Perfil da Unidade

SPECIAL BOAT SERVICE- SBS

SERVIÇO ESPECIAL DE EMBARCAÇÕES

PARTE  -  II

 

 

By Strength And Guile' – Este é o novo slogan do SBS


PARTE - I ; PARTE - II

O mundo Pós-11 de Setembro de 2001

O mundo ocidental foi abalado diante dos ataques terroristas em 11 de setembro nos EUA. Mas após identificar os culpados e aonde estavam instalados a resposta foi rápida. Os responsáveis pelo ataque pertenciam a organização terrorista Al-Qaeda de Osama bin Laden, que tinha os seus campos de treinamento localizados no Afeganistão, que estava dominada pela milícia Taleban que dava proteção a organização de Osama bin Laden. Menos de 24 horas após os ataques nos EUA, um satélite de espionagem estava sobrevoando os redutos de Osama bin Laden nas montanhas do Afeganistão. 

 

Britânicos no Afeganistão. Seria um operador do SBS?

Dali a 72 horas, forças especiais dos EUA e da Inglaterra estavam a caminho deste país, segundo fontes militares. Duas unidades SAS partiram da base aérea Brize Norton, possivelmente em aviões cargueiros C-130 americanos levando helicópteros Littlebird que os transportariam para dentro do Afeganistão. Oficiais das SAS começaram a desencavar fichas de ex-soldados que haviam servido com os mujahedins durante sua guerra contra a União Soviética. Os aviões mais furtivos da Royal Air Force (RAF), três Nimrods de vigilância e comunicações pertencentes ao Esquadrão 51, normalmente ocultos numa "base dentro de uma base" em Waddington, Lincolnshire, decolaram à noite, partindo para os céus afegãos. Analistas começaram a pinçar sinais de espionagem em busca de sintomas de movimentação entre terroristas assustados com a perspectiva de represália. Soldados das forças especiais russas Spetznat foram consultados. Alguns combateram no Afeganistão. A Chechênia deu-lhes maior experiência, bem brutal, na luta contra soldados islâmicos. Fontes militares dizem que os russos também participaram das operações. As forças especiais de vários países como Austrália, Alemanha e Canadá, também participaram das escaramuças nas montanhas afegãs, ao lados das Forças Especiais americanas (SEALS, Deltas, "Boinas Verdes", USMC Recon) e britânicas. 

Mesmo o  Afeganistão não tendo nenhuma praia e a quantidade de água ali existente ser muito pequena, o SBS foi desdobrado para operar ali, mas não em suas funções clássicas de incursões anfíbias e subaquáticas. Acreditasse que eles são destacados para operar a até cerca de 12 milhas da costa, ficando o resto sob responsabilidade do SAS.

Porém a presença de operadores do SBS no Afeganistão vem mostrar a versatilidade desta unidade. Os homens dos SBS são treinados em pára-quedismo, montanhismo, operações aerotransportadas, comunicações, contra-terrorismo e operações de coletas de informações, além de que muitos dos membros do SBS recebem treinamentos em línguas estrangeiras. Sendo assim o SBS estavam entre as unidades especiais moldadas para operar no teatro de operações do Afeganistão.

Varias Forças Tarefas de unidades de Forças Especiais foram formadas no conflito do Afeganistão por forças da Coalizão. Uma das principais era a Task Force Sword. A TF Sword/ TF 11 era um Joint Special Operations Command - JSOC denominada Força "Hunter-killer'', algo como caçador assassino, e sua missão era capturar ou matar a liderança sênio ou alvos de alto valor - "high-value targets" (HVTs) da Al-Qaeda e do Talibã. a Sword foi estruturada ao redor de um componente de dois esquadrões da Unidade de Missão Especial (SMU-Special Mission Unit) formada por operadores do Grupo de Aplicações de Combate (CAG-Combat Applications Group, leia-se Força Delta) e do Grupo Naval Especial de Desenvolvimento de Guerra (DEVGRU), apoiados por equipes de segurança dos US Rangers, pelo especialistas em inteligência da Grey Fox, NSA e CIA. Durante a Operação Enduring Freedom o CAG ficou conhecido por Task Force Green, os Rangers trabalhando em apoio a Sword por TF Red, o DEVGRU TF Blue, a Grey Fox por TF Orange, e o 160th SOAR conhecido por TF Brown. A Coalizão de Forças de Operações Especiais as vezes anexava a Sword forças especiais britânicas para missões específicas, particularmente tropas do SBS.

Os homens do SBS deram suporte a Aliança do Norte na tomada da base aérea em Bagram  e estavam entre as tropas que tomaram Cabul. Jornalistas viram no dia 15 de novembro de 2001 cerca de 120 operadores do SBS descendo de um C-130 Hercules na base aérea de Bagram, tomando posições de guarda e e depois disto instalando um radar de controle de trafego aéreo. Além de terem libertado a base aérea de Bagram, os operadores do SBS tiveram, aos lado de operadores do SAS, um papel crítico em uma das batalhas mais sangrentas e prolongadas da campanha inteira.

Operador do SAS no Afeganistão.

Operador do SBS armado com um M4. Ele está usando uma cobertura típica afegã e carrega todo seu equipamento nas costas.

O SBS em Tora Bora

Após os primeiros combates contra as forças da Coalizão que se lançaram contra o Talibã com força total, um grande número de forças da Al Qaeda, que incluiam o próprio Bin Laden, se refugiara na área montanhosa de Tora Bora, perto da fronteira com o Paquistão. A Força Delta do US Army ficou incumbida de evitar que as forças da Al Qaeda escapassem para o Paquistão. Era uma tarefa extremamente difícil, devido à natureza do terreno. Qualquer coisa diferente de movimento em pé era impossível e havia poucas rotas utilizáveis ​​para as montanhas e os combatentes da Al-Qaeda teriam sempre boas condições de defesa no terreno. Quando a operação começou a tomar forma, membros do SBS foram designados para ajudar a Força Delta. Um total de 12 homens do SBS, apoiados por pessoal de sinais e de inteligência (estes do MI6), juntou-se a operação da Delta Force que estava em curso. Homens das Forças Especiais do Exército dos EUA (Boinas Verdes) e da Aliança do Norte também deram apoio.

Operador do SAS no Afeganistão.

Pessoal do SBS (primeiro plano) tomam chá num dos intervalos da caçada aos homens da Al Qaeda nas montanhas de Tora Bora, no Afeganistão, em dezembro de 2001. O SBS trabalhou ao lado dos operadores da Delta Força, Boinas Verdes e forças da Aliança do Norte (fundo) em um esforço conjunto para expulsar Bin Laden de seu esconderijo nas montanhas.

Inicialmente, os operadores do SBS formaram pequenas equipes que montaram postos de observação (PO) sobre o terreno elevado. Usando indicadores a laser SOFLAM, essas equipes chamavam ataques aéreos da Coalizão, incluindo os temíveis e poderosos AC-130 Gunship, que destruíam as posições de defesa da Al-Qaeda. Como as rotas nas montanhas liberadas, pequenas equipes dos SBS se uniram a Delta Force e as tropas da NA em um impulso lento, mas constante avançando contra as fortaleza do inimigo, estabelecendo mais PO e acionando mais ataques aéreos contra o inimigo. No momento em que as montanhas foram declaradas livres do inimigo, centenas de soldados da Al-Qaeda foram declarados mortos por ataques aéreos direcionados pelos americanos em terra e pelos comandos britânicos. Muitos inimigos também foram capturados. O grande prêmio sem dúvidas era Osama Bin Laden, mas ele tinha conseguido escapar o Paquistão. Os esforços para prender Bin Laden acabaram frustrados pela política. O contingente da Delta e do SBS era demasiado limitado no local para levar a cabo a operação sozinho e assim foram forçados a negociar com os senhores da guerra da Aliança do Norte, a fim de assegurar o apoio de suas tropas. Os soldados da NA não se sentiam confortáveis em lutar durante a noite e freqüentemente abandonavam a caçada durante o dia, a fim de retornar à base, quando começava a escurecer. Quando parecia que Bin Laden ia ser encurralado, os líderes da NA impediram suas forças de avançar, estabelecendo uma trégua em seu lugar. As dificuldades e os atrasos causados ​​pela relação tensa entre as forças de operações especiais ocidentais e da Aliança do Norte contribuíram para o eventual fracasso da operação.

Existe um boato de que uma equipe do SBS tinha olhos em Osama Bin Laden no Afeganistão, mas foram impedidos de capturar ou matar o líder terrorista pelos americanos, que queriam primazia nessa ação. A história diz que, em dezembro de 2001, durante as operações ao redor do complexo de cavernas em Tora Bora, um posto de observação do SBS (op) avistou um comboio não-afegãos dirigindo para a segurança de Parachinar, através da fronteira afegã-paquistanesa. A configuração do comboio fez a equipe do SBS suspeitar fortemente de que ele continha Osama bin Laden ou Mular Omar, líder do Talibã. De acordo com o rumor, o SBS pelo rádio enviou um relatório sobre o comboio na cadeia de comando e disseram que estavam em condições de assumir uma missão de ataque e, eventualmente, capturar ou matar Osama. A equipe do SBS recebeu ordens de esperar até que as Forças de Operações Especiais dos EUA, provavelmente soldados da Força Delta chegassem à área e reivindicar o prêmio para eles mesmos. Como a equipe britânica esperou a cavalaria a chegar, o comboio de Bin Laden deixou a área sem serem molestados.

Como é verdadeiro este boato é uma coisa que realmente talvez nunca seja conhecida. O que pode ser estabelecido, no entanto, é que o SBS, ao lado de Forças de Operações Especiais e das forças afegãs amigáveis, estavam envolvidos em uma tentativa de capturar vários líderes da Al Qaeda, inclusive o próprio Bin Laden, nas cavernas de Tora Bora. Algumas fontes sugerem certamente que Bin Laden estava na área naquele momento e conseguiu escapar.

Acredita-se que este seja "Dave".

