Perfil da Unidade

The Special Forces Support Group (SFSG)


O Special Forces Support Group (SFSG)  

O Special Forces Support Group (SFSG) faz parte das Forças Especiais do Reino Unido. Ele teve a sua formação criada em torno do 1º Regimento de Pára-quedistas, recebendo tropas adicionais dos Royal Marines e do Regimento da RAF. Sua função primária é fornecer tropas de infantaria e apoio especializado para o SAS e o SBSem suas missões.

A criação da unidade surgiu da necessidade de fornecer uma tropa de infantaria que desse suporte às forças especiais do Reino Unido. Isto era feito através de várias unidades ad hoc do Exército britânico, como o Regimento de Pára-quedistas e os Royal Gurkha Rifles, bem como os Royal Marines. O SFSG irá cobrir em definitivo a lacuna aberta pela falta de poder de fogo dos pequenos grupos de tropas altamente treinadas do SAS e do SBS que não tinham poder de fogo suficiente para enfrentar os grandes grupos de terroristas no Iraque e no Afeganistão. Por causa da similaridade inicial com os US Army Rangers, a unidade ficou conhecida como os Rangers britânicos.

 

Soldado do SFSG em operação no Iraque. Está unidade das forças especiais britânicas opera em apoio ao 22 SAS. Ele está armado com uma carabina C8 SFW  de 5,56mm e uma pistola SIG Sauer P266.

Funções

Os papéis da SFSG incluem:

   - Atuar como uma força de reação rápida para as operações do SAS / SBS.

   - Guarda e proteção de áreas de operação.

   - Participar de grandes operações ofensivas ao lado das forças do SAS / SBS

   - Realização de assaltos secundários e raids diversionários.

   - Agir como uma "força de bloqueio" contra contra-ataques.

   - Treinamento/aconselhamento de exércitos estrangeiros.

   - Detecção/proteção CBRN.

   - Suporte doméstico a ações anti-terroristas.

   - Fornecer fogo de sustentação ou de proteção.

Um exemplo de como o SFSG pode ser usado pode ser visto durante a Operação Barras realizada em Serra Leoa em 2000, na qual os elementos do 1 PARA atacaram uma base rebelde, enquanto homens do SAS/SBS resgatavam militares britânicos mantidos prisioneiros em um acampamento nas proximidades.
Uma relação pode ser feito entre as funções do 75º Regimento Ranger e seu apoio as operações do SFOD-1 (Delta Force) no Exército dos EUA.

O SFSG foi criado na base de St Athan, País de Gales, em abril de 2006 e foi criado para apoiar as operações das UKSF no Iraque e no Afeganistão. A 1ª Cia do SFSG foi enviada para o Afeganistão em apoio ao SBS, sob o comando de um oficial desta unidade especial da Royal Navy. Pelo menos uma companhia foi enviada ao Iraque para apoiar o SAS em sua missões.

Além de dar apoio directo às missões do SAS/SBS, o SFSG também fornece suporte de treinamento especializado. Um dos papéis tradicionais do Special Air Service tem sido fornecer treinamento a militares estrangeiros com formação especializada. Uma vez que grande parte deste treinamento não implica necessariamente nas competências específicas do SAS, as tarefas de treinamento podem agora ser realizadas por membros do SFSG, liberando assim o SAS para missões de combate direto. Tem sido relatado que o SFSG proveu treinamento e orientação paras as forças especiais afegãs e outras tropas.

Acredita-se também que o SFSG prover apoio a polícia britânica durante incidentes terroristas domésticos. A natureza precisa deste apoio não é publicamente conhecida, mas especula-se que pode incluir o fornecimento de segurança em áreas em torno de um incidente terrorista em grande escala. Algumas fontes indicam que elementos dentro do SFSG receberam treinamento antiterrorista do SAS. Esses elementos do antiterroristas do SFSG seriam capazes de assistir o SAS / SBS em grandes operações antiterroristas.

Acredita-se também que existam no SFSG especialista em CBRN (biológicos, químicos, radiação e nuclear) para ajudar na eventualidade de um ataque terrorista doméstico.

A composição do SFSG é a seguinte:

1 PARA: A maior parte do SFSG é composta por homens do 1º Batalhão de Pára-quedistas. Outros pára-quedistas do 2 e 3 PARA podem ser requerer servir no SFSG após 2 anos de serviço.
Normalmente o comandante do SFSG é um Tenente-Coronel do Regimento de Pára-quedistas.

Royal Marines: Comandos dos Royal Marines fornecem o outro elemento do SFSG. O papel dos Royal Marines no SFSG é focado em operações anfíbias. Acredita-se que a RM forneça uma Cia de Ataque (Cia F), com cerca de 120 homens, para o SFSG. Acredita-se que todos os componentes dos Royal Marines do SFSG são provenientes do Fleet Protection Group (FPGRM), que administram a sua própria seleção para o SFSG. A Tropas 2 do FPGRM foi anexada ao SBS para fornecer suporte para as operações marítimas contraterroristas no Mar do Norte. Algumas fontes indicam que elementos do 539 Assault Squadron estão agregados ao SFSG para prestar serviços de transporte anfíbio.

Regimento da RAF: Segundo informações o Regimento da RAF tem pelos menos um pelotão (cerca de 30 homens) do II Esquadrão do RAF Gunners à serviço do SFSG. Além de prover apoio de infantaria os elementos do Regimento da RAF fornecem ao SFSG um número de outros recursos: Especialista em Forward Air Control - Tactical Air Control Party (TACP) podem chamar apoio aéreo, tanto para atacar posições inimigas quanto para extração de tropas; Prover especialistas da RAF em CBRN durante atentados terroristas; Especialistas em missões Combat Search And Rescue (CSAR)

Todo os homens selecionados para o SFSG têm que ter passado por qualquer um desses cursos de seleção: o curso dos Royal Marines Commandos, a seleção do Regimento Pára-quedista ou o curso de seleção de pára-quedistas da RAF.

Organização

* Cia do Quartel-General
* 4 Companhias de Ataque
     Cia A (1 PARA)
     Cia B (1 PARA + pelotão do Regimento da RAF)
     Cia C (1 PARA)
     Cia F (Royal Marines)
* 1 Companhia de Apoio
     Engenheiros de assalto
     Morteiros
     Armas antitanque (Javelin)
     Veículos Jackals - MWMIK (Mobility Weapons Mounted Installation Kit)
* Unidades de apoio anexadas
     FACs do Regimento da RAF
     Especialistas do Regimento da RAF em CBRN
     Força Terrestre Extração - especializada em CSAR
    268 (SFSG) Signals Squadron
    Elementos do 539 ASRM
    Elementos variados oriundos do:
       - Royal Logistical Corps (RLC)
       - Corps of Royal Electrical and Mechanical Engineers (REME)
       - Army Medical Services (AMS)

 

As tropas do SFSG usam o Jackal em muitos dos seus patrulhamentos. O Chacal tem uma tripulação de três homens. A layout típico de um Chacal compreende uma metralhadora GPMG, uma .50, ou um lançador de granada de 40mm HK GMG como sua arma principal, complementado por uma GPMG montada na estação do comandante.

Emblema

Apesar dos membros da unidade continuarem a carregar seus emblemas originais, a nova unidade tem seu próprio emblema de ombro que descreve uma adaga de prata em um fundo verde, com um raio preto com linha vermelha através dele.

Uniformes

Normalmente no Iraque e no Afeganistão as tropas do SFSG usam uniformes americanos mesclados com britânicos e se deslocam usando Humvees americanos ou veículos mwmiks. As tropas usam rifles de assalto C7 Diemaco - uma versão canadense do Colt M16, e que está em serviço nas Forças Armadas canadenses desde 1984, tendo sido também adotada pelas Forças Armadas dinamarquesas e holandesas.

Operações do SFSG

Muitos detalhes das operações SFSG continuam incompletas, neste momento, apesar de um punhado de relatórios que chegaram ao conhecimento publico.

Acredita-se que o SFSG tem apoiado ativamente as UKSF no Afeganistão e no Iraque.

Task Force Red / Maroon
Logo após a criação desta unidade informou-se que uma Cia. do SFSG tinha sido anexada a Task Force 145 (TF-145). Essa é uma
organização especial formada pelas principais forças de operações especiais dos EUA (Rangers, força Delta, DEVGRU, 160º SOAR, etc) e Reino Unido, e está baseada em Balad, Iraque.

A TF 145 foi formada em 2003 e tinha a tarefa de capturar ou matar Saddam Hussein e seus 55 auxiliares diretos, estampadas em cartas de baralho. O Esquadrão C da Força Delta capturou Saddam Hussein em dezembro de 2003. Após essa captura, os principais esforços da TF 145 foi o de capturar ou matar Zarqawi, que representava a principal ameaça à estabilidade no Iraque. Enquanto o combate aos insurretos e a reconstrução do Iraque continuava, a TF 145 cresceu e passou por diversas mudanças. As TF 121 e a TF 626 foram suas precedentes.

No Iraque a TF 145 foi dividida em quatro grupos:
• Task Force West: Organizada em torno do SEAL Team 6 (DEVGRU) com suporte dos US Rangers.
• Task Force Central: Organizada em torno da Força Delta com suporte dos US Rangers.
• Task Force North: Organizada em torno do Batalhão dos US Rangers, combinada com um pequeno elemento da Força Delta.
• Task Force Black: Organizada em torno do 22 SAS (Esquadrão Sabre), suportado por tropas pára-quedistas do SFSG.

