Perfil da Unidade

160th Special Operations Aviation Regiment (Airborne)

160º Regimento de Aviação de Operações Especiais

 


 

 

Black Hawk MH-60K do 160th SOAR (A) em operação com forças especiais no Afeganistão

 

O 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais americano, foi criado a partir da Task Force 160. Esta última unidade, por sua vez foi criada após o fracasso da Operação Eagle Claw, pois na época se viu a necessidade de uma unidade de aviação capaz de cumprir as exigências que as operações especiais demandavam. O diferencial dele para as demais unidades de aviação está no material, pessoal e treinamento adequados. Sem qualquer um destes fatores, a missão fica comprometida.

História

A analise do desastre da Operação Eagle Claw pelos americanos chegou a conclusão que o calcanhar de Aquiles de Operação foram os pilotos. Quanto ao modelo dos helicópteros, a escolha foi acertada: O Sikorsky RH-53D Sea Stallion, um helicóptero caça-minas (e um helicóptero caça-minas não pareceria fora de lugar a bordo de um porta-aviões). A aeronave tinha grande capacidade de transportar cargas pesadas. Completamente abastecido, o RH-53D podia levar trinta pessoas e, com menos combustível, cinqüenta. Mas mesmo com tanques extras, os RH-53 não tinham autonomia suficiente para voar de Omã ou de um dos porta-aviões até o local escolhido no deserto, próximo de Teerã; teriam de ser reabastecidos no deserto.

Os pilotos da Marinha originalmente convocados para o resgate deixaram muito a desejar e foram substituídos por uma unidade de pilotos dos Fuzileiros Navais. E ai foi o grande erro, que só foi percebido quando já era tarde: o helicóptero é o RH-53D, então os pilotos serão os do RH-53D. Apesar de apenas um modelo de helicóptero entre todos os disponíveis serem adequados à missão, os pilotos não tinham a experiência necessária para operar num ambiente de operações especiais, missões de resgate, ou mesmo em fazer um vôo tático em formação sobre terra. As tripulações dos helicópteros haviam sido reunidas no último minuto, quando se descobriu que muitos dos pilotos Marines não tinham a capacidade necessária para completar a missão. Afinal foi uma combinação de pilotos Marines, da USAF e da NAVY que voaram naquela noite. Um dos pilotos abandonou a missão por absoluta falta de familiaridade com a aeronave que deveria pilotar!

Após o fracasso da tentativa de libertação dos reféns norte-americanos na embaixada dos EUA em Teerã em 1980, Operação Eagle Claw, o presidente americano Jimmy Carter requisitou ao antigo Chefe de Operações Navais Almirante James L. Holloway III para levantar as causas do fracasso da Eagle Claw e como os EUA poderiam se preparar para melhor montar uma outra tentativa de resgate. Uma lição chave aprendida: não havia nenhuma unidade de helicóptero nos EUA treinada neste tipo de aviação furtiva, para realizarem operações aéreas na arena das operações especiais.

O Exército dos EUA focou no 101º Batalhão de Aviação, que tinha a experiência de operando os mais diversos modelos de helicópteros em serviço, e selecionou elementos do 158º Batalhão de Aviação, do 229º Batalhão de Aviação, e do 159º Batalhão de Aviação. Os pilotos escolhidos incorporaram imediatamente o treinamento intensivo de vôos noturno. A Força Tarefa Dubbed 160 (TF 160), a nova unidade foi reconhecida rapidamente como a força de combate da aviação para operações noturnas de elite do Exército, e a única habilitada para realizar operações especiais.

Como o primeiro grupo de pilotos de helicóptero terminou o seu treinamento no outono de 1980,  e prepararam-se para a nova tentativa de liberar os reféns do Irã, a chamada Operação Honey Badger, que foi anulada devido a liberação dos reféns no dia 20 de Janeiro de 1981, dia da passagem do poder do Jimmy Carter para o recém-eleito presidente dos EUA, Ronald Reagan.

Apesar do cancelamento da Operação Honey Badger, a TF 160 não foi dissolvida pois era a única unidade aérea de operações especiais do Exército americano. Em contrapartida, não podia realizar operações clandestinas, que de acordo com uma ordem presidencial era prerrogativa da CIA. O que conduziu à criação de uma outra unidade chamada Seaspray, criada em 2 de março de 1981 e cuja existência era secreta, contrariamente à da TF 160.

Criação e primeiros combates

O TF 160 foi estabelecido oficialmente em 16 de outubro de 1981 e designado 160th Aviation Battalion 160th  Aviação Battalion. Sua primeira experiência de combate aconteceu durante a Operação Urgent Fury, em 25 de outubro de 1983, quando os EUA invadiram a Ilha de Granada.

Os OH-6 do 160th Aviation Battalion foram alguns dos primeiros a ver a ação na invasão de Granada durante a Operação Urgent Fury. Os OH-6s foram levados em aviões de transporte C-130 da USAF, dois por avião, para a vizinha Barbados. De lá, eles voaram para Granada. Os A/MH-6 Little Birds foram utilizados para evacuar feridos levando-os para navios da Marinha dos EUA. A existência da unidade se tornou amplamente conhecida quando os OH-6As foram vistos apoiando as unidades das Operações Especiais durante esta operação.O Departamento de Defesa dos EUA e o Exército dos EUA negaram que os A/MH-6s foram usados na operação, apesar de vídeos amadores mostrando os helicópteros em ação terem se tornado públicos.

Em 1983, o 160th Aviation Battalion e seus helicópteros foi usado para apoiar os Contra contra o governo da Nicarágua. Especialmente adaptados desmarcado Helicópteros Hughes 500D sem marca, da Seaspray, unidade altamente secreta do US Army, baseada em Fort Eustis também participaram nesta missão. Os
MH-6s ficaram baseados na Palmerola Air Base, Honduras, e voavam suas em missões tendo por alvo a Nicarágua. Os membros da unidade usavam roupas civis, voavam de noite, e foram instruídos a destruir suas aeronaves se eles fossem forçados a pousar em território inimigo. Muitas de suas ações ainda são consideradas secretas.

No dia 14 de junho de 1985 o vôo 847 da TWA foi desviado por terroristas e o 160th e a Seaspray transportaram homens da Força Delta, para a Sicília e Chipre com o propósito de uma eventual operação de resgate, mas que não teve lugar.

Renomeada

Em 1986, a unidade é rebatizada de 160th Aviation Group (Airborne), o título ''Airborne'' com efeito é honorifico. Em 24 de julho de 1987, um navio-tanque Kuwait, escoltado por navios de guerra da Marinha dos EUA, atingiu uma mina no Golfo Pérsico. Tornou-se evidente que mais navios de escolta seriam necessários para proteger navios mercantes. Em 1987 e 1988, a unidade participa da Operação Eanest Will (a proteção dos petroleiros kuwaitianos contra lanchas iranianas no Golfo Pérsico durante a Guerra Irã-Iraque). Uma subparte da operação, chamada Operação Prime Chance, em que  helicópteros AH-6 operavam a noite a partir de navios da US Navy e de outras embarcações no Golfo Pérsico.

Dois MH-6 e quatro aeronaves AH-6 foram inicialmente implantados e designado como Detachment 160 Aviation Group (DET 160 AVGP). A aeronave MH-6 tinha equipamento Forward Looking Infra-Red (FLIR) e um sistema de vídeo que lhe dava excelente capacidade de detectar e identificar alvos, e em seguida, guiar o AH-6 armado. Os helicópteros AH-6 estavam armados com miniguns de 7,62 mm e foguetes de 2,75 polegadas. Inicialmente, as aeronaves patrulhavam em equipes (chamadas de "SEABAT"), que esperava que os SH-2s da Marinha dos EUA para encaminhá-los para seus alvos. Mais tarde, para preservar as aeronaves e suas tripulações da fadiga e desgaste, as equipes SEABAT permaneciam no convés do navio até que um contato foi identificado.


