Perfil da Unidade

13eme Régiment de Dragons Parachutistes

LES DRAGONS DE L'IMPERATRICE


Divisa: Au delà du possible

 

 

 

O 13eme Régiment de Dragons Parachutistes foi criado em 1676 e levou sucessivamente ate 1791 os nomes de seus coronéis comandantes, como "Dragons de Monsieur...". Depois passaram a ser conhecidos como o "Regimento de Dragões da Imperatriz" (Imperatriz Eugênia, esposa de Napolão III) da época do império. Atuou nas duas grandes guerras, distinguiu-se em Ypres em 1914 e Verdun em 1916 antes de praticamente ser destruído quando dos combates da primavera de 1940. Participará contudo nos combates da liberação em 1945.

 

Tornando-se uma unidade pára-quedistas em 1952, toma a sua denominação atual. Toma parte das operações na Argélia antes de ser repatriado para a Metrópole onde é transformado em regimento interarmas de informação em 1963, ficando baseado em Dieuze (Mosela). A madrinha do regimento foi a princesa Alix Napoleão. Por isso são conhecidos como os "Dragões da Imperatriz".

 

Este regimento estar ligado a Brigade de Renseignements et de guerre électronique (Brigada de Informações e de Guerra Eletrônica). E pertence à Brigada das Forças Especiais de Terra do Comando de Operações Especiais (COS) desde de 1 de julho de 2002 (data de criação do BFST), composta também 1º Regimento Parachutiste Infanterie de Marinha (1 RPIMa) e do Destacamento ALAT das operações especiais (DAOS).

 

O 13 é um ramo da Direção da Informação Militar (DRM), de quem depende a própria da Brigada de Informação e de Guerra Eletrônica (BRGE) que agrupa vários regimentos, entre eles o 13e RDP. Este último é o único certamente consagrado com o reconhecimento humano, os outros consagram-se com recolhimento de dados a distância. Os profissionais do 13e regimento de Dragões Pára-quedistas (RDP), constituem o fator humano da espionagem militar francesa.

 

 

A tecnologia mais eficiente nem sempre pode dispensar o fator humano, indispensável à elaboração de qualquer operação militar. A adição dos satélites, centros de escutas ou aviões espiões de um lado, e do outro os olhos e ouvidos um operador altamente treinado e motivado, permite aos franceses terem um aparato militar de inteligência de altíssimos nível.

 

 

Folhas mortas, galhos e lama formam um húmus, diluído pela chuva. De repente, o solo treme. Seguidamente racha-se. Nada a ver com a escala Richter. Na verdade é um operador se movendo debaixo de sua rede camuflada, escondido no ventre da terra. Nada se pode ver, mas ele estar usando binóculos de visão noturna, varrendo uma área distante, muito distante, observando uma pequena edificação. Na pequeno um Posto de Comando inimigo. Um momento depois, o operador volta para o seu buraco. Fecha novamente sobre a sua cabeça uma tampa feita de húmus e folhas. É bom saber que todas as progressões fazem-se sempre num silêncio absoluto e todas as ordens são dadas por gestos e sinais. Na escuridão de seu Posto de Observação, bate furtivamente os toques do seu computador portátil e transmite para seus superiores os dados coletados. 

 

 

O Exército francês possui dois regimentos, o 2e de Hussards, uma unidade blindada baseada em Sourdun, região parisiense, e o 13e o RDP de Dieuze, em Mosela, que compõem o que os militares chamam "inteligência humano". Eles tem a missão de recolher e transmitir os resultados de suas observações efetuadas in loco. Todas as comunicações são codificadas e os seus rádios enviam informações comprimidas e em freqüências variáveis.

 

O 13e o RDP é dedicado exclusivamente atividade de coleta de informações, que combina hoje elevada tecnologia e competências humanas. Os riscos de insuficiência operacional e negligência devem ser eliminado. A fim de alcançar um alto nível operacional os profissionais deste regimento recebem um treinamento especial dura 20 meses. A formação inicial de um operador dura cerca de 5 meses, e compreende: a formação geral inicial (cerca de 4 semanas), a formação de especialidade inicial (de uma duração variável em função da especialidade já detida ou a especialidade escolhida), a formação de adaptação para a obtenção da patente pára-quedista e a formação à condução militar. Já a sua formação elementar dura de 6 a 12, e compreende: a formação de especialidade elementar (atribuição de um certificado técnico elementar), a formação geral elementar cujo objetivo é formar pequenos graduados de enquadramento. Suas especialidades e empregos são as seguintes: Chefe de equipe em investigação transportada por via aérea (oficiais e sob oficiais superiores), especialista em investigação transportada por via aérea, especialista em transmissão, mecânicos, cozinheiros, etc.

 

Todos os operadores passam por testes psicológicos, aprendizagem de línguas estrangeiras, iniciação à fotografia, aprendem a sobreviver em condições extremas e a dominar técnicas de infiltração e de camuflagem. Tudo isto porque os "dragões" do 13e devem ser sobretudo soldados furtivos, e invisíveis, às vezes. O 13e o RDP é dotado de materiais de transmissões de última geração e meios informáticos de tratamento da informação eficientes, além de eficientes equipamentos de fotografia e vídeo. Um das suas características é a experimentação permanente dos materiais (transmissões, armamento, vestuário, alimentação, etc.) com o objetivo de racionalizar as despesas, melhorar o desempenho e trazer maior conforto no cumprimento das missões.

 

 

Os operadores do 13 devem ser capazes de intervir em qualquer ponto do globo. Por via aérea, aquático ou terrestre. Todos são pára-quedistas de formação. Mas alguns poucos são selecionados para serem Sotgh. Esta sigla bárbara designa os saltadores operacionais ("chuteurs opérationnels") de grande altura. Estes soldados são lançados, com 80 quilos de equipamento repartidos sobre o ventre e sobre a costas, à 10.000 metros de altitude. Sofrem o mesmo treino que os pilotos de caça. Equipados com máscara à oxigênio, são capazes de flutuar, no silêncio e o frio, sem serem detectados pelo radar, 30 ou 40 quilômetros a fim de atingir o seu alvo.

 


Igualmente discretos, também são os mergulhadores de combate, chamados de "nageurs- palmeurs". Em terra, armados com fuzis estanques, o rosto escurecido, sobem os rios, nadam em lagos ou infiltram-se pelos rios. Empurram o seu barco, bem compacto, encerrado em sacos herméticos, ou simplesmente navegam em pequenos caiaques.


Por último, sobre a terra, os dragões de Dieuze pilotam indiferentemente qualquer veiculo off-road ou velomotores. Camuflados por surpreendentes combinações não detectