“One shot, one kill” - 6ª Parte


HISTÓRICO-I ; HISTÓRICO-II ; HISTÓRICO-III ;

MISSÃO, TÉCNICAS e TÁTICAS ; ARMAS e EQUIPAMENTOS ; SELEÇÃO e TREINAMENTO

 

Seleção e treinamento

A seleção para atiradores de elite deve ser bem criteriosa, pois todos os que apresentam distúrbios psicológicos devem ser imediatamente eliminados. O programa de treinamento deve ser rígido e a pressão sobre os candidatos deve aumentar cada vez mais para levá-los ao limite do seu controle emocional, motivação e para que suas aptidões sejam desenvolvidas.

 

Os pontos básicos para se selecionar atiradores de elite basicamente são os seguintes:

a. Equilíbrio emocional e psicológico. O sniper deve ter controle para aperta o gatilho no tempo certo e no lugar certo e parar de atirar quando necessário. É muito mais fácil matar em autodefesa ou em defesa de outros do que matar sem provocação aparente. O atirador deve ser capaz de matar objetivos que não sejam uma ameaça imediata a ele.  O sniper não deve ser suscetível a emoções como ansiedade ou remorso. Candidatos que tem a sua motivação para serem atiradores de elite fundamentada em reconhecimento, vingança ou simplesmente vontade de matar devem se eliminados.

O candidato a atirador de elite deve ter confiança, iniciativa, disciplina e estabilidade emocional. 

b. Ter aptidão para tiros de precisão.

c. Condicionamento físico excelente. Geralmente os atiradores de elite são submetidos a missões em que dormem pouco, tem pouca comida, ficam sujeitos ao clima e passam muito tempo parados. Eles precisam ter bons reflexos e controle muscular. A auto-confiança e controle vem da pratica de esportes e de um condicionamento físico ideal.

d. Ótima visão. A principal ferramenta do atirador de elite é a sua visão.

e. Não-fumante. O fumo gera problemas respiratórios e tosse, que podem denunciar o sniper para o inimigo.

f. Inteligência. Um atirador de elite precisa ser inteligente pois ele deverá aprender sobre balística, tipo de munição e armas e suas capacidades, dispositivos ópticos, operação de rádio, procedimentos de observação e coleta de inteligência, técnicas de camuflagem, táticas militares, identificação de ameaças, primeiros-socorros, ajuste de morteiro e fogo de artilharia e algumas vezes de ataques aéreos, habilidade de navegação, sobrevivência, fuga e evasão. E acima de tudo ter um bom senso de julgamento.  

g. Vida no campo. O candidato deve se sentir perfeitamente bem em operar ao ar livre. Tendo pleno conhecimento dos efeitos naturais e saber se comportar em ambientes em que existam animais e insetos.

Ser um atirador de elite é uma tarefa especializada e precisa de escola apropriada, treinamento, doutrina e armamento especializado. Não é uma tarefa que pode ser ensinada para qualquer soldado. Em tempo de guerra, a vantagem tática costuma ir para tropas mais bem treinadas, equipadas e motivadas. O sniper tem que ter os três juntos. Todos os soldados são treinados para destruir um oponente, mas os sniper a levam a arte de matar a seu máximo refinamento.

Os sniper têm mais chances de morrer e raramente sobrevivem a captura. Para isso tem que investir intensamente em camuflagem, táticas e posicionamento. Por isso motivo não é qualquer um que pode se tornar um snipers.

Os voluntários costuma ser soldados experientes que devem ter demonstrado disciplina e desempenho acima da média. A seleção inclui testes de capacidade física, mental e psicológica. A habilidade de atirar em alvo fixo conta menos. Os snipers são melhores para caçar e matar e não tão bons em tiro. O treino pode mostrar falhas graves em outros requisitos importantes. Alguns que não demonstram ser tão bons no tiro se tornam ótimos observadores. A habilidade de tiro está relacionada com os alvos cujo alcance, tamanho, localização e visibilidade não podem ser engajados por um atirador comum. O sniper deve ser paciente e ter controle emocional para operar isolado e sob tensão. Deve ter instinto e iniciativa. Os testes de seleção são bem exigentes.

O sniper tem que ser inteligente para desenvolver habilidades de "zerar" a mira da arma, estimar distância e vento, ter conhecimentos de balística, munição, ajustar óticos, ler mapa, fazer patrulha, usar cobertura e camuflagem, movimentação, observação, coleta de inteligência, escolher posição de tiro, reação ao contato e rota de fuga. O sniper deve saber operar rádios, chamar artilharia, fazer navegação e identificar armas e uniformes inimigos.

O condicionamento físico é importante, pois durante a operação um sniper dorme pouco e ingere pouca água e alimentos. Deve ter bons reflexos e a visão deve ser 20/20. Um sniper não deve fumar, pois a fumaça revela a posição e o nervosismo na hora da pontaria atrapalha o tiro. O treino e a seleção é focado na capacidade de sobreviver sozinho na frente de batalha e atrás das linhas.

Durante o tiro o sniper deve conhecer as técnicas de controle gatilho, alinhar com o alvo e fazer controle da respiração, avaliar distância, ventos, elevação e luminosidade. Deve saber engajar alvos móveis e usar lunetas.

