Perfil da Unidade

US NAVY SEALS

NAVAL SPECIAL WARFARE DEVELOPMENT GROUP - DEVGRU

 

 


Esta é uma das mais secretas unidades militares dos EUA, que ao lado da Delta Force, combate o terror em qualquer parte do mundo.

 

O Grupo Naval de Desenvolvimento de Guerra Especial (antigamente conhecido como MOB 6, SEAL Team SIX e MARESFAC) está baseado em Dam Neck, Virginia, e é oficialmente, responsável pelas operações de contraterrorismo norte-americanas no ambiente marítimo. O DEVGRU tem como função primária de função a missão de inteligência, contrainteligência, investigação no trabalho de segurança nacional.

 

Em consequência do fracasso do resgate dos reféns americanos no Irã em 1980, a famosa Operação Eagle Claw os americanos resolveram incrementar suas forças de reação antiterroristas. O Exército já tinha a sua Força Delta e a Marinha dos EUA, espalhada por todo o mundo, achou por bem criar a sua própria força, que seria especializada em ações de contraterrorismo (CT) no ambiente marítimo.

 

Os destroços das aeronaves americanas no deserto iraniano.

 

Antes da criação desta unidade o SEAL Team ONE, na Costa Leste, tinha destacado 12 pelotões para treinarem missões CT. Na Costa Oeste o SEAL Team TWO também iniciou estes treinamentos, mas avançou bastante no assunto, a ponto de superar em qualidade e aplicação o ST1. O ST2 criou dois pelotões específicos para as missões CT e lhes deu o nome de MOB SIX (de Mobilidade Seis). Quando a Marinha teve que decidir que só podia ter uma unidade CT, a proposta da MOB SIX foi a escolhida.

 

Quem recebeu a missão de montar a nova e altamente secreta unidade antiterrorista da US Navy foi o lendário SEAL Richard Marcinko. Na época ele trabalha no Pentágono. Marcinko teve carta branca para recrutar a força especial que responde não à Marinha, e sim diretamente ao presidente dos Estados Unidos. Ele buscou homens apenas entre os SEALs, que na época tinham só dois Teams. Mas, por que essa foi a “equipe seis”, o Team Six?

 

O próprio Marcinko explica: “Em tempos de Guerra Fria, resolvi chamar de time seis para confundir os russos. Assim eles ficariam se perguntando: ‘Onde estão os times 3, 4,e 5?’”. Na época haviam apenas dois teams SEALs. Marcinko ficou no comando do SEAL Team Six por três anos (1980-1983), em vez de normalmente dois anos, como era costume na época. Segundo Marcinko, o "Team 6" contava com 90 membros nos anos 1980, mas o grupo chegou a ter de 200 a 300 membros desde os atentados de 11 de setembro de 2001. De acordo também com Dick Marcinko, a unidade dispunha de recursos praticamente ilimitados à sua disposição.

 

Com a criação da nova unidade, em outubro de 1980, o MOB SIX foi desmobilizado e a nova força passou a se chamar SEAL Team SIX, e o número SEIS continuou sendo usado com o objetivo de confundir a inteligência soviética sobre o real número de TEAMs dos SEALs. Muitos membros do antigo MOB SIX foram chamados para compor a nova unidade, inclusive o comandante da MOB SIX. Com a experiência destes operadores, uma liderança agressiva, e um acelerado programa de treinamento, o SEAL Team SIX, foi declarado operacional seis meses depois. A nova unidade treinava agressivamente e mantinha vários intercâmbios com unidades aliadas como o SBS e SAS britânicos, o GSG9 alemão, além dos franceses e israelenses. A década de 1980 foi muito agitada com conflitos no Oriente Médio e América Central, e o ST6 foi muito utilizado em missões encobertas, na sua maioria.

