Perfil da Unidade

 

MARINE RECON

CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS DOS EUA - USMC

“Rápido, silencioso, mortal” 


 

As companhias da Force Reconnaissance (abreviadas para 'Force Recon' ou FORECON), são forças do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA capazes de realizarem missões com o objetivo de: fornecer inteligência militar pertinente aos elementos de combate combinado da Marine Air-Ground Task Force (MAGTF); apoiar a unidades de infantaria subordinadas da Fleet Marine Force (FMF), na costa oeste, Pacífico (FMFPac) e da costa leste, do Atlântico (FMFLant). Essas unidades são totalmente capazes de operar independentemente atrás das linhas inimigas para a realização de de missões de patrulha de reconhecimento de longo alcance - LRRP (Long Range Reconaissance Patrol), Ação Direta (DA), e outras ações necessárias em apoio a Fleet Marine Force. 

Usando métodos combinados de infiltrações/extrações helitransportadas, fluvial e marítima eles são capazes de executar operações especiais não convencionais semelhantes, ou para a extensão, do United States Special Operations Forces do USSOCOM (como SEALs e Boinas Verdes), embora normalmente as missões da Force Recon e suas tarefas sejam diferentes.

Missão

Basicamente a Force Recon realiza hoje dois tipos de missões que surgiram na época da Guerra do Vietnã, chamadas Key Hole e Sting Ray.  Essas práticas se tornaram conhecidas hoje como "reconhecimento profundo", ou "Green Operations", e "ação direta", que são conhecidas como "Black Operations".

As patrulhas Key Hole são designadas exclusivamente para missões de reconhecimento e vigilância, geralmente estão levemente equipadas e armadas com armas defensivas, usando de técnicas evasivas para romper o contato com o inimigo em caso de necessidade, evitar o contato com o inimigo é fundamental. Por outro lado as Operações Sting Ray são exatamente o oposto das missões Key Hole, pois são ofensivas, os operadores FORECON estão fortemente armados e usam o apoio de artilharia e/ou apoio de fogo naval, se disponível.

No entanto, o que começou como uma patrulha Key Hole pode se tornar uma Sting Ray se necessário e sem aviso prévio. A versatilidade do FORECON é demonstrado quando missões rapidamente se transformam, de forma planejada ou não, de uma patrulha de longo alcance a um engajamento de ação direta.

Green Operations

A missão principal da Force Recon é o reconhecimento, para coletar todas as informações pertinentes de importância militar, observar, identificar e relatar toda informação sobre os adversários aos comandantes da MAGTF. A  Divisão Recon (também conhecida como Marine Recon Battalions), que são uma mistura de reconhecimento anfíbio e reconhecimento de terreno. Estas missões são conhecidas como Green Operations.  Esta prática fundamentalmente abrange um amplo espectro de reconhecimento, mas principalmente aos operadores FORECON conduzem a LRRP.

Os pelotões Force Recon operam o mais distante de suas contrapartes da Divisão Recon, penetrando profundamente no território inimigo. Eles operam em distâncias tão grandes que estão além dos limites, de proteção da artilharia ou do apoio do fogo dos navios da Marinha, ao contrário de seus irmãos da Divisão Recon, cujas operações são realizadas estritamente dentro do limite do apoio da artilharia e dos fogo dos navios. O silêncio e a discrição são fundamentais para reduzir as chances de comprometer a sua posição, se um único tiro for detonado, a missão falhou. Os novos equipamentos de vigilância são mais leves, resistentes e eficientes, mas ficaram mais numerosos. Uma equipe com menos de seis não pode levar tudo para reconhecimento em profundidade e se sofrem baixa fica mais difícil ainda. Para reconhecimento em profundidade a sobrevivência é baseada na furtividade e um time quatro é pouco para compor os turnos de vigília e descanso, ficando pouco alertas. Um número grande atrapalha a furtividade, podendo ficar comprometidos, com mais de seis é mais arriscado ainda.  Operando atrás das linhas não podem contar com apoio de artilharia e apoio aéreo aproximado e a extração demora. Devem ter poder de fogo e o time maior é melhor. Para ação direta o time maior é melhor com menos risco de sofrer baixa. O time de seis acabou sendo um compromisso entre poder de fogo, alerta e furtividade.