Os sniper treinam disparar o gatilho com ponta dos dedos para maior precisão. Algumas doutrinas falam em respirar fundo antes do disparo e segurar respiração para alinhar e atirar. Outros vão além e citam em disparar entre batidas do coração para minimizar movimento do cano. A posição com melhor precisão é a deitado, com apoio de saco de areia para o fuzil ou bipé.

A chave do bom sniper é consistência, o que implica na capacidade da arma e do atirador. Consistência não significa necessariamente precisão (que precisa de treino) e o sniper não pode ser preciso sem ela. Os disparos de uma posição fixa devem ser agrupadas, mesmo a longa distância.

A consistência tem que ser máxima quando sniper dispara o primeiro tiro contra um inimigo que não sabe da sua presença. Alvos de altíssima prioridade como os snipers inimigos, oficiais e equipamento importante de serem atingidos irão se esconder após o primeiro tiro ou tentar localizar o sniper, e atacar alvos estratégicos se torna mais difícil.

O sniper deve ser capaz de estimar a distância, vento, elevação e outros fatores que alteram o tiro. O sniper deve saber como o calor do cano, a altitude e temperatura ambiente afetam o vôo do projétil.

O problema do tiro a longa distância é calcular o vento. Com vento forte é difícil acertar um alvo a mais de 200m. O vento pode ser estimado pela inclinação da grama. Com vento forte a grama fica com as pontas na horizontal. A chuva atrapalha os projeteis e desviam muito. Para exemplificar, uma equipe de sniper operando no Iraque, realizou no dia 3 de abril de 2003, com um fuzil L96, disparos contra alvos a 860m. Devido ao vento forte, atiraram 17 metros a esquerda do alvo para compensar o vento.

A estimativa distancia se torna critica contra alvos distantes pois o projétil voa uma trajetória curva e o sniper tem que compensar mirando acima do alvo. Por exemplo, para a munição 7.62 × 51 mm NATO M118 Special Ball , a queda contra um alvo a 700m é de 20 cm.

Atirar para cima ou para baixo precisa de mais ajustes devido ao efeito da gravidade. Contra alvos moveis o ponto de pontaria é a frente do alvo, conhecido como "leading" o alvo.

Um telêmetro laser pode ser usado, mas pode ser detectado pelo inimigo. Um método simples é comparar a altura do alvo com o tamanho de referencia Mil Dot na luneta, ou usar distâncias conhecidas na linha de tiro (determinadas o telêmetro antes) para determinar distancias adicionais.



sniper
Um sniper permanece em posição por muito tempo durante a missão. Deve ter boa capacidade de alerta, disciplina, paciência e resistir ao desconforto. Um sniper pode ficar estacionado na mesma posição por dias. Urinar e defecar em bolsa plástica se torna essencial visto que o cheiro pode denunciar a posição para tropas passando perto.


Os sniper são todos voluntários e mais por temperamento. É raro um soldado se tornar sniper apenas por ser bom de pontaria. Alguns nascem para ser caçadores. O Sargento York do US Army, em outubro de 1918, plotou vários ninhos de metralhadora alemãs que estavam atrapalhando o avanço de sua unidade da 82 Divisão. Quando as metralhadoras começaram a atirar o sargento respondeu atirando a 300 metros com o seu fuzil. Em uma ocasião um grupo de combate alemão se aproximou da sua posição e com o fuzil descarregado teve que usar sua pistola .45 e matou os 10. Do primeiro ao ultimo até o líder bem próximo sem errar um tiro e recarregando. Depois recarregou o fuzil e silenciou quatro ninhos de metralhadoras com 35 tropas, matando 25. Acabou desmoralizado o inimigo que se rendeu. O sargento York teve que cuidar sozinho de 132 alemães. Usou um fuzil Enfield sem mira telescópica e apenas mira comum. Ganhou a  medalha de honra no Congresso.

O sniper aliado com maior número de kills na Primeira Guerra Mundial foi o índio canadense Francis Pegahmagabow com 378 kill mais 300 capturados. Lutou quatro anos na guerra e se feriu apenas uma vez. Na Segunda Guerra Mundial as escolas de snipers russos preferiam recrutas os caçadores da Sibéria que já eram snipers natos. Até 1939 os russos treinaram seis milhões de "sniper". Não eram todos sniper, mas bons até 400m. Eram a fonte de snipers reais.

A maioria dos cursos de sniper dura entre cinco a seis semanas. Podem ser realizados na própria unidade ou em escolas especializadas.

Quando começou a Segunda Guerra Mundial, apenas os alemães e os soviéticos tinham mantido seu treinamento especifico para snipers. Os alemães tinham melhores armas e sistemas óticos, porem os soviéticos os suplantavam em técnicas de camuflagem.

São os fuzileiros navais britânicos (Commandos) e os fuzileiro navais americanos (Marines) que dão um bom padrão de tiro para os infantes sendo mais fácil conseguir candidatos para as escolas de snipers. O treino dos snipers dos Royal Marines britânicos treino é de nove semanas sendo o curso mais antigo. Os candidatos devem ter pelo menos três anos de experiência, demonstrar precisão no tiro a 600m, passar no teste de se esconder a 250m e disparar sem ser detectado, caçar e encontrar um alvo a 1000m e disparar sem ser detectado, julgar distancia e passar em um teste escrito. No teste final deve detectar e identificar sete de dez itens camuflados no campo com luneta em 40 minutos. Nos treinos são 18 "caçadas" em nove semanas. 50% dos recrutas falham no curso.

