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Astecas


O poderia militar asteca

Alguns estudiosos para um efeito de explicação, comparam as três maiores civilizações pré-colombianas a três grandes povos da Antigüidade do Velho Mundo: sendo assim, os Incas por sua forma de governo e por sua religião, se assemelhariam aos Egípcios, já os Astecas, por sua expansão militar realizada sob a forma da imposição de tributos e formação de colônias, se assemelhariam aos Romanos (tal comparação se aplica ainda mais corretamente se observarmos o sistema de governo Asteca, semelhante ao da Roma Republicana), por fim, os Maias, por seus impressionantes legados culturais (que influenciaram todos os povos Mesoamericanos e cujas especulações de alguns dizem que podem ter chegado até os Andes) e por sua organização populacional (ao que parece os Maias podem nunca ter formado um único país, suas cidades parecem terem sido autônomas umas das outras e talvez apenas divididas em blocos de influência de uma ou outra cidade), certamente uma comparação com a Grécia Clássica não é de todo incorreta.

Iremos nesta página falar das forças de combate do império asteca, seus guerreiros, armas e táticas de combate. O Estado asteca era centrado em torno da expansão política e dominação e da cobrança de tributos a outras cidades-estados, e a guerra era a força dinâmica básica na política asteca. A sociedade asteca também era centrada em torno da guerra: todo homem asteca recebia treinamento militar básico desde uma idade precoce e a única possibilidade de mobilidade social ascendente para os plebeus era através de feitos militares - especialmente a tomada de reféns. O sacrifício de prisioneiros de guerra era uma parte importante de muitos dos festivais religiosos asteca. A guerra foi, assim, a principal força motriz da economia e da religião asteca.

A Guerra na sociedade Asteca

Havia dois objetivos principais na guerra asteca.
O primeiro objetivo era político: a subjugação de cidades-estado inimigas, a fim de arrecadar tributos e ampliar a hegemonia política asteca. O segundo objetivo era religioso e sócio-econômico: a tomada de reféns para ser sacrificados em cerimônias religiosas. Estes dois objetivos também influenciavam o tipo de guerra praticados pelos astecas. A maioria das guerras foi essencialmente política e era impulsionada pelas expectativas da nobreza asteca para para proporcionar o crescimento econômico através da expansão e as expectativas dos cidadãos comuns que tinham a oportunidade de subir na sociedade através de ações bem-sucedidas na guerra.

A primeira ação de um governante eleito sempre foi uma campanha militar que servia ao duplo propósito de mostrar sua habilidade como guerreiro e, portanto, deixar claro para todos que seu governo seria tão duro contra qualquer comportamento rebelde como a de seu antecessor e para fornecer cativos abundantemente para sua cerimônia de coroação. Uma campanha de coroação sem muitos sacrifícios não era um bom presságio para o Estado e poderia levar a rebeliões de cidades-estado submetidas pelos governantes anteriores e à nobreza asteca desconfiaria da capacidade de governar do novo governante- este foi o caso de Tizoc que foi envenenado pelos nobres astecas depois de várias campanhas militares falhas.

Soldado plebeu asteca de baixo escalão (esquerda); guerreiro jaguar no centro e um guerreiro aliado Mexica a direita

Fortificações

Os astecas normalmente não mantinham o controle territorial restrito ao interior do seu império, mas ainda assim há exemplos de fortificações construídas pelos astecas. Exemplos notáveis são as fortalezas em Oztuma onde os astecas construíram uma guarnição para manter o Chontales rebeldes na linha, em Quauhquechollan (hoje Huauquechula) próximo a Atlixco onde os astecas construíram uma guarnição a fim de ter sempre forças para lutar contra os seus inimigos tradicionais de Tlaxcalteca, Chololteca e Huexotzinca, e em Malinalco perto de Toluca, onde Ahuitzotl construiu guarnições e fortificações para vigiar Matlatzinca, Mazahua e Otomies e ter sempre as tropas perto do estado inimigo de Tarascos - as fronteiras com os quais também eram guardadas e, pelo menos parcialmente fortalecidas em ambos os lados.