Uma equipe de quatro homens dos Marine Rwcon simula uma infiltração em uma cabeça de praia para obter informações sobre o inimigo e suas praias adjacentes para ajudar a preparar uma operação de desembarque "ship-to-shore".

Objetivamente, seus papéis de reconhecimentos (quer em elementos anfíbios ou em terra) são um resumo das preliminares (ou pré-Dia-D) e pós-assalto de reconhecimento, que consistem principalmente de numerosas missões, alguns exemplos são fornecidos como tais:

  • Avaliação de Danos de Batalha (BDA- battle damage assessment) - Estas missões envolvem observar e relatar danos colaterais causados pelo fogo  pesado de suporte (artilharia e fogo dos navios), de alto explosivo ou até de armas termonucleares.

  • Operações de sensores remotos: Colocação de sensores remotos e faróis para demarcar as fronteiras amigáveis/hostis e áreas para pilotos de helicóptero, para o assalto ou transporte de infantaria, estas ações facilitam o combate ou o apoio logístico, esta missão tem feito as operações pathfinding obsoletas.

  • Terminal de orientação inicial (ITG - initial terminal guidance): Prepara as áreas de desembarque anfíbios ou zonas de aterrissagem, como zona de pouso de helicóptero (HLZ), zona de pouso de pára-quedistas (drop zone - DZ) e/ou pistas de pouso avançadas..

Black Operations

As Black operations são as missões que requerem Ação Direta (DA). Elas são o oposto das missões da Green Operations, onde os operadores da Force Recon, basicamente devem apenas "olhar para o problema e informar". As missões de ação direta dos Force Recon incluem missões em profundidade podendo ser planejadas ou como equipe de resposta rápida. Nas missões de ação direta o pelotão atua com unidade única, recebe reforço de unidades de sniper, reconhecimento, especialistas em explosivo e elementos de segurança. Dependendo da situação e do local de destino, os operadores da FORECON geralmente realizar missões de ação direta com o suporte da artilharia e o fogo dos navios da Marinha.

Uma equipe de operadores de um Direct Action Platoon (DAP), armamos com fuzis de assalto M4, realizaram um treinamento VBSS ('Visit, Board, Search, and Seizure´)

Exemplos destas operações são a ocupação de plataformas de petróleo e gás (GOPLAT) e operações de Visit, Board, Search, and Seizure (VBSS) ou, como são conhecidas na Marinha do Brasil - Grupo de Visita e Inspeção/ Grupo de Presa (GVI/GP) de navios, durante operações de interdição marítima. Eles também executam captura/resgate de pessoal e equipamento e de aeronaves (Tactical Recovery of Aircraft/ Personal (TRAP)). Bem como podem orquestrar o apoio aéreo aproximado, inclusive com adesignação de alvos com designadores laser. Esta é uma habilidade vital exercida em missões DA; Os operadores da Force Recon devem transmitir e observar, a partir de posições estáticas em postos de observação devidamente ocultos, as posições dos alvos para o fogo de apoio da aeronaves, artilharia ou navios da Marinha.

Eles também podem fornecer proteção e segurança para VIPs em área hostil. Eles também são capazes de realizar o resgate de reféns, mas isto não mais como uma força-tarefa de reconhecimento.

Organização

No passado, as Companhias da Force Reconnaissance no Corpo de Fuzileiros Navais passaram por numerosas mudanças em seu quadro organizacional, tanto que na realidade, pode ser bastante difícil de descrevê-las exatamente em detalhes sobre a sua estrutura de comando primário. 

No entanto, as Companhias foram inicialmente projetados para funcionar sob o escalão de comando da USMC/US Navy (por exemplo, sob o controle operacional direto operacional do Comandante da Força Tarefa Anfíbia (CATF - Commander, Amphibious Task Force) e força de desembarque (CLF - Commander, Landing Force)e a Fleet Marine Force, durante operações de desembarque anfíbio ou engajamentos expedicionários para fornecer informações oportunas sem esgotar os recursos de reconhecimento da Divisão de Fuzileiros Navais o que dificultaria o seu valioso apoio ao seu regimentos de infantaria.