O USMC estabeleceu uma escola permanente de sniper em 1977, sendo um curso igual ao dos fuzileiros britânicos com 30% de falha. O curso dura 10 semanas, com fase acadêmica, de campo e de caçada (stalk). A escola do US Army foi formada em 1987 com um curso mais simples que o USMC. Na operação Desert Storm foi deslocado para treinar no local. As tropas das Forças de Operações Especiais americanas participam de cursos nas escolas do US Army e USMC.

Os snipers russos tem o treinamento mais longo de todos os países chegando a durar um ano. Os russos dão muita importância aos sniper devido a experiência na Guerra Civil espanhola e na guerra contra a Finlândia. Seus atiradores de elite atuam como snipers ou DM dependendo da situação. São treinados aos milhares como DM que depois servem de fonte para sniper verdadeiro.

A resistência psicológica está relacionada com o tipo de missão, riscos e relação com as tropas amigas. Um sniper sabe que se render pode não sobreviver. São geralmente mortos na mesma hora. Os sniper alemães na frente russas levavam pistolas não para se defender mas para evitar ser capturado vivo. A força de sniper da África do Sul na Primeira Guerra Mundial perdeu 35% das tropas contra 5% das tropas regulares.

Os snipers costumam ser despresados até pelas próprias tropas por vários motivos. Caçar um ser humano como animais é geralmente considerado imoral assim como matar a distância. Os soldados "normais" se preocupam mais em obedecer ordens e sobreviver. Nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial eram desprezados pois chamavam a artilharia para a posição quando começavam a atirar. A presença de um sniper sempre atrai seu equivalente do outro lado e acaba sempre "sobrando" para mais alguém.

Os snipers até evitam contato social, mais por preconceito por não conhecer o trabalho. No Vietnã os snipers chamados de "snipers LTDA". Os snipers geralmente são solitários ou relacionam-se apenas com os da sua própria espécie. Em algumas missões são lançados atrás das linhas de helicóptero e sem oportunidade de reforço, sendo tratados como descartáveis.

Porém, quando tropas amigas estão em contato com sniper inimigo geralmente chamam um sniper para ajudar. Cada sniper inimigo morto são vários amigos salvos. Os snipers brincam dizendo que a melhor maneira de pegar um sniper é correr para uma cabine telefônica e procurar o número dos snipers nas paginas amarelas.

 

Responsabilidade do Atirador e do Observador

Normalmente para pequenas distâncias e dificuldades menores os atiradores de elite operam sozinhos. Mas normalmente na maioria das operações o atirador de elite opera em equipes de snipers formadas normalmente por um atirador e um observador (que é outro atirador). As responsabilidades de cada um dos componentes da equipe são as seguintes:

 

a. Atirador:

1-Constrói uma posição fixa e confortável. 

2-Localiza e identifica o objetivo designado. 

3-Estima o alcance para o objetivo. 

4-Determina a elevação formal para empenhar o objetivo. 

5-Notifica o observador de prontidão para a disposição do tiro. 

6-Controla a tomada de fôlego e a pausa respiratória natural. 

7-Executa controle da gatilho formal. 

8-Executa o tiro de forma precisa e oportuna. 

9-Prepara disparos subseqüentes, se necessário.

10-Realiza disparos defensivos.

b. Observador:

1-Seleciona um objetivo apropriado.

2-Ajuda na estimativa do alcance. 

3-Calcula o efeito das condições de tempo existentes que influenciem na balísticas. 

4-Observar o impacto do tiro. 

5-Realizar críticas antes de qualquer tiro subseqüente. 

6-Opera o rádio

7-Realiza disparos defensivos.

8-Protege a retaguarda do atirador.

 

Técnicas de uma equipe de fogo

A equipe deve ser capaz de se mover e sobreviver em um ambiente hostil de combate. A missão da equipe e realizar o fogo de precisão. Isto exige um esforço concentrado da equipe. Juntos, atirador e observador, devem determinar o momento certo do tiro. 

 

Técnicas de campo

A missão primária de uma equipe de fogo é eliminará objetivos inimigos selecionados com fogo de precisão de longo alcance. Para realizar este missão o sniper depende de conhecimento, compreensão e aplicação de várias técnicas de campo que lhe permitem se mover, esconder, observar, e descobrir o objetivo. As técnicas de campo é uma habilidade que o sniper tem que aprender tão bem quanto as das operações de combate. A aplicação daquelas habilidades afetará diretamente na sobrevivência do atirar no campo de batalha. 

 

Camuflagem

A camuflagem é uma das armas básicas da guerra. Pode significar a diferença entre uma missão próspera ou fracassada. Para uma equipe de fogo, pode significar a diferença entre vida e morte. Medidas de camuflagem são importantes desde que a equipe não pode ser descoberta nem quando está estática ou em movimento. A camuflagem corretamente aplicada faz com que a equipe não se torne um alvo.