Operadores do SBS em Tora Bora

Qala-i-Janghi

No sábado, dia 24 de novembro de 2002, uma manhã quente e de céu aberto, cerca de 300 soldados do Taleban que haviam escapado do bombardeio americano contra Cunduz - a última fortaleza da milícia na região norte do Afeganistão - depuseram suas armas no deserto, a alguns quilômetros ao norte de Mazar-i-Sharif. Eles se renderam ao General da Aliança do Norte Abdul Rashid Dostum, que anunciava que suas forças haviam chegado a uma "grande vitória" enquanto eram disparados 50 tiros simultâneos vindos de caminhões abertos. Membros afegãos do Taleban estariam livres para voltar à suas cidades, enquanto estrangeiros ficariam detidos até que fossem entregues à ONU. Dostum não revistou seus prisioneiros – um erro pelo qual ele viria a se lamentar profundamente. "Se nós tivéssemos feito revistas, não haveria conflito", ele disse na quarta-feira, enquanto examinava centenas de corpos desmembrados, apodrecidos e esmagados. "Ou pelo menos ele não teria sido tão ruim assim".

Os combatentes do Taleban, muitos dos quais são estrangeiros, foram transportados do campo de rendição para um local de detenção em Qala-i-Janghi, uma vasta fortaleza prisional do século 19 localizada a oeste de Mazar-i-Sharif, aonde Dostum acomodou seus cavalos. O comboio dos prisioneiros era obrigado a passar pelo centro da cidade; duas semanas antes, o Taleban controlava as ruas. Os prisioneiros agora eram arrancados de seus cobertores com olhos arregalados de pavor. O povo de Mazar-i-Sharif os encarava com um ódio incontestável.

A partir de então as coisas passaram a dar errado quase que instantaneamente. Postos em Qala-i-Jangi, os soldados do Taleban foram obrigados a exibir seus pertences. Um prisioneiro aguardou a aproximação do comandante da Aliança Nadir Ali e subitamente exibiu uma granada e a ativou, matando a si mesmo e ao comandante. Num ataque semelhante feito nesta mesma noite, um outro prisioneiro matou a si mesmo e ao comandante Saeed Asad, da etnia hazara. Os homens restantes foram levados a celas subterrâneas e se juntaram a outros combatentes do Taleban que já haviam sido capturados. Apesar dos ataques com granadas, a guarda feita pela Aliança não recebeu reforços.

Na manhã seguinte, domingo, dois oficias da CIA, membros de suas forças paramilitares, foram observar os prisioneiros em Qala-i-Jangi. Sua missão na fortaleza: identificar quaisquer integrantes da Al Qaeda entre os prisioneiros. Mas os americanos não realizaram entrevistas individuais - mais um erro. Ao invés disto, às 11h15 a dupla formada por Johnny Michael Spann,32 - um dos agentes da CIA que trabalha no Afeganistão desde o início da guerra, e por um outro agente, identificado por colegas apenas como "Dave" - foram levados a uma zona aberta fora das celas, juntamente com um grupo de prisioneiros. Segundo afirma uma equipe de uma televisão alemã, que mais tarde ficaria presa na fortaleza com Dave, Spann perguntou aos prisioneiros quem eram eles e por que eles se uniram ao Taleban. Eles se aglomeravam ao redor do agente. "Por que você está aqui?", Spann perguntou a um deles. "Para te matar", foi a resposta dada por um homem com o rosto colado na nuca de Spann. Spann sacou sua pistola e matou o homem. Dave atirou em outro homem e depois tomou uma AK-47 de um guarda da Aliança e abriu fogo. De acordo com relatos das testemunhas alemãs, os combatentes do Taleban se atiraram contra Spann com suas próprias mãos, e ele foi chutado e espancado. Spann matou ainda mais dois homens com sua pistola antes que desaparecesse no meio da aglomeração humana. Spann, que tinha uma esposa e três filhos no estado de Alabama, tornou-se o primeiro americano a morrer em combate no Afeganistão.

Os guerreiros do Taleban em seguida depuseram os guardas da Aliança e os mataram com suas próprias armas. Dave abateu outros três soldados do Taleban e em seguida correu na direção do prédio central, aonde dois funcionários da Cruz Vermelha haviam iniciado uma reunião com o diretor do presídio. "Ele entrou correndo e disse para que saíssemos dali", afirma Simon Brooks, um membro da Cruz Vermelha. "Ele estava muito assustado, e disse que havia 20 mortos da Aliança do Norte, e que o Taleban estava assumindo o controle da fortaleza". Enquanto Dave havia permanecido para tentar salvar Spann, os dois funcionários da Cruz Vermelha subiram no parapeito da fortaleza, esgueiraram-se pelo muro e desceram do outro lado. Enquanto isso, os tiros chamaram a atenção de duas equipes de televisão, que também correram para o local; ali elas encontraram Dave e se envolveram no tiroteio que viria a seguir.

A algumas centenas de metros ao sul, os soldados do Taleban libertaram seus camaradas presos. Três deles escaparam pela tubulação e passaram por debaixo do muro; todos eles foram abatidos por soldados da Aliança que cercavam a prisão. Os combatentes do Taleban, encurralados no bloco sudeste da prisão, arrombaram um armário aonde encontraram rifles AK-47, granadas, lançadores de foguetes, morteiros e munições. Soldados da Aliança se posicionaram do lado de fora do bloco, aonde havia ainda uma ponte levadiça, um jardim e a guarita. Outros combatentes se posicionaram frente ao muro norte e no telhado do prédio central. Uma feroz troca de tiros então teve início. Dois tanques da Aliança do Norte começaram a atirar contra a área do Taleban.

A tarde, duas pequenas peruas e dois jipes abertos repletos com armas automáticas estacionaram diante dos portões da prisão. Das peruas saíram nove soldados americanos das Operações Especiais com óculos escuros que recobriam todo o campo de visão, bonés de beisebol e rifles automáticos M-4. Dos jipes desceram seis soldados britânicos do SBS armados com rifles M-16 e calças jeans, jaquetas e o "pakul", o chapéu típico dos mujahidins afegãos. Os americanos e os ingleses rapidamente se reuniram com os líderes da Aliança. "Quero comunicações via satélite e JDAMS [munições guiadas]", disse o comandante americano. "Diga a eles que há seis ou sete prédios na ala sudoeste. Se eles entrarem ali, vamos matar todos esses filhos da p..."

Acredita-se que este seja "Dave".

Agente da CIA conhecido como "Dave", que esteve envolvido nos combates em Qala-i-Janghi.

Um americano barbado, com um boné da Harley-Davidson e óculos espelhados localizou Dave pelo rádio. "Droga... droga... ok.... Calma cara, nós vamos pegar você", ele disse. Em seguida ele desligou o rádio e disse ao seu comandante: "Mike is KIA (sigla em inglês que significa "morto em ação"). Eles tomaram as armas dele. Há um outro. Ele matou dois deles com sua pistola, mas está preso na ala norte sem arma nenhuma". Após uma breve discussão sobre táticas, Harley-Davidson voltou para seu rádio. E depois disse: "M... Deixe de frescura e entre lá". Apontando para o céu, ele disse ainda: "Diga aos caras para deixar de frescura e irem embora".

Do lado de fora, soldados da Aliança invadiam a área nordeste, pulando os muros e montando trincheiras. Os feridos foram retirados do local. A troca de fogos se estendeu por toda a tarde. Dois caças americanos começaram a circular pela área.

Do lado de dentro, o tradutor da Time, Nagidullah Quraishi, recebeu ordens para subir ao telhado e traduzir o diálogo entre os soldados ocidentais e seus aliados afegãos. O General da Aliança Majid Rozi informou aos americanos e aos britânicos que um prédio de um andar dentro da área dominada pelo Taleban deveria ser atingido, e os aviões estrangeiros miraram no alvo escolhido. "Fogo, Ranger", disse o operador de rádio americano que estava em contato com os aviões. "As coordenadas são: norte 3639984, leste 06658945, altura 1.299 pés". Em seguida ele disse a seus companheiros em terra.

"Quatro minutos". "Três minutos". "Dois minutos". "Trinta segundos". "Quinze segundos". E surgiu do céu um míssil que mais parecia uma flecha, mirando no alvo localizado a cem metros de distância e fazendo o som de um carro perdendo velocidade. Os observadores permaneciam imóveis. Comandantes e soldados da Aliança se agachavam ao lado da porta que conduzia ao telhado. O míssil foi lançado às 16h05. Por um segundo, no instante em que as ondas de som se irradiavam ao redor do alvo, os pulmões se esvaziaram. O som dos projéteis arranhava os ouvidos.

Em seguida, os soldados da Aliança aplaudiram. Um soldado americano recolheu um pedaço de metal caído no chão. "Um souvenir", ele disse, sorrindo. Seis outros ataques foram realizados antes que o comando do SBS restabelecesse contato com Dave, que ainda estava encurralado, juntamente com as equipes de televisão.

O soldado do SBS informou ao comandante da Aliança que após dois novos ataques, seus homens utilizariam todas as suas armas. "Nosso homem tentará achar espaço", disse o inglês. E então eles conversaram sobre Spann. "Pelo que entendi, ele já estava morto quando chegamos lá", disse um americano.

Operador das Forças Especiais britânicas no Afeganistão.

"Três minutos", disse o encarregado do SBS. "Dois minutos... 30 segundos". Todos se agachavam ao lado do muro. Um novo assobio de uma flecha branca desceu do céu, e surgiu um novo estrondo. "Mais um", disse o homem do SBS.

As equipes americanas e inglesas mantiveram suas posições ao longo da noite. Na Na segunda-feira a batalha era constante na cidade de Mazar-e-Sharif. No início da noite, Dave e os jornalistas escaparam pelo muro norte. "Ele acabou de subir o muro e seguiu para a cidade", explicaria mais tarde um soldado das forças especiais. "A primeira coisa que devemos fazer agora é tirar nosso homem de lá".

Na manhã de segunda-feira a Aliança conquistou um novo posto de comando na torre nordeste, acima daquilo que seria, segundo um comandante americano, "dez toneladas de munições, foguetes, morteiros e outras coisas". Um tanque foi conduzido até a torre. Do alto de seu posto no telhado, o comandante Mohammed Akbar lançou morteiros e fogos do tanque contra as posições do Taleban no sudoeste. "Excelente! No alvo!", ele gritava enquanto balas desferidas pelo Taleban cruzavam diante de seu nariz. E veio então o erro seguinte.

Por volta das 10h, outros quatro soldados das operações especiais e oito homens vindos da 10a. Divisão Montanhesa da Aliança do Norte estabeleceram posição a cerca de 300 metros, do lado de fora da prisão, a nordeste. Do lado de dentro, lançadores de bombas preparavam três novos ataques. Um piloto sobrevoava o local, e transmitia pelo rádio instruções aos lançadores, e sua voz era claramente audível nos aparelhos dos soldados que estavam do lado de fora da fortaleza. "Prestem atenção", ele disse aos soldados que estavam dentro do forte, "vocês estão muito, muito perto. Vocês estão a cerca de cem metros do alvo". "Acho que estamos perto demais", foi a resposta. E o piloto: "Estamos prontos para lançar". Lançador: "Roger". Lançador: "Temos novas coordenadas: norte 3639996, leste 06658866". Piloto: "Certo. Estou ouvindo". Lançador: "Mitch e Siberson estão a postos". "Dois minutos", finaliza o lançador.

Às 10:53h, o míssil foi lançado contra o muro norte, a pouco mais de dez metros do centro de comando da Aliança na torre nordeste. O ataque, muito mais potente do que os anteriores, lançou nuvens de poeira pelo ar. "Não, não!", gritava o comandante da Aliança Olim Razum a seus soldados. "É o lugar errado! Digam para parar!" um soldado das Operações Especiais olhou para a nuvem e gritou: "abaixem-se!" Após as nuvens terem se dissipado, uma cratera do tamanho de uma pequena piscina havia sido aberta no muro ao lado da torre nordeste. O tanque havia capotado e seu poder de fogo havia sido destruído. Soldados da Aliança ensanguentados e cobertos pela poeira desceram da fortaleza e começaram a andar pelos campos de algodão que cercavam o local. "Eles erraram o alvo", disse um soldado chamado Afiz, cujo sangue escorria de seus olhos e de seus ouvidos. "Não sei aonde estão os meus amigos". Debaixo do arco de entrada, soldados americanos e da SAS surgiam tossindo e cuspindo. "Temos um homem que perdeu a consciência, sem sangramento externo", ouviu-se no rádio. "Perdemos um homem", disse um soldado das Operações Especiais à Time. "Saiam daqui. Por favor".

Cenas dos fortes combates em Qala-i-Janghi.

Vinte minutos depois, os mortos e os feridos que podiam andar foram colocados em sete jipes e peruas que seguiram imediatamente rumo à base americana. Nove homens foram resgatados por helicópteros. Nik Mohammed, 24, um soldado da Aliança que estava na torre nordeste no momento do ataque, disse que ajudou a retirar dos escombros três soldados uniformizados, dos quais dois provavelmente estariam mortos. Na terça-feira o Pentágono disse que não houve baixas militares, mas que cinco soldados americanos foram seriamente feridos e levados ao Centro Médico Regional Landstuhl, na Alemanha. Quatro soldados britânicos também teriam sido feridos nestas últimas 22 horas, e um deles teria ferimentos graves, embora autoridades britânicas - que jamais comentam ações do SBS - não confirmam se eles foram feridos em Qala-i-Janghi. Do lado da Aliança, supostamente haveria 30 mortos e 50 feridos.

Às 16h50, um pequeno
grupo de soldados das Operações Especiais retornou. Dave estava com eles. Ele subiu até a torre nordeste para falar com o general da Aliança Rozi. "Se eu fosse você, ficaria aqui hoje à noite", disse um soldado americano à Time, enquanto ajustava seus óculos para enxergar no escuro. "Vai ser um espetáculo". O soldado utilizou o telefone via satélite do repórter para falar com sua esposa e dizer que ele talvez aparecesse no noticiário da noite - "Grave tudo, tá bom? Te amo". À meia-noite, um AC-130 americano começou a circular lentamente em Qala-e-Jangi. Passou cinco vezes pelo mesmo lugar, inundado a ponta sul da fortaleza com um fogo dourado. A seguir uma bola de fogo se ergueu da fortaleza e tomou conta da paisagem e invadiu o céu noturno. As explosões ressoaram noite adentro; a última explosão foi ouvida a mais de quinze quilômetros do local.

Na manhã seguinte, terça-feira, os soldados sobreviventes do Taleban começavam a ceder; Rozi avaliou que restavam 50 dos 600 soldados que estavam no forte, e que eles já não possuíam mais água ou munição. O único alimento que tinham era a carne de cavalo do estaleiro de Dostum. Um combatente que havia escapado durante a noite foi pego por moradores locais e enforcado numa árvore. As forças da Aliança estavam tão certas da vitória que numa das posições de frente, soldados fumaram um poderoso cigarro de haxixe. Outros pegaram biscoitos dos potes de alimento dos americanos. Às 10h, um grupo de dezessete soldados das operações especiais e do SBS voltaram ao portão de entrada. Harley-Davidson estava lá, juntamente com Dave, que agora vestia um shalwar kameez (o modelo tradicional afegão: calça e uma camiseta comprida) preto e trazia um rifle AK-47 nas mãos. Após conversar com Rozi, Dave disse a seu companheiro: "Vamos atacar estes caras com tudo. O general só disse para tomarmos cuidado com morteiros que eles talvez ainda tenham".

Às 10h50, soldados americanos e ingleses se posicionaram ao longo do parapeito da fortaleza Taleban, ao leste. "Você viu o show de ontem?", um deles perguntou à Time, sorrindo. "Nós vimos durante duas horas. Foi demais". Cerca de 100 soldados da Aliança escalaram a torre sudoeste e se deitaram ao lado dos muros, atirando contra os talebans que ficavam abaixo. Outros tomaram o controle da torre leste. Em pouco tempo, soldados feridos e mortos da Aliança eram conduzidos para fora. Um soldado americano correu para cumprimentar um colega do SBS que havia sentido a força máxima durante o ataque de segunda-feira. "Como está o seu ouvido hoje?", ele gritou. Pausa. "Eu disse: 'como está o seu ouvido?'"

Às 13h25, na torre sudoeste, o comandante Akbar avaliou que ainda restariam "um Taleban e meio". Abaixo da torre, centenas de homem mortos ou agonizantes. Dois morreram abraçados. Soldados da Aliança caminhavam cautelosamente entre os corpos. Alguns dos cadáveres tinham as mãos atadas, e os soldados da Aliança desatavam as cordas com tesouras. Às 14h10, Akbar decidiu que todos os combatentes do Taleban estavam mortos e desceu. Seu homem, agora inteiramente pasmo diante da braveza suicida do Taleban, foi forçado a partir para a ação mais bruta. Um soldado Taleban ferido, deitado no mato, foi despedaçado com tiros. Soldados da Aliança começaram a investigar os cadáveres, pegando armas e munições e procurando dinheiro, cigarros e canetas nos bolsos dos mortos. Um dos alvos prediletos eram os tênis novos do Taleban. Em poucos minutos, os combatentes da Aliança já haviam jogado fora seus sapatos e tirado os tênis dos pés gelados e cinzentos dos cadáveres dos talebans. O cheiro das carcaças ensangüentadas de trinta cavalos, com suas entranhas para fora, se misturava ao cheiro de pólvora. Todos os mortos eram, segundo os soldados da Aliança, "terroristas" e "estrangeiros perigosos". "Eu matei quatro tchetchenos, quatro", disse Mohammed Yasin, com orgulho. "Posso te mostrar os cadáveres". Explosões ocasionais faziam com que os homens da Aliança fugissem em disparada do local, saltando por cima dos cadáveres em busca de proteção.

Em um porão, cinco combatentes do Taleban ainda estavam vivos, mas cercados. Granadas haviam sido lançadas por janelas e em seguida o local recebeu tiros de AK-47. Como os soldados da Aliança temiam entrar nos estábulos, veio um tanque que esmagou os cadáveres antes de lançar tiros no local. Numa trincheira, um jovem combatente do Taleban, deitado ao seu lado, ainda respirava. Um soldado da Aliança atirou uma pedra em sua cabeça. Há poucos metros dali um livro de preces estava recoberto pelo sangue.

Mesmo no auge da batalha, os guerreiros podem ser racionais; poucos temem a morte. Mas os soldados do Taleban em Qala-e-Jangi realmente lutaram até a morte, e foram ainda mais longe. No corpo de Spann, recuperado por um esquadrão das Forças Especiais, uma armadilha havia sido deixada; era uma granada escondida sob o corpo de um combatente do Taleban, colocado acima do cadáver do americano. Na quinta-feira, os corpos removidos ainda lançavam fogos de combatentes do Taleban que de alguma maneira sobreviveram nos porões da fortaleza. No sábado os porões foram inundados; soldados da Aliança do Norte esperavam que surgissem cinco ou seis talebans sobreviventes. E na verdade até as 11h surgiram nada menos do que 86 prisioneiros imundos e famintos; eles comeram bananas, maçãs e romãs, e receberam roupas e sapatos. Três caminhões levaram embora os feridos. Um destes 86 sobreviventes disse aos soldados da Aliança que era americano. Este jovem de vinte anos, que havia sido ferido na perna, disse que viera de Washington. Ele não quis se identificar, mas afirmou que era um convertido ao Islã que fora obrigado a vir ao Afeganistão - após passar por uma madrassa no Paquistão - para auxiliar o Taleban a construir um governo islâmico perfeito.

A batalha estava finalmente encerrada. Havia terminado tal como começara: com uma rendição. E sua história continha uma lição brutal. A guerra contra o terrorismo, como se diz, é uma nova forma de guerra. Mas em Qala-e-Jangi, com o sangue dos cavalos e dos jovens misturados à poeira, a mais antiga forma imaginável de guerra parecia ter retornado de forma amarga e cruel.

No dia 21 de dezembro de 2001, A Real Marinha britânica, interceptou o navio MV Nisha. Os serviços de inteligência britânicos ficaram interessados nesse navio de carga que se aproximava  da costa inglesa, depois de ter recebido a denuncia de que esse navio poderia está transportando "material terrorista” junto com sua carga declarada de açúcar. a suspeita recaia sobre o transporte de antraz. Combinava com as suspeitas o fato de que a rota do navio era precedida por uma parada em Djibouti, perto de lugares suspeitos de abrigarem forças da Al-Qaeda como Somália e Iêmen. O cargueiro seguiu então para as ilhas Maurício, onde pegou um carregamento de açúcar para ser levado à Londres. Tudo isto fez com que uma operação de segurança sem precedentes fosse lançada.

A fragata Type 23, HMS Sutherland, interceptou o MV Nisha fora da costa de Sussex. Os operadores do SBS interceptaram o navio em quatro lanchas. Usando técnicas bem treinadas de contraterrorismo marítimo, as equipes de SBS abordaram o cargueiro. Os operadores do SBS tomaram rapidamente   a ponte e fizeram uma checagem do embarcação. A tripulação não fez reagiu e nenhum tiro foi disparado. O navio foi levado para um porto e uma inspeção mais completa foi realizada mais nada foi encontrado. mesmo assim a operação foi considerada um sucesso e foi uma demonstração clara de que a Grã-Bretanha tinham condições de responder prontamente a ameaças terroristas.