Devido a essas mudanças, a FORECON tem sido destacada e se reportado a múltiplos comandantes de várias divisões de fuzileiros navais, elementos de comando da  Marine Air-Ground Task Forces, e ao comandante imediato da Marine Expeditionary Force (MEF).

Essas Companhias foram re-organizadas ou reservadas para tarefas de "reconhecimento especial" que podem contribuir para moldar o resultado final de sua batalha. Além disso, elas algumas vezes podem ser todas anexadas a uma Divisão dos Fuzileiros Navais durante um grande conflito.

Em outubro de 2005, o Secretário de Defesa ordenou a formação de um componente dos USMC para o Comando de Operações Especiais dos EUA(USSOCOM). Foi determinado que o USMC inicialmente iria formar uma unidade de aproximadamente 2.500 homens para servir com o USSOCOM.

Em janeiro de 2006, 1 FORECON foi desativado. Os operadores mais experientes foram selecionados para preencher as fileiras das equipes do recém-criado Marine Special Operations Battalions' (MSOBs). Em fevereiro de 2006, o 2 FORECON teve o mesmo destino. O restante das Companhias dos Marines Force Recon se moldaram nas novas Companhias "D" dentro dos Batalhões Batalhões, os formando os Deep Reconnaissance Platoons (DRPs). O DRPs foram designmados para manter e preservar o patrimônio de LRRP dos comandantes da MAGTF.

Em 24 de fevereiro de 2006, MARSOC foi ativado em Camp Lejeune, NC. Inicialmente esta unidade consistia de uma pequena equipe e da Foreign Military Training Unit (FMTU), que havia sido formada para conduzir ações Foreign Internal Defense (FID). A FMTU agora é designada como o Marine Special Operations Advisor Group (MSOAG).

 Nos meses após a ativação da MARSOC a estrutura e pessoal de ambas Force Reconnaissance Company transferidos para MARSOC para formar os  1st e 2nd Marine Special Operations Battalions. A unidade chamada de  Marine Special Operations Command (MARSOC) atingiu plena capacidade operacional, em outubro de 2008.    Hoje MARSOC consiste do  Marine Special Operations Support Group (MSOSG) e do Marine Special Operations School (MSOS). O MSOSG fornece apoio ao combate e apoio ao serviço de combate as unidades do MARSOC, incluindo: Logística, Comunicação, Inteligência e suporte K-9.

Em outubro de 2008, por ordem do Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, As Companhias "D" dos 1º e 2º Batalhões de Reconhecimento foram redesignadas como Companhias de "Force Reconnaissance" e designadas para estarem sob o controle operacional da Marine Expeditionary Force (MEF) nesse sentido, particularmente a I MEF e a II MEF. Essas Companhias vão assumir as tradicionais missões LRRP e de apoio de armas.

As duas Companhias Force Reconnaissance dos dos 1º e 2º Batalhões de Reconhecimento, junto com o DRP do 3º Batalhão de Reconhecimento [ex-5 Force Recon Company], são atualmente os únicos componentes ativos da força- de nível de reconhecimento, e  3 e 4 FORECON 3 são o componente da reserva ativa da Fleet Marine Force. 

A estrutura de uma Companhia da Força de Reconhecimento é mais similar àquela de um batalhão de infantaria do que uma companhia padrão. O elemento de comando inclui o oficial comandante ou o CO (normalmente um tenente coronel), o oficial executivo ou o XO (normalmente um major), um Sargento Major e os oficiais S1 (comunicações), S2 (administrativo), S3 (inteligência), S4 (operações), S6 (logística). a Companhia é dividida em seis pelotões, sob um comandante de pelotão (capitão) e um Comandante de Pelotão NCO (Sargento , Sargento de equipe de funcionários ou mais elevado). Um dos três pelotões é uma unidade scout/sniper retida da equipe de desembarque do Batalhão do MEU. As unidades Force Recon incluem também indivíduos alistados nas equipes de apoio da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais.