 

Indicadores de alvos

Para ficar proficiente em camuflagem, a equipe de sniper tem que entender os indicadores de alvo. Indicadores de alvos são qualquer coisa que um soldado faz ou não faz que poderia resultar em descoberta. Uma equipe de sniper tem que saber e não só tem que entender a indicação de alvos para se mover de forma indetectável, mas também descobrir os movimentos inimigo. Indicadores de alvos podem ser sons, movimentos, camuflagem imprópria, perturbação da vida selvagem, odores e fumaça. 


a. Som. Mais perceptíveis a noite. São causados por movimento, barulho de equipamentos ou vozes. Ruídos pequenos podem ser despedidos perfeitamente.


b. Movimento. Mais perceptíveis a luz do dia. O olho humano é atraído pelo movimento. Movimentos estúpidos feitos rápidos serão percebidos mais rapidamente do que movimentos estúpidos feitos lentamente.

 

c. Camuflagem Imprópria. Brilhos, silhuetas e contraste com o fundo facilmente denunciam uma posição. 

d. Perturbação de vida selvagem. Pássaros que voam de repente, parada súbita de ruídos animais ou  animais que gritam ou saem correndo assustados são assustados. 

e. Odores. Odores de comida, fumaça, sabão, loção ou de repelentes de insetos.

 

f. Fumaça. De comida, cigarros ou de armas.

 

TIPOS DE CAMUFLAGEM 
Os dois tipos de camuflagem que uma equipe de snipers pode são os naturais e artificiais. 

1. Natural. A camuflagem natural é vegetação ou materiais que são nativos de uma determinada área. O sniper aumenta o aparecimento dele usando camuflagem natural. 

2. Artificial. A camuflagem artificial é qualquer material ou substância que são produzidos com a finalidade de encobrir ou esconder algo. São usadas pinturas de rosto ou roupas camufladas, capas de camuflagem, redes, etc com a finalidade de esconder o corpo e/ou o local onde estão os snipers. 

Camuflagem da pele

Pele exposta reflete a luz e ainda pode chamar a atenção do inimigo. Até mesmo a pele muito escura, por causa de seu óleo natural, reflete a luz. Camuflagem de face é usada para camuflar a pele, uma combinação de duas cores é aplicada em um padrão irregular. Áreas brilhantes (testa, maçãs do rosto, nariz, orelhas e queixo) são pintadas com uma cor escura e áreas de sombra (ao redor dos olhos, debaixo do nariz e debaixo do queixo) são pintadas com uma cor clara. Além da face, a pele exposta na parte de trás do pescoço, braços e mãos também são pintados. Não são camufladas as palmas das mãos porque normalmente se usam sinais de mãos para comunicação, e estas devem ser visíveis. As camuflagens padrão são: verde escuro e verde claro para áreas com vegetação verde; areia e verde claro para áreas sem vegetação verde (veg. seca); branco para terreno com neve e à noite preto. Todas as pinturas faciais não só devem prover proteção, mas também tem que obter aceitabilidade dos soldados (não deve irritar a pele e visão ou provocar problemas se entrar na corrente sangüínea por cortes na face). Os critérios para as maquilagens são durabilidade com o passar do tempo, resistência à transpiração, facilidade de aplicação e remoção; e os desenhos devem ter compatibilidade com os equipamentos, principalmente as cores da farda. A pintura da face não deve reduzir as capacidades dos sentidos naturais do soldado e deve ser quase inodora.

Contra aparelhos infravermelhos é utilizado pó compacto com objetivo de reduzir todo o brilho possível e reter calor (espectro infravermelho) para ser confundido com o meio; é utilizado com roupa especial para esse fim. O pó compacto não elimina totalmente o espectro infravermelho, mas uma camuflagem bem feita chega perto do aceitável.

Em operações em florestas nativas (notadamente Ásia e América do Sul, principalmente Amazônia) correm o risco de baixa causada por doenças transmitidas por insetos (febre amarela e dengue por exemplo), neste caso as tinturas faciais também devem possuir propriedades repelentes de insetos, já que a aplicação de repelentes sobre a camuflagem é descartada pela natureza solvente destes; o resto do corpo fica coberto pela farda. Porém as tintas não devem ter um acentua odor que poderia denunciar a posição do soldado para o inimigo.

Uniformes camuflados

A camuflagem no uniforme apareceu com maior força na Segunda Guerra Mundial, principalmente entre os alemães que foram bem pródigos na utilização dos mais variados padrões. 

O uniforme de combate deve oferecer proteção virtual ao soldado, devendo aquele confundir o soldado com o meio onde ele se encontra. O tipo de desenho é escolhido pelo comandante da missão e este deve conhecer bem o meio em que a missão será executada antes de escolher o equipamento, que deve ser o mais compatível possível.

Hoje os exércitos já utilizam um fardamento especial com dois tipos de camuflagem, por exemplo, selva e ao avesso deserto, deixando-o mais prático. Padrões de cores e desenhos são fundamentais, portanto o caos de cores e desenhos no uniforme são cuidadosamente analisados e combinados de modo a se parecer com um fundo natural. Não é qualquer forma de desenho que chega ao desejado, podendo até destacar ao invés de esconder. Os atiradores também podem prender em seus uniformes vegetação natural ou até mesmo lama para melhor confudi-los com o ambiente.

Capa de camuflagem - Ghillie Suitgarnish

Os atiradores de elite além de camuflarem suas fazes e vestirem uniformes camuflados também devem usar em suas missões uma capa de camuflagem. Este traje é de fundamental importância pois pode conferir ao sniper uma considerável "invisibilidade" até a curta distância se o padrão da capa for compatível com o meio ambiente em que ele estiver. Porém uma capa de camuflagem não torna um atirador "invisível" e a soma de vegetação natural ou materiais nativos deve ser usada para o sniper se misturar com o ambiente. Existem na verdade os mais variados padrões de camuflagem para estas capas inclusive para ambientes urbanos.

