Falklands, armado com um Colt Commando.

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Esta é sem dúvidas a mais longa campanha em que SAS se envolveu e é praticamente impossível descrever todas as suas operações nesta área por serem muitas e a maioria das mesmas serem altamente secretas. Em agosto de 1969 tropas britânicas foram enviadas a Irlanda do Norte para cessar a violência entre as comunidades católica e protestante. Neste período homens do Esquadrão D foram enviados a região para procurar armas na zona rural.

Operadores do SAS prendem suspeitos em um rua da Irlanda do Norte.  

Homens do SAS capturam um suspeito nas ruas da Irlanda do Norte.

Por causa do conflito em Oman (1970-76) o 22 SAS não tinha homens suficientes para operar na Irlanda do Norte, mesmo assim oficiais e graduados do SAS foram enviados para região para realizar missões individuais de inteligência. Porém em 1976, com o fim do conflito em Oman, foi anunciado na Câmara dos Comuns que o SAS seria enviado para operar mais intensamente na Irlanda do Norte, especificadamente em South Armagh.

Os principais adversários do SAS na Irlanda do Norte era o IRA (Irish Republican Army – Exército Republicano Irlandês) e o pequeno marxista INLA (Irish National Liberation Army – Exército Irlandês de Libertação Nacional). Este grupos terroristas queriam a saída dos britânicos da Irlanda do Norte. Houve pouca ação do SAS contra grupos protestantes, até porque esses grupos não estão comprometidos com a guerra contra as forças de segurança. Nos anos 70 a principal atividade do SAS era levantar inteligência e montar emboscadas, muitas vezes com o apoio de outras unidades do Exército britânico.

Porém, nos anos 1980 houve uma mudança nas operações do SAS. As muitas tarefas de inteligência dos homens SAS estavam dividindo e diluindo o Esquadrão que operava (em seu turno) na Irlanda do Norte. O Exército viu essa deficiência e determinou que uma única e pequena unidade do SAS seria usada na Província, pois esta seria mais ágil em seus deslocamentos e chamaria menos atenção.  Mas internamente o SAS passava por problemas: cada período de um Esquadrão na Província durava de quatro a seis meses, com um período anterior de aclimatação para treinamento e um período posterior de licença depois. Como só existiam 4 Esquadrões operacionais o Regimento raramente estava longe do Ulster. Para uma força que tem quer manter seus homens proficiente em uma grande variedade habilidades militares, isto não era desejável.

Uma patrulha do SAS South Armagh.  

Tropas do SAS patrulham a fronteira entre a Irlanda do Norte e o Eire (República da Irlanda)

Para corrigir a situação foi criado uma nova organização chamada de ISG - Intelligence and Security Group (Irlanda do Norte), mais conhecida como o “Grupo”, que ficaria fixo no Ulster. Isto fez com que o número de soldados na Irlanda do Norte fosse reduzido de um Esquadrão completo para apenas uma tropa de cerca de 24 homens, conhecida como Ulster Troop.

Em meados dos anos 1980, soldados do SAS estavam servindo por um período de um ano na Ulster Troop e estavam trabalhando de perto dentro do “Grupo” com a 14ª Unidade de Inteligência, que era uma unidade de inteligência do Exército britânico, formada nos anos 1970 por homens treinados pelo SAS. Dentro do “Grupo” os homens do SAS e da 14ª Unidade de Inteligência eram comandados por um único oficial. Além disso as ações do “Grupo”  e do Royal Ulster Constabulary (RUC) também eram integradas.

Antes de ir para a Irlanda do Norte os operadores do SAS eram treinados para serem eficientes nas condições especiais existentes no Ulster. O enfoque do treinamento era em operações encobertas (covert ops). Eles deviam aprender a se disfarçar como a população local, entrar e sair de locais sem serem descobertos, praticar “incidentes fotográficos”, montarem vigílias e emboscadas, direção defensiva e ofensiva, seguirem suspeitos e coisas do tipo.

A chave para se ganhar a guerra no Ulster é a inteligência. Teoricamente todo o Exército e as agências de inteligência na Província (MI6 e RUC) trabalham para combater o terrorismo. Porém, há suspeitas de que muitas das agências nem sempre trabalham em cooperação e por isso muitas ações contra os terroristas foram prejudicadas.

O SAS participa freqüentemente de operações encobertas nesta região seja nas cidades ou na zona rural, a procura de esconderijos de terroristas. Em muitas dessas operações, os homens do SAS estão armados apenas com pistolas de 9mm colocadas debaixo de suas roupas civis.  Eles normalmente operam de perto com o pessoal da 14ª Companhia de Inteligência no levantamento de inteligência. Com roupas civis eles entram em zonas perigosas reconhecidamente simpatizantes do IRA. Eles se misturam com os irlandeses, entravam em seus bares e cantavam as suas canções. Essas missões eram muito perigosas, pois se descobertos seriam presos, torturados e mortos.