No dia 16 de abril de 2002, 5 operadores do SBS socorreram cerca de 150 Rangers que se viram cercados por uma força de 500 homens da Al-Qaeda e do Taliban. Os operadores responderam a um chamado de socorro um telefone por satélite. Eles escalaram uma montanha por trás dos terroristas na região de Sha-i-Kot, ao sul de Kabul, de onde lançaram um chuva de balas de metralhadoras e morteiro contra os inimigos. Por esse ato eles foram recomendados a Medalha de Honra do Congresso Americano.

É certo que os homens do SBS estão dando suporte a muitas operações dos Reais Fuzileiros Navais britânicos no Afeganistão em suas inúmeras operações para acabar com os focos de resistência do Taliban e da Al-Qaeda, além de participarem diretamente na caçada de seus líderes, o mulá Mohammed Omar e Osama bin Laden.

Com o início das operações no Iraque em 2003, houve uma divisão de tarefas entre o SAS e o SBS. Ficando o SBS assumindo maiores responsabilidades no Afeganistão e o 22 SAS sendo deslocado para assumir maiores missões no Iraque. Os americanos fizeram as mesma coisa, deixando os SEALs no Afeganistão e enviando a Força Delta para o Iraque.

O SBS também foi acionado para participar da invasão do Iraque em 2003 que levou a queda de Saddam Hussein. Os homens do SBS operaram ao lado do SAS, do SASR e das forças especiais americanas, junto as forças curdas no norte ou com as comunidades xiitas no sul do Iraque. No começo do conflito os homens do SBS foram envolvidos nos preparativos para um assalto anfíbio a Península de Al-Faw, próxima ao porto de Umm Qasr. Depois foram inseridas equipes no norte do Iraque para realizar missões de reconhecimento e sabotagem. Um destacamento de cerca de 40 homens do SBS foi lançado perto de Mosul de onde se dividiu em pequenos grupos para realizar as mais variadas missões.

Em 2003 uma patrulha móvel do SBS em Land Rover caiu em uma armadilha criada por seus guias/interpretes, quando estava em uma operação de caça contra membros da Fedayeen, força paramilitar de Saddam. No combate que se seguiu contra cerca de 300 iraquianos a coluna do SBS foi forçada a abandonar parte de seu equipamento, incluindo um Land Rover e um quatriciclo. Ex-SAS criticaram a atitude do SBS, criando um clima desagradável entre as duas unidades, mas tudo foi logo contornado. As dúvidas sobre a eficácia do SBS são infundadas pois o O SBS participou de mais operações de combate no Afeganistão do que o SAS e todas bem sucedidas.Por sua bravura até ago/2004 os membros do SBS receberam 24 condecorações por sua participação no Afeganistão 16 por seus serviços no Iraque.

Em 2004, durante os Jogos Olímpicos de Atenas, Grécia, membros do SBS do Esquadrão M foram convocados para darem treinamento e suporte as forças especiais navais da Grécia, conhecidas como Monada Yprovrixon Kastrofon, em contraterrorismo marítimo, tendo como foco a proteção do porto de Atenas. Ambas as unidades usam seleção e as técnicas de treinamento similar e, durante a guerra de golfo, os gregos trabalharam junto com os Ingleses na ajuda para reforçar o embargo da ONU contra Saddam. O SBS também foi usado na proteção do Queen Mary 2 - QM2, e de outros oito barcos que ficaram no porto para os jogos em Atenas.

Embora a segurança dos atletas britânicos nos Jogos Olímpicos de Atenas fosse de responsabilidade de policiais britânicos e das autoridades gregas, uma equipe de contra-terrorismo do SAS, ajudou o Exército helênico com uma estratégia contra-terrorista. Diversas situações com reféns foram examinadas e discutidas com as autoridades gregas.

Também em maio de 2004 dois operadores do SBS foram presos pela polícia da Espanha quando dirigiam uma camioneta com um barco Zodiac na traseira e caixas de equipamentos. Andrew Smith, 26, e Gordon Athey, 28, os dois operadores do SBS foram presos na costa de Malaga durante uma opeação secreta, não autorizada em território espanhol. Ficaram detidos por quatro horas. Como represália Espanha revelou a identidades dos dois e pouco depois os soltou. Sendo assim provavelmente os operadores não poderão mais operar no SBS e terão que voltar para os Royal Marines. A policia desconfiou dos dois pois aquele local da costa é usado por traficantes para trazerem drogas da África, usando lanchas infláveis. Confundidos como traficantes, mesmo depois de terem apresentado as duas identificações da OTAN, os dois foram presos. O governo britânico pediu desculpas, mas disse que não era necessária a revelação das identidades dos dois. As fontes da defesa disseram que era improvável que sua presença esteve relacionada a um exercício. As forças especiais britânicas testam rotineiramente rotas e de áreas em torno do mundo de onde os cidadãos britânicos puderam necessitar ser evacuado. A Marinha Real britânica desculpou-se da quebra de um acordo que impede que tropas britânicas movimentem equipamento militar para Gibraltar através da Espanha.

Em março de 2005, o comandante do SBS, Tenente-Coronel Richard van der Horst, 38 anos, morreu ao sair de um minissubmarino SVD de seis lugares (projetado pelos EUA para os US Navy SEALs) durante um grande exercício de assalto anfíbio da OTAN próximo de Narvik ao largo da costa norueguesa. Col van der Horst foi retirado da água e morreu mais tarde no hospital. Dr. Ian Calder, um especialista em acidentes de mergulho, descobriu que a causa da morte foi de líquido nos pulmões. Richard van der Horst participou do planejamento da operação de resgate em Serra Leoa de militares britânicos. O coronel nasceu em Devon e foi para a escola em Sherborne. Ele se formou em ciências biológicas na Universidade de Birmingham e seguiu seu pai Rupert, que comandou o SBS entre 1978-1980.

Em apoio ao grupo de batalha britânico, foi montado um assalto noturno em 2006 na vila de Sangin, no norte de Helmand, para capturar quatro principais comandantes locais do Talibã. Apoiado por duas Companhias de 100 homens do 3 Para, uma equipe combinada, formada por membros do 22 SAS, SBS e SFSG, capturaria os lideres talibãs, enquanto os pára-quedistas lhe dariam apoio de fogo.

Em 27 de julho de 2006 a força de assalto britânica após capturar os lideres inimigos foi exfiltrada em veículos Land Rovers, se dirigindo para um local assegurado por uma Força de Reação Rápida formada por 30 Gurkhas, armados inclusive com canhões de 105mm. Porém os britânicos e os gurkhas caíram numa emboscada armada por cerca de 70 talibãs. Por mais de uma hora foram alvos de um intenso tiroteio, em que o inimigo usou RPSg, e metralhadoras DShK. Os britânicos responderam com GPMGs, .50 M2s e Mk 19s montados em seus WMIK e Drv Land Rovers.

Em seu apoio foram realizados ataques aéreos de precisão com Harriers da RAF e helicópteros Apache Longbows do Exército britânico, que conseguiram quebrar os atacantes, e a força combinada as Forças Especiais/3 Paras/Gurkha foi exfiltrada finalmente. Infelizmente dois operadores do SFSG foram mortos durante a emboscada, e dos quatro Comandantes talibãs capturados, dois foram mortos no fogo cruzado, enquanto os outros dois conseguiram fugir durante o caos.

O SBS tem viu muita ação no Afeganistão em 2007. Com o 22 SAS destacado para a  Task Force Black no Iraque, o SBS focalizou as suas operações especiais no Afeganistão, principalmente no sul deste país. Em maio de 2007, O Esquadrão C, ajudou a secreta 'Task Force Orange' (uma altamente secreta unidade dos EUA de vigilância eletrônica, também chamada de Gray Fox, que na verdade é mais um dos nomes da Intelligence Support Activity-ISA)a capturar um dos homens mais importantes da liderança Taliban: Mullah Dadullah.

Sargento do SBS no Afeganistão.

 

Ele está usando um calçado civil e jaqueta Sasqutch, também civil, apropriada para o clima frio. Sua calça é militar, no padrão britânica para o deserto. Por cima da sua jaqueta ele está usando um colete tático modificado para uso no Ártico, com padrão de camuflagem para Europa. Sua arma é um fuzil automático Diemaco C8SFW 5.56x45mm com lançador de granadas de 40mm H&K AG-C. Apesar de não está visível certamente ele está portando um apistola SIG P226 9x19mm.

Dadullah, de 40 anos, era um líder afegã que lutou com os Mujahideen contra a ocupação soviética nos anos 1980. Durante aquela guerra ele perdeu uma perna. Como ajudante próximo de Mullah Omar, Dadullah subiu na hierarquia taliban. Mullah Dadullah era um alvo de alto valor e uma operação intricada foi posta em ação para  achá-lo e o neutralizá-lo. O chefe militar talibã tinha fama de sanguinário e de não fazer prisioneiros, tendo ordenado a decapitação de reféns. Nos anos 90, quando esteve no poder, liderou uma campanha genocida contra os Hazara, no centro do Afeganistão.

Em março de  2007, uma controversa  troca de prisioneiro aconteceu. Um repórter italiano, Daniele Mastrogiacomo, junto com os seus guias afegãos, tinha sido levado refém pelo Taliban. Em uma ação fortemente criticada, as autoridades de Kabul, aceitaram o pedido de Dadullah de que fossem libertos dois líderes talibans (talibãs (incluindo Mullah Shah Mansoor, o irmão de Dadullah) em troca do retorno seguro do repórter e seus ajudantes.

O que parecia para o mundo uma demonstração de fraqueza diante da pressão dos terroristas, se revelou um arguto estratagema militar. Acontece que a Task Force Orange (TF-Orange), pôde localizar o paradeiro dos chefes talibans após a sua libertação. Acreditasse que de alguma maneira eles foram "grampeados" com localizadores em seus corpos. Também foi informado que um satélite realizou o monitoramento das conversações telefônicas entre os talibans libertados e Dadullah e por isso foram todos localizados. Em maio, a TF-Orange tinha definido o local onde estava Dadullah: Bahram Chah, no sul da província de Helmand, perto da fronteira com o Paquistão. Uns 50 operadores do Esquadrão C do SBS foram enviados para invadir o lugar onde estava Dadullah.