Armas camufladas

Sistemas de armas também devem ser camuflados, normalmente com tecidos, redes e materiais nativos. No deslocamento os sistemas podem ser levados em uma "bolsa de arrasto" que tipo uma capa de camuflagem para a arma.

Lunetas camufladas

Também deve-se camuflar as lunetas com o objetivo de reduzir a possibilidade de se refletir a luz. Normalmente todos os materiais que são usados para camuflar as armas também podem ser usadas nas lunetas.

Combinação de cores e tons

Exemplos de combinações em relação a certos ambientes: 

Áreas com neve e gelo: A mistura de cores é mais efetiva que materiais camuflados em áreas cobertas por neve e gelo. Em áreas com neve pesada ou em áreas arborizadas com árvores cobertas com neve, deve ser usado um traje completamente branco. Em áreas com neve no solo mas não nas árvores, deveriam ser usadas calças compridas brancas com topos verdes e marrons. 
Desertos: Em áreas de deserto que têm pouca vegetação, a mistura de tons de areia é muito importante. Nestas áreas, a equipe de snipers tem que fazer uso do terreno e de pouca vegetação disponível para permanecer oculto. 
Selva e florestas: Em áreas de selva ou florestas, a textura da camuflagem, as cores contrastantes, e a vegetação natural devem ser largamente usada. 
Áreas urbanas: Em áreas urbanas, a camuflagem da equipe de snipers deve ser uma mistura de cores em tons cinzentos e preto. Nestas áreas a equipe deve saber que constantemente terá que usar o terreno, edificações, escombros, vegetação e as sombras para permanecer indetectável. 

Camuflando esconderijos


As vezes a missão de um sniper o obriga a ficar muito tempo em um lugar e as vezes ficar ao relento é extremamente estressante e perigo. O uso de um bom esconderijo é nestes caso necessário e este local deve ser camuflado para segurança da equipe de snipers. Existem vários tipos de esconderijos e a camuflagem que melhor vem a se adequar a ele. 

 

A compreensão formal e aplicação dos princípios de camuflagem e o uso de esconderijos protegem a equipe de snipers da ação do inimigo.


Pode-se usar esconderijos naturais (buracos, arbustos, árvores, desfiladeiros, escombros, sombras, etc) ou artificiais (trincheiras, edificações, veículos, redes de camuflagem, etc.). Muitas vezes usa-se uma combinação de materiais naturais e artificiais para melhor preparar um esconderijo. A equipe deve levar em conta os efeitos da mudança de estações na montagem do esconderijo feito por materiais naturais e artificiais.

 

Estes esconderijos devem proteger a equipe da visão inimiga e caso seja descoberta oferecer proteção contra o fogo hostil. As vezes até a menor depressão no solo oferece a proteção necessária em um combate.

 

Alguns princípios que devem ser adotados quando se opera com um esconderijo:

 

a. Evitar movimentos desnecessários. Permaneça parado - movimentos chamam a atenção. O olho humano é sensível a movimentos.  A posição da equipe fica segura se ela permanece parada. O movimento contra um fundo estacionário chama a atenção claramente. Quando a equipe tem que mudar de posição, deve se move cuidadosamente em uma rota predefinida e encoberta, preferentemente durante um período de visibilidade limitada. Quando se move o sniper deve fazê-lo lentamente, sempre esquadrinhando à frente, olhando para a próxima posição. 

 

b. Usar todo encobrimento disponível. Algumas recomendações sobre encobrimentos. 


1) Fundos. Fundos são importantes, e a equipe deve se misturar com eles o máximo possível. As árvores, arbustos, grama, terra, lama e estruturas artificiais que formam o fundo variam em cor e textura. Isto torna possível para a equipe se misturar com eles. A equipe deve seleciona árvores ou arbustos ou outros fundos para se misturar com a sua camuflagem e absorver a sua figura. O sniper sempre deve considerar que o inimigo o está observando.


2) Sombras. Uma equipe de snipers é facilmente vista ao ar livre em um dia claro, mas nas sombras é difícil de ser vista. As sombras existem na maioria das condições, dia e noite e em vários ambientes. Sempre que possível o esconderijo deve ser construindo em lugares escuros e a movimentação deve ser feita nas sombras.


3) Silhuetas. Uma silhueta baixa é mais difícil de ser vista pelo inimigo. Então, a equipe deve se manter abaixada, agachada ou deitada todo tempo.


4) Evitar reflexos brilhantes. Refletir a luz para um sniper é quase que suicídio. Uma superfície brilhante chama a atenção imediatamente e pode ser vista a grandes distâncias. Por isso todas as superfícies brilhantes devem ser camufladas de forma cliteriosa.

 

5) Evitar as linhas do horizonte. Podem ser facilmente vistas figuras na linha do horizonte de uma grande distância, mesmo a noite, porque um esboço escuro se salienta contra o céu mais claro. 


6) Alterar esboços familiares. Equipamentos militares e o corpo humano são esboços familiares ao inimigo. A equipe de snipers deve propositadamente alterar essas silhuetas ou disfarçá-las usando capas de camuflagem (ghillie suit). A equipe tem que alterar os seus esboços da cabeça às solas das botas. 