Às 10 horas, do dia 21 de setembro de 1987, o capitão do USS Jarrett lançou uma equipe SEABAT (um MH-6 e dois AH-6) para verificar denúncias de os iranianos estavam minando uma área do Golfo. A equipe encontrou o Ajr, um navio de desembarque anfíbio equipado para lançar minas. O MH-6 confirmou que a embarcação iraniana estava colocando minas, e os AH-6s abriram fogo, fazendo com que a tripulação abandonassem o navio. O navio foi posteriormente abordado e capturado.


Na noite de 08 de outubro de 1987, três embarcações da Guarda Revolucionária Iraniana foram detectados por um SH-2. A equipe SEABAT foi lançada e o MH-6 se aproximou para investigar. Neste momento uma das embarcações iranianas abriu fogo, com o obejetivo de engajar ambos AH-6s e o MH-6 (recentemente armado com uma minigun). Os iranianos lançaram dois mísseis Stinger contra os helicópteros, mas depois todos os três barcos iranianos foram afundados.

 

Para facilitar as operações especiais se decidiu que as equipes SEABAT iriam operar a partir das barcaças Hercules e Wimbrown VII. No início de 1998, foi decidido que os helicópteros OH-58D do Exército dos EUA, equipados com armas, substituiriam as equipes SEABAT. Em 24 de Fevereiro de 1988, uma equipe de dois helicópteros AHIP substituiu a equipe SEABAT na Wimbrown VII mas levaria vários meses (Junho de 1988) antes que a equipe SEABAT a bordo da barcaça Hércules fosse substituída por outro destacamento AHIP.

Em maio de 1988, a contribuição do 160th é pedida para uma missão específica: transportar um Mil Mi-24 Hind da Líbia que se acidentou no Chade. O governo chadiano tinha aceito vendê-lo aos EUA, mas nenhum serviço do governo americano sabia como tirá-lo do deserto. Esta missão foi entregue finalmente ao 160th, que montou a Operação Mount Hope III. Em 11 de Junho de 1988, dois MH-47 Chinook voaram mais de 900 Km no deserto sem nenhuma ajuda de navegação, prenderam o Mi-24, e o levaram à Ndjamena.

Em 17 de dezembro de 1989, 9 MH-6s, 11 AH-6G/Js, 19 UH/MH-60As foram levados por  aeronaves de transporte aéreo para o Hangar 3 da Howard AFB. Depois de escurecer, em 19 de Dezembro, as aeronaves foram lançadas para se preparar para a Operação Just Cause.


Antes da principal força de invasão chegar a Cidade do Panamá, Panamá, dois MH-6s apoiado por dois AH-6 aterrissou no Torrijos-Tocumen Airport para inserir uma equipe de Controladores de Combate da USAF. Quatro outros AH-6 realizaram um pré-assalto contra o QG da Força de Defesa do Panamá (PDF), La Comandancia, ao lado do bairro densamente povoado El Chorrillo, no centro de Cidade do Panamá. Um dos AH-6 foi danificado pelo fogo vindo do solo e caiu em Comandancia. Os dois pilotos, ficarm detidos pelo fogo de pequenas armas por duas horas, mas finalmente conseguiram voltar para as linhas amigas e ainda fizeram um soldado da PDF prisioneiro ao longo do caminho.
 

 

Outros AH-6s escoltando alguns MH-6s participaram de uma operação de resgate realizada no último piso da Prisão Modelo, uma prisão adjacente a La Comandancia. O alvo  Kurt Muse um agente da CIA, especialista em comunicações, que trabalhava com estações de rádio clandestinas anti-Noriega. Essa foi a Operação Acid Gambit. Um helicóptero Little Bird AH-6 aterrissou no teto da prisão pouco depois da  meia-noite (1 hora antes da hora H) e uma equipe da FORÇA DELTA (1st SFOD-D) de seis homens entrou no prédio. 

 

Os Deltas lutaram com os guardas e a porta da cela de Muse foi estourada e ele levado para o helicóptero que decolou imediatamente, com três operadores Delta pendurados nos pods de cada lado. O AH-6 foi atingido, o major Richard Bowman, o co-piloto, levou um tiro no cotovelo, mas o piloto assumiu o controle e conseguiu pulsar a aeronave dentro da prisão, imediatamente um  M113 APC arrombou o portão da prisão e resgatou todos os americanos. O tempo que transcorreu do momento em que o AH-6 aterrissou no teto até a partida da equipe Delta no APC, foi um total de 6 minutos.


Em outro lugar, quatro helicópteros AH-6s proveram apoio de fogo para um assalto aéreo contra o base de Rio Hato, apoiado por um MH-60 que funcionou como um Armar frente e Refuel Point (FARP).

 

Duas equipes de nove homens cada do 160 participaram no assaltos aéreo contra Torrijos-Tocumen e Rio Hato, e foram lançadas de um C-141 para configurar FARPs, plataformas de 12 pés (3,7 m) com foguetes HE e munição minigun, peças de reposição para as miniguns, combustível e bombas de abastecimento de combustível, mangueiras, etc. Mas a FARP lançada no Rio Hato pousou em um pântano, obrigando a equipe da "asa molhada" a se reabastecer a partir de um MH-60.

 

A missão em Rio Hato originalmente incluía outras nove aeronaves MH-60 e quatro MH-6s. Várias horas antes do H-hora, essas aeronaves e tripulações foram enviados para apoiar um ataque perto de Colón, no Panamá, um reduto onde os líderes-chave da da Força de Defesa do Panamá deveriam estar.

 

Na hora H, os helicópteros realizaram um ataque aéreo em uma casa de praia ao longo da costa de Colon. Foi durante esta missão que os primeiros soldados 160 a morrer em combate morreram quando um AH-6 foi derrubado. Outra força de oito MH-60 e quatro MH-6s ficaram em alerta para conduzir incursões de apoio em caso de necessidade.


Após estas missões iniciais, os elementos do 160 deram suporte às forças de operações especiais para assegurar as áreas periféricas, descobrindo esconderijos de armas, e "caçando Elvis" - frase usada pelos homens do 160 para se referir à caçada do General Manuel Noriega . Quatro MH-60, dois MH-6s, dois AH-6s, e dois MH-47 foram transferidos para Ft. Sherman no norte para as operações em torno de Colon.


O 160 levou a cabo numerosas missões de assalto aéreo nas próximas duas semanas, e em 3 de Janeiro de 1990, a maioria da força voltou para Fort Campbell, Kentucky.

 

MH-6 abatido no Panamá

O 160th SOAR (A)

Em maio-junho de 1990, a unidade tornou-se o 160th SOAR (A) e foi reorganizada em três batalhões, um destacamento autônomo e um batalhão da Guarda Nacional dos Estados Unidos. O 160th SOAR (A) também é conhecido por seu apelido Night Stalkers (atacantes noturnos) e o seu lema é: "Os Night Stalkers nunca param."

A unidade participa igualmente nas operações especiais da Guerra do Golfo, perdendo 4 homens em um acidente com um  MH-60L Black Hawk, em 21 de Fevereiro de 1991.

Operadores da Força Delta se preparam para descer de helicópteros MH-6 Little Birds nas ruas de Mogadíscio (Cenas do Filme Black Hawk Down).

De agosto à outubro de 1993, um destacamento do 160th SOAR (A) equipado com aeronaves MH-60 Black Hawk, AH-6J e MH-6J Little Bird foi mobilizado para a Somália, anexado a Task Force Ranger, dos US Army Rangers, para a execução da Operação Gothic Serpent. As aeronaves deram cobertura e forneceram transporte para uma força conjunta de rangers e da Força Delta que tinha a missão de capturar homens do staff do senhor da guerra, Farah Aideed. Durante os combates que a unidade perdeu dois de seus MH-60 (Super 6-1 - pilotado por Cliff Wolcott e o Super 6-4 - pilotado por Mike Durant) e cinco dos seus homens, e três outros MH-60 foram danificados gravemente por tiros de RPG-7. Em 2001 o 160th SOAR (A) contribuiu para a realização do filme Black Hawk Down, que conta o episódio da queda desses helicópteros e dos combates que envolveram o resgate das tripulações. O 160 SOAR (A) forneceu helicópteros MH-60, AH-6 e MH-6 e as suas tripulações.