Freqüentemente em muitas dessas operações os homens do SAS trabalham com operadoras da 14ª (esta é uma das poucas unidades admite mulheres na linha de frente), pois um casal andando pelas ruas levanta menos suspeitas de que um homem só. Quando se locomovendo de carro os operadores do SAS normalmente levam outra arma, uma Walther PPK, que fica debaixo da coxa para o caso de uma reação rápida.

Os homens do SAS também realizam vigilância sobre locais suspeitos montando Posto de Observação - PO, em que usam binóculos (inclusive de visão noturna), microfones e escutas eletrônicas potentes para monitorar o local. Nas cidades normalmente estão dentro de um carro ou de um quarto ou sótão, na zona rural preparam seus postos de observação entre os arbustos e se camuflavam com roupas especiais de atiradores de elite. Na maioria das vezes eles se comunicam através de sinais de mão ou no máximo através de sussurros.

Na Irlanda do Norte o SAS operou tanto na zona rural quanto na urbana, nas mais variadas missões.

Descrevemos a seguir uma operação típica do SAS na região de Armagh (esta região é conhecida por ter muitos seguidores do IRA), condado do Sul da Irlanda do Norte, perto da fronteira com a República da Irlanda.

 

Mapa da Irlanda do Norte

Condado de Armagh, sul da Irlanda do Norte 

- Todos a inteligência possível foi passada para equipe encarregada da missão. O terrorista localizado, todos eles eram chamados de "player", era um velho conhecido, que esteve envolvido em um ataque contra pára-quedistas britânicos. A equipe de captura foi dividida em dois times de 4 operadores cada. A equipe começou a treinar numa base em Ballykinler. Eles esperavam que o alcance máximo de um confronte fosse de uns 500 metros e o treinamento era necessário. O sumário da missão foi dirigido por dois "Ruperts" (que é a gíria no SAS para oficiais) seniores, mas a figura mais importantes era o Oficial de Inteligência. Ele tinha servido por quatro anos na Irlanda do Norte e conhecia bem o "jogo". Foi usado um modelo da área onde se desenvolveria a missão e os pontos chaves do terreno foram destacados, como localização do inimigo, campos de tiro, posição da Força de Reação Rápida do Exército, rotas de abordagem e fuga e coisa do tipo. Os dois times seriam inseridos na área separadamente, um por helicóptero (time secundário) e o outro (time primário) por um furgão Q (veículo sem marca). Sempre que dois times operam juntos eles viajam separadamente. Todos estavam fortemente armados com fuzis M16 e SLR L1A1, lançadores de granadas M79  e cada homem tinha uma pistola de 9mm Browning High Power. Cada time tinha também um sinalizador que seria usado somente em caso de emergência. Ele seria usado normalmente quando o rádio não pudesse ser operado. Outro kit era o de luz estroboscópica para direcionar os pilotos de helicópteros em qualquer tempo para uma zona de desembarque.

Normalmente o SAS usa roupas apropriadas para cada missão. As roupas neste caso não podiam fazer o menor barulho. Em missões nos campos da Irlanda do Norte normalmente o SAS usava o mesmo uniforme camuflado do Exército britânico, geralmente sem cobertura, e em caso de se revelarem em uma missão encoberta seriam confundidos como soldados normais.

O pessoal do helicóptero aterrissou aproximadamente a 2km da área. Sua tarefa era cerca a área e agir como grupo de  apoio ao time primário, interceptando qualquer coisa que poderia apresentar uma ameaça ao pessoal do furgão. O time primário chegou a seu local através do furgão Q e se instalou no telhado de um celeiro abandonado. Tudo foi camuflado, armas, mochilas. A espera pelo terrorista levou três e no final um outro terrorista foi eliminado. E o pessoal do SAS teve que se retirar da área. Este é um exemplo de muitas das operações realizadas no Ulster, que apesar das preparações intensivas, pode terminar freqüentemente em frustração.

Operadores do SAS desembarcam de um Lynx.  

Os helicópteros Lynx da RAF dão uma grande mobilidade aos SAS em suas operações. Aqui homens do 22 SAS desembarcam rapidamente de um deles em uma operação na Irlanda do Norte.

 

Operador do SAS em frente a uma posição do IRA. Ele usa um fuzil M16A1 5,56 de fabricação norte-americana.

Outra missão típica de montagem de um posto de observação (PO) que são conduzidas de Bessbrook, QG do SAS em suas operações em South Armagh (a base inteira é fortemente defendida, depois de ter sido alvo de numerosos ataques do IRA durante os anos.):

- Uma equipe do SAS recebe o sumária da inteligência de sua próxima missão e depois voa de helicóptero de Bessbrook (o heliporto é chamado jocosamente de Bessbrook International) de sobre Wessex até a base das forças de segurança em Crossmaglen. Lá os homens do SAS se reunem com uma equipe do SAS que passou dias operando na região e com o comandante da Companhia dos  Black Watch e com um oficial da RUC. As unidades do Exército que servem em Armagh provêem todo o apoio necessário as operações do SAS como carros Q e uma Força de Reação Rápida. Era sabido que os Provos, os terroristas, estavam preparando ataques com morteiros para os próximos dias contra instalações do Exército britânico com o objetivo de lembrá-lo que estava operando em território inimigo. Foram levantados dados sobre os "players" que estavam na área e possíveis alvos. Havia só dois lugares de onde os Provos podiam lançar tal ataque, sendo o mais provável um campo de futebol atrás da base. Por isso era importante estabelecer imediatamente um PO.

Instalar um PO não é uma tarefa fácil. Tem que ser localizada uma posição chave que permita ao SAS monitorar o alvo 24 horas por dia, mas que não levante suspeitas. Os homens tem que inseridos secretamente e nenhum ruído pode ser feito. Em uma área como South Armagh onde a maioria dos olhos são hostis, isto pode ser um grande problema. Então táticas elaboradas têm que ser adotadas.

Uma casa abandonada em Crossmaglen proveu a posição perfeita para um PO a longo prazo. Estava numa posição elevada e isolada de um lado da estrada, com uma casa habitada a pouco mais de 100 metros. Os perigos óbvios de inserir um time em tal uma posição deste porte exigiu uma checagem da equipe de bombas. A equipe do SAS deixou a base das forças de segurança em Crossmaglen. pela tarde em direção a casa que servira de PO como parte de um patrulha dos Black Watch e com mais  três Engenheiros Reais. Ao todo eram 12 homens que formavam uma patrulha reforçada.

Os soldados carregavam suas mochilas e estavam armados com M16 e SLR L1A1 e todos usavam uniformes do Exército britânico. Se estivessem na região de Belfast todos saberiam que esta patrulha era do SAS por causa dos M16, mas em South Armagh várias unidades do Exército também usam estes fuzis. Os soldados dos Black Watch estabeleceram um posto de fiscalização de veículos na estrada de Cullaville, dando ao SAS a oportunidade para conferir os arredores de casa e de uma equipe de reconhecimento avançado de checar a casa.

Estabelecido o PO poucos dias depois os ataque terrorista foi abortado através de uma emboscada montada por uma equipe do SAS com o auxilio dos Black Watch.

Loughall  

Entre 1986 e meados de 1987, o IRA iniciou uma série de atentados a bomba e assassinatos na Irlanda do Norte com o objetivo de tornar o Ulster incontrolável. De fato, até meados de 1987, as guerrilhas do IRA já tinham realizado cerca de 22 ataques a postos policiais. Enquanto alguns incidentes tinham sido prevenidos, não havia indícios de que a guerra urbana chegaria a um fim.  

As forças de segurança estavam por isso em estado de alerta máximo. O governo britânico desenvolveu uma série de ações visando monitorar os movimentos dos membros do IRA, em um esforço para evitar incidentes adicionais.  Como conseqüência desta escalada, o SAS começou a realizar turnos regulares de seus soldados dentro a Irlanda do Norte para trabalhar com o Ulster Constabulary Real - RUC (Polícia Real do Ulster) e elementos do MI5, organização de inteligência inglesa. Apesar deste reforço na segurança o IRA continuo a operar pois, depois de mais de 60 anos de guerra contra o Governo Britânico eles já estavam adaptados  à forte presença do aparato antiterrorista. Porém as forças de segurança receberam uma dádiva de Deus quando durante uma operação de escuta eletrônica um membro do IRA falou que um ataque contra a estação de polícia de Loughall no condado de Armagh estava sendo planejado pela East Tyrone Brigade.

Esta brigada era conhecida como o 'A Team' do IRA. E por muitas razões. Ela tinha levado a cabo vários ataques ousados contra o RUC e o Exército britânico. Por exemplo, em dezembro de 1985, tinha assaltado o quartel do RUC em Ballygawley RUC com rifles AK-47 e Armalites. Mataram dois guardas no portão, e varreram a instalação com armas de fogo antes de colocar uma grande bomba dentro do edifício. A explosão subseqüente destruiu totalmente o quartel. A brigada também atacou o quartel do RUC em Birches, condado de Tyrone. Eles levaram uma grande bomba numa pá mecânica e bateram com ela contra a parede do edifício depois de quebrar a cerca de segurança primeiro. A explosão acabou com o quartel, entretanto os terroristas ainda sentiram a necessidade de limpar a área com fogo de metralhadoras. O ataque em Loughall seria bem parecido, aparte uma diferença pequena o SAS e RUC estariam prontos e de espera. 

Loughall é um enclave protestante pequeno em um área católica. A aldeia é um símbolo de poder protestante e é o local de nascimento da Ordem Laranja. Também tinha estado relativamente intacto pelos ataques recentes; porém, o IRA estava  determinado a mudar isso. A próprio delegacia de polícia era de meio período, o IRA planejou levar a cabo um ataque que destruiria totalmente o edifício.