7) Disciplina de ruídos. De nada adianta a mais perfeita camuflagem se os atiradores na guardam silêncio. Um simples ruído ou barulho da voz humana  pode ser detectado pelas patrulhas inimigas ou postos de observação. A equipe deve manter o silêncio o máximo possível, se comunicando por sinais ou toques, e só falando quando extremamente necessário em tom baixíssimo e com a absoluta certeza de que o inimigo não poderá escutar nada.

 

Postos de Observação camuflados


Pode ser muito útil construir um Posto de Observação (PO), especialmente ao longo da linha de frente, de uma rota de abastecimento, de uma base aérea ou de um porto. A missão de um PO e de basicamente coletar informações, tiros de precisão não são normalmente requeridos. 

 

Entre os soldados os snipers são os mais indicados a operarem em um PO, devido ao seu condicionamento a imobilidade, disciplina e controle emocional. Operar de um PO faz com que a equipe de atiradores fique mais protegida durante longas missões. A desvantagem é que, se os objetivos saem linha de visão, o PO terá que ser transferido para uma posição que coloque os objetivos novamente a vista. Bons PO são quase impossíveis de se descobrir. Normalmente unidades de elite como o SAS e SBS operam constantemente com PO.

Movimentação

A missão de uma equipe de snipers e o seu método de emprego diferem em muitas formas das adotadas por uma esquadra de infantaria. Um das diferenças mais notáveis é a técnica de movimento usada pela equipe de snipers. Os movimentos não devem permitir a detecção da equipe ou levantar suspeitas no inimigo. Por causa disto, uma equipe de snipers tem que dominar as técnicas de movimentos individuais dos atiradores de elite. 

Regras de movimento
Quando se move, a equipe sempre deve se lembrar das regras seguintes: 

a. Sempre assuma que a área está sob observação inimiga. 
b. Mova-se lentamente. Um sniper conta o progresso de seu movimento por pés e polegadas. 
c. Não mover galhos, arbustos ou gramas altas.
d. Planeje todo movimento.
e. Pare e escute freqüentemente. 

f. Mova-se durante perturbações como fogo de artilharia, explosões, ruído de aeronaves ou qualquer coisa que distrairá a atenção do inimigo e esconda o seu movimento.

Técnicas de movimento individual em equipe 
São projetadas as técnicas de movimentos individuais para serem usadas pela time sniper para permitir movimentos sem serem descobertos. Estas técnicas de movimento são as seguintes:



a. Rastejamento baixo do sniper. O rastejamento baixo do sniper é usado quando o encobrimento está extremamente limitado, quando se está perto demais do inimigo, ou quando se está ocupando uma posição de disparo. 



b. Rastejamento médio. O rastejamento médio  é usado quando encobrimento está limitado e a equipe precisa mover-se mais rápido que o rastejamento baixo permite. O rastejamento médio é semelhante ao rastejamento baixo do soldado de infantaria. 



c. Rastejamento alto. O rastejamento alto é usado quando encobrimento está limitado mas alto bastante para permitir para o sniper elevar o corpo dele fora o solo. O rastejamento alto é semelhante ao rastejamento alto da infantaria.


d. Rastejamento de mãos-e-joelhos.  É usado quando algum encobrimento está disponível e o sniper precisa move-se mais rapidamente que o rastejamento médio. 

e. Caminhando. O caminhar é usado quando há um bom encobrimento e não é provável que o inimigo esteja por perto, uma certa velocidade é requerida. 

Movimentação da equipe de snipers

Devido a falta de pessoal e potência de fogo, a equipe de snipers não pode ser descoberta pelo inimigo nem pode se envolver em combates contínuos. 

Quando possível, a equipe de snipers deverá estar anexada a um elemento de segurança (esquadra/pelotão). O elemento de segurança permite a equipe alcançar sua área de operações mais rápido e mais seguro que se a equipe operasse sozinha. Mais, o elemento de segurança provê a equipe uma força de reação caso a equipe seja descoberta. 

Os atiradores de elite usam as diretrizes seguintes quando estão anexados a um elemento de segurança: 

(1) O líder do elemento de segurança é responsável pela equipe enquanto esta unida ao elemento. 

(2) A equipe de snipers é uma parte integral do elemento. 

(3) A equipe de snipers usa o mesmo uniforme que os membros do elemento. 

(4) A equipe de snipers se mantém de prontidão em todas formações. 

(5) O sistema de arma dos snipers é carregado em linha e perto de o corpo, escondendo seu contorno e comprimento.

(6) Todo equipamento da equipe é ocultado da vista.

Uma vez na área de operação, a equipe de snipers se separa do elemento de segurança e passa a operar só. Dois exemplos de uma equipe de snipers que se separa do elemento de segurança são como segue: 
(1) O elemento de segurança provê segurança enquanto a equipe se prepara para operação. 

a. A equipe veste suas capas de camuflagem e vistoria todo o seu equipamento. 
b. A equipe se assegura que todo o equipamento está seguro e descartado qualquer equipamento dispensável 

c. Uma vez que a equipe está preparada, assume uma posição escondida, e o elemento de segurança parte da área. 
d. Uma vez que o elemento de segurança tenha partido, a equipe espera em sua posição o tempo que considera o  bastante para se assegurar que nem a equipe e nem o elemento de segurança foram detectados. Só então, a equipe se move para a sua posição definitiva. 