Um elemento de reconhecimento chegou à área em um Supercat 6x6 offroad. A equipe de reconhecimento do SBS determinou que um ataque aéreo contra o esconderijo de Dadullah não garantiria que ele seria forçado a sair. Foi decidido então que o Esquadrão C teria que entrar e terminar o trabalho a pé. No dia 12 de maio de 2007 o resto do Esquadrão C, junto com um grupo de soldados afegãos, foi transportado em 2 Chinooks CH-47 da RAF e inserido na área, sendo recebidos pelo fogo dos talibans. Uma vez em terra os homens do SBS se puseram ao ataque, com um avanço clássico de infantaria, um grupo dando apoio de fogo a outro grupo que avançava e vice-versa. Os defensores talibans eram apenas 20, mas eram fanáticos e fortemente armados com  rifles, metralhadoras e RPGs. Depois de quatro horas de combate o SBS conseguiu limpar a área,   sofrendo apenas 4 feridos. Durante o ataque Dadullah foi morto com duas balas no torso e uma na cabeça, num típico  'dobrar-torneira', favorito das forças especiais.

Também no Afeganistão dois soldados italianos, possivelmente trabalhando em operações de inteligência, foram dados como desaparecidos depois de vários dias de ausência. Acreditava-se que eles tinham sido capturado pela milícia Taliban. Na verdade eles foram traídos pelo seu motorista, que os entregou em uma emboscada do Taliban perto da cidade de Shindand, na província de Herat, na fronteira com o Irã.

Uma operação de resgate foi colocada em execução, quando a coleta de inteligência determinou o local de cativeiro dos italianos: Na província de Farah, no Afeganistão Ocidental.

Uma força de comandos do
Esquadrão de C do SBS, encarregada do resgate foi transportada em quatro helicópteros Lynx Mk7, que transportavam 20 commandos do SBS. Dois snipers do SBS, que estavam armados com rifles jumbo de .5 polegadas atiraram nos motores dos dois jipes 4x4 que estava transportado os reféns. Os veículos foram incapacitados, e os dois helicópteros colocaram 16 comandos dos SBS no chão para impedir que os seqüestradores matassem os italianos. Os 2 reféns italianos e um interprete foram recuperados, embora com danos sérios e levados para um helicóptero Medivac que pousou perto dos veículos. Os nove seqüestradores do Taliban foram mortos.

Algumas fontes informaram que forças italianas foram envolvidas na operação.. Especulasse que os italiano podem ter localizado os seqüestradores e os reféns, os mantendo debaixo de vigilância até a que  operação de resgate foi lançada. Outras fontes também disseram que helicópteros de transporte Chinook CH-47 da RAF e
helicópteros de ataque Mangusta italianos também foram envolvidos na operação de resgate.

helicópteros de ataque Mangusta do Exército italiano

Em Fevereiro de 2008, o SBS montou uma emboscada contra Mullah Abdul Matin, quando este e vários de seus companheiros atravessavam a Província de Helmand, perto de Gereshk. Matin era um Alvo de Alto Valor -  High Value Target (HVT), para os britânicos, ele era um chefe adjunto de Mullah Omar, e tinha planejado vários atentados suicidas contra comboios britânicos, matando dois militares britânicos e ferindo uma dezena de outros nos últimos 18 meses, além de estar por trás do assassinato de dezenas de civis afegãos. Além disso, Matin tinha ligações com o comércio de drogas e fornecia segurança para os traficantes. A ação se deu quando homens do SBS a bordo de um helicóptero, pousaram e bloquearam o caminho do comboio Taliban, provocando um feroz, porém curto tiroteio, no qual Matin e seus colaboradores foram mortos, entre ele o seu importante tenente Mullah Karim Agha.

Em 9 de abril de 2008, o SBS recebeu a missão de recuperar um Reaper UAV (unmanned aerial vehicle) espião que caiu no Afeganistão. A missão era de alta prioridade, pois os componentes sensíveis do UAV como sendores e computadores de bordo podiam cair nas mãos dos Talibans ou da AL-Qaeda. Os homens do SBS retiraram os componentes secretos do UAV, saindo em seguida do local, antes que um caça Harrier da RAF bombardeasse os destroços restantes. O Reaper era operado pela RAF, mas apesar da RAF ter um esquadrão de campo na área, a missão foi dada ao SBS. O avião espião valia cerca de £10 milhões.

Em julho de 2008, o Special Boat Service (SBS) esteve também envolvido em uma operação para capturar um proeminente líder Talibã no Afeganistão: Mullah Bishmullah. A operação aconteceu na cidade de Now Zad, no Norte da Província de Helmand. Bishmullah era o responsável por muitos ataques contra forças britânicas na província e foi detectado por um UAV Reaper que sobrevoava Now Zad. A equipe do SBS foi rapidamente transportada por helicóptero para a, para capturá-lo. Um intenso tiroteio se irrompeu contra Bishmullah e seus guarda-costas. Bishmullah acabou sendo morto no confronto.

Em setembro de 2009 foi realizada uma operação pelas forças especiais britânicas que libertou um jornalista britânico detido pelos talibãs. Um soldado britânico, um pára-quedista participante do SFSG e um segundo refém, um intérprete afegão, foram mortos durante o ataque antes do amanhecer em um composto Taliban. O jornalista Stephen Farrell do New York Times, e seu tradutor, Sultan Munadi estavam presos pelos talibãs. Eles após o seqüestro foram transferidos para um composto perto da cidade de Kunduz. O ataque foi realizado por hoens do SBS apoiados pelo SFSG e por forças especiais afegãs. O apoio da aviação estava na forma de um número de helicópteros operados pelo 160 SOAR do US Army, que é uma unidade de operações especiais norte-americana. Como o ataque os talibãs fugiram dos edifícios e um tiroteio se seguiu entre eles e a força de resgate. Durante a batalha campal, Munadi foi morto a tiros. O Corporal John Harrison, que era uma pára-quedista servindo no SFSG também foi morto durante a operação. Um número de talibãs e civis também morreram. Farrel foi extraído com segurança e posteriormente enviado para a embaixada britânica em Cabul.

Infelizmente em Novembro de 2009 uma missão para resgatar um casal de britânicos detidos por piratas somalis falhou quando a equipe do SBS chegou demasiado tarde ao local. O casal, Paul e Rachel Chandler, foram seqüestrados a bordo de seu iate no Oceano Índico por piratas somalis operando a partir de pequenas embarcações. Uma força naval multinacional estava na região, operando mais ao norte, no Golfo do Aden.

Dias depois do seqüestro, navio da Royal Fleet Auxiliary Wave Knight foi enviado para o sul para evitar que um navio-mãe pirata, o Kota Wajar, se encontrasse com os piratas que estavam com os Chandlers a bordo do iate britânico capturado. O Wave Knight não só estava armado com vários canhões e metralhadoras, como estava carregando um grupo do Fleet Protection Group Royal Marines e um helicóptero Merlin.

Piratas somalis se preparam para mais um incursão no mar a bordo de uma lancha. O AK-47 é a sua principal armas

O Wave Knight encontrou o Kota Wajar. Os homens do FPG estavam prontos para lançar um ataque e tomar o Kota Wajar mas a ordem nunca veio. Em vez disso os reais fuzileiros navais assistiram, frustrados, o navio-mãe pirata atingir o iate dos Chandler e levando os reféns e piratas a bordo. Em meio a tudo isso havia um plano de levar 20 homens do Esquadrão M do SBS em um C-130 da RAF que saltariam de pára-quedas no mar no Golfo de Aden e seriam levados para o HMS Cumberland. Uma vez a bordo do navio de guerra, os homens do SBS, então, seriam capaz de lançar uma operação de resgate. Infelizmente, o HMS Cumberland e o SBS chegaram várias horas depois que os Chandlers tinham sido transferidos e o navio-mãe dos piratas tinha deixado a cena. Pensa-se que os Chandlers foram entretanto retirados do Kota Wajar e enviados para um lugar secreto em algum lugar na Somália. Os piratas estão exigiram um resgate de milhões de dólares para o retorno seguro do casal britânico. O casal foi libertado em 14 de novembro de 2010, depois de ser pago um resgate de £ 600.000.

O primeiro envolvimento significativo das forças especiais britânicas no interior da Líbia em 2011 durante a agitação da guerra civil naquela país foi uma missão de resgate montada duas semanas depois que os rebeldes passaram a atacar Kadhafi. Em 3 de Março, aviões C-130 da Royal Air Force foram enviados para uma pista de pouso no deserto em Zilla no sul do país para resgatar os trabalhadores estrangeiros da industria do petróleo. Muitos deles tinham sido ameaçados por pistoleiros e bandidos. Esta ponte aérea conseguiu resgatar cerca de 150 estrangeiros, incluindo uns 20 britânicos, para o aeroporto de Valletta em Malta, apesar de uma das aeronaves ter sido atingida por fogo do chão pouco depois de decolar, a missão foi um sucesso. Cerca de 20 homens do Esquadrão C do Special Boat Service (SBS), ajudaram a garantir a zona de pouso. Foi uma intervenção de curto prazo e muito discreta que salvou os trabalhadores do risco de seqüestro ou assassinato, ou até mesmo serem usados como escudos humanos.

 

Em Julho de 2011 homens do SBS realizaram operações secretas ao longo da costa da Somália como parte das operações de combate à pirataria. Ao longo de um período de 8 semanas, o SBS reuniu inteligência em um número de portos suspeitos de atividades pirata.

 

A imprensa britânica falou em 2012 da disponibilidade do SBS para proteger os Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. Com as competições Olímpicas e Paraolimpicas à vela foram realizadas na Baía de Weymouth e Portland Harbour, havia temores de que terroristas pudessem tentar um ataque contra os atletas ou espectadores. O SBS manteve um esquadrão Maritime Counter Terrorism (MCT) em estado de alerta em todos os momentos, e preparado para agir em uma série de cenários, incluindo ataques suicidas com jet skis.