Em setembro de 1994, no Haiti, o general Raoul Cédras não cumpre a sua promessa de deixar o poder em favor do presidente Jean-Bertrand Aristide. O presidente Clinton lança então a Operação Uphold Democracy. São mobilizados os 1/160 e 2/160 para porta-aviões da Marinha dos EUA, com a missão de infiltrar forças especiais que deveriam assegurar os principais locais do governo. Pouco antes do lançamento das operações, o general Cedras aceita abandonar o poder. Os batalhões do 160th SOAR (A) efetuam as suas missões sem nenhuma oposição do inimigo.

O 3/160 foi mobilizado de dezembro de 1995 à abril de 1996 para apoiar a Operação Joint Endeavor na Bósnia-Herzegovina. Em abril de 1996 o Batalhão participou da Operação Assured Response na Libéria, para apoiar a evacuação de civis, principalmente de americanos.

Em Janeiro de 1998, a oposição do regime de Saddam Hussein aos inspetores da ONU para o desarmamento do Iraque e a tensão nas zonas de restrição aérea do país, mantida pelos americanos com a Operação Southern Watch, conduziu à realização da Operação Desert Thunder. Essa operação era uma resposta a intenções de Saddam Hussein de disparar mísseis contra os aviões U-2 que vigiavam o Iraque.  A operação foi projetada para trazer estabilidade à região através do estabelecimento de uma forte presença militar durante as negociações entre Iraque e as nações unidas sobre a existência de armas de destruição em massa. Se um ataque real fosse requisitado e executado, o nome da operação mudaria para Operação Desert Viper.

O 2/160 foi enviado para o Golfo Pérsico com quatro MH-47E Chinook para serem usados no resgate de pilotos abatidos, e, seguidamente, efetuar missões de reconhecimentos no território inimigo. Durante os dois meses que durou a mobilização, nenhuma missão foi efetuada porque não se fez necessário. Em Novembro de 1998, após uma aumento nas tensões entre o Iraque e os Estados Unidos, foi lançada a Operação Desert Fox. O 2/160 foi enviado para o Kuwait em dezembro, e realizado só uma missão, no dia 27 de Janeiro de 1999, recuperando um drone RQ-1 Predator que se acidentou perto da fronteira iraquiana.

O 160th SOAR (A) foi a principal unidade de helicópteros utilizada durante a Operação Enduring Freedom (o ataque contra o Afeganistão no final de 2001). Elementos do 1/160 (com o MH-60K Black Hawk) e do 2/160 (com MH-47E Chinook) foram baseados discretamente no Uzbequistão no início de outubro de 2001 (os AH-6 e os MH-6 não tem autonomia suficiente para estas operações), ao mesmo tempo que os MH-53 Pave Low III e os MH-60G Pave Hawk das forças especiais da Força Aérea dos EUA foram baseados nos nos países fronteiriços (Paquistão, Uzbequistão, etc.). A primeira operação de guerra teve lugar no dia 19 de outubro de 2001, quando um MH-47E infiltrou no Afeganistão uma Equipe A das Forças Especiais dos EUA (Boinas Verdes).

No total, 90 missões de infiltração e de exfiltração foram realizadas pelos MH-47E em vôos que duram mais de 8 horas (um durou 15 horas) e em condições muito difíceis (montanhas com mais de 7.000 m de altitude, tempestades de areia ou de neve, etc.). Após a derrota dos talibans, os aparelhos ficaram baseados nos aeroportos capturados de Kaboul e de Kandahar.

A unidade participou também nos combates em redor de Tora Bora e, no âmbito da Operação Anaconda no vale de Shah-e-Khot, à batalha de Takur Ghar no dia 4 de março de 2002 no curso do qual o MH-47E “Razor 01” é abatido, dois outros (“Razor 03” e “Razor 04”) são danificados, e sete soldados americanos são mortos, dos quais um é do 160th SOAR (A), o SSG. Philips J. Svitak, artilheiro da porta do “Razor 01”. Nos meses seguintes a queda dos talibans, o 160th participou de muitas missões nas montanhas à procura dos talibans: Operação Condor (16 - 21 de Maio), Operação Buzzard (de 28 de Maio - 9 de Julho, na região de Khost), Operação Mountain Lion (meados de Junho - Julho) e sua seqüência Operação Mountain Sweep (de 16 de Agosto - 18 de Setembro de 2002). Em seis meses, o 160th efectuou mais de 200 missões de combate sobre a frente afegão, e mais de 2.000 horas de voo. Um terceiro MH-47E foi danificado além dos que foram atingidos na batalha de Takur Ghar.

Operação Anaconda

Para preparar a operação uma equipe de 13 homens do DEVGROUP (US Navy Seals - SEAL TEAM 6) e da Delta Force, divididos em três grupos, tinham rastejado atrás das linhas inimigas. Todas as três equipes usaram rotas difíceis que acreditavam que o inimigo não poderia monitorar. Uma das equipes usou até veículos Desert Patrol Vehicles-DPV. Uma equipe Seals descobriu posição fortificada com metralhadoras que podia ser usada como posto de observação. A metralhadora estava na posição de disparar para baixo contra todos os helicópteros que voassem no vale. Os Chinooks que nesta operação transportavam de 30 a 40 infantes seriam abatidos como patos. Os Seals não atacaram a posição, mas chamaram AC-130 para destruí-la. Porém além deste chamado havia muitos outros perto do inicio da batalha. Quando o comandante da 101ª voou em um de dois helicópteros que transportavam tropas para o vale, esses helicópteros foram alvos dos disparos daquela metralhadora. Mas tarde acharam em um dos helicópteros buracos de projéteis que poderiam ter abatido a aeronave.


No dia 2 de março de 2002, as três equipes das forças especiais eram as únicas que estavam em terreno elevado, pois os planejadores da batalha tinham escolhida primeiro tomar as terras baixas. Por isso as equipes eram de extrema importância para coordenar os ataques aéreos.


O Major General Frank Hagenback, comandante da 10ª Divisão de Montanha, desejava retirar todos os operadores especiais do cume, quando tomou a decisão de enviar um segundo grupo de assalto aéreo vindo do norte, mandando-o manobrar e atacar do norte para o sul, abaixo da linha do cume da montanha. Mas o comandante das Operações Especiais o convenceu a não retirar seus homens. Quando souberam que não havia civis no vale, os americanos, usando o poder aéreo, destruíram uma vila lá embaixo e o assalto aéreo em direção ao sul foi cancelado.


No dia 4 de março de 2002 aconteceu uma grande batalha envolvendo forças das operações especiais da Coalizão. Essa batalha aconteceu nas montanhas de Takur Ghar no Vale de Shah-e-Kot. Como parte da Operação Anaconda, as equipes das forças especiais foram usadas como os olhos e ouvidos das forças armadas da Coalizão. Iniciando como um conflito entre forças especiais e os combatentes do taliban e da Al-Qaeda, a partir da Operação Anaconda, este conflito passou a ter um foco mais convencional. Um dos principais objetivos da Anaconda era eliminar pessoal inimigo no Vale de Shah-e-Kot. Um dia de combate causou mais baixas nas forças especiais do que toda a Operação Enduring Freedom.