História

As raízes históricas da Force Recon retrocedem até ao Amphibious Reconnaissance Battalion, que realizaram inúmeros reconhecimentos pré-desembarques durante a Campanha do Pacífico na Segunda Guerra Mundial, e demonstrou a validade da doutrina de reconhecimento anfíbio da Fleet Marine Force. Esta unidade se reportava diretamente ao comandante da força de desembarque, que direciona a sua ação de acordo com as informações importantes que tinha sua disposição.

Formado inicialmente como o tamanho de uma Companhia, com elementos do Grupo de Observadores sob o comando do Major James L. Jones, estavam entre os primeiros, juntamente com os membros do Navy Combat Demolition Units (o predecessor dos Underwater Demolition Teams [leia-se, Navy SEALs) a iniciar missões de reconhecimento contra os japoneses.

Fuzileiros navais das unidades de reconhecimento durante Segunda Guerra Mundial

A doutrina do "reconhecimento anfíbio" claramente definida na época determinava que as equipes de reconhecimento deviam realizar a aferição das áreas litorâneas, ou da cabeça de ponte, para testar a permeabilidade do solo para um possível desembarque na praia, ou para limpar todos os obstáculos que pudessem impedir um assalto anfíbio, e observar qualquer sinal de atividade do inimigo, inclusive no interior. As UDT da Marinha foram incumbidas de prover as mesmas informações, porém iriam se limitar ao largo da costa do litoral, ou áreas das praia adjacentes. Jones e seus homens desempenharam muito bem as suas arriscadas missões.

Os homes de Jones eram mergulhadores qualificados e normalmente eram inserido por barcos, e entre os seus equipamentos estavam rádios para a retransmissão de suas informações ao comandante da força de desembarque. Quando era necessário um elemento do tamanho de um pelotão fortemente armado (morteiros, metralhadoras, etc.), pois as vezes as posições que eles tomavam estavam bem longe e isoladas das outras grandes forças dos Marines, que ainda estavam iniciando o seu desembarque.

No final da Segunda Guerra Mundial, o Amphibious Reconnaissance Battalion foi desbaratado; seus membros foram para outros pelotões de infantaria dos USMC, ou foram desdobrados para o Scout (Tank) e as novas companhias de reconhecimento das divisões dos Marines. Este elemento de reconhecimento a nível de batalhão  não foi restabelecido até o início dos anos 1950 quando os Batalhões de Reconhecimento Anfíbio foram montados para operações preliminares na Coréia. Os seus esforços foram comprovados por terem coletado muitas informações sobre o inimigo, para serem usados em grandes operações futuras neste conflito.

A Guerra da Coréia introduziu o novo conceito de utilização de aeronaves de asa rotativa para o Corpo de Fuzileiros Navais no trabalho de logística e transporte rápido de tropas. Além disso, a era atômica surgiu, causando grandes preocupações nos líderes militares. O comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, General Lemuel Shepherd, ordenou a criação de uma unidade de teste chamada de Marine Corps Test Unit#1 (ou MCTU # 1), para investigação e experimentação e improvisação de novas táticas de combate, e métodos de preparação para o Corpo de Fuzileiros Navais em operação, estrategicamente, na coesão ou contra, o uso de armas nucleares.

Muitas das idéias conceituais da Force Recon foi iniciada pelo major Bruce F. Meyers, Oficial de Projeto das unidades de Reconhecimento da Seção de Planos de Desenvolvimento da MCTU # 1. O Major Meyers testou vários métodos inovadores para os "Recon Platoon" e avaliou seus resultados para o uso de pára-quedismo, e o uso de helicópteros e aeronaves de asa fixa na capacidade de penetração de reconhecimento. Esta nova capacidade encontrada permitiu aos Marines uma vantagem extrema de exploração ainda mais profunda trás das linhas inimigas.

O pelotão de reconhecimento do MCTU # 1, comandado pelo Capitão Joseph Taylor, fundou e aprovou a moderna doutrina de reconhecimento, os métodos que foram instrumentados pelo Major Meyers. Eles estavam desenvolvendo e executando os métodos inovadores de inserção clandestina dos SEALs e dos Boins Verdes do Exército, técnicas como saltos HALO e HAHO e mergulho com equipamentos avançados.