As tropas do SFSG usam normalmente o fuzil automático C8 SFW (Special Forces Weapon) de 5,56mm em suas operações. O C8, fabricado no Canadá sob licença da empresa norte-americana Colt pela empresa DIEMACO (agora Colt Canada). No Exército britânico o C8 foi renomado para L119A1. 

Caça a  Abu Musab al-Zarqawi

Entre muitas de suas missões, o SFSG esteve envolvido na caçada ao terrorista, líder da al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi. O refúgio de Zarqawi foi descoberto 15 dias antes do ataque mortal do dia 8 de junho de 2006. Foram várias as fontes utilizadas pela Força-Tarefa (Task Force) 145, nesta operação formada por americanos, ingleses e membros do serviço secreto jordaniano.

Por exemplo, no mês de maio, os agentes da Jordânia (um dos melhores serviços secretos do mundo) capturaram, no seu país, Khalaf al Karbuli. Karbuli era um dos encarregados, à distância, da análise do quadro voltado à proteção de Zarqawi. Por outro lado, a Task Force 145 se aproveitou da chamada Lei da Vendetta (Vingança). Pela tradição tribal, a morte de um xeque de clã implica em represália de sangue. No particular, Zarqawi liquidou mais de dez xeques de clãs regionais.

No campo da contra-informação, os serviços secretos norte-americanos, de maneira eficientíssima, trabalharam para difundir a imagem de Zarqawi como o protagonista da luta de resistência e da jihad (guerra santa). O vídeo exibido, encontrado em abril, mostrou o protagonismo de Zarqawi, e o mito do chefe único levou à reprovação por parte de lideranças sunitas, que estão em desvantagem em face dos xiitas. Fora tudo isso, o líder espiritual de Zarqawi -- o emir Kudeis al Juburi --, estava sendo seguido havia 6 semanas. Ele acabou morto na habitação que servia de refúgio a Zarqawi. Também pesou o prêmio de US$ 25 milhões: na terça e quarta-feira (dias 6 e 7 de junho) surgiu a delação de que Zarqawi participaria, no seu local de refúgio, de uma reunião.

Depois do êxito do ataque aéreo com caças F-16 usando bombas de 250 kg, verificou-se que Zarqawi estava em companhia de uma mulher, uma criança, do líder espiritual Juburi e dois seguranças. Apenas parte do corpo de Zarqawi foi mostrada, depois de recolhidos os pedaços. Ele foi reconhecido prontamente devido a uma particular tatuagem e velhas cicatrizes de ferimentos experimentados no Afeganistão. No lugar do "príncipe da Al Qaeda no Iraque" assumiu o egípcio Abul Masri, que era seu lugar-tenente.

A divulgação da foto de Zarqawi morto foi uma maneira pensada (pelos serviços de inteligência dos EUA, Jordânia e Inglaterra) de mostrar aos terroristas fundamentalistas (incluído a Al Qaeda) que o 'ocidente' também sabe impactar (os terroristas exibiram filmes de decapitações e atentados espetaculares). Em síntese, é o impacto da chamada guerra psicológica, usada para abater o moral do adversário.

Tropas do SFSG no Iraque. Note a diversidade de seus uniformes camuflados. Muitos dos homens do SFSG usam uniformes americanos.

Task Force 88

A TF-145, mais recentemente renomeada como TF-88, opera no Iraque e continua caçado altos membros da Al-Qaeda. O elemento britânico da TF-88 é composto por um esquadrão do SAS ("Task Force Black"), uma Companhia do SFSG (relatada por diferentes fontes como "Task Force Red' ou "Task Force Maroon"), mais as unidades de apoio ((SRR, 18 UKSF Signals, Joint Support Group, 7 & 47 Squadron RAF). Foi relatado que o SFSG tem funcionado como uma força de reação rápida (QRF - quick reaction force) para as operações do SAS.

Em uma dessas ocasiões, o SFSG foi posicionado para cercar uma área onde havia uma fábrica de bombas, dando as equipes de snipers do SAS condições de eliminar vários homens-bomba. O SFSG também apoiou a operação dos SAS para libertar o britânico Norman Kember ativista pela paz, que havia sido seqüestrado por criminosos iraquianos.

Operação Medusa

Essa operação realizada em setembro de 2006 por homens do SBS e do SFSG contra forças do Talibã localizadas no distrito de Panjwayi que é uma área estratégica no no Afeganistão, e que contou com o apoio de unidades da NATO, oriundas do Reino Unido, EUA, Canadá e Holanda. O SBS e SFSG desempenharam papéis-chave em ataques coordenados na qualidade de forças de ataque (SBS) e grupo de cerco (SFSG).

Contra um forte Talibã

Em agosto de 2009 as tropas do SFSG apoiaram uma invasão do SBS contra uma fábrica de bombas do Talibã na província de Helmand. O SFSG teria realizado os ataques de diversão durante esta operação.


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