 

Devido a sérios problemas internos relacionados com Cdr. Richard Marcinko, fundador do ST6, a unidade passou por grandes transformações, e mudou de nome, a principio se chamou MARESFAC, de Marine Research Facility como nome de cobertura. Mas nem um observador casual acreditaria que homens tão bem condicionados fisicamente estavam apenas fazendo pesquisas cientificas em ambiente marinho. Por isso a unidade passou a se chamar Naval Special Warfare Development Group - DEVGRU, nome mais plausível e igualmente vago.

 

O governo dos EUA certa vez descreveu o DEVGRU como sendo uma unidade especializada no desenvolvimento de táticas, técnicas e equipamentos para NSW. Isto, claro é só parte da verdade. Pois o DEVGRU é uma das principais unidades CT dos EUA ao lado da Delta Force. A unidade está debaixo do comando direto do Comando Conjunto de Operações Especiais - Joint Special Operations Command (JSOC), como também a Delta Force e o 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais (160 SOAR).

 

Recrutamento, seleção e treinamento

 

Nos estágios iniciais de criação SEAL Team Six, Marcinko estabeleceu que seriam necessários seis meses ter o ST6 instalado e funcionando. Isso significava que Marcinko estava pressionado pelo cronograma e assim teve pouco tempo para criar um curso de seleção, semelhante à de Delta Force, e como resultado, ele teve que escolher a dedo os primeiro operadores da unidade depois de avaliar seus registros e de uma entrevistar pessoal com cada homem.

 

Alguns dizem que Marcinko lamentou não ter tido tempo suficiente para estabelecer um processo de seleção adequado e claro. Todos os candidatos vieram das equipes de demolição subaquática (UDTs) e do ST1 (Costa Leste) e ST2 (Costa Oeste). Os critérios de Marcinko para o recrutamento dos candidatos foram as competências, habilidades e experiências que esses homens possuíam e que seriam uteis em combate. Competências linguísticas eram vitais, pois como a unidade iria operar em várias partes do mundo, era muito importante poder se comunicar com a população local, se necessário; habilidades sindicais, para ser capaz de misturar-se como trabalhadores civis durante uma operação e, finalmente habilidades dos próprios SEALs. Os Membros do SEAL Team Six foram selecionados em parte por causa das habilidades especificas de cada homem. A programação de treinamento foi intensa. A ênfase estava principalmente na habilidade de tiro, na capacidade de disparar numa variedade de condições.

Hoje em dia as informações sobre a unidade são altamente secretas, e pouca informação estão disponíveis sobre seu recrutamento e seleção. O que se sabe é que a seleção e treinamento para a unidade não mudou drasticamente desde a sua criação. Todos os candidatos são provenientes das equipes "regulares"dos  SEALs, a menos que se candidatem a cargos de apoio (houve até anúncios abertos na web para o pessoal de apoio).

 

O candidato ao DEVGRU normalmente tem uns 30 anos, é um operador SEAL com excelente reputação dentro da comunidade Naval Special Warfare e experiente dentro de um SEAL Team. Como o ST6 recruta os melhores e mais brilhantes SEALs / UDTs das equipes regulares, isso criou uma certa animosidade entre a unidade contraterrorista e as equipes "regulares", que consideravam que os seus melhores SEALs estavam sendo levados para a unidade.

Os candidatos são entrevistados por um conselho que considera se o candidato está apto a realizar a fase de seleção. Aqueles que passam pelo rigoroso processo de seleção, são selecionados para participar de um duro treinamento de nove meses, no chamado Curso de Formação de Operadores. Os candidatos são treinados pela "Green Team". O curso é muito duro é poucos são aprovados. Todos os candidatos são vigiados de perto pelos instrutores do DEVGRU e avaliados constantemente, podendo ser eliminados a qualquer momento. Howard E. Wasdin, um ex-membro da SEAL Team Six, disse em uma entrevista que num curso de seleção de 16 candidatos apenas dois foram aceitos. Aqueles que não passam no curso são devolvidos as suas equipes anteriores e poucos são aqueles que tentam de novo no futuro uma vaga no DEVGRU.