A Van Toyota azul usadas pelos terroristas do IRA.  

A van usada pelo IRA ficou na zona de morte.

Em 1986, uma equipe IRA roubou um veículo pesado e o prepararam para um ataque dirigido através dos portões principais do posto do Ulster Constabulary Real (RUC) em Birches, County Armagh. Imediatamente as autoridades ficaram de prontidão especificamente por roubos de veículos  pesados parecido com o usado no atentado. Quando somente  um roubo desse tipo de veículo foi relatado, em Abril 1987, a segurança do RUC iniciou uma profunda investigação.

Quando se detectou o roubo de um trator escavadeira JCB de uma construção em Tyrone Oriental, um alerta geral foi expedido para todas as redes de inteligência das forças de segurança. A escavadeira foi logo descoberta, estacionada próxima a um descampado a apenas 16 km do posto do RUC em Loughall. Suspeitando que um ataque estava próximo, forças de segurança chamaram o SAS. Equipes da E4A, uma unidade especial de inteligência do RUC, equivalente a 14ª Companhia de Inteligência, foram acionadas para monitorar o pessoal do IRA, a respeito do transporte de explosivos.

Em Maio 8 de 1987, o RUC interceptou um telefonema entre dois membros do IRA: o IRA estava pronto para atacar. Imediatamente uma equipe conjunta do SAS/RUC se aproximou da estação de Loughall, que tinha sido calmo mas rapidamente evacuada. Os 24 homens do SAS faziam parte da Ulster Troop e eram comandados por  um experiente primeiro sargento. Eles foram informados que fariam parte de uma missão OP/React (Observation Post able to reac - Posto de Observação capaz de reagir), um termo codificado para uma emboscada. O nome da operação seria Judy.

As equipes de atiradores do RUC e do SAS se posicionaram previamente para surpreender o inimigo. Os homens do SAS estavam armados com rifles Heckler & Koch G3, M16 e metralhadoras GPMG. O pessoal do SAS se posicionou para bloquear possíveis rotas de fuga e também estavam dentro da estação policial.

Por voltas das 7:20 p.m., uma unidade do IRA (realmente duas unidades de serviço  militar - ASU - operando uma atrás da outra) com oito homens abordou a estação do RUC em uma van Toyota azul roubada (cinco terroristas), seguida de perto pelo JCB (três terroristas), com um tonel de cerveja cheio com 500 libras de explosivos. Segundo o plano, cinco atiradores sairiam da Van e abririam fogo contra o posto policial, efetivamente chamando a atenção da força de segurança que iria para fora, diante disto o JCB quebraria o portão principal e avançaria para dentro da estação. Os três terroristas (o motorista e dois vigias armados) saltariam do trator e correriam em segurança para a van em fuga.

O RUC e SAS, entretanto, tinha antecipado estes passos, e pré-estabelecido uma zona da morte entre eles para abrir fogo a vontade. Pouco tempo depois do assalto do IRA a bomba foi detonada. Na explosão uma grande seção do edifício do RUC foi demolida como foi também outra estrutura próxima alguns metros. Pedaços de plástico, aço e madeira foram lançados em todas as direções. Porém o pessoal do RUC e do SAS não se feriu. No combate que se seguiu todos os oito terroristas foram mortos. Em um desenvolvimento trágico, dois civis (os irmãos Oliver e Anthony Hughes) em um carro do Citroen branco que apareceu no local, também foram atingidos. Pensando que o carro pertencia a um time inesperado do IRA, o SAS abriu fogo, matando o motorista (Anthony) e ferido seriamente o passageiro. 

Segundo procedimentos padronizados em operações antiterroristas na Irlanda do Norte, o anonimato do SAS foi preservado e rapidamente helicópteros do Exército britânico chegaram ao local e extraíram o time do SAS e os levou para uma área segura.

O IRA sofreu um abalo significativo por causa da falha em Loughall. Elementos da liderança suspeitaram que um traidor tinha revelado toda a operação para os britânicos e a segurança interna foi revisada e reforçada. Mas nenhum traidor foi encontrado e se chegou a conclusão que as forças de segurança foram eficientes em descobrir o plano. Ter perdido 8 de seus principais operadores fez com que os principais lideres do IRA procurasse uma revanche que humilhasse as forças britânicas.

Gibraltar

Devido o fracasso em Loughall, o IRA necessitava de uma vitória contra o governo britânico para demonstrar que continuava sendo viável na luta de resistência contra a Coroa britânica. O IRA precisava restaura a confiança de seus mantenedores em casa e no exterior.  Seleção de um alvo agora era de suma importância. Tendo aprendido com o fracasso de Loughall, o IRA começou a planejar o que seria uma de suas maiores e mais importantes operações. Seguindo um período breve de  deliberação, foi decidido que abalar a presença britânica em Gibraltar seria a melhor opção de todos alvos possíveis, para um número de razões.