 

A parte convencional da Anaconda ficaria por conta da 10ª Divisão de Montanha (1 batalhão) e da 101ª Aerotransportada (2 batalhões). Segundo comentaristas militares a batalha, Takur Ghar foi a mais feroz que as forças especiais americanas se envolveram desde os combates na Somália em 1993, em Morgadicio.
 
Os comandantes americanos da operação Anaconda queriam introduzir operadores especiais na crista da montanha. Raciocinaram que a área serviria como um grande ponto de observação. Infelizmente, o pensamento inimigo também foi o mesmo como o relatório de batalha indicou. A Al Qaeda tinha combatentes posicionados perfeitamente no local para desferir fogo contra os helicópteros e contra as tropas da Coalizão que operavam no vale abaixo.

 

No dia 4 de março começou uma grande crise, quando se decidiu enviar mais tropas Navy Seals para a batalha, pois estes estavam muito desejosos de lutar, mas os operadores do Exército ficaram aborrecidos com isto. Uma série de enganos fez com que o helicóptero dos Seals tentasse pousar em um local errado, em cima de uma posição inimiga fortemente armada.
 
Um helicóptero MH-47E do 160th SOAR (A) com o sinal de chamada “Razor 03” transportou Seals e um controlador de combate da USAF ao topo da montanha por volta das 03:00 a.m. do dia 02 de março de 2002. Enquanto se aproximava para pousar foi alvo de um forte fogo vindo de terra. Um foguete propelido golpeou a aeronave. O piloto realizou manobras para sair imediatamente da área. O operador Seal de 1ª Classe Neil Roberts Petty, deslizou da rampa para fora da aeronave e caiu. Foi uma queda curta na neve lá embaixo. O helicóptero voou para fora da área e pousou aproximadamente a sete quilômetros do local. Segundo evidencias Roberts chegou vivo ao chão e acionou o seu dispositivo de sinalização. Porém foi morto logo depois por fogo inimigo. A execução de
Roberts foi filmada por um UAV Predator.
 
Um outro helicóptero - “Razor 04” – que transportava uma outra equipe Seal, mais o Controlador de Combate da USAF, Sgt.
John  A. Chapman foi acionado para resgatar Roberts. O helicóptero foi alvo de tiros mas pôde entregar a equipe. Os Seals e o controlador de combate se aproximaram da última posição conhecida de onde estava Roberts, mas foi alvo de forte tiroteio. Enquanto manobraram, engajaram os homens da Al-Qaeda e mataram vários deles. Porém Chapman foi morto e alguns dos Seals foram feridos. 
 
Os Seals decidiram romper contato com o inimigo. Em seu auxilio um AC-130 da USAF forneceu o fogo de cobertura enquanto os Seals desciam a montanha e pediam auxílio imediato. A missão de apoio foi dado à Força de Reação Rápida dos US Rangers baseada em Gardez. Uma equipe de 23 homens transportada em dois helicópteros (
"Razor 1" e "Razor  2") MH- 47E foi enviada à área. Porém comunicações confusas fizeram com que os Rangers acreditassem que os Seals ainda estavam sobre a montanha, foi para lá que o "Razor 1" foi, ficando o "Razor  2"
no apoio.


Quando o
"Razor 1" estava ao alcance das armas da Al-Qaeda foram disparados foguetes RPGs e metralhadoras. O Sgt. Phil Svitak do exército, artilheiro da porta, foi morto e ambos os pilotos feriram-se. O MH-47E deixou de funcionar e todos a bordo esforçaram-se para sair. O Sgt. Brad Crose e Matt sobreviveu ao fogo inicial, mas foi morto enquanto retiravam da aeronave o Especialista Marc Anderson que foi ferido e morto quando ainda estava no helicóptero.

 


Mesmo com a confusão, os Rangers, tripulantes e o controlador de combate da USAF moveram-se para atacar o inimigo. Uma vez que se tornou aparente que a força da Al-Qaeda na montanha era demasiado numerosa, o grupo acionou o aeronaves para apoio aéreo aproximado. Os controladores de combate lançaram bombas de 500 libras a cerca de 50 metros da posição dos operadores americanos.


Nesse ínterim, o
"Razor 2" com outra Força de Reação Rápida pousou em uma outra posição. Os Rangers escalaram os 2.000 pés acima da montanha até à posição original e alcançaram seus companheiros por volta das 10:30 A.M.


As equipes unidas assaltaram então as posições da Al-Qaeda. Eles tiveram o apoio do fogo aéreo aproximado com caças F-15 e F-16, que lançaram bombas nos bunkers inimigos e tiveram apoio de duas metralhadoras que forneceram fogo de supressão. Sete rangers tomaram o monte o mais rápido como poderia permitir a neve que dava nos joelhos. Dentro de minutos, os rangers tomaram o monte, matando todos os homens da Al-Qaeda.

 

Os Rangers e os aviadores consolidaram sua posição. Mas homens da Al-Qaeda posicionados em um outro local, a aproximadamente 400m dispararam contra a estação temporária do DAE (Dispositivo Automático de Entrada) da equipe. O aviador sênior Jason Cunnigham dos Pararescueman da USAF foi atingindo e morreu decorrente aos ferimentos.


O grupo permaneceu no alto de Takur Ghar até que anoitecer porque os comandantes decidiram que a área estiva demasiada quente para uma outra tentativa do salvamento à luz do dia. Sete americanos morreram na batalha, e 11 foram feridos. Um total de 200-300 inimigos foram mortos.

 


A Operação Anaconda teve várias falhas. Entre elas a inteligência acreditava que existiam apenas 250 inimigos no local, mas na verdade eram cerca de 1.000. Também os comandantes americanos insistiram na formula pequenas equipes das forças especiais+poder aéreo+forças locais, porém a realidade do momento, que seria a última chance de derrota uma grande força da Al-Qaeda em campo, exigia um número maior de forças convencionais de confiança como a 101ª e a 10ª Divisão. Outro erro foi pensar que os homens da Al-Qaeda lutariam da mesma forma que as forças talibans. Os afegãos lutaram no seu estilo próprio, que incluía a mudança de lado por dinheiro, a fuga do campo de batalha quando a pressão se fazia forte demais e rendição em massa. Os homens da Al-Qaeda eram muçulmanos vindos dos mais diversos paises do Oriente Médio e Ásia, altamente motivados e treinados e determinados a morrer por sua causa. Outra falha foi as forças locais que foram usadas, pois elas faziam parte da nada confiável "Aliança Oriental", que quando usada fraquejou diante do fogo inimigo e segundo alguns até facilitou a fuga de membros da Al-Qaeda para o Paquistão.

 

Também houve uma confiança demasiada na tecnologia. Os UAV-Predators e os satélites não viram tudo; Repetidas vezes, no alta das montanhas  - os sistemas de tecnologia falharam. Um soldado americano foi por fogo amigo quando um sistema de navegação dos AC-130 falhou. Os rádios por satélite funcionaram mal também durante a luta.

 

A Operação não foi um sucesso. O alvo era destruir as forças inimigas no local, mas centenas de inimigos escaparam e fugiram para o Paquistão. Muitos ainda estão lá. O número de morto americano poderia ter sido muito pior se não fosse a ousadia e habilidade das forças da Coalizão.

Estas perdas de MH-47 foram sentidas duramente pelas unidades, que dispunha apenas de 25 MH-47 (11 MH-47D no 3/160 SOAR (A) e 24 MH-47E no 2/160), sobretudo tendo em conta vários aparelhos extendidos para às Filipinas para ajudar as forças filipinas contra guerrilha islamica (um MH-47E foi perdido neste país em fevereiro de 2002), e cinco outro estacionados na Coréia do Sul.

Iraque

No dia 23 de março de 2003 uma JSOC, formada por operadores da Força Delta e/ou DEVGRU, e Rangers foi transportada por helicópteros do 160º SOAR, com a missão de assaltar um local suspeito de armazenar armas químicas em Al Qadisiyah, uma cidade remota no iraquiano deserto.