 

Em maio de 2011, o engenheiro britânico Christopher McManus e seu colega italiano, Franco Lamolinara, foram raptados no seu apartamento em Birnin Kebbi por elementos do Boko Haram, um grupo terrorista islâmico com ligações à Al Qaeda. A inteligência nigeriana eventualmente identificou a localização, que era um composto do grupo terrorista na cidade de Sokoto, onde acreditava-se que os dois reféns estavam sendo mantidos. Ativos da inteligência britânica, incluindo homens do GCHQ e aviões de vigilância, começaram a monitorar o composto. Um contingente com 40 homens das forças especiais britânicas (UKSF), com um componente central formado por comandos do SBS, provavelmente apoiado por elementos da inteligência e sinais, tinha entrado no país. O grupo de trabalho das forças especiais estabeleceu a sua sede na embaixada britânica na capital nigeriana, Lagos. O grupo de trabalho começou os preparativos para uma eventual operação de resgate.

 

Em março de 2012, uma força conjunta de tropas nigerianas e de homens do SBS tentaram resgatar dois reféns ocidentais seqüestrados por islâmicos radicais na cidade nigeriana de Sokoto. Infelizmente, ambos os reféns, um cidadão britânico e um italiano, foram mortos por seus captores durante a operação. O  grupo tarefa das UKSF recebeu informações que indicavam que os terroristas estavam prestes a mover os reféns, possivelmente com a intenção de matá-los. O comandante do SBS no terreno em Lagos passou esta informação até a cadeia de comando para o Diretor das Forças Especiais, que por sua vez informou o COBRA, o comitê de emergência do gabinete, chefiado pelo Primeiro-Ministro. Acreditando que a janela de oportunidade em que o lançamento de um resgate bem sucedido estava se encerrando, o SBS recebeu o aval para ir em frente numa missão de resgate. Como a ameaça de morte se mostrava iminente para os refens, o SBS foi forçado a realizar o seu plano de "ação imediata". Tal plano é chamado em caso de emergência, e normalmente é acionado quando os terroristas começam a executar os reféns. Em tais cenários, a equipe contraterrorismo tem normalmente que apenas chegar ao local e tem pouco tempo para construir um quadro de informações ou para ensaiar a operação. Em tal cenário, a equipe de assalto está indo no escuro, não necessariamente sabendo exatamente onde os reféns estão sendo mantidos, qual oposição esperar ou o que eles podem ter como obstáculos para superar.

Foi relatado que o SBS aproximou-se da construção alvo em Sokoto em caminhões. Outros relatórios indicam que os homens do SBS chegaram em helicópteros, enquanto as forças nigerianas chegaram em veículos e criaram um cordão de isolamento ao redor do prédio alvo. A força de assalto consistia de cerca de 8 homens do SBS, apoiados por uma série de Royal Marines Commandos - possivelmente do SFSG.

Quando o SBS começou a invadir o composto terrorista, um tiroteio se seguiu, resultando na morte de vários dos seqüestradores. Quando a equipe do SBS, eventualmente, abriu o seu caminho no interior dos edifícios lutando, eles descobriram que eles estavam muito atrasados ​​- os reféns haviam sido mortos por seus captores. Ainda não está claro exatamente quando os reféns foram mortos, se foi antes ou durante a operação do SBS.

 

O Daily Star afirmou em 2015 que o SBS enviou seus operadores para se juntarem a outros elementos da Marinha Real que operam na região do Mediterrâneo como parte de um esforço internacional para responder a crise do tráfico de pessoas. Forças especiais da França e da Itália também estavam realizando operações contra as redes de traficantes que tentam passar ilegalmente - por vezes com resultados mortais - milhares de pessoas em todo o Mediterrâneo para o sul da Europa. Segundo informações o papel do SBS é inclui a tomada de contrabandistas em custódia, pela força se necessário. Outro papel pode incluir a realização de ataques secretos contra os navios dos contrabandistas enquanto eles ainda estão ancorados na costa africana. O jornal especula que o Esquadrão Z, o elemento do SBS especializado em ataques com submarinos, pode se infiltrar em seus alvos usando minisubmarinos. Uma vez no navio-alvo, os mergulhadores do SBS podem anexar minas magnéticas ou outros engenhos explosivos no casco antes de se retirarem sem ser detectados.

 

Em abril de 2015 forças especiais britânicas, incluindo o SBS, realizaram uma incursão sobre as Falklands para testar a segurança da guarnição em meio a temores de que a Argentina poderia enviar comandos para uma das 700 pequenas ilhas, em uma tentativa de reivindicar soberania. Mais de 20 soldados participaram da missão, planejada por oficiais superiores no QG de operações conjuntas em Northwood, no oeste de Londres. Pousando nas Falklands  ocidentais e divididos em cinco equipes de quatro homens, a cada grupo foi atribuído um alvo e eles tiveram que "deixar um cartão de visitas" no local para provar que missão tinha sido bem sucedido. As tropas conseguiram passar por duas ilhas, sem serem notados, bem como por uma torre de controle de tráfego aéreo e por um deposito de suprimento militar. Fontes militares revelaram que o exercício aconteceu quatro meses antes de ser anunciado pela imprensa e exercícios como esses tem sido desenvolvidos nos últimos anos. O ataque simulado faz parte de um cenário de um exercício muito maior chamado Falklands  Forum, quando toda a guarnição é testada em sua capacidade de reagir a uma ação hostil. Exercícios semelhantes são realizados na base de Faslane, base dos submarinos nucleares da Marinha Real, onde, a cada ano, as Forças Especiais desempenham o papel de terroristas e tentam invadir a base. Outros sítios nucleares altamente restritos na Grã-Bretanha, incluindo Aldermaston, são testados de forma semelhante.
 

ORGANIZAÇÃO:

Um dos esquadrões do SBS está encarregado de operar as lanchas rápidas e

outras embarcações que podem ser usadas durante as operações especiais.

Antes de sua reorganização em 1987, o então Esquadrão Especial de Barco era formado por aproximadamente 150 homens, com aproximadamente 50 reservistas. De acordo com uma declaração do Ministério da Defesa britânico, na estrutura da força há quatro esquadrões no Serviço Especial de Barco. Presumivelmente um é formado por reservistas. Dos três esquadrões da ativa um é responsável pelas operações com mergulhadores e canoeiros, um é responsável por pequenas embarcações e projetos de mini-submarinos e o terceiro é responsável pela luta anti-terror.

 

Esta é a especialização de cada esquadrão do SBS:

Esquadrão C – Especialista em infiltrações secretas usado canoas de 2 operadores.

Esquadrão M – Especialista em contraterrorismo marítimo e embarcações de assaltos (como barcos infláveis e rígido-infláveis). Consiste nas tropas Preta, Ouro e Roxa. a tropas Preta é especializada em operações antiterroristas usando helicópteros.

Esquadrão S – Focado no uso de mini-submarinos e em veículos de transporte de mergulhadores.

Esquadrão SBS(R) – Homens com experiência militar precedente ou que serviram por dois anos na Reserva do Royal Marines podem fazer um curso especializado e ganhar a qualificação do Specialist Qualification of Swimmer Canoeist. Este esquadrão fornece operadores individuais pra servirem no SBS regular.

Cada tropa operacional tem cerca de  dezesseis homens pelo menos no papel tradicional de nadadores-canoistas, que podem se dividir em oito pares por canoa, quatro patrulhas de quatro homens ou duas equipes em barcos pequenos.

As embarcações do 539 Esquadrão de Assalto dos RM, assim como os vários  artefatos de desembarque usados por este e outros esquadrões, fornecem uma sustentação adicional. O apoio de aéreo dos esquadrões navais com seus helicópteros Sea King e também da RAF que usa aeronaves C-130 Hercules e helicópteros CH-47 Chinook.

Operadores do SBS se preparando para entrarem em CH-47 da RAF para treinamento com caiaques

MISSÕES:

Unidade especial de operações marítimas, especializando-se em coletas de informações, observação, ataques subaquáticos, reconhecimento litorâneo e sabotagem como unidade contra-terrorista marítima e  unidade especial de operações de propósitos gerais. Suas missões são comparáveis a grosso modo as missões realizadas pelo braços navais do SAS britânico (que possui uma unidade semelhante ao SBS) e do Spetsnaz Naval russo e das unidades especiais da marinha americana, os SEALS.

Antigamente existia uma distinção bem clara sobre as responsabilidade entre o SAS e o SBS. O SAS se encarregava de operações mais profundas dentro do território inimigo, incluindo o treinamento de forças locais e o SBS tinha como responsabilidade as operações contra embarcações e instalações navais, reconhecimento de potenciais praias de desembarque e de atividades inimigas na costa.

Operadores do SBS lutando contra as ondas

Porém hoje com uma maior participação do SBS na luta contra o terror, inclusive operando nas áreas montanhosas do Afeganistão, bem no interior do país e longe do mar, essa distinção sumiu, pois a unidade não é mais apenas uma secretíssima unidade de coleta de inteligência naval, que prover a segurança das instalações de petróleo e gás ao largo do litoral britânico, e dá suporte as operações navais da OTAN, mas também é uma agressiva unidade antiterror que opera lado a lado com o SAS.

 

SELEÇÃO E TREINAMENTO

Tradicionalmente, os nadadores-canoeiros do SBS evitam publicidade e se negam a revelar a natureza de suas operações clandestinas. Sabe-se, entretanto, que os homens do SBS são treinados nas várias técnicas de coleta de informações e em planejamento e execução de ataques altamente destrutivos, por trás das linhas inimigas. Entrar para o SBS não é uma empreitada fácil. 

 

Antigamente os candidatos deviam fazer parte do Royal Marine Commando, com pelo menos três anos de serviço. Mas hoje com o SBS passando para a subordinação do UKSF, qualquer militar das três armas pode ser candidatos ao SBS. Para que um homem se  qualifique como um operador do SBS ele deve passar por um período de treinamento extremamente  rigoroso e exigente. Os candidatos a membro do SBS (que podem ser graduados ou oficiais) devem apresentar inteligência acima da média, para operar com equipamento eletrônico complexo, além de compilar relatórios detalhados e precisos de maneira factual e extremamente séria. 

 

As habilidades intelectuais ganham também importância crucial para o eficiente reconhecimento de praias. Durante tais operações, espera-se que as equipes identifiquem os pontos de desembarque adequados, recolham amostras de areia para testes de sustentação de peso e determinem a topografia das praias. Todas essas atividades devem ocorrer bem debaixo do nariz do inimigo e sem deixar nenhuma espécie de pista. Os nadadores-canoeiros são treinados para sentirem-se à vontade tanto debaixo da água quanto na superfície, pois a maior parte de suas atividades envolve viagens clandestinas dentro do território inimigo. Recebem, além disso, instruções severas para nunca deixar para trás um companheiro ferido, que poderia, sob pressão, revelar detalhes. 