Guerras floridas

Um tipo de guerra praticado pelos astecas era chamado de Guerra florida. Este tipo de guerra era travada por exércitos menores após acordo prévio entre as partes envolvidas. Não tinha diretamente o objetivo da conquista da cidade-estado inimiga, mas tinha uma série de outras finalidades. Uma finalidade era a tomada de reféns de sacrifício e esta erai certamente uma parte importante da guerra no estilo dos astecas. Frei Diego Durán em suas crônicas com base nas Crónica X do estado de Xochiyayoyotl diz que Tlacaelel durante a grande fome de 1450-1454 mesoamericanas sob o reinado de Montezuma I. Estas fontes afirmam que Tlacaelel arranjou com os líderes de Tlaxcala, Cholula, e Huexotzinco e Tliliuhquitepec para entrar em batalha ritual que forneceria a todas as partes bastante vítimas sacrificais para apaziguar os deuses. Hassig Ross (1988) apresenta quatro principais fins políticos para isto 1) Esse tipo de guerra dos astecas dava uma chance para se demonstrar o poderio militar. Desde que o exército asteca era maior do que os seus adversários que eram normalmente cidades-estado de menor dimensão e uma vez que o número de combatentes de ambos os lados era determinado, o exército asteca estava enviando um percentual muito menor de sua força total em relação aos seus adversários, perder uma guerra deste tipo era menos nocivo para o exército asteca do que para os seus adversários. 2) Isto também significava que havia um objetivo claro de atrito - o grande exército asteca poderia se dar ao luxo de se envolver em guerras de pequena escala com muito mais freqüência do que os seus adversários até que gradualmente eles estivessem maduros para a conquista final. 3.) Permitia ainda uma régua para manter as hostilidades de baixa intensidade, quando estivessem ocupados por outros assuntos. 4.) Principalmente servia como propaganda, tanto para as outras cidades-estado quanto para o povo asteca permitindo que os governantes astecas continuamente demonstrassem seu poder com um afluxo constante de prisioneiros de guerra para Tenochtitlán.

Organização

O exército asteca era organizado em duas camadas. Os plebeus foram organizados em "alas" que estavam sob a liderança do tiachcahuan e calpoleque. Os nobres estavam organizados em sociedades guerreiras profissionais. Além da Tlatoani os líderes da guerra dos astecas eram Alto General, o Tlacochcalcatl e o General Tlācateccatl. O Tlacochcalcatl e o Tlacateccatl também deixavam claro quais seriam o seus sucessores, antes de qualquer batalha para que, se eles morreressem eles pudessem ser imediatamente substituídos. Os sacerdotes também participavam na guerra, levando as efígies dos deuses para a batalha ao lado dos exércitos.

Hierarquia Militar dos Bairros

Em cada Calpulli (bairros das cidades astecas, formados por membros do mesmo clã) existia um Telpochcalli, no qual se formavam turmas de novos guerreiros. Estes novos Guerreiros tinham uma função horrível: serem os homens do pelotão de frente. Utilizavam armas muito simples, como fundas e clavas, mas estavam determinados a capturarem três prisioneiros, o que lhes garantiria a ascensão à próxima patente. À medida que iam sendo promovidos, iam adquirindo o direito de utilizarem armas melhores, além de ganharem armaduras em determinada patente. As armas diversas eram: machadinhas de sílex, arco e flecha, facas de sílex, espadas de sílex e até lanças curtas que eram arremessadas por um equipamento chamado atlatl.

A cada três prisioneiros que o indivíduo capturava, ele era promovido uma patente. A patente máxima de cada Calpulli era denominada Mestre de Armas. Quando alguém chegasse a ser Mestre de Armas, estava a um passo de se tornar um Guerreiro-Águia, ou um Guerreiro-Jaguar, bastando apenas capturar mais três prisioneiros.

Cadetes dos Telpochcalli

Os Cadetes dos Telpochcalli eram os garotos que estavam para se formar na escola, eles iam a algumas campanhas junto com os guerreiros, mas não para lutar e sim para aprenderem com o que viam. Nessas campanhas eles cozinhavam e guardavam a comida do exército.

Formação

Os filhos dos nobres eram treinados em Calmecac e recebiam uma formação sofisticada para a guerra, bem como, em geral, estudavam temas como astronomia, calendários, retórica, poesia e religião. Os filhos dos plebeus eram treinados em Tēlpochcalli, onde recebiam treinamento militar básico e por vezes aprendiam um ofício.