(2) O elemento de segurança administra uma pequena parada de segurança no ponto de separação. As paradas das equipe de snipers, devem assegurar que elas tenham um bom encobrimento disponível e que venham a saber a  localização umas das outras. O elemento de segurança então deixa a equipe de snipers em um lugar seguro. O resto de equipe de snipers toma  posição até o elemento de segurança ter deixado a área. A equipe se organiza então de acordo com o requerimento da missão e se movimenta para sua posição definitiva. 

 

Quando seleciona suas rotas, a equipe de snipers tem que se lembrar da fragilidade de suas forças. As seguintes diretrizes devem ser seguidas quando se seleciona rotas: 

a. Evitar obstáculos e posições inimigas conhecidas. 
b. Buscar terrenos que ofereçam a melhor cobertura e encobrimento possível. 
c. Tirar proveito do terreno difícil (pântanos, bosques densos, e assim sucessivamente). 
d. Não usa estradas, trilhas ou clareiras. 
e. Evitar áreas povoadas. 
f. Evitar áreas de atividade inimiga intensa. 

Quando a equipe de snipers se move, sempre tem que assumir que sua área está debaixo de observação inimiga. Por causa disto e do tamanho da equipe e de seu poder de fogo, a equipe deve usar só um tipo de formação de movimento de snipers. 

 

Seguem as possíveis formações de movimento de snipers que podem ser adotadas.

a. O observador é o homem da frente; o sniper segue atrás. 
b. O setor de segurança do observador são das 3:00 às 9:00, o setor do sniper são das 9:00 às 3:00 (sobrepostos). 

c. O contato visual deve ser mantido até mesmo quando se para para dormir.

d. Nenhum intervalo deve ser maior do que 20 metros. 
e. O sniper reage às ações do homem da frente. 

f.  O líder da equipe designa as técnicas de movimento e rotas usadas. 
g. O líder da equipe designa os pontos de reunião. 

Uma equipe de snipers nunca deve se engajar decisivamente com o inimigo. A equipe tem que ensaiar a ação imediata e avaliar a  extensão que ela deve cobrir depois de uma reação natural e imediata por parte do inimigo em um contato contato inesperado. 

 

Exemplos de tais ações são as que seguem: 

1. Contato visual. Se a equipe de snipers vê o inimigo e o inimigo não vê a equipe, deve parar. Se a equipe tem tempo, fará o seguinte:

a. Assumir a posição o mais coberta possível e se esconder. 
b. Permanecer em posição até o inimigo passar. (NOTA: a equipe não iniciará contato.)

2. Emboscada. Em uma emboscada, o objetivo da equipe de snipers é quebrar o contato imediatamente. Um exemplo disto envolve as ações que seguem:

a) O observador dispara rapidamente contra o inimigo. 
b) O sniper lança granadas de fumaça entre o observador e o inimigo. 
c) O sniper dispara tiros de precisão no objetivos mais ameaçadores até que a área esteja sob a cobertura da fumaça. 
d) O observador lança granadas de fragmentação e se retira para onde estar o sniper e se assegura que ele não está impedindo a linha de tido do sniper.

e) A equipe se move para uma localização onde o inimigo não pode a observar ou não pode disparar contra ela.

f) Se contato não poder ser quebrado, o sniper pede fogo indireto ou o apoio de um elemento de segurança (se este existir). 
g) Se são separados os membros da equipe devem voltar para o último ponto de reunião estabelecido.

3. Fogo indireto. Quando reagindo a fogo indireto, a equipe tem que mudar o mais rápido possível da área. Este movimento súbito pode resultar na localização exata da equipe. Então, a equipe não só tem que reagir ao fogo indireto mas também entrar em ação para esconder seu movimento de retirada uma vez que está fora da área de segurança. Os procedimentos nesta situação são os seguintes:

a) O líder da equipe retira sua equipe da área de impacto o mais rápida possível.
b) Os membros das equipe se retiram da área de impacto para uma distância e direção previamente designada.

c) O líder da equipe se move com sua equipe então para o mais distante da área de impacto usando a rota encoberta mais direta. Eles continuam a sua missão usando uma rota alternativa. 
d) Se são separados os membros da equipe devem voltar para último ponto de reunião estabelecido.

4. ataque de ar. 

a) Os membros da equipe assumem a melhor cobertura disponível e se escondem. 
b) Entre as passagens da aeronave, os membros da equipe devem se  mover para coberturas que oferecem o melhor encobrimento. 
c) A equipe não se empenha contra a aeronave. 
d) Os sócios da equipe permanecem em suas posições seguras até que a aeronave parta. 
e) Se são separados os membros da equipe devem voltar para último ponto de reunião estabelecido.

Navegação da equipe de snipers

A equipe deve memorizar a rota a ser usada estudando mapas, fotografias aéreas, ou esboços. A equipe anota e memoriza características distintas (colinas, rios, estradas, linha férrea, linha de força, etc.) e sua localização em relação à rota. Deve-se planejar uma rota alternativa no caso de a rota primária não pode ser usada. No planejamento da rota devem ser evitados obstáculos naturais conhecidos e áreas em que a presença inimiga é forte. Na rota deve se utilizar de todos os pontos que ajudem a ocultar a equipe em seu deslocamento.