Gibraltar era considerado um “alvo macio”; Os soldados britânicos estavam mais relaxados com a segurança por causa da comunidade pacifica,  normalmente iam para lar depois de um turno em  Belfast, numa espécie de recompensa não oficial. Por isso o IRA podia atingir soldados que tinham servindo nas forças de segurança na Irlanda do Norte e podiam atingir o império britânico pois Gibraltar era um dos poucos locais que permaneciam como representante da expansão imperialista britânica. Por estas razões um ataque a presença militar britânica em Gibraltar não só atingiria o Exército britânico, como o coração do governo em Londres. Além de mostrar a capacidade operacional do IRA. Depois de algum tempo Daniel McCann, Sean Savage e Mairead Farrell foram selecionados pelo IRA para levar a cabo o ataque. 

DANIEL MCCANN

SEAN SAVAGE 

MAIREAD FARRELL

A despeito das precauções de segurança extensas tomadas pelo IRA, Savage e McCann foiram descobertos em Novembro 1997 na Espanha por peritos terroristas do Escritório de Servicios de Informacion de Madrid.  Depois de observarem os seus movimentos e relatarem as suas informações para o MI6 (a agência de inteligência estrangeira britânica) e para o QG do SAS, chegou-se a conclusão que eles só podiam está na região por dois motivos: para levar a cabo uma operação contra a 250.000 britânicos na Costa del Sol, ou contra um alvo do Exército britânico em Gibraltar.

Depois de muito conversar e trocar informações britânicos e espanhóis concordaram que o alvo só podia ser Gibraltar e talvez mais precisamente contra a mudança da guarda na residência do Governador.

As forças de segurança chegaram a esta conclusão em Novembro, e uma estória  de cobertura foi produzida dizendo que o evento seria agendado para 8 de março de 1988. A estória que foi liberada dizia que a mudança na agendar aconteceu devido a algumas reformas na Casa da Guarda. De fato, o evento foi adiado a pedido das autoridades para se ter mais tempo para planejar um curso de ação contra os terroristas.

Em 1 de março, as autoridades foram informadas de que mulher irlandesa viajando sob um nome falso de Mary Parkin tinha chegado a Gibraltar. Ela ficou observando atentamente o cerimonial da guarda durante vários dias.

As autoridades de segurança britânicas reunidas no Comitê Conjunto de Inteligência (onde o SAS tinha um oficial de ligação) em Londres chegaram a conclusão de que um ataque do IRA era iminente e que o tempo de reação havia chegado. Assim em 3 de março uma equipe de16 operadores do Special Projects Team – SPT do SAS foi despachada para Gibraltar – chegando todos em vôos diferentes e em horários diferentes. Sua missão, cujo nome código era Operação Flavius era efetuar as prisões de todos os suspeitos antes eles pudessem levar a cabo o ataque.

Com a identificação do alvo, a equipe do SAS podia levantar hipóteses de como seria o ataque do IRA. A inteligência fornecida ao SAS havia indicado que os terroristas estavam fortemente armados e que o método de ataque seria quase certamente realizado através de uma bomba colocada dentro de um carro estacionado perto do local da troca da guarda. A bomba seria detonada remotamente. Por essa razão o pessoal do SPT recebeu autorização de usar força mortal se os terroristas estivessem prestes a realizar o atentado (como por exemplo levando a mão ao bolso ou uma sacola como se fossem acionar um detonador) ou se suas vidas ou de terceiros estivessem em perigo diante do uso do armas de fogo por parte dos terroristas.

As 2:50 p.m. de 6 de Março, os três homens do IRA foram localizados entrando no centro da cidade. Savage tinha sido observado anteriormente dirigindo um Renault 5 branco 5 pela avenida principal e  estacionado próximo ao local onde haveria a mudança da guarda. Depois de caminhar um pouco pela rua ele voltou para o local onde estava o carro e depois se dirigiu a pé para o norte.

Vendo a grande oportunidade um operador do SAS especialista em bombas correu para o carro e rapidamente o inspecionou a procura de sinais de explosivos. Apesar de não ter visto nenhum dispositivo explosivo ele não podia determinar com segurança que o carro estava limpo sem rebocar o carro para um local seguro para um inspeção completa. Como isto estava fora de questão, o SAS teve que assumir por uma razões de segurança que o Renault tinha um bomba. Assim sendo o Comissariado de Policia de Gibraltar autorizou o SAS a realizar a prisão dos suspeitos.

Então uma equipe de quatro operadores do SAS foi encarregada de prender os três homens do IRA. O chefe de policia passou um rádio para seus policiais para eles providenciassem um carro para transportar os terrorista para a cadeia. Porém o carro estava um pouco longe do local e ficou preso no intenso tráfego. Querendo chegar a tempo o policial que dirigia o carro ligou as sirenes e saiu a dirigir pelo lado esquerdo da pista.