Como todas as unidades de forças de operações especiais eles têm um cronograma de treinamento extremamente intenso e de alto risco, que pode levar a lesões graves e mortes. O DEVGRU perdeu vários operadores durante seus treinamentos, incluindo acidentes com paraquedas ou na casa da morte durante os treinamentos de batalha. Um dos comandantes do DEVGRU não tinha uma das pernas, que perdeu durante um treinamento com paraquedas. Ele usava uma perna mecânica. Apesar do processo de seleção de um candidato a uma equipe dos SEALs ser bastante duro, os operadores SEALs que pretendem entrar na DEVGRU passam por duros testes físicos e mentais que jamais passaram em suas vidas.

Os candidatos são submetidos a uma série de cursos de formação avançada liderados por instrutores civis ou militares. Estes podem incluir técnicas avançadas de mergulho, combate desarmado, técnicas de direção defensiva e ofensiva, treinamento de Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga (SERE), segurança de VIPs. Todos os candidatos devem se apresentar no mais alto nível durante a seleção, e os instrutores da unidade avaliam o candidato durante o processo de formação. Os candidatos selecionados são enviados para servir em um dos Tactical Development and Evaluation Squadrons, enquanto os outros são devolvidos às suas unidades de origem. Ao contrário das outras equipes SEALs regulares, os operadores DEVGRU são capazes de ir a quase qualquer uma das melhores escolas em qualquer lugar e treinar tudo o que queiram em função das necessidades da unidade.

Estrutura

Apesar da organização do DEVGRU ser altamente secreta, acreditasse que existam de 200 a 400 operadores. O DEVGRU é dividido em equipes que tem cores codificadas, e são comandadas por oficiais superiores. As equipes são:

Ouro (Assalto - Equipe Principal). 

Vermelho (Assalto). 
Azul (Assalto). 

Prata (Assalto)
Cinza (Transporte - possivelmente embarcações - SDV e barcos). 
Negro (Reconhecimento e Vigilância).
Verde (Treinamento dos candidatos ao DEVGRU).

Cada equipe é dividida em três tropas e as tropas são divididas em equipes menores. Cada equipe possui "células" especializadas em proteção VIP, Fuga e Evasão, Snipers, etc. Cada tropa tem um apelido específico. Por exemplo: Gold-Knights/Crusaders, Red-Indians, Black-Pirates. Normalmente os apelidos são de nomes de equipes do futebol americano.


Em qualquer momento todos os membros do team estarão, em uma destas três categorias:

1. SPECTRA (de SPECial TRAining, onde a equipe estará em treinamento na escola de tiros, saltos HALO, etc.)

2. Standby (onde o team estará em estado de espera, espalhado por perto da base, mas os seus membros estão prontos a serem acionados por um simples beep)

3. Deployment (o team está desdobrado para missões no exterior como treinamento de forças estrangeiras, missões secretas, proteção de embaixadas ou pessoal VIP, etc.).

 

O presidente afegão Hamid Karzai e seus seguranças do DEVGRU

Acreditasse que o DEVGRU possua uma pequena unidade de apoio aéreo com helicópteros HH-60 (A US Navy possui 2 Sqns. com 18 HH-60, especializados em C-SAR, que podem prover transporte e apoio ao DEVGRU), mas também conta com o apoio do 160th SOAR, principalmente quando se é necessário usar aeronaves menores como o MH-6, operadores exclusivamente pelo pessoal do Exército.

 

Alguns acreditam que a unidade nem se chame mais DEVGRU, que já tenha mudado de nome (a mesma coisa dizem da Delta Force). O que se sabe é que o governo dos EUA autorizou a criação de várias unidades secretas no combate e prevenção ao terrorismo, entre elas a controversa Red Cell, e o DEVGRU é apenas uma dessas unidades. Oficialmente os EUA negam a existência de qualquer uma dessas unidades.