A força de assalto era composta de:
2 helicópteros MH-6 Little Bird, transportando snipers da Delta Force.

2 helicópteros AH-6 Little Bird gunships
4
helicópteros MH-60K 'Kilo' Black Hawks, transportando Rangers
2
helicópteros MH-60L DAP Black Hawk gunships
2
helicópteros MH-47 Chinooks, transportando  a força de assalto da JSOC

2 helicópteros MH-47 Chinooks, transportando uma força de reserva


Os primeiros elementos da força chegaram em cima do objetivo por volta da meia-noite - 2 MH-6s com os seus passageiros da JSOC fizeram uma varredura no solo, procurando alguma resistência do exército iraquiano. Em seu apoio, bem atrás deles estavam 2 AH-6
gunships, armados com miniguns e foguetes. Eles não encontraram nada.

 

Logo depois chegaram os MH-60K, que desembarcaram os Rangers em posições pré-definidas. Os Rangers proveram fogo de apoio para a Força Delta/DEVGRU, que desembarcou logo após e passou a vasculhar a posição inimiga. Os Rangers atacaram os prédios adjacentes ao objetivo e em seu apoio, um AH-6 disparou foguetes contra posições inimigas.

 

Como os AH-6 e os snipers transportados pelos MH-6K suprimiram qualquer hostilidade no chão, uma força composta por Deltas/DEVGRUs chegou nos MH-47s, que pousaram em uma rápida sucessão perto do alvo designado. Os operadores da JSOC começaram a limpar os edifícios do complexo designado, metodicamente, vasculhando laboratórios, escritórios e instalações de armazenamento, enquanto procurando sinais de aramas de destruição em massa e coletavam inteligência.

A força de assalto tinha sofrido só 2 feridos durante a inserção; um Rangers que tinha se machucado em seu MH-60K e um Nightstalker a bordo de um Chinook que inseriu a força Delta/DEVGRU e que tinha sido baleado na mandíbula. Ambos foram levados para uma posição segura no deserto onde eles foram tratados por uma equipe médica instalada a bordo de um C130 especialmente equipado. Esta posição também serviu como um ponto de reunião para os Kilos e Chinooks, que esperaram até que eles foram acionados de volta à área designada para extrair os seus "clientes".

 

Os iraquianos tentaram atacar os americanos, mas a ação integrada do poder de fogo dos Rangers no solo e dos dois MH-60L DAP no ar, mantiveram a força hostil a distância, dando a força dos Deltas/DEVGRUs o tempo que eles precisaram para completar sua varredura. Com a missão completada no chão, foram chamados os Chinooks para extração. Assim que os Deltas/DEVGRUs foram retirados, os 4 MH-60Ks entraram e extrairam os Rangers , que não pasaram mais de 45 minutos em terra. Dentro de minutos, todos estavam em território amigo, escoltados pelos gunships. Precisamente o que foi achado dentro dos prédios não foi declarado oficialmente.

Em 04 abril de 2004, um grupo de trabalhadores estrangeiros foi seqüestrado nas ruas de Bagdá por criminosos iraquianos. Um dos reféns, o italiano Fabrizio Quattrocchi, foi executado não muito depois disso. Os restantes dos reféns foram Salvatore Stefio, Umberto Cupertino e Maurizio Agliana da Itália, e Jerzy Kos, da Polônia. Kos era representante no Iraque da construtora polonesa Jedynka, que erguia casas em Bagdá e os italianos trabalhavam para uma empresa americana de segurança.

Quando as forças de inteligência da Coalizão recebeu informações confiáveis sobre onde os trabalhadores estavam detidos, um ousado plano de resgate foi posto em execução. Em 8 junho, os operadores de um esquadrão misto da Delta Force dos US Navy SEALs, embarcaram em helicópteros MH-60k do 160th Special Operations Aviation Regiment.

Voando baixo sobre a periferia de Bagdá e rodovias, os MH-60k se aproximaram do seu objeto, um prédio perto de Ramadi. O prédio estava sob intensa vigilância da inteligência, que confirmou a presença dos reféns lá dentro. Esta informação veio através dos poloneses e seus contatos. a inteligência foi reforçada por operações de SIGINT que monitorava os celulares dos seqüestradores. Acreditasse que a ISA tenha cooperado com as ações de SIGINT.

A força de resgate era formada por quatro helicópteros MH-60K (Prince 61-4 operadores; Prince 62 - 8 operadores; Prince 63 - 7 operadores; e Prince 64 - 8 operadores) e quatro Litke Bird AH-6 (Granite 71, 72, 73 e 74, cada um com três operadores).

Os MH-60Ks pousaram rapidamente e próximo ao prédio, permitindo aos operadores Delta saírem rápido para o resgate dos 4 reféns. Segundos depois de chegarem ao solo os operadores já estavam dentro do prédio, iniciando o processo de limpeza dos cômodos. Os seqüestradores foram apanhados completamente de surpresa e não ofereceram resistência e foram rapidamente dominados. Os perplexos reféns foram encontrados amarrados e cobertos de poeira em uma das salas. A operação tinha sido um sucesso total, devido tanto ao meticuloso trabalho feito pelas diversas agências de inteligência como também pelo trabalho da Força Delta e dos Night Stalkers. O tempo do resgate: desde o pouso até chegar aos reféns passaram-se apenas 17 segundos e 8 cêntimos .

Quando foi recebido no aeroporto de Varsóvia por sua esposa e amigos, Jerzy Kos, ainda pálido falou sobre o seu resgate: "Toda a operação durou dois ou três minutos. Ouvimos o barulho dos helicópteros que aterrissaram na parte externa e depois a explosão que fez saltar pelos ares a porta metálica do local em que estávamos", disse. "Os italianos e eu nos agachamos cada um em seu canto, deixando de prestar atenção nos guardas armados, tudo em meio a uma nuvem de poeira que invadiu o quarto", continuou. "Abri um olho, vi soldados com uniforme americano e ouvi: 'don't worry, we're Americans' ('não se preocupem, somos americanos')", lembrou Kos. "Não esquecerei disto até o meu último dia de vida", acrescentou, com a voz embargada. "Depois, os soldados nos levaram pela mão e nos fizeram correr até o helicóptero, que decolou imediatamente", explicou, mostrando aos jornalistas uma medalha com as cores da bandeira americana que os soldados deram de presente aos reféns libertados. "Tentavam nos acalmar a todo momento porque não acreditávamos na nossa libertação", contou.

No 24 de Março, Rangers do 3º Batalhão conduziram um salto de combate contra o aeródromo H-1, para garantir as operações na zona oeste. A base foi então utilizada como plataforma de lançamento de operações especiais. Segundo algumas fontes militares o deserto ocidental do Iraque se transformou no "playground das forças especiais".

 

Durante várias noites, operadores Deltas conduziram através das linhas iraquianas em torno da barragem de Haditha, com seus quadriciclos ATVs "stealth", para marcarem alvos para os ataques aéreos da Coalizão. Esses ataques destruíram um grande número de veículos blindados e sistema de defesa antiaérea. As missões de reconhecimento em torno da barragem indicaram que uma força maior era necessária para capturar aquele objetivo. Assim um segundo esquadrão da Força Delta foi enviado de Fort Bragg, juntamente com um Batalhão dos US Rangers e a Companhia C do 2/70º Blindado equipada com tanques Abrams M1A1. Os tanques foram trazidos de Tallil para H-1 em aviões transportes C-17 e de lá foram para Grizzly, um local estabelecido pela Força Delta no deserto entre a barragem e Tikrit, que servia de posto de suporte para a missão. O esquadrão Delta adicional voou diretamente dos EUA para Grizzly.