O MCTU # 1 concluiu que deveria ser formado um "Force Recon Battalion", e este teria muitas companhias de Force Recon, como havia nas MAGTFs. Reconhecendo o orçamento limitado durante o ano fiscal de 1957, foi recomendado que em vez disso, fosse formado de dois elementos do tamanho de companhia, um para servir na costa lesta e outro na oeste. Em Julho de 1957, o MCTU # 1 se fundiu com a 1st Amphibious Reconnaissance Company, no dia seguinte, o batalhão escolheu suas cores e foi renomeada como "1st Force Reconnaissance Company". Embora a unidade de teste não fosse mais operacional, Meyers continuou suas pesquisas para testar métodos mais inovadores. Em 1958, a metade dos fuzileiros navais da 1ª FRC foi removida da companhia para formar a 2ª FRC. A 1ª FRC dava apoio as operações a frota do Pacífico - Fleet Marine Force Pacific (FMFPAC), e a 2ª FRC a frota do Atlântico - Fleet Marine Force Atlantic (FMFLANT).

O Major Meyers e seus mergulhadores e oficiais seniores da Companhia iriam testar e treinar em submarinos métodos e técnicas de ascensão. Enquanto que os formados pelo Navy's Master Divers, eles aprenderam o funcionamento dos sistemas de mergulho elementares e avançado em águas abertas. Meyers também entendeu que seus Recon Marines estariam operando entre 50-150 milhas de distância de sua área litorânea ou operacional, ou de qualquer apoio naval, e nessas "hot areas" eles precisavam dominar novas técnicas de extração. O 1st FORECON de  Bruce Meyer juntamente com a 1st Recon Company e a 1st Marine Aircraft Wing estavam cientes dos sistemas McGuire e STABO que eram usados pelas Forças Especiais do US Army. Para eles esses sistemas tinham defeitos e desvantagens. Por isso o USMC criou um sistema que tivessem equipamento mais simplificado e tivesse maior capacidade, chamado equipamento de Special Personnel Insertion and Extraction (SPIE).

A CIA 'Special Activities Division (SAD) e, mais especificamente sua unidade de elite o Grupo de Operações Especiais (SOG) recrutou operadores da Marine Force Recon.

O Weapons Planning Group (Code 121)

O Reconnaissance/Surveillance Section of the Weapons Planning Group, Landing Force Development Center em Quantico introduzido a Force Recon nos novos métodos tecnológicos de atingir os seus objetivos. Muitos dos testes e avaliações que foram julgados, assemelhava-se aos testes da MCTU # 1. No entanto, MCTU # 1 testava os métodos de inserção de equipes de reconhecimento em missões LRRP no campo de batalha. Já o Code 121 forneceu a base de equipamentos e instrumentos que se tornaria fundamentais para os Marines Recon. Como faróis para orientação de helicópteros, laser para designação de alvos, telêmetros laser, e muitos outros equipamentos foram testados.

Durante a Guerra do Vietnã, um dos oficiais de reconhecimento do Code 121, o então Major Alex Lee, trouxe a maioria de suas experiências para testar na 3 Force Reconnaissance Company, quando ele foi designado como o seu comandante entre 1969-1970.

Ele formou missões Force Recon que ainda hoje são distintas como as operações de sensores remotos. Além disso, o Surveillance and Reconnaissance Center (SRC) [antecessor do Surveillance, Reconnaissance, and Intelligence Group (SRIG)] foi formado dentro da III Marine Amphibious Force (IIIMAF).

Operações

Vietnã

A Força de Reconhecimento recebeu o seu batismo de fogo durante a Guerra do Vietnam. As primeiras unidades chegaram ao Vietnam em 1965 e passaram cinco anos envolvidas neste conflito. Cerca de 44 marines da 1ª FRC foram mortos ou perdidos em combate com o curso da guerra.

Os Force Recon atuaram no Vietnã onde eram chamados de demônios verdes pelo Vietcong. Faziam patrulha de longo alcance com equipes de sete homens: pointman (esclarecedor), líder, médico, dois radioperadores, granadeiro e "tailguner". Antes das missões eram realizados treinamentos sobre situações possíveis de acontecer nas missões. Os Force Recon foram pouco usados mas muito valorosos pois cobriam 60% das áreas dominadas pelo USMC, fazendo vigilância e reconhecimento para detectar infiltração, enquanto o resto era coberto por tropas convencionais. Em 1965 havia duas companhias no país.