 

O treinamento dos operadores do DEVGRU é altamente secreto, especializado e avançado, a semelhança da Delta Force, e esses operadores dispõem de toda facilidade, em termos de material, informação e instalações, para desenvolverem as suas habilidades.

 

Funções e responsabilidades

 

Quando SEAL Team Six foi criado ele se dedicada exclusivamente à luta contra o terrorismo com uma responsabilidade marítima mundial; seus objetivos normalmente incluíam alvos, como navios, plataformas de petróleo, bases navais, embaixadas em regiões costeiras, e outras bases civis ou militares, que eram acessíveis a partir da mar ou cursos fluviais.

Em algumas operações, pequenas equipes de SEAL Team Six foram incumbidas de se infiltrarem secretamente em pontos quentes espalhados pelo mundo, a fim de realizarem reconhecimento ou avaliações de segurança de bases militares norte-americanas e de embaixadas dos EUA e dar conselhos sobre melhorias na segurança, a fim de evitar acidentes em um evento de um ataque terrorista.

Embora a unidade tenha sido criada como uma unidade de contraterrorismo marítimo, tornou-se uma unidade multifuncional de Operações Especiais com múltiplos papéis. Após o SEAL Team Six ter sido dissolvido e renomeado, a missão oficial do NSWDG/EVGRU foi testar, avaliar e desenvolver tecnologias e técnicas para uso no mar, terra ou ar aplicáveis as forças
Naval Special Warfare bem como para as equipes SEALS regulares. Mas na verdade esta é apenas  uma pequena parte da atribuição do DEVGRU e talvez funcione mais como cobertura.

 

A missão completa do DEVGRU é classificada como secreta, mas é possível preventivas que realizar operações pró-ativas contraterrorista, ações de prevenção contra a proliferação de armas de destruição em massa, o resgate de reféns, a recuperação de pessoal ou material sensível, bem como o assassinato ou recuperação de alvos de alto valor (high-value targets -HVTs) de nações hostis. O DEVGRU é uma de muitas Unidades de Missão Especial dos EUA autorizadas a utilizar ações preventivas contra os terroristas e suas instalações. Ao lado da Delta Force do US ARmy, o DEVGRU são parte da Força-Tarefa Combinada de Operações Especiais (JSOTF).

Missões conhecidas

 

A maioria das operações atribuídas ao DEVGRU são classificadas como secretas e nunca chegam a ser conhecidas do público. No entanto, existem algumas operações em que a unidade esteve envolvida que certos detalhes foram divulgados.

 

Operações conhecidas:

 

1983 - Durante a Operação Urgent Fury, duas unidades contra-terrorismo americanas, o SEAL Team Six e a Força Delta foram acionadas. A Força Delta recebeu duas missões relacionadas com dois objetivos o Fort Rupert e a prisão de Richmond Hill.  Em Fort Rupert estava muitos membros do Conselho Revolucionário que deveriam ser capturados e na prisão de Richmond Hill estavam  muitas pessoas presas ilegalmente.

 

Em Forte Rupert a Força Delta chegou através de helicóptero, imediatamente os operadores Delta assaltaram o complexo e prenderam os conselheiros sem sofrerem nenhuma baixa. A equipe pediu extração dos 160º que chegou e transportou os comandos e os detento para o USS Guam que estava perto da praia. O assalto a  prisão de Richmond Hill foi realizado com nove Black Hawks por comandos Delta e soldados da Companhia Charlie, do 1/75º Rangers.

 

O ataque planejado para 01:00h. só aconteceu de manhã às 06:30h devido a atrasos e planejamento caótico, por isso quando os Black Hawks pintados de preto apareceram no céu claro  só fizeram se destacar chamando atenção do fogo inimigo que usou metralhadoras pesadas ZSU-23-2 (23mm) contra os Black Hawks, atingindo vários deles. Como as aeronaves de ataque estavam sendo utilizadas em outras áreas durante a invasão nada pode ser feito a não ser abortar a operação.  