A noite de 1º de abril viu o esquadrão Delta e 3º Batalhão dos Rangers realizar um assalto terrestre com veículos Pinzgauers e GMVs contra o o complexo da barragem de Haditha. Apoiados por um par de AH-6Ms, eles tomaram os principais edifícios administrativos com pouca oposição inicial. Logo após de madrugada um sniper dos Rangers eliminou três iraquianos com RPG do lado Oeste da barragem, e Rangers no lado oriental engajaram um caminhão transportando infantaria, o que levou a uma hora de duração contacto.

No lado sul da barragem um pelotão Ranger recebeu a missão de tomar a estação de força, enquanto posições de bloqueio eram instaladas na estrada principal que levava ao complexo de Haditha. Esses bloqueios ficaram sob fogo de morteiros, mas helicópteros AH-6 silenciaram as posições de morteiros com suas metralhadoras de múltiplos canos. Quando outra posição de morteiro foi acionada pelo inimigo, foi imediatamente eliminada por uma equipe dos Rangers armada com Javelin.  

Por cinco dias após a tomada da barragem de Haditha as forças iraquianas continuaram a atacar os Rangers. Os ataques consistiam principalmente de fogo artilharia e de morteiros, mas houve vários assaltos de infantaria. Três Rangers foram mortos por um suicida em um carro bomba no dia 3 de abril. O carro era conduzido por uma mulher grávida que pediu água aos Rangers, pouco depois o terrorista dentro do carro detonou a bomba, matando todos dentro do carro e três Rangers.

Um observador avançado iraquiano se aproximou da barragem em uma caiaque, que foi afundado como fogo de .50 e o iraquiano capturado com mapas e esboços das posições dos Rangers.

Outro, problema mais sério ocorreu quando um disparo de artilharia atingiu um transformador, desligando a eletricidade na barragem. Pouco depois que o transformador foi reparado se descobriu que apenas uma das cinco turbinas na barragem estava operando, e que a barragem estava começando a vazar. Um ex-engenheiro das Forças Especiais, servindo agora com os Assuntos Civis chegou em um CH-47E e auxiliado por iraquianos civis, conseguiu solucionar o problema de ruptura da barragem. Ironicamente os iraquianos aparentemente não planejavam inundar região, mas a ação dos americanos evitou um desastre não intencional.

Fuzil automático MK18 Mod 0 / M4A1 usado pela Força Delta

 

Os Delta entregaram aos Rangers em 1ª abril o controle do local e se dirigiram para o norte para realizar emboscadas ao longo da estrada ao norte de Tikrit, onde estava forças iraquianas e tentar capturar altos funcionários e comandantes militares iraquianos que tentassem escapar para a Síria. Os Deltas travaram contato com meia duzia de fedeyeen perto de Tikrit em 2 de Abril, onde dois operadores Delta ficaram feridos, um seriamente. Imediatamente o Esquadrão C solicitou uma evacuação médica (CASEVAC) urgente e um suporte aéreo aproximado, visto que forças iraquianas de tamanho de uma companhia estavam se aproximando dos americanos.

Dois MH-60Ks e dois MH-60L DAPs do 1/160th SOAR foram acionados imediatamente e chegaram a posição onde estavam os Deltas em 90 minutos. As aeronaves DAPs engajaram alvos inimigos em terra, permitindo que os Deltas levassem seus feridos para uma LZ onde os MH-60K puderam pousar. Um dos operadores tinha morrido devido a perda de sangue. Ele foi colocado na aeronave envolto em uma bandeira. Os MH-60 voltaram a toda velocidade para sua base sendo escoltados por um par de aviões A-10.

Os DAPs permaneceu no local e destruíram um caminhão que transportava uma equipe de morteiros e tropas de infantaria. Os Deltas eliminaram o fogo de armas de pequeno porte que estava sendo direcionado contras os DAPs. Outro par de A-10 chegou ao local e foram guiados para seus objetivos pelos DAPs. Uma bomba de 500 libras lançou fragmentos a 20m da posição dos Deltas, matando uma grande quantidade de tropas inimigas em uma ravina. Os DAPs entregaram aos A-10 a cobertura sobre os Deltas e se preparam para voar em direção ao Norte. Com pouco combustível eles avistaram a frente no terreno várias posições de morteiro e tropas de infantaria que rapidamente se tornaram alvo de seus canhões de 30 mm e suas miniguns. Depois do ataque os DAPs voltaram para H-1 voando baixo e com pouquíssimo combustível.

A partir de Grizzly, os Deltas montaram operações para interditar avenidas de evacuação para altas dirigentes do partido Baath Rodovia 1 (as Rodovias 2 e 4, através do deserto ocidental foram asseguradas pelas equipes do SAS britânico e australiano). Em 9 de Abril, uma equipe conjunta capturou outro aeródromo perto Tikril. Durante a noite um ataque M1A1 caiu em um buraco de 12m de profundidade, ferindo o carregador. O Abrams foi mais tarde destruída por dois tiros de 120mm de um outro Abram, uma vez que foi considerado como não recuperável. Em meados de Abril, a Força Delta se mudou para Bagdá e os tanques Abrams devolvidos para sua unidade de origem.

Ora os MH-47 não são mais fabricados, e o 160th é a única unidade a ser equipada com eles. Sendo asism como consequencia o US Army Special Operations Command mandou encomendar 61 novos MH-47G, com efeito CH-47D, MH-47D e MH-47E fora modificados. A unidade teve ainda mais necessidade de seus MH-47 quando foi solicitada para operar durante a Operação Iraqi Freedom em 2003.

Embora todas as unidades da aviação do exército tenham uma potencialidade inerente para suportar operações especiais, as unidades do 160th SOAR (A) foram designadas especificamente pela Secretária de Defesa dos EUA para ser preparada, treinada, e organizada para a sustentação de missões de operações especiais.. O 160th SOAR (A) organiza, treina, equipa, valida, emprega, sustenta, e mantém recursos aéreos  para cumprir missões nos teatros sob a responsabilidade dos CINCs, para conduzir a ação direta,  reconhecimento especial, e outras operações especiais.

Missões

O 160th SOAR (A) realiza a condução especial dos recursos da aviação do Exército dos EUA para apoiar operações conjuntas das forças especiais. Estas missões incluem o uso de recursos dedicados da aviação:
- Inserção, extração e ressuprimento de forças de operações especiais (FOE);
- Escolta armada e condução de reconhecimento, coleta de inteligência, e guerra eletrônica na sustentação de missões das FOE;
- Fornecer C3 para elementos das FOE;
- Fornecer recursos normais da aviação para sustentação durante operações do tempo de paz e da contingência.
A missão a mais freqüente é a penetração clandestina para a inserção, extração, e/ou ressuprimento das FOE.

Organização

O regimento consiste em um QG, na Companhia de Treinamento de Avião para Operações Especiais, e em quatro batalhões: o 1º e o 2º baseados em Fort Campbell, o 3º Campo Hunter de Avião do Exército, Georgia, e o 4º no Fort Lewis, Washington. Tem também uma companhia avançada na área do Comando do Pacífico. Isto permite que o 160th SOAR monte rapidamente forças misturadas para atender às necessidades especiais das operações especiais na região.

 A estrutura organizacional do 160th SOAR (A) permite que o Regimento adapte rapidamente seus recursos originais para responder as exigências da missão atribuída as forças de operações especiais.

Sikorsky MH-60K 'Black Hawk'

160th Regiment SOAR
Company HQ
Company Maintenance

1st Battalion, Fort Campbell
Company HQ
Company A (AH-60G)
Company B MH-60G)
Company C (MH-60K)
Company D (MH-60L)

2nd Battalion, Fort Campbell
Company HQ
Company A-B-C (MH-47E)

3rd Battalion, Hunter Airfield Fort Benning
Company HQ
Company A (MH-60L)
Company B (MH-47A)
Company C (MH-60)

4th Battalion, Fort Campbell
(MH-60 Antiterrorist)
Training Company
Forward-deployed company located in the U.S. Pacific Command
Forward-deployed company located in the U.S. Southern Command

Seleção e treinamento

Piloto de helicóptero Black Hawk, do Exército dos EUA no Panamá durante a invasão em 1989.