Estratificação e hierarquia militar

Os plebeus compunham a maior parte do exército, a mais baixa posição era a dos porteiros, que carregavam armas e suprimentos, depois vinham os jovens de telpochcalli lideradas pelos seus sargentos. Em seguida vinham os plebeus yaoquizqueh. E, finalmente, existiam os plebeus que tinham cativos, os chamados tlamanih.

O ranking acima destes era formado pelos nobres das sociedades guerreiras. Estes eram classificados de acordo com o número de prisioneiros que haviam tomado em batalhas anteriores, o número de cativos determinava qual dos diferentes naipes de honra (chamados tlahuiztli) eles eram autorizados a usar. Estes tlahuiztli tornoram-se gradualmente mais espetaculares quando as fileiras evoluíram, permitindo que os guerreiros mais excelente que tinha tomado muitos cativos se destacassem no campo de batalha. Os guerreiros mais destacados também eram chamados de "Pipiltin".

Sociedades guerreiras

As 7 sociedades

Embora, por serem guerreiros desde a escola, e pudessem ser chamados à guerra a qualquer momento, haviam sete camadas de "militares profissionais" (que eram sempre parte do exército). Elas eram subdivididas por número de inimigos capturados em batalha, e seus membros sempre capturavam um número. Se, em certa batalha, um guerreiro capturasse menos soldados que de costume, era penalizado. Se capturasse mais, era promovido. Aos líderes de cada classe guerreira era instantaneamente concedido o título de membro da nobreza, exatamente como aos líderes dos pochtecas. As camadas eram, por ordem de número de soldados:

1 soldado ou nenhum: A classe sem nome, com os guerreiros não-profissionais ou mal-sucedidos. Usavam somente blusas.

2 soldados: Os guerreiros Otomis (o nome é em homenagem aos otomis).

3 soldados: Guerreiros crocodilos, vestidos como crocodilos.

4 soldados: Guerreiros pumas, vestidos como pumas.

5 soldados: Os famosos guerreiros águias, vestidos como rubras águias.

6 soldados: Os guerreiros jaguares, vestidos como onças pintadas

Mais de 6: Os melhores guerreiros de todos, mais bem-sucedidos, guerreiros raspados, que raspavam o cabelo atrás da orelha esquerda.

Plebeus por excelência poderiam na guerra ser promovidos para a classe nobre e poderiam entrar algumas das sociedades guerreiras (pelo menos as das águias e jaguares). Filhos de nobres formados no entanto em Calmecac eram esperados que entrassem em uma das sociedades onde iria progredir na hierarquia. Os guerreiros
podiam passar de uma sociedade para outra quando se tornavam suficientemente proficientes; exatamente como isso acontecia é incerto. Cada sociedade tinha diferentes estilos de vestimenta e equipamentos, bem como os estilos de pintura corporal e adornos.

Guerreiros Águia e Jaguar

Guerreiro águia a esquerda, guerreiro jaguar a direita e atrás deles um sacerdote asteca

As duas maiores sociedades eram as dos guerreiros águia (quauhtin) e a dos guerreiros jaguares(ōcelomeh). A sede dos Águias e Jaguares era Quauhcalli "Casa Águia" localizada no recinto cerimonial de Tenochtitlán. Essas suas sociedades compuseram primordialmente as elites de guerra do antigo império asteca.

Os guerreiros águias (também chamados de cavaleiros águias) foram uma classe especial da infantaria militar asteca. Constituíam parte da elite do exército Asteca. Vestiam-se com uma leve armadura de couro, recoberta de plumas de águias, além disso, levavam nas cabeças, um capacete de madeira em formato de cabeça de águia (também revestido de penas). Normalmente lutavam com lanças compridas, as quais não arremessavam, mas apenas utilizavam para ferir seus oponentes. Para chegarem a esse cargo, os homens trilhavam um caminho longo, deveriam completar seus estudos nos Telpochcalli, e depois capturar vários prisioneiros em batalha, uma vez que a ascensão militar se dava pela captura de prisioneiros vivos. Ao atingir o posto de Guerreiro-Águia, um homem ganhava assento no Grande Conselho e passava a fazer parte da vida política do Império. Os cavaleiros águias foram os únicos dentro da sociedade guerreira asteca que não estavam restringidos por direito de nobreza. Eles se adornavam com penas de águias.