Quando o carro da polícia se aproximou do local onde estavam os terroristas estes escutaram o som da sirene. Diante disto McCann e Farrell que estavam andando junto pararam e olhando em volta viram os homens do SAS que estavam a uns 10 metros deles. McCann esboçou um movimento agressivo para a frente de seu corpo e o operador do SAS mais próximo abriu fogo o atingindo nas costas. Naquele momento Farrell fez um movimento em direção a sua bolsa de mão. Acreditando que ali poderia ter um detonador um operador do SAS disparou duas vezes, matando Farrell instantaneamente. McCann que estava caído ferido levou mais cinco tiros pois ainda se acreditava que ele era uma ameaça.

A uma distância curta, Savage  escutou os tiros e foi abordado por dois homens do SAS designados para prende-lo. Eles pediram para ele parar e levantar as mãos, em vez disso ele levou a mão direita para o bolso de sua jaqueta. Acreditando que poderia haver um detonador  no bolso os operadores do SAS abriram fogo. Dentro de um curto espaço de tempo todos os terroristas do IRA foram mortos.

Nos meses que se seguiram, uma grande investigação foi aberta para estudar o incidente diante das acusações de que o SAS nunca teve o objetivo de prender os terroristas e sim de executa-los sumariamente.

Testemunhas civis disseram que os terroristas tinham feitos gestos de rendição mas assim mesmo foram mortos. Constatou-se depois que os terroristas não estavam armados e não levavam nenhum detonador remoto. Finalmente, um exame no Renault não nenhum traço de explosivos. Uma junta de investigação absorveu os operadores do SAS devido ao contexto, que envolvia a segurança de muitas vidas civis e de que os gestos dos terroristas de fato representavam a possibilidade da existência de armas ou de detonadores remotos. 

A Mid Tyrone Brigade

As operações de emboscada como vimos fazem parte da guerra que o SAS trava contra os terroristas na Irlanda do Norte. Elas podem ser um grande sucesso, mas também podem gerar muita controvérsia diante de protestos de que a postura do 22 SAS na Irlanda do Norte está direcionada apenas para o assassinato dos integrantes do IRA.

Porém, o SAS está atento é sabe que qualquer operação de emboscada será sujeitada a intenso escrutínio legal, e então seus homens devem dar a maior a importância às regras do Exército sobre esse tipo de operação. Um exemplo das dificuldades que enfrentam o SAS em relação as emboscadas pode ser visto num um incidente que aconteceu em Tyrone em agosto de 1988.

Em junho deste ano a  inteligência britânica conseguiu uma pista inestimável relativa a uma operação do IRA que visava assassinar um oficial reformado do RUC que trabalhou em Omagh. O SAS trabalhou junto com o Exército, as agências de inteligência e o RUC e decidiu montar uma emboscada para prevenir a tentativa de assassinato. Eram conhecidas por partye das forças de segurança as identidades dos operadores do IRA no local.

O Martin e Gerald Harte e Brian Mullen formavam juntos a Mid Tyrone Brigade. A vítima intencional estava informada do plano do IRA, e ele concordou em continuar dirigindo o seu caminhão para trabalhar numa rota regular para estabelecer um padrão de movimento que seria observado pelos terroristas. 

O plano do SAS era fazer com que o caminhão "quebrasse", e então uma equipe do Regimento já previamente posicionada esperaria até que brigada do IRA agisse.

Porém, os terroristas não agiram segundo o roteiro. Em 20 de agosto de 1988 foi detonada uma bomba no transporte que levava 35 soldados do 1st Battalion, The Light Infantry quando este iam do Aeroporto de Aldergrove para o quartel em Omagh. O IRa usou quase 100 quilos de Semtex no ataque que lançou o transporte a cerca de 30m do solo. Foi um ataque devastador que matou 8 homens e deixou muitos terrivelmente feridos. Foi uma vitória espetacular para o IRA. Apesar disso o SAS não deixou o incidente alterar seus planos: a operação prosseguiu como planejado. 

Em 29 de agosto, os terroristas deram sinais de que o ataque aconteceria no dia seguinte. Nas primeiras horas do dia 30 um soldado tomou o lugar do alvo no caminhão e o levou para o ponto da emboscada. Ao mesmo tempo três outros operadores do SAS se posicionavam em uma casa de fazenda abandonada perto da aldeia de Drumnakilly. Eles estavam armados com pistolas de 9mm Browning High Power e submetralhadoras Heckler & Koch MP5. Um soldado ficou num celeiro e os outros dois atrás de um cerca viva do lado da estrada. 

A famosa Browning High Power de 9mm

Por volta das 19:00 o caminhão parou do lado de fora da casa da fazenda. O "motorista" saiu da boleia e foi pegar o pneu sobressalente dando a impressão de que estava com um pneu furado. As forças de segurança sabiam que o IRA iria atacar pois foram informadas de que um Ford Sierra branco tinha sido roubado naquele dia e este carro estava seguindo o caminhão. Porém houve uma falha em passar a informação informação do tipo de carro que seria usado pelos terroristas. Temendo não se descobertos os agentes da força de segurança se afastaram dos terroristas que estavam monitorando. Assim a equipe na fazenda e o motorista do SAS ficaram  as cegas.