 

Durante a missão, a equipe de sniper observa cada característica do terreno mentalmente e isto assegura que está se mantendo rota original. A equipe deve mantém sua orientação da rota toda hora. Quando se move deve observar cuidadosamente e mentalmente o terreno para conferir as características distintivas notadas no planejamento e estudo da rota. 

 

Posições de tiro

 

As posições utilizadas pelo sniper para disparar sua arma longa dotada de mira óptica são determinadas pela situação prática em que ele se encontra.

 

O atirador tem que ter em mente que uma boa posição de tiro deve, obrigatoriamente, atender aos seguintes requisitos:

a. permitir firme empunhadura da arma;

b. permitir equilíbrio do corpo e uma boa base;

c. diminuir o alvo oferecido ao oponente;

d. sempre que possível possibilitar o uso de abrigos ou barricadas pelo atirador;

e. sempre que possível permitir giro do corpo para repelir agressões vindas de qualquer direção.

f. permitir ao atirador relaxar e se concentrar no tiro.

 

Observando estas premissas, toda posição de tiro será considerada aceitável.

Tipos de Posições de Disparo 

Devido à importância de realizar disparos precisos, o sniper deve adotar as mais varias posições de tiro, usando quando necessário até  apoios artificiais e eliminar qualquer variável que venha a interferir em seu tiro. Entre essas posições de tiro podemos citar: deitado, ajoelhado, sentado e de pé.

(1) posição deitado: Das posições clássicas é a mais utilizada e a mais confortável para o atirador. Também é a mais segura tanto na defesa quanto no ataque. Nesta posição o atirador se apóia em seus cotovelos e pode chegar a usar um apoio para a sua arma que está alinhada diretamente com  a sua espinha dorsal e a perna direita, mantendo a esquerda afastada e os pés rentes ao solo. A partir de então, ergue-se da cintura para cima, sempre sustentando-se nos cotovelos. A mão direita comprime a arma contra o ombro, enquanto a esquerda segura firmemente a coronha. Essa posição é ótima porque dificulta a mira do inimigo, mas limita o campo de fogo do atirador.

Posição deitado sem apoio

Posição deitado com apoio

Posição deitado com apoio

Posição deitado com apoio

Posição deitado com apoio e observador

Existe uma variante da posição deitado que é conhecida como Hawkins, em que o atirador não se apóia sobre os cotovelo e nem inclina o seu dorso para cima. Normalmente é adorada quando se está próximo de um pequeno barranco, no telhado ou até debaixo de um veículo. 

É um posição de baixo perfil e o atirador deve usar um pequeno apoio para sustentar a arma. Alguns exemplos de apoios:

(2) Ajoelhando. Pode ser adotada com ou sem apoio e normalmente é usada quando se está junto a obstáculos baixos como um carro, uma árvore ou um muro.  É muito eficiente para tiros de precisão. A perna esquerda deve ser erguida, o mais perpendicular possível do solo e o cotovelo esquerdo, voltado levemente para a frente, sentado sobre o joelho esquerdo, assegura o apoio. O cotovelo direito é empurrado para fora e para baixo. O soldado senta-se sobre o calcanhar ou sobre o tarso direito. A arma fica apoiada no braço esquerdo e a mão esquerda pousa sobre o antebraço direito. Essa posição só pode ser eficaz em curto período, antes que os músculos cansados comecem a latejar.

Ajoelhado sem observador

Ajoelhado com observador

As vezes quando os pequenos obstáculos apresentam um problema o atirador pode elevar um pouco a sua postura na posição ajoelhado. Nesta caso ele não fica sentado sobre o calcanhar e o seu rifle fica apoiado em sua mão esquerda e o cotovelo esquerdo fica sobre o joelho esquerdo. O joelho e o pé direito servem de apoio junto ao solo.

Ajoelhado usando o observador como apoio

(3) Sentado: Nesta posição  o soldado senta-se com o tronco voltado 45 graus à direita, os joelhos dobrados e os pés separados aproximadamente 60 cm. O cotovelo esquerdo deve apoiar-se no joelho esquerdo, com o antebraço erguido para sustentar o rifle, enquanto o cotovelo direito é trazido levemente para dentro, de modo a forçar a coronha contra o ombro, apoiar o armamento e operá-lo. Uma variação dessa posição é sentar-se com as pernas cruzadas. Nesse caso, o suporte da arma são os cotovelos, colocados no gancho formado entre a perna mais alta e a mais baixa. Essas posições são difíceis de manter por períodos mais longos e também restringem o campo de fogo.

(4) Em pé: É a posição que oferece menor apoio entre todas as posições, é difícil de manter além de alguns segundos e só deve ser usada em último recurso. O pé esquerdo é posto à frente do direito, com o joelho inclinado e o peso sobre ele. A mão esquerda segura a arma com o braço,  deve-se normalmente usar os obstáculos como apoio. O cotovelo direito é levemente empurrado para cima e para fora, exatamente como na posição de joelhos. Embora instável e difícil de manter, essa posição assegura ao atirador um largo campo de fogo, permitindo-lhe o alcance de alvos em praticamente qualquer elevação ou dispersão. Esta posição é adotada normalmente com obstáculos do tipo muros, barrancos ou janelas. 

 

 


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Assunto: Atiradores de Elite