 

Os meios de infiltração mais freqüentes até a área de operação eram a pé e helicópteros e as vezes usavam botes, SCUBA e pára-quedas. Em caso de exfiltração de emergência era usado o magire. A patrulha durava uma semana e se entrassem em contato chamavam forças de manobra e artilharia. A arma mais importante era o rádio, dois por patrulha, e muitas armas leves para o caso de ser necessário. Em certa missão chamaram 12 missões de artilharia e 15 de apoio aéreo aproximado matando 204 inimigos.

 

O tamanho da patrulha podia ser maior e as emboscada eram realizadas com equipes "stingray' de 8-12 tropas. Os Force Recon também capturavam prisioneiros, plantavam sensores e localizavam pilotos derrubados. Em cinco anos os Force Recon realizaram 2.200 missões. Fizeram reconhecimento anfíbio, reconhecimento em profundidade, reconhecimento do terreno e vigilância.

 

Os Force Recon viram foram muitas vezes usados de forma inadequada por oficiais superiores, que falharam em reconhecer sua utilidade e valor da inteligência de profundidade e necessidade de preparação extensiva para estas missões. Foram direcionados para engajar inimigos, sendo mal treinados ou armados para isso, comprometendo a missão e negando seu valor como elemento de inteligência e atuando ocultos. Às vezes eram simplesmente ordenados ir para fora da base e fazer patrulhas. Às vezes o alto comando nem acreditava nas informações, mas mesmo assim eles cumpriam as missões.

 

Um membro do Force Recon operando atrás das linhas do Vietnã do Norte como parte do MACV-SOG em incursões e reconhecimento da costa. Apenas as botas e a faca K-Bar são americanas. O resto é roupas padrão do Vietnã ou Vietcong. A roupa local faz parecer amigo a distância mas tem uma bandeira americana para segurança em caso de contato com forças amigas. As FOpEsp podem usar armas estrangeiras e inimigas para despistar, chamadas de armas "estéreis". Junto com o uso de roupas inimigas pode ser desastroso se contato com próprias tropas. Em uma emboscada uma arma igual ao do inimigo dificulta a identificação. Rastreadores e LRP são os principais usuários destas técnicas. O uso de armas incomuns tem o problema da dificuldade para conseguir munição. O inimigo e até amigo tende a atirar em som diferente. As FOpEsp no Vietnã usavam mochilas dos Vietcongues pois faziam ficar parecidos ao inimigo a distância e levava mais coisas.

 

Pós-Vietnã

 

Após a retirada dos EUA do Vietnam, a 1ª FRC e a 3ª FRC foram desativadas em 1974, e os fuzileiros navais existentes da força foram enviados para o 2º Batalhão de Reconhecimento a fim manter a potencialidade de reconhecimentos profundo dentro do Corpo de Fuzileiros Navais. Eles operavam com patrulhas de quatro membros: líder, rádio-operador, assistente e scout/motorista. Passaram a treinar para atuar na selva, deserto, montanha e ártico.

 

Quando o programa de recuperação de reféns foi iniciado em 1976 com agências federais do execução da lei e as forças especiais do exército,  algumas das unidades da Força de Reconhecimento foram atribuídas às missões diretas de ação,  incluindo contra-terrorismo, resgate e patrulha motorizada no deserto. Entretanto, essa não foi uma condição satisfatória, e o 1ª FRC foi reativada como uma unidade individual em 1986, e foi desdobrado mais tarde para a Guerra de Golfo. Em outubro 1983 os fuzileiros navais da Recon fizeram parte do reconhecimento da invasão de Granada.

 

Os sniper do pelotão scout-sniper passaram a atuar junto com os Force Recon. Em 1987 os Force Recon receberam mais uma companhia e passou a ter capacidade de FOpEsp operando junto com as Unidades Expedicionárias (MEU). Em 1988 eram 10 pelotões para reconhecimento e ação direta e passaram a fazer parte do grupo de inteligência, reconhecimento e vigilância (SRIG) junto com outras unidades. Passaram a atuar com veículos FAV. Em 1989 entraram em Panamá na operação 'Just Cause'.   