 

As equipes são infiltradas por diversos métodos: pela superfície da água, com o emprego de botes infláveis Gemini ou canoas Klepper, de dois lugares; também se utilizam submarinos ou saltos de pára-quedas no mar. Os recrutas devem ser capazes de manejar todos os tipos de meio de transporte, sob as mais diversas condições, além de remar seus barcos por grandes distâncias. Outra atividade essencial para todos os membros do SBS é o mergulho. Em seus exercícios iniciais os homens treinam com ar comprimido, depois passam a utilizar tangues de oxigênio, bem mais volumosos.

 

Os mergulhadores aprendem a entrar e sair de um submarino submerso e a operar debaixo da água por longos períodos de tempo. A natação subaquática permite também que as equipes do SBS executem operações de sabotagem, colocando minas magnéticas sob o casco de embarcações inimigas. Elas possuem dispositivos de retardo, de modo que a explosão ocorra quando os sabotadores já estão em segurança. No tocante às armas portáteis, os homens aprendem todas as minúcias do uso de submetralhadoras, como a Ingram, americana, e a Heckler & Koch MP5, alemã, e outros equipamentos não utilizados regularmente pêlos Comandos de Fuzileiros. É dada atenção especial ao desenvolvimento das habilidades de atirador de elite.  

 

Se o recruta não for um pára-quedista muito bem treinado, é enviado para fazer um curso especializado e receber suas "asas". Também recebem instruções sobre procedimentos para se encontrarem com submarinos no mar. Depois de libertar-se de seu pára-quedas a poucos metros acima da água, o recruta tem de esperar pela embarcação. Existem diversas técnicas para que um submarino localize o nadador e se aproxime dele. A mais simples e à prova de falhas é o "bongie": um tubo de 15 cm de comprimento, contendo uma grande esfera de rolamento, que, quando virado para baixo, produz debaixo da água um eco característico. Sob a água, esse som pode ser detectado pelo sonar do submarino ou por outros sistemas de detecção de som. 

 

Devido à intensidade do treinamento no SC3, os recrutas aprendem a passar com pouco tempo de sono. O dia, para eles, começa às 5h30 e vinte minutos depois já estão no ginásio, prontos para uma hora de exercícios físicos. Freqüentemente eles só completam as atividades à 1 h da madrugada, o que lhes dá apenas quatro horas e meia de sono. Nenhum detalhe do número de homens que "sobrevive" a esse rigorossíssimo regime é divulgado, mas durante a década de 50 apenas 20% dos candidatos ingressavam efetivamente no SBS.  

 

Vejas as etapas do treinamento dos candidatos a operador do SBS:

Boating Week:

 - Passar por uma prova de preparação de combate.

 - Passar na prova de nado, que exige fazer 600m em 15 minutos, 50m vestido com uniforme de combate, armamento e estojo, e 25m subaquático.

 - Mostrar aptidão com canoas.

Diving Week:

Completar uma série de mergulhos, com o objetivo de mostrar confiança e uma boa disposição para mergulhar. Se bem-sucedidos os homens irão participar de um curso de seleção em conjunto do SAS/SBS:

1 - A fase das encostas de Brecon Beacons, País de Gales, um dos locais de treinamento do SAS. (3 semanas): Navegação terrestre, com equipamento completo, esta fase termina com um dificílimo teste de resistência, a 'Long Drag', que é uma marcha de 64 km em 20 horas, carregando uma mochila de 20 kg. A maioria dos candidatos desistem nesta fase.

2 - O treinamento de Pré-selva (2 semanas): trabalhasse as patrulhas de quatro homens.

3 - O Treinamento de selva em Brunei (6 semanas).

4 - Semana do Oficial/treinamento de sinais (comunicações) (1 semana).

5 - Treinamento com armas de suporte (1 semana).

6 - O Curso de instrução de combate e sobrevivência do Exército (2 semanas): Sobrevivência, fuga e evasão, resistência, treinamento para suportar interrogatórios.

7 - A próxima fase acontece em Hereford, quartel-general do SAS:

8 - Treinamento em demolições (2 semanas).

9 - Treinamento em postos de observação (1 semana).  

10 - O Curso de CQB - Close Quarter Battle (Combate em Ambientes fechados) (2 semanas).  

11 - Cursos individuais de habilidades (8 semanas): durante esta fase os homens farão treinamentos em demolições. Os oficiais recebem treinamento em línguas e fazem o Curso de Comandante de Forças Especiais. 

12 - Curso de pára-quedismo em linha estática (3 semanas) - para aqueles que ainda não são qualificados como pára-quedistas. 

Após sua aprovação,  o operador classificado como SC3, prestará serviços no SBS por alguns anos, e depois desse período poderá ser transferido para um estágio numa outra unidade de comandos. Esse sistema tem suas vantagens: os Fuzileiros não desejam que o SBS se torne uma unidade secreta no interior da unidade maior, e esse procedimento garante que alguns homens de suas fileiras estejam completamente familiarizados com as necessidades e métodos especializados das equipes de canoeiros. Freqüentemente os melhores elementos voltam ao esquadrão durante seu período de serviço com os Fuzileiros, para fazer outros cursos e obter melhores qualificações. Naturalmente o treinamento nunca cessa. 

O SBS usa o uniforme padrão dos fuzileiros navais britânicos e a boina verde de "comando". Em trajes de desfile ou de caserna, as indicações de que um soldado pertence ao SBS são o distintivo de pára-quedista dos fuzileiros navais, no ombro direito, e o de canoeiro-mergulhador, no antebraço direito. O primeiro são as asas características e o último, a inscrição "SC" (Swimmer/Canoeist) com uma cruz acima e folhas de louro dos lados. Os oficiais do SBS usam as asas, mas não apresentam o distintivo de canoeiros (embora sejam qualificados para tanto, pois passaram pelo curso).

 

Os homens do SBS podem ir para mais treinamento em medicina de combate, comunicações, operações de contra-terrorismo, línguas estrangeiras, guia de SDV e muitas outras habilidades. Também são realizados muitos exercícios nações aliadas, especialmente com unidades afins, como os  US Navy SEALS e os SBS Holandês. Na verdade, existem duas classificações mais elevadas que a SC3, ou seja, a SC2 e a SC1, que requerem provas ainda mais rigorosas. Durante esses cursos, os homens podem aprender uma língua estrangeira, enquanto outros são instruídos sobre guerra no Ártico. Os oficiais do SBS não são obrigados a deixar a unidade depois de um período determinado, como ocorre no SAS. Como acontece em algumas outras forças especiais, geralmente são convidados a sair se desejam promoção além de um certo posto.

 

Os homens do SBS devem está preparados para todos os rigores climáticos,

especialmente os de clima ártico.

 

Os treinamento no SBS são bem duros e realistas, como prova disto temos a morte do comandante da unidade em março de 2005 durante um exercício da OTAN. O Tenente coronel Richard Van Der Horst, 38 anos, era um oficial dedicado a sua unidade. Entrou no SBS em 1991 não participou da primeira guerra do golfo, mas operou no norte do Iraque em missões de policiamento no Kurdistão. Participou também da operação de resgate de soldados britânicos em Serra Leoa em 2000, a Operação Barras, em parceria com o Regimento de Pára-quedistas britânico e o 22 SAS. Ele foi condecorado com uma OBE por seus serviços na segunda guerra de golfo em 2003, quando o SBS ajudou a impedir que as forças de Saddam Hussein destruíssem as instalações de petróleo no sul do Iraque. Durante o exercício Battle Griffin, na Noruega, Van Der Horst liderava uma equipe de mergulhadores perto da base naval de Olavsvern, dentro do círculo ártico, próximo de Tromso. Ele não precisava como comandante do SBS participar deste desta missão, mas ele gostava de estar perto de seus homens. Os mergulhadores eram conduzidos por um SDV, um minisubmarino, projetado para o US Navy Seals tinha piloto, navegador e quatro mergulhadores. Houve problemas no equipamento de oxigênio do comandante do SBS e ele foi levado para o hospital inconsciente. Morreu alguns dias depois no hospital. O exercício Battle Griffin, envolveu 14.000, e tinha por objetivo treinar a retomada de equipamentos e navios petroleiros das mãos de terroristas.

 

UNIFORMES:
O SBS usa o uniforme padrão dos fuzileiros navais britânicos e a boina verde de "Commando". Em trajes de desfile ou de
caserna, as indicações de que um soldado pertence ao SBS são o distintivo de pára-quedista dos fuzileiros navais, no ombro direito, e o de canoeiro-mergulhador, no antebraço direito. O primeiro são as asas características e o último, a inscrição "SC" (Swimmer/Canoeist) com uma cruz acima e folhas de louro dos lados. Os oficiais do SBS usam as asas, mas não apresentam o distintivo de canoeiros (embora sejam qualificados para tanto, pois passaram pelo curso).  

Nos últimos anos o SBS passou de quase 100 operadores para cerca de 250, deixou de está debaixo do Comando dos Royal Marines para o UKSF (United Kingdon Special Forces), e trocaram 'Not By Strength By Guile', o antigo slogan do SBS que o acompanhou por muitos anos pelo novo 'By Strength And Guile', mais compatível com suas missões de assalto, bem diferentes de suas missões de reconhecimento e recolhimento de inteligência de antigamente. Apesar de não estarem mais debaixo dos Royal Marines os operadores do SBS usam ainda as boinas verdes do fuzileiros navais, mas com o seu novo emblema, aprovado pela Rainha.

 

 

O distintivo do nadador/canoeiro (swimmer/canoeist)

 

ARMAMENTOS E EQUIPAMENTOS:
As patrulhas de meia seção do SBS, formadas por quatro homens, encontram-se geralmente munidas com o fuzis M-16 ou M-4 norte-americanos ou  submetralhadora da série MP5 com silenciado. Outras armas que podem ser usadas como lançadores de granadas,  o fuzil HK53 que foi visto em uso no Timor Leste, o fuzil para tiro de escol L96 A1, armas antitanque, morteiros, pistolas de 9mm, etc. Entre os equipamentos de patrulha encontram-se explosivos plásticos, assinaladores laser transmissores-interferidores. 