Os guerreiros jaguares  se trajavam com o couro de jaguares mortos, e utilizavam um capacete confeccionado com os ossos da cabeça do animal, tendo neles as presas e o pelo ainda intactos com o objetivo de invocar a imagem do jaguar. O jaguar era o símbolo da noite, sorrateiro e predador, um modelo apropriado para os soldados de elite. Geralmente, os guerreiros jaguar são representados carregando escudos e espadas de obsidiana. Estavam no mesmo patamar de importância dos Guerreiros-Águia, assim como eles, eram ungidos pelo próprio Tlatoani (o chefe supremo dos exércitos) e passavam a constituir a verdadeira nobreza (sempre junto com seus correlatos Guerreiros-Águia, uma vez que esta descrição é um complemento da outra), recebendo mais terras e passando a se dedicar quase que exclusivamente à vida política e militar, deixando seus afazeres domésticos nas mãos de escravos. Os Guerreiros-Jaguar, normalmente não portavam lanças, mas sim a principal arma Asteca, uma maça de madeira entalhada, com facas de sílex incrustadas na região de golpe (chamada macana), sendo assim, essa arma era mortal, por ser altamente cortante. Além disso, esses Guerreiros. Como sua armadura proporcionava menos resistência do que a dos Guerreiros-Águias e sua arma era de uma mão apenas, então, utilizavam um escudo de madeira revestido de plumas e delicadamente pintado com ouro.

Os poucos casos de poligamia se davam geralmente com homens dessas duas patentes militares (Águia e Jaguar), pois, em suas campanhas, às vezes se envolviam com outras mulheres e terminavam por adotá-las como suas segundas, ou até terceiras esposas. Ao que parece, havia um templo, em Malinalco (templo que persiste até hoje), totalmente escavado na rocha, no qual os Guerreiros-Águia e os Guerreiros-Jaguar praticavam seus principais cultos.

Otomies

O Otomies era outra sociedade guerreira que tomou seu nome de um grupo étnico conhecido por sua ferozidade. Nas fontes históricas é muitas vezes difícil de discernir se a palavra "Otomi" refere-se aos membros da sociedade guerreira asteca, ou aos membros do grupo étnico que muitas vezes se juntou ao exército asteca como mercenários ou aliados.

Ones tosquia

O "tosquia Ones" (Cuachicqueh) era a mais prestigiada sociedade guerreira - tinham a cabeça raspada para além de uma longa trança na orelha esquerda. As cabeças carecas e rostos pintados, metade azul e outra metade vermelha ou amarela. Eles tinham jurado não dar um passo para trás durante uma batalha, sob pena de morte pelas mãos de seus companheiros

Armas e equipamentos

Atlatl: Uma zarabatana Azteca que lançava pequenos dardos chamados "tlacochtli" com grande força. Murais de guerreiros mostram Teotihuacan usando esta arma eficaz e que é característica das culturas mesoamericanas do México central.

Tlahuitolli: um arco, cujas flechas se chamavam "mitl".

Micomitl: a aljava do tlahuitolli.

Tematlatl: um estilingue de fibra que atirava flexas.

Macuahuitl: Era uma espécie de clava achatada de onde sobressaíam várias lâminas de obsidiana, um tipo de vidro vulcânico muito utilizado para o fabrico de instrumentos cortante.

Tepoztopilli: Uma lança de madeira cortante.

Quauhololli: Um bastão com uma ponta esférica pesada no fim.

Chimalli: escudos feitos de diversos materiais, como madeira, que produziu o chamado "cuauhchimalli ou pés de milho, com a qual eles planejaram o otlachimalli". também tiveram escudos de ouro ou decorados com penas, chamado chimalli māhuizzoh. Estavam disponíveis a todas as classes guerreiras, menos a mais baixa.

Armaduras, roupas e adornos

Ichcahuipilli: Era uma armadura de algodão acolchoado, um ou dois dedos de espessura. Tinha um ou dois dedos de espessura, este material era resistente a espadas de obsidiana e dardos atlatl.

Ehuatl: Uma roupa espessa de algodão que protegia os membros das classes guerreiras.