Quando o motorista do SAS percebeu que o Sierra branco avança para ele os seus instintos falaram mais alto. No carro os  terroristas estavam usando mascaras negras e estavam armados com rifles Kalashnikov AK-47 e revólveres Webley. Eles era uma equipe fortemente armada que ia matar um civil desarmado, mas isto era uma prática normal no IRA.

O operador do SAS correu para uma parede que estava perto e os homens do IRA abriram imediatamente fogo. As balas zuniam e varriam o chão. O carro guinchou com a parada brusca e os terroristas saltaram para terminar o serviço. Naquele momento uma barragem feroz de 9mm das armas do três operadores do SAS varreu o carro dos terroristas.

Foram mortos os irmãos Harte e Mullen imediatamente, a Mid Tyrone Brigade tinha deixado de existir. O soldados do SAS chamaram um helicóptero pelo rádio que os levou de volta para Omagh. Unidade do RUC e do Exército fecharam  a área imediata. A operação tinha sido um grande sucesso.

Porém se seguiu um guerra de relações publica e o o governo britânico permaneceu calado enquanto na mídia  os comentaristas republicanos gritavam que a operação foi uma vingança contra o atentado do dia 20 de agosto. Só algum tempo depois o Secretário da Defesa, Tom King, negou que o SAS estava operando uma política de assassinatos. A operação que foi uma ação militar brilhante se transformou em uma vitória de propaganda para o IRA e seus partidários. Por tudo isso e muito mais a guerra ao terrorismo na Irlanda do Norte é complexa e cheia de riscos.


Os Postos de Observação

A vigilância constante é uma característica de todas as operações encobertas na Irlanda Do norte, pois o inimigo tem olhos e ouvidos em todos os lugares. Além disso, o que é procedimento operacional padrão em grande áreas urbanas como Belfast nem sempre é aplicável em áreas rurais e cidades pequenas e aldeias. Carros e furgões Q e não são fáceis de operar em Crossmaglen, por exemplo, porque o lugar é pequeno e monitorado todo tempo pelo IRA. Por isso o SAS freqüentemente emprega helicópteros e patrulhas a pé como um modo de inserir times em um PO sem  chamar a atenção para a fase inicial da operação. 

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Operador do SAS em um OP localizao em uma velha igreja na Irlanda do Norte.

Uma vez estabelecido o PO só resta esperar e assistir, pois a pouco o que fazer além disso e qualquer distração pode ser fatal. Os operadores do SAS levam provisões para 10 dias (comida enlatada principalmente), além de roupas, baterias, munição e equipamentos modernos de vigilância. O PO será abastecido de forma bem discreta em períodos pré-estabelecidos. Sempre são estabelecidas também rotas de fuga. Por questão de segurança vários sensores eletrônicos são espalhados ao redor do PO para prevenir a equipe de qualquer visita supressa dos Provos. 

Depois de se instalar em PO principalmente em uma área habitada várias precauções são tomadas. O silêncio deve ser absoluto e nenhum cheio deve ser emanado do local (por causa de cachorros e gatos que podem comprometer o PO). E é claro fumar é proibido. As mochilas são colocadas abertas em locais para serem prontamente usadas e não são mais removidas. Todos o cuidado é tomado com os calçados que não devem fazer nenhum barulho. Tênis ou botas do deserto são usadas, mas as botas padrões do Exército são descartadas pois são pesadas, fazem barulho e são desconfortáveis para dormir. Uma única cama de campanha foi liberada para  a equipe de vigilância. Quando operam em uma área rural, em um sótão ou celeiro, se espalha feno no chão para absorver o barulho e inibir o cheiro humano, o problema são os percevejos e os carrapatos que podem vim junto com o feno. Com uma equipe de três operadores o procedimento padrão é: um homem descansa, outro cuida do rádio e outro vigia. A comida é sempre fria, e o único momento em que se tem bebida quente é no início da missão. Eles bebem chá, café e uma variedade de carnes frias e comidas estranhas.

Os rostos estão sempre camuflados por duas razões: primeiro, mesmo não esperando ser vistos o brilho de um rosto branco poderia ser notado por um transeunte e segundo as fases camufladas servem como elemento de choque diante de alguém que inadvertidamente entrar na local do PO. Botas, calças compridas, agasalhos e gorros mantém os  operadores aquecidos e confortáveis. Os homens normalmente nos PO estão armados com pistolas Browning High Power além de fuzis SLR e M16 (mais popular por ser mais rápida nas rajadas do que o SLR e o SA-80, e também por ser menor), metralhadoras MP5 e rifles de precisão. Dependendo da situação podem ter também alguma GPMG. Uma arma que tem nos últimos tempos ganho a apreciação do SAS é o Heckler & Koch 53, versão curta do rifle G3. Logicamente as armas estão sempre a mão. Diariamente são trocados os carregadores das armas, pois depois de algum tempo no PO os cartuchos podem ficar "colados" e num momento de emergência isso pode ser fatal.