 

1985 - Junho - Quando o vôo 847 da TWA foi seqüestrado por extremistas xiitas em Atenas, o SEAL Team Six e a Força Delta seguiram para Argel, capital da Argélia onde o avião aterrisou. Infelizmente, o Governo argelino não permitiu que os americanos monta-se uma operação de resgate no país e como resultado um mergulhador da Marinha dos EUA que estava como refém é morto. O avião da TWA voa então para Beirute e os reféns são dispersos ao redor da cidade o que torna um resgate impossível.

 

Operador do DEVGRU em missão de segurança ao presidente afegão Hamid Karzai em 2002. Ele traja roupas civis e está armado com uma pistola SIG P226, mini-granadas por baixo da veste tática. Ele usa como arma principal uma carabina M4A1 com cano curto CQB.

 

1985  - Outubro - Depois que foi seqüestrado por quatro terroristas, o navio italiano S.S. Achille Lauro com aproximadamente 400 reféns, navegou ao redor do mediterrâneo durante alguns dias. Como um grande número de reféns era americano, a Força Delta e SEAL Team Six foram colocados em alerta máximo. Eles foram desdobrados eventualmente para a base naval de Sigonella, na Sicília.

 

Os terroristas assassinaram um refém, e negociaram com o Egito uma passagem segura e embarcaram a bordo de um Boeing 737 egípcio. Eles foram escoltados pela Força 777 (a unidade contra-terrorista do Egito) para se ter certeza que nenhuma outra unidade atacaria os terroristas. Ao levantar vôo, o avião foi interceptado por caças dos EUA e foi forçado a aterrissar em Sigonella.

 

O avião foi recebido por uma força conjunta da Força Delta e do SEAL 6, completamente armada. No momento em que os americanos se preparavam para prender os terroristas uma unidade italiana dos Carabinieri apareceu e exigiu que os americanos entregassem os terroristas. Um grande momento de tensão se iniciou com muitas armas sendo apontadas entre americanos e italianos, na confusão os italianos permitiram que os terroristas escapassem por temerem uma retaliação posterior.

 

1989 - A Força Delta e o SEAL Team Six são acionados para a Operação Just Cause no Panamá. A sua principal tarefa é a prisão do General Manuel Noriega, por tráfico de drogas e armas.

 

1993 - Outubro – O SEAL Team Six foi enviado para a Somália como parte do contingente americano nesta missão das Nações Unidas em socorro ao país africano. O ST¨6 foi empregado numa missão conjunta com o 1º SFOD-D, os US Army Rangers e o 160º SOAR Nightstalkers. Eric T. Olson, John Gay, Howard Wasdin, Homer Nearpass, and Richard Kaiser são os SEALs que lutaram na Batalha do Mar Negro durante a Operação Gothic Serpent que tinha o objetivo de capturar os tenentes do senhor da guerra Mohamed Farrah Aidid. (Ver mais detalhes...)  

 

1990 - Operadores do SEAL TEam Six participam no Panamá de uma operação secreta chamada "Pokeweed " que tinha como objetivo prender o barão da coca Pablo Escobar. Embora desdobrados para perto da costa pelo porta-aviões USS Forrestal, a missão fracassou devido a fraca inteligência.

 

1991 - Operadores do ST6 retiram de seu país, o presidente haitiano Jean Bertrand Aristide, sob a escuridão da noite, pouca antes de um golpe de estado.

 

1996 - Os operadores do 1º SFOD-D e do ST6  juntamente com um grande número de operadores da SWAT local e homens da Guarda Nacional, formaram a maior força de segurança em tempo de paz da história, até então conhecida, durante os Jogos Olímpicos de Atlanta. 

 

Metade dos anos 90 – Operadores da Força Delta e do SEAL Team Six são desdobrados para a Bósnia para planejar e participar na captura do criminoso de guerra Radovan Karadzic. A vigilância foi levada a cabo, mas Karadzic não foi preso. Mesmo assim os SEALs estiveram envolvidos em várias missões focadas em encontrar e apreender pessoas acusadas de crimes de guerra, que eram classificadas como Persons Indicted For War Crimes (PIFWC), e capturaram vários delas como Goran Jelisić, Simo Zaric, Milan Simic, Miroslav Tadic, and Radislav Krstić. Após a sua captura eram enviados para Haia para ser julgado.