Tlahuiztli: Eram os trajes decoradas que os guerreiros prestigiados e membros das sociedades de guerreiros usavam.

Pāmitl: Era um adorno usado pelos comandantes e guerreiros proeminente em suas costas. Eles foram concebidos para ser visto à distância. Como a uma Jirushi japonesa, estes eram freqüentemente únicos aos seus usuários, e não necessariamente uma forma de bandeira.

Cuatepoztli: Era um capacete de madeira, dependendo do alcance poderiam ser decorados com penas ou gravada, assim como ele costumava ter cabeça de águia e cabeça de um jaguar.

Campanhas e batalhas

Uma vez que a decisão de ir para a guerra era tomada a notícia era proclamada nas praças chamando para a mobilização do exército durante vários dias ou semanas de antecedência. Quando as tropas estavam prontas e as cidades aliadas tinham sido alertados e tinha dado o seu consentimento para participação na campanha, a marcha começava. Normalmente, os primeiros a marchar eram os sacerdotes que levavam as efígies, no dia seguinte os nobres passavam, liderados pelo Tlacochcalcatl e Tlacateccatl. E no terceiro dia o grosso do exército principal estabelecido com a primeira marcha Tenochca seguido pelos guerreiros das outras cidades da aliança (Tepanecas e Texcocas) e por fim as forças aliadas de outras cidades, algumas dessas cidades também juntavam-se gradualmente durante a marcha quando o exército passava por suas cidades. Graças ao eficiente sistema de estradas mantido pelos astecas no México central do exército marchava uma média de 19-32 km por dia. O tamanho do exército asteca variava consideravelmente de pequenos contingentes até grandes exércitos com dezenas a centenas de milhares de guerreiros. Na guerra contra o exército asteca de Coixtlahuacan se chegou a 200.000 guerreiros e 100.000 porteiros. Outras fontes dizem que os exércitos astecas chegaram até 700.000 homens.

Combate

As batalhas geralmente tinham início na madrugada - sinais de fumaça eram utilizados para mostrar que a batalha estava começando e para coordenar os ataques entre as diferentes divisões do exército. O sinal para o ataque era dada por instrumentos musicais, como tambores e trombetas (Tlapitzalli). Normalmente, a batalha começava com projétil de fogo - o grosso do exército era composto por pessoas comuns, muitas vezes armados com arcos ou correias. Então os guerreiros avançavam em combate corpo a corpo e durante esta fase, o atlatl foi usado - esta arma era mais eficaz em distâncias mais curtas que as fundas e arcos, e muito mais letal.

Os primeiros guerreiros a entrar em combate corpo a corpo eram os guerreiros mais distinguidos da Cuachicque e as sociedades Otontin, depois vinham os guerreiros águia e jaguares e, por último os plebeus e jovens inexperientes. O objetivo era flanquear o inimigo ou cercá-lo, mas uma vez que o combate se intensificavam, as fileiras se rompiam e cada guerreiro lutava sua própria luta mano a mano. Jovens que participam da batalha pela primeira vez não seria normalmente autorizados a luta antes da vitória asteca ter sido assegurada, após o que eles iriam tentar capturar prisioneiros do inimigo em fuga. Diz-se que, especialmente durante as guerras floridas os guerreiros astecas tentaria conquistar em vez de matar seus inimigos, por vezes, se esforçando para cortar um tendão ou incapacitar seus oponentes. Este tem sido usado como um argumento para explicar a derrota dos astecas pelos espanhóis, mas já não é considerada provável - já que as fontes indicam claramente que os astecas matavam seus oponentes espanhol sempre que tinha a chance. Outras táticas incluíram fingir retiradas e emboscadas onde pequenas porções de forças astecas iriam atacar e depois fugir para atrair o inimigo em uma armadilha onde muitos mais guerreiros estavam escondidos no terreno. Se um inimigo retirava-se para defender sua cidade, a batalha continua lá - mas, normalmente, o objetivo era conquistar uma cidade e não destruí-la. Uma vez que a cidade era conquistada o templo principal seria incendiado numa clara sinalização, vista de longe, para todos os interessados soubessem da vitória dos astecas. Se os inimigos ainda se recusava a entregar, o resto da cidade podia ser queimado, mas isso era incomum.