As vezes transmitir informações para o QG do SAS pode ser um grande problema. Dependendo da faixa em que você está transmissões VHF podem freqüentemente interferir.

Um dos grandes problemas de um OP, dependendo de sua localização, é o que fazer com os ratos. Todo lixo e as fezes são ensacados e lacrados e a urina engarrafada, mas normalmente os ratos encontram o lugar. A presença deles pode chamar a atenção e algum esforço  em afugentá-los pode criar algum barulho. Eles ficam andando pelo OP A única forma é usar veneno, em algumas missões longas equipes do SAS chegaram a empacotar 90 ratos mortos. Depois de vários dias num OP a barba começa a crescer, as mão ficam sujas e os operadores começam a cheirar mal.

Trabalho nos PO é não tem glamour é perigosos e tedioso, e certamente o mundo não tem idéia do que os operadores SAS passam em seus postos de observação no Ulster. Porém os PO são vitais para a guerra de inteligência e são talvez a melhor forma de monitorar os terroristas e prevenir os seus ataques. 


Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army, IRA)

Organização nacionalista irlandesa militante criada com o objetivo de instituir uma república socialista irlandesa onde se possa incluir o Ulster. Fundado em 1919 por Michael Collins, foi como ala paramilitar do Sinn Féin (partido nacionalista irlandês) que o IRA saiu vencedor da guerra contra a Grã-Bretanha entre 1919 e 1921. Ilegalizado em 1936, voltou à ação três anos depois (1939) através de uma campanha de terror realizada na Grã-Bretanha. A partir de 1968 intensificou as suas atividades, ao mesmo tempo que, na Irlanda do Norte, aumentavam as desordens derivadas do desrespeito pelos direitos civis. Em 1970, um grupo do norte abandonou o IRA e formou o Provisional IRA (IRA Provisório), com o objetivo de expulsar os britânicos da Irlanda do Norte. Em Setembro de 1993, o processo de paz era posto em execução, com conversações que visavam o alcance de “paz duradoura”, o que aconteceu um ano depois, em Setembro de 1994, altura em que o IRA anunciou o cessar das suas atividades militares, respondendo assim à iniciativa de pacificação anunciada pelo Reino Unido e pela Irlanda. Participaram nestas conversações, John Hume, líder do Partido Trabalhista Democrático Social e Gerry Adams, líder do Sinn Féin.

Real IRA O Real IRA é uma cisão do IRA consumada em 1997 por dirigentes que discordaram do cessar-fogo. Acusado do atentado-massacre de Omagh (29 mortos e 200 feridos) de 1998, reivindicou os atentados contra a BBC em Londres. Possui entre 70 a 100 militantes, entre eles operacionais vindos do IRA.

O Continuity IRA remonta a 1986, altura em que Rory O´Brady fundou o Sinn Féin. O seu braço militar deu-se a conhecer em 1996, com um atentado à bomba em Enniskillen. Possui entre 30 e 50 militantes.

Desde sempre que o IRA direcionou as suas atividades para o uso da força, efetivando-a pela colocação de bombas e envolvimento regular em assassinatos, como forma de alcançar os seus objetivos. Louis Mountbatten foi um dos seus alvos, sendo assassinado em 1979 por membros desta organização. Verificaram-se ainda ataques à bomba na Grã-Bretanha, com destaque para a tentativa de explosão quando se realizava uma conferência do partido conservador que incluía os membros do governo britânico, em Brighton, no Sussex, no ano de 1984.

Peritos em Belfast calculam que o armamento do IRA seja constituído por mísseis terra-ar, 2,7 toneladas de Semtex (explosivo de alta potência) fabricado na antiga Checoslováquia, e cerca de 600 metralhadoras AK-47. Atualmente, o IRA é financiado por amigos e simpatizantes nos Estados Unidos e tem o apoio de países como a Líbia. Na década de 1980, a grande maioria das armas dos católicos irlandeses foi fornecida pelo coronel Kadhafi. Dispõem ainda de espingardas de assalto tipo AR-15, G3 e FN, metralhadoras ligeiras FN MAG, cerca de quatro dezenas de lança-foguetes RPG-7 e 50 espingardas Barret Light, para atiradores de elite..

Em Outubro de 2001, o Exército Republicano Irlandês anunciou o desarmamento, como estava previsto no plano de paz para a Irlanda do Norte. O Governo britânico reagiu positivamente à decisão dos republicanos anunciando a redução das suas tropas na Irlanda do Norte e o desmantelamento das suas forças de segurança na província.

  
 



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