 

Primeira década do século XXI – Operadores do DEVGRU são desdobrados secretamente para várias partes do mundo em missões da chamada Guerra ao Terror. Tem participação ativa nas operações desenvolvidas no Afeganistão (ENDURING FREEDOM), Iraque e Filipinas. Durante este período o DEVGRU avançou muito em suas táticas contraterroristas e de coleta de informações.

 

30 de Abril de 2011 - Eliminação de Bin Laden – O DEVGRU teve a honra de ser a unidade acionada para invadir a mansão em que Bin Laden estava escondido no Paquistão. Depois de quase dez anos de uma intensa caçada humana, os americanos localizaram seguramente o último esconderijo do líder da Al Qaeda. Uma força de comandos transportados em dois helicópteros Blackhawk apoiados por dois CH-47 Chinook invadiu a mansão e depois de alguns disparos contra os moradores do local, mataram Bin Laden a tiros. Esta foi uma data histórica na Guerra contra o terror e um duro golpe na Al Qaeda.

 

2009 - Capitão Richard Philips

 

Os operadores do DEVGRU participaram do resgate do capitão americano Richard Philips, que foi capturado por piratas somalis. Tiros precisos mataram três piratas durante a operação de resgate.

 

Mas em 2010, os “Seals” falharam ao tentar resgatar uma refém britânica, Linda Norgrove, capturada por terroristas no Afeganistão. Ela acabou sendo atingida acidentalmente por uma granada do próprio batalhão de elite e morreu. Por isso, o sucesso da operação para capturar Bin Laden foi importante para resgatar a reputação destes super-soldados.

 

8 de outubro de 2010 - Morte de Linda Norgrove

Linda Norgrove, que trabalhava para a  Development Alternatives Inc (DAI), uma agência americana de ajuda no Afeganistão, ligada a USAID, que muitos dizem ser uma fachada para operações da CIA. Ela e três colegas afegãos foram sequestrados por membros do Taliban na província de Kunar, no leste do país, em 26 de setembro de 2010. Os três trabalhadores humanitários afegãos foram libertados em 03 de outubro de 2010, enquanto as negociações sobre a liberação Norgrove estavam em curso. Como resultado de preocupações que Norgrove podia ser morta ou movida por seus captores, 20 operadores do DEVGRU e 24 US Rangers realizaram uma tentativa de resgate de madrugada em um esconderijo na montanha em 8 de Outubro de 2010, durante a ação Norgrove foi morta, quando uma granada lançada por um dos SEALs caiu perto dela e explodiu.

 

1-2 de maio de 2011 -  Operação "Neptunes Spear" - Morte de Bin Laden

Veja todos os detalhes desta operação neste link: Operação Neptune Spear.


06 de agosto de 2011 - acidente de helicóptero no Afeganistão

Quinze membros da Equipe Ouro do DEVGRU estavam entre os 38 mortos em um acidente aéreo ocorrido no sábado, 6 de agosto, 2011 em Maidan Wardak, uma província do Afeganistão, quando um helicóptero Chinook CH-47 foi abatido por um lança-rojão. O acidente acabou com toda uma tropa. Os mortos, segundo informações faziam parte de uma "força de reação imediata", que estava em rota para interceptar um grupo de talibãs que estavam fugindo da área após uma operação dos US Rangers. Foi a maior perda de vidas americanas de uma única vez desde o início em 2001 da Guerra do Afeganistão, e é a maior perda já sofrido pelos SEALs.

 
24 de janeiro de 2012 - Resgate de reféns na Somália
Veja todos os detalhes desta operação neste link:
Libertação de reféns na Somália.

 


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