As patrulhas de reconhecimento do SBS costumam carregar pouco equipamento e possuem três kits denominados de fuga e evasão, de cinturão e de fardo. Pouco se sabe a respeito do kit de fuga e evasão, presumindo-se que seja de dispositivos de sobrevivência ocultos entre as roupas e nos outros equipamentos. No kit de cinturão há uma pistola,faca, linha de pesca, cantil, cordas, coldres e porta-carregador. O de fardo contém comida extra, roupa seca e um poncho a prova d'água.Os botes utilizados pelo SBS incluem os de remo (semelhantes aos de surf), os dobráveis Klepper Mark 13 especialmente produzidos, e os infláveis Gemini bem maiores, com motor de popa de 40 cv. Há também os "Rigid Raider", versões militarizadas do barco de pesca "Dory" com motor de popa de até 140 cv, operados pêlos especialistas do esquadrão de "Rigid Raider" dos Fuzileiros Navais, com capacidade para transportar dez soldados. 

Além dessas embarcações o SBS conta também com o "Kestrel", um bote dobrável para três pessoas, pequeno o suficiente para ser atado à perna de um pára-quedista. Esse barco tem um motor de 9,5 hp, que é lançado em separado, usa-se dióxido de carbono para inflá-lo. Para realizar as suas missões os homens podem usar qualquer tipo de uniforme existente nas forças armadas britânicas ou não, inclusive misturando itens. O objetivo é usar o uniforme mais adequado a missão e não dar "pistas" da origem da força que o está usando.

Mergulhadores do SBS saltam de um CH-47 durante treinamento

O SAS vs A SBS

Ao considerar o SAS e SBS, a pergunta surge naturalmente à mente: qual é a melhor unidade? Uma preocupação juvenil, talvez, mas isso não impediu que os ex-membros de ambas as unidades falassem de seus homólogos em uma série de livros, artigos ou entrevistas. O ex-operador SAS, Ken Conner (Ghost Force), denuncia o SBS como uma unidade profissional sob-financiada. Em dois livros escritos por ex-SBS,  First into Action de Duncan Falconer e Black Water de Don Camsel, os homens do SAS são retratados como arrogantes, vaqueiros entusiasta que devido a sua atitude leviana levaram várias operações na Irlanda do Norte a darem errado. Este antagonismo decorre de orçamentos da Defesa apertados e da constante por um pedaço da ação - tanto em termos de financiamento, como de operações. Ambas as unidades têm também considerável orgulho nas suas próprias capacidades e há um ressentimento natural das outras forças "especiais".

Comumente se afirmam os seguintes argumentos pró-SAS:
- O SAS é uma força do exército e, portanto, ter uma melhor experiência em operações terrestres. Alguns poderiam apontar para dificuldades aparentes com as patrulhas de Landrover do SBS no deserto iraquiano durante a Guerra do Golfo 2.
- O SAS pode receber em suas fileiras uma ampla gama de voluntários oriundos das forças armadas como tropas pára-quedistas, condutores de tanques, engenheiros de combate, etc. Esta diversidade de habilidades fazem do SAS adequado para uma ampla gama de tarefas.
- A SAS é uma organização maior e melhor financiada


Enquanto os pró do SBS são:
- Como o SBS (até recentemente exclusivamente) recebia em suas fileiras homens oriundos dos Royal Marines, sugere-se que um operador do SBS tem um maior nível de experiência como soldado do que muitos dos seus homólogos do SAS.
- As exigências do trabalho na água exige um maior nível de aptidão e força mental que o do SAS.
- O perfil público descrito do SBS permite operações mais secretas e diz-se que o Ministério da Defesa tem problemas com os elementos mais dissidentes dentro do SAS.

Tais argumentos estão se tornando cada vez mais acadêmicos visto que as duas unidades estão se tornando cada vez menos distinguíveis. Elas agora fazem parte da mesma organização (UKSF) e muitas vezes são enviados em missões conjuntas operando lado a lado. A principal diferença entre eles permanece em suas especialidades separadas no papel contra o terrorismo. Alguns especulam que uma eventual fusão da SAS e SBS é inevitável.

 

APÊNDICE

O SBS Holandês

A 7NL Special Boat Section foi organizada em 1974 é praticamente idêntica ao SBS britânico. A unidade tem notavelmente laços estreitos com os seus equivalentes britânicos do SBS. Os holandeses iniciaram seus treinamentos de mergulhadores de combate em 1959 com os britânicos, mas mudou sua formação em 1961 adotando práticas americanas e francesas.

Desde 1973, as unidades do 1º ou 2º Batalhão do Korps Mariniers tem feito parte da 3ª Brigada de Commandos dos ROYAL MARINES britânicos durante exercícios e situações reais conflito, formando o Dutch Group of Operation Unit Marines (GOUM). Juntos, estas unidades constituem a UK/NL Landing Force. A cooperação entre o Korps Mariniers e os Royal Marines britânicos levou a uma ampla integração nas áreas de operações, logística e materiais. Dentro da OTAN esta integração é vista como um excelente exemplo do que pode ser alcançado na integração militar entre os países membros. 

Mergulhadores de combate da 7NL SBS em missão de reconhecimento

A 7NL SBS é uma subunidade de apoio ao batalhão GOUM. Em operações em tempo de guerra ou em qualquer momento de missões que envolvam cooperação internacional, a 7NL SBS ficariam sob o comando britânico e agiria como uma parte do SBS britânico, tornando-se parte do Esquadrão C, que é a unidade de reconhecimento da 3ª Brigada de Commandos do Royal Marines britânicos.

O 7NL SBS é responsável também pela segurança das plataformas petrolíferas holandesas.

O nome oficial da 7NL SBS é Amfibisch Verkennings Peloton. Dentro das suas fileiras, a 7 NL SBS tem vários grupos com diferentes funções; a unidade de botes, a unidade subaquática, a unidade de inserção (utilizando veículos subaquáticos e pequenas embarcações), e uma unidade antiterrorista. A unidade é formada por dois oficiais e 23 homens, dividida em 5 equipes que estão assim divididas:

Esquadrão M (2 equipes): CT marítimo. Realizam assaltos a navios e plataformas de petróleo. Dão suporte a UIM no ambiente marinho.

Esquadrão C (3 equipes): Realizam missões de reconhecimento profundo, normalmente em praias, missões de sabotagem e apoio a desembarques anfíbios.

Uma equipe de reconhecimento fortemente armada com fuzis de assalto e carabinas Diemaco, se aproxima da costa em um bote inflável.

Eles usam uma grande variedade de armas: fuzis de assalto C7 e C-8 de 5,56 milímetros (a versão canadense do M16 e Car15), Pistolas Glock 17 ou Browning High Power, Metralhadoras FN MAG, Submetralhadoras HK MP-5 para combate aproximado e Rifles de precisão HK G3 e Steyr SSG. Eles usam uma variedade de botes e embarcações como o Zodiac e as canoas KLEPPER. Eles também usam equipamentos avançados de mergulho.

Durante a guerra, a 7 NL SBS seria utilizada para recolher informações, bem como realizar missões de sabotagem.  Atualmente a 7NL SBS é responsável pela segurança dos passageiros holandeses de ferries e balsas, além das plataformas petrolíferas.

Tem por missão também a realização de reconhecimento de longo alcance e raids de pequena escala. Juntamente com a Unit Interventie Mariniers forma forças tarefas conjuntas marítimas de CT.

A seleção para se ingressar no 7 NL SBS é muito rigorosa, com taxas de 70% de reprovação.

Forças de Suporte

A maioria das operações especiais britânicas são integradas, e as funções "ponta da lança" são executadas pelo SAS/SBS. Os papéis vitais de sustentação são fornecidos pelos vários elementos das forças armadas do Reino Unido. Os pincipais deles são o Special Reconnaissance Regiment (SRR) e o Special Forces Support Group (SFSG).o Mossad. Logicamente a sua cooperação com o MI5 e MI6 deverá ser total.

 

Alem dessas duas unidades o SBS conta com o paio das seguintes unidades:

Esquadrão Aeronaval 848
Este é um esquadrão de helicópteros da Marinha Real britânica, que opera helicópteros Sea King e é treinado especialmente para suportar operações do SBS e dos RM Commando. Helicópteros Sea King do 848 transportaram, junto com Chinooks da RAF, operadores do SBS para a cidade do Kuwait em 1991 em sua missão de recuperação a Embaixada britânico. Os Sea Kings desembarcaram equipes de snipers de SBS em edifícios próximos para cobrir a principal a força enquanto membros do SBS desciam de cordas dos Chinooks.

Esquadrão No. 7 da RAF

As Forças Especiais de Helicóptero da RAF voa o Chinook HC2. A unidade é treinada para executar operações de inserção e extração de tropas especiais em larga escala atrás das linhas. Isto envolve freqüentemente voar centenas das milhas no nível da copa das árvores para evitar o radar inimigo. Os Chinooks desse esquadrão introduziram patrulhas do SAS na famosa caça aos Scuds iraquianos em 1991 e equipes de sabotagem do SBS.

Esquadrão No. 47 da RAF

Os Hercules C130K do esquadrão No. 47 são usados para transportar equipes do SBS profundamente em território hostil. Podem ser usados como uma plataforma para saltos HALO ou podem deixar cair tropas e barcos de SBS no mar para operações marítimas. Os Hercules podem também ser usados em operações de ressuprimento do SBS através de lançamentos de carga aérea.


Recursos da Marinha Real

As embarcações da Marinha Real suportam o SBS em suas missões antiterror e antidrogas nos mares e nos campos de óleo que cercam o Reino Unido. Em suas operações mais convencionais como assaltos anfíbios ou reconhecimento, os operadores do SBS podem ser lançados das fragatas e dos submarinos nucleares da Royal Navy (RN).

 

Reais Fuzileiros Navais

No evento de uma operação marítima de grande escala do SBS, tal como uma missão do salvamento no Mar do Norte, os Royal Marines (RM) podem ser chamados para fornecer o poder de fogo adicional. No exemplo da retomada de uma plataforma ou de um navio petroleiro, o SBS cuidaria dos objetivos mais críticos, enquanto os fuzileiros navais procurariam tomar outros pontos da embarcação/instalação. Na verdade essa responsabilidade de suporte esta passando para o Special Forces Support Group (SFSG).

Grupo de Proteção da Frota dos Reais Fuzileiros Navais (Fleet Protection Group Royal Marines - FPGRM) Este é um excelente grupo de suporte as operações de proteção e guarda do SBS, e é especializado em várias responsabilidades, incluindo a guardar de armas nucleares da Grã-Bretanha e recursos navais de valor elevado.

 

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