 

Em 1988 os Force Recon foram usados na tomada de plataformas petróleo no Golfo Pérsico junto com o Seals. Em 1991, durante a guerra do Golfo, os Force Recon realizaram patrulha na fronteira com o Kuwait. Foram as primeiras tropas americanas a atuar na batalha de Khafji. Foram os primeiro a chegar na embaixada americana na cidade do Kuwait, guiados por moradores locais, antes que as Forças Especiais destinadas a tomar o local chegassem. Tiveram que abandonar o local antes deles chegarem. Durante os combates fizeram reconhecimento a frente das forças do USMC detectando campos de minas e obstáculos. 

 

Marine Recon no Golfo Pérsico em 1990. Ele tem um visor PVS7, carega quatro cantis, um rádio PRC77,

mascara contra gás M17 e esta armado com um M16A2.

 

Uma equipe do Force Recon foi usada para fazer reconhecimento de zona no Afeganistão em 2001. Plantaram dois sensores sísmicos no local mas a areia atrapalhou seu funcionamento. Outra missão foi fazer emboscada na Rodovia 1 atrás de membros do Al Qaeda e Taleba que fugiam. A missão era mais de interdição do que emboscada pois as regras de engajamento forçavam a só atirar se atacados para evitar baixas civis. Foi usado um elemento de reconhecimento, um de assalto e ouro blindado com equipe anti-carro. Surpreendentemente não sabiam que havia uma equipe de Sniper próximo e não ouve coordenação. O terreno era muito aberto e ruim para emboscada. Tiveram que chamar apoio aéreo contra veículos que fugiram. Já os Deltas que operaram no Afeganistão sofreram uma emboscada logo no inicio das operações com 12 baixa por RPG e metralhadoras.

 

Tradicionalmente, os Marines Recon operam à frente da linha de frente, fazendo patrulhas a pé dentro do território hostil, carregando equipamentos leves e evitando a detecção. Mas na Guerra do Iraque, no entanto, eles têm operado em um papel de contra-insurgência mais tradicional, em patrulhamento Humvees, usando capacetes e coletes de Kevlar, coletando inteligência através de conversas com informantes e não através de binóculos. Muitas vezes eles agem diretamente sobre a inteligência que reúnem, em vez de simplesmente transferi-la para o Comando.

Equipamento

As armas primárias utilizadas são tipicamente as mesmas armas padrão do arsenal dos Marines. No entanto, desde que as missões da Force Recon estão diretamente envolvidas no uso de pára-quedas e inserções subaquática, elas exigem armas e equipamentos que são adequados a seu trabalho.

Especialmente durante as "Green Operations", visto que essas missões normalmente envolvem vigilância e reconhecimento, de forma furtiva, os equipamentos transportados para o campo são geralmente câmeras, binóculos, e o mais importante, equipamentos de comunicação.

Dois Recon Marines servem como rádio-operador da equipe, cada equipe/pelotão muitas vezes trazem dois rádios de campo que são capazes de suportar os elementos da água do mar, e as durezas de uma missão de patrulha. Se um rádio falhar, eles recorrem ao outro rádio. Isso é para garantir que informações vitais sempre possam ser enviadas para o comandante.

Para "Black Operations", os fuzileiros navais carregam armas mais adequadas a ações CQC, granadas, carabina, sub-metralhadoras (SMGS), e qualquer ferramenta a ser usado para romper barreiras e portas. Além disso, eles estão equipados com dispositivos de designação laser para "pintar" os seus alvos com laser para direcionar o fogo de aeronaves contra entregar eles. Uma vez que eles estão "levando a luta contra o inimigo", eles não dependem de camuflagem, pois a ação furtiva não é um fator nestas situações.

Também existe é claro uma outra grande variedade equipamentos que os Marine Recon usam, passando por equipamentos de mergulho e pára-quedas.

Operadores do Marine Recon plenamente equipados treinam no convés de um navio da US Navy

 

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