O 160th SOAR buscar selecionar os melhores aviadores e equipes de suporte. Os oficiais e os alistados são voluntários ou direcionados pelo US Army HRC (Human Resources Command - Comando dos Recursos Humanos). Os pilotos têm que ter, no mínimo, 1000 horas de vôo de helicóptero, sendo que pelo menos 100 com óculos de visão noturna. Além disso passam por diversos testes físicos, médicos e psicotécnicos comuns à maioria das tropas de operações especiais. Após isso, são submetidos à um estágio de cinco semanas conhecido como Green Platoon. Os mecânicos passam pelos mesmos testes.

Todos recebem um treinamento intensivo. O curso básico Night Stalker para soldados alistados dura 5 semanas; o curso para oficiais de 20 a 28 semanas. Um novo Night Stalker é considerado qualificado para missão depois de um ou dois anos, e recebe a qualificação de de ligação de vôo entre três a cinco anos. O 160th SOAR também recruta mulheres que ocupam todas as posições do staff.

O adestramento de vôo do regimento é voltado, principalmente, para o vôo de contorno com óculos de visão noturna. As tripulações das aeronaves de ataque treinam para prover um apoio aéreo aproximado à tropas de operações especiais, além de atuar como GAA e guiar munições inteligentes até o alvo. As aeronaves de transporte tem a principal finalidade de infiltrar, ressuprir e exfiltrar as tropas.

O batalhão possui também equipes de apoio, como as FARP Team. Porém a estrutura da unidade é totalmente voltada para a parte operacional: não dispõe de rancho, equipes para prover a segurança ou manter uma base. É totalmente dependente de outras unidades para prover sua estrutura administrativa.

O Night Stalker abriu caminho para muitas das técnicas usadas hoje pelo avião militar e ajudou a desenvolver muitos equipamento usados hoje em operações noturnas por outras unidades da aviação do exército, e continua a conduzir muitos avanços técnicos. Além de terem desenvolvido equipamentos e armamentos especiais, foram os primeiros a usar helicópteros com visão noturna e a operar a partir de navios.

Equipamento - Aeronaves

O 160th SOAR é dotado de aeronaves exclusivas, que não são empregadas por outras unidades do Exército americano.

AH-6 Little Bird - Helicóptero Leve de Ataque

Missão
O AH-6J é uma versão altamente modificada da série de helicópteros comerciais McDonnell Douglas 530. A aeronave de ataque que possui uma única turbina e controle duplo de vôo. É empregado principalmente com o fim de prover apoio aéreo tropas das forças especiais no solo, destruição de alvos designados, e escolta armada de outras aeronaves. O AH-6J normalmente voa com dois pilotos.

Desdobramento
O AH-6 pode ser desdobrado por qualquer transporte de Força Aérea dos EUA. Um C-141 é capaz de transportar até 6 AH-6s e um C-130 pode transportar até 3
AH-6s, com uma capacidade de upload/offload rápida.

Equipamentos
Os equipamentos de comunicações são seguros e envolve os modos UHF e
VHF. O SATCOM é instalado em algumas aeronaves. As aeronaves possuem o Forward Looking Infrared Radar (FLIR - Radar de varredura frontal infravermelha) que é um sistema passivo que provê uma imagem infra-vermelha das características do terreno e do solo ou objetos aerotransportados de interesse. As Imagens podem ser registradas em vídeo em um gravador VHS.

Sistema de Armas
Esta aeronave pode ser provida com uma variedade de miniguns de 7.62 mm,  pods de foguetes de 70 mm, metralhadoras .50, ou mísseis ar-terra Hellfire como também canhão de 30 mm e mísseis ar-ar  Stinger.

MH-6 Little Bird - Helicóptero Leve de Transporte

Missão
O MH-6J é o único helicóptero leve que sofreu modificações externas para poder transportar seis soldados armados e seus equipamentos, sendo capaz de realizar infiltrações, exfiltrações, assaltos sobre uma variedade de terrenos e condições ambientais diversas. Também pode ser usado para Comando e Controle e em missões de reconhecimento.

Equipamentos
O pacote de aniônicos de comunicações do MH-6J consiste em FM, UHF, VHF,
Motorola Saber, e SATCOM. São extremamente seguros e capazes. A configuração básica do MH-6 consiste no External Personnel System montado em cada lateral da aeronave, para um total de seis assentos externos e
dois internos. A aeronave pode ser configurada rapidamente para Fastrope e operações de STABO. Prateleiras de motocicleta provêem o capacidade para inserir e extrair até 2 motocicletas. Algumas aeronaves estão equipadas com FLIR.

Desdobramento
Seu pequeno tamanho permite seu fácil e rápido transporte em aviões C-130, C-141, C-17 e C-5. Um C-141 é capaz de transportar até 6 MH-6s e um C-130 é capaz transportar até 3 MH-6s, com uma capacidade de upload/offload rápida.
MH-6s enlata offload, constrói, e parte dentro de 15 minutos.
Ego-desenvolvimento é ilimitado com reabasteça apoio a chão ou
locais de recipiente de superfície todo 270 NM.

Nota: O MH-6J/AH-6J são as versões para operações especiais do OH-6, usado desde a década de 1960. São o resultado do programa MELB (Mission-Enhanced Little Bird) que transformou um projeto de mais de quarenta anos no principal diferencial do SOAR. O AH-6J e o MH-6J são a mesma aeronave, podendo trocar entre si o armamento e as pranchas de transporte.

Os helicópteros Black Hawk:

Os helicópteros Black Hawk são projetados para agüentar situações difíceis.
A versão blindada pode agüentar o impacto de cartuchos 23 milímetros sem maiores danos aos mecanismos de controle de vôo. O helicóptero possui um sistema automático de vedação do tanque de combustível, que também é resistente a impactos, e pode permanecer em vôo mesmo que seus sistemas primários hidráulicos e elétricos não estejam funcionando.
O equipamento de pouso e o compartimento da tripulação e passageiros foram projetados para prevenir ferimentos dos ocupantes do helicóptero absorvendo o choque de pousos mais difíceis.
Partes mais importantes do motor são protegidas da possibilidade de congelamento em grandes altitudes ou vôos em montanhas.

Ele pode ser modificado para desempenhar vários papéis em um combate.
O helicóptero pode transportar macas especiais em suas laterais, ou carregar combustível suficiente para que ele tenha mais de mil milhas marítimas de autonomia de vôo. O modelo Black Hawk para resgate médico pode transportar mais de seis pessoas com ferimentos graves do campo de batalha, além de providenciar o equipamento necessário para os médicos salvarem vidas antes de retornar à base.

O Black Hawk foi projetado inicialmente para missões de resgate, infiltração, retirada e fornecimento de suprimentos para forças especiais. Ele pode operar em condições extremas, com tecnologia avançada para voar até o objetivo. Isto inclui pilotos usando óculos para visão noturna, sistema infra-vermelho de visão à distância e radares.

Um dos aspectos mais importantes do Black Hawk é a autonomia de vôo. Ele pode ser transferido de um porta-aviões e enviados para uma missão. Mas eles também podem ser reabastecidos durante o vôo, estendendo a autonomia de vôo e a flexibilidade da missão. Teoricamente, estes helicópteros podem realizar ações militares dentro do território inimigo depois de decolarem de porta-aviões e então ser reabastecidos para voltar para a base ou para uma segunda missão.

Algumas versões do Black Hawk podem levar mais de quatro toneladas de equipamento.
A versão modificada do helicóptero pode carregar uma unidade das forças especiais e um veículo de combate blindado Avenger para uma área e depois retirá-los de lá quando a missão terminar. O Black Hawk também conta com uma rede designada para resgatar soldados, feridos ou não, a mais de 200 metros do chão.