A derrota para os espanhóis

Os espanhóis tinham uma superioridade tecnológica em armas em relação aos astecas.

O conquistador espanhol Herná Cortés tinha uma pequena força bélica para invadir o continente americano:

400 homens, 16 cavalos, 32 escopetas e 4 canhões. Porém ele usou de aliança com cidades submetidas pelos astecas e arregimentou milhares de guerreiros para derrotar os 500.000 homens do exército asteca.

Apesar de ser um povo guerreiro os astecas tiveram o seu império destruído pelos espanhóis. Além da superioridade tecnológica gritante que os espanhóis possuíam em relação aos Astecas; com armas de fogo e de ferro, contra arcos e flechas e armas de sílex e madeira; também há que se levar em conta outros fatores, talvez até mais importantes do que as armas em si.

Na realidade, o fato de as armas espanholas serem melhores, não garantira sua vitória, pois o efetivo dele era infinitamente menor e, mesmo que os nativos estivessem totalmente desarmados, ainda assim não poderiam ter sido derrotados apenas pelas armas dos conquistadores. Com certeza a política de alianças de Cortez foi um dos maiores trunfos dos Espanhóis (sendo posteriormente, em 1532, copiada por Francisco Pizarro na conquista do Tawantinsuyu (o Império Inca)). Além da política de alianças, que trouxe para o lado dos Espanhóis todos os povos descontentes com a dominação Asteca, existem outros fatores menores.

O emprego de animais em combate, pois os Espanhóis utilizavam, além dos cavalos (que lhes conferiam maior agilidade e poder contra infantarias), ferozes cachorros, que eram soltos no campo de batalha e, além de aterrorizarem os índios, faziam grande estrago, pois eram treinados para matar.

Outro fator, foram as técnicas de batalha, uma vez que os Astecas lutavam para fazer prisioneiros, que sacrificavam depois, enquanto que os Espanhóis lutavam para matar o maior número de indivíduos, o que é muito mais fácil e rápido do que a captura em massa. Além disso, a ingenuidade dos tributários Astecas foi importante, pois para eles, os Espanhóis eram apenas mais um povo lutando contra o domínio de um antigo Império, como os próprios Astecas já tinham feito antes, quando derrubaram o crescente Império de Azcapotzalco. Porém, os Espanhóis não queriam tornar os índios apenas seus tributários, mas queriam destruir sua religião (impondo-lhes o Catolicismo, tido como única verdade), destruir sua cultura (fazendo-os meros dominados da cultura Européia) e escravizar seu povo (fazendo-os trabalhar em suas minas de ouro e prata).

Além desses fatores todos, deve-se ressaltar mais dois: a crença de Motecuhzoma II de que os Espanhóis eram enviados de Quetzalcoatl, o que o impediu de impor resistência aos conquistadores. E a guerra biologia inconsciente que os Espanhóis travaram com os índios, expondo-os a diversos tipos de doenças que, para eles, eram desconhecidas (tais como a varíola, a gripe, a sífilis, a tuberculose, dentre outras) e, para as quais não tinham anticorpos. Todos esses fatores, em maior ou menor grau, mas todos juntos, contribuíram para a conquista do Império Asteca, tornando-a possível.  

Após a conquista de Tenochtitlán em 1521, Cortez ordenou sua destruição, como um exemplo a todos os que se atrevessem a contrariar os desejos de Carlos V. Cuauhtemoc foi preso e mantido como Tlatoani até 1525, pois Cortez julgava que seria mais fácil conquistar uma região unificada por um governante do que várias regiões divididas.

A capital do império asteca é conquistada em 1521

Os Astecas jogaram todo o ouro que possuíam no fundo do lago Texcoco, para impedir os conquistadores de pegarem-no. Mesmo assim, a tomada de Tenochtitlán foi muito lucrativa para os Espanhóis, pois eles encontraram as listas de tributos dos Astecas, o que lhes forneceu uma rota segura para as regiões produtoras de ouro e prata, ficando as regiões produtoras de outras coisas, em segundo plano na conquista.

Em 1522, todo o Império Asteca já estava nas mãos da Espanha e Cortez foi nomeado o Governador e Capitão-Geral da Nova Espanha (como foi batizado o Império Asteca após sua conquista).


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Assunto: Astecas