O Black Hawk tem vários sistemas de defesa. Mísseis Hellfire podem ser lançados de mastros nas laterais. O helicóptero também conta com metralhadoras M-60 e .50 localizadas nas janelas e portas da cabine. Carrega também equipamento para minimizar as chances do inimigo identificá-lo, como um receptor de aviso de radares. Uma versão do Black Hawk também tem a habilidade de espalhar minas pequenas durante o vôo.

 Especificações técnicas do Black Hawk UH-60L

* comprimento (com rotores girando): 19,76m (64 pés, 10 polegadas)
* comprimento da fuselagem: 15,26m (50 pés, 0,75 polegadas)
* largura da fuselagem: 2,36m (7 pés, 9 polegadas)
* altura: 5,13m (16 pés, 10 polegadas)
* diâmetro do rotor principal: 16,36m (53 pés, 8 polegadas)
* diâmetro do rotor de cauda: 3,35m (11 pés)
* dimensões da cabine:
    - comprimento: 3,84m (12 pés, 7 polegadas)
    - largura: 1,88m (6 pés, 2 polegadas)
    - altura: 1,37m (4 pés, 6 polegadas)

* peso (vazio): 5.263kg (11.605 libras)
* peso bruto para missão: 7.950kg (17.527 libras)
* velocidade máxima de cruzeiro: 287km/h (155 nós, 178 milhas/h)
* velocidade não excedível: 361km/h (195 nós, 225 milhas/h)
* razão de subida vertical (ao nível do mar): 915m (3.000 pés)/minuto
* teto de serviço: 5.837m (19.150 pés)
* alcance: 600km (373 milhas)
* custo unitário: R$13,6 milhões

MH-60K Blackhawk - Helicóptero Utilitário

O MH-60K é uma variante altamente modificada do UH-60 básico, que inclui a sonda de reabastecimento, equipamento de navegação melhorados, inclusive multi-modo e FLIR. Pode transportar mais de 12 soldados além da tripulação de quatro pessoas. Os assentos da tripulação são blindados para evitar ferimentos no piloto.

MH-60L Blackhawk

É uma versão não muito diferente do UH-60L que o restante do Exército dos EUA emprega.

MH-60L Blackhawk (Direct Action Penetrator - DAP)

MH-60L Direct Action Penetrator é o Black Hawk armado, que serve principalmente como helicóptero de ataque. Dispõe de um HUD integrado ao sistema de tiro e carrega uma grande variedade de armamentos. O mais comum é levar um casulo de foguetes 70 mm, um canhão de 30 mm e duas Miniguns 7,62 mm. Apesar de ter a capacidade de também carregar tropas, o DAP normalmente não é empregado neste tipo de missão.

Sua missão principal é realizar operações de ataque de helicópteros, em utilizando fogo de área ou precisão no auxilio a infiltração armada ou exfiltração de pequenas unidades. Também pode prover escolta armada para emprego contra ameaças a uma formação de helicópteros. Suas missões podem ser realizadas durante, noite ou condições de tempo adversas.

Nota: Os MH-60 podem ser desdobrados por aeronaves C-17, C-5A/B e C-141.
Um máximo de seis MH-60s podem ser carregados em um C-5A/B. É necessário cerca de uma hora para preparar os helicópteros para o embarque.  Um máximo de quatro MH-60s podem ser carregados em aeronave C-17. Um máximo de dois MH-60s podem ser carregados em um C-141. Munição para os sistemas de arma é palletizados e carregados na mesma aeronave.

MH47D/E CHINOOK - Missões
O helicóptero MH-47 Chinook é um aparelho pesado de 17 m de comprimento com mecanismo rotatório duplo (dois rotores). Realiza missões de transporte de tropas e material durante as operações de infiltração/exfiltração em território inimigo, efetua ataques e operações em pára-quedas, socorro e resgate (SAR; C-SAR) atrás das linhas inimigas, em todo tipo de lugares - terrestres, urbanos ou marítimos, inclusive pode operar de plataformas ou embarcações.

Equipado para vôos noturnos e com más condições meteorológicas, a tripulação é capaz de conduzir missões a baixa altitude em ambiente hostil, com baixas condições de visibilidade.
Pode transportar até 35 homens, durante missões em baixa altitude em terreno hostil e em todo tipo de topografia, inclusive com visibilidade reduzida, graças a um avançado sistema de navegação e tecnologia  moderna e totalmente integrada.

Propulsionado por dois rotores alimentados por dois motores com turbina L714 com controle totalmente digital, pesa 9,18 toneladas vazio, pode voar a uma velocidade cruzeiro de 120 nós (220 km/h), chegando a até 170 nós (315 km/h) a uma altitude máxima de 20.000 pés (6.100 m). Sua carga útil pode chegar a 7,1 toneladas.

O MH47 realiza missões de infiltrações, exfiltração, assalto aéreo e ressuprimento, nas mais variadas condições de tempo. A aeronave pode também executar uma variedade de
outras missões inclusive operações embarcadas, urbanas, de plataformas,com pára-quedistas, operações FARP, C-SAR e SAR.

É possível transportar 2 MH-47s em um avião de transporte C-5. O tempo de preparo é de aproximadamente 8 horas. Também se pode transportar 2 MH-47s em um C-17, com o mesmo tempo de preparo.

MH-47D Chinook

O MH-47D está especialmente equipado para operações que exijam longa autonomia de vôo em más condições climáticas, como longas infiltrações ou exfiltrações. Possui um sistema de detecção de tripulantes abatidos, um dispositivo de evacuação rápida e armamento defensivo que consiste em duas metralhadoras M-134 e uma metralhadora M-60D. Sa aviônica é voltada para o vôo em condições de clima ruim e com pouca ou nenhuma luminosidade. Possue sonda para reabastecimento em vôo.

MH-47E Chinook - Helicóptero de Assalto Pesado

O MH-47E é especialmente concebido e equipado para as operações de ataque. É voltado para o transporte de tropas e sistemas duplicados, aumentando as chances de sobrevivência em combate. Possue sonda para reabastecimento em vôo.
 

A ultra-secreta Seaspray

Esta era uma unidade aérea clandestina para operações especiais do US Army. Sua existência dentro do Departamento de Defesa foi negada devido as suas ligações com a CIA. Foi estabelecida em 2 de março de 1981e estava carregada do transporte clandestino dos elementos das unidades de operações especiais no curso de suas operações. A gerência da unidade estava a cargo de um comando conjunto CIA/US Army. A Seaspray pode ter sida estabelecida em resposta à Ordem Executiva 12036 do presidente Carter em 1978 que proibia geralmente o uso das forças armadas dos Estados Unidos “em atividades especiais.”, leia-se operações clandestinas.

Isto criou um problema para a CIA e o Exército. Pois em uma mão, a CIA transformou-se no único braço para executar no exterior operações clandestinas, mas faltava-lhe os recursos para fazer isso; na outra mão, o Exército tinha o equipamento, mas não a autoridade para realizar operações clandestinas. Uma unidade comum foi então criada para trazer resolver este problema. A Seaspray operou muitas aeronaves, incluindo vários Cessna e Beechcraft e helicópteros Hughes 500MD equipados para transportarem até nove operadores.

A Seaspray operou sob a fachada de uma companhia aérea privada associada com a CIA, a
Aviation Tech Services. A unidade, foi rebatizada mais tarde de First Rotary Wing Test Activity-FRWTA, teve sua base principal no Fort Eustis, Virgínia. Um destacamento foi baseado no aeroporto internacional de Tampa, Florida, para operações na América Central. Entre as operações que provavelmente participou esta a Operação Queens Hunter, concernida para traficar armas entre a Nicarágua e Honduras. A unidade foi recebeu um novo codinome, Quasar Talent no começo dos anos 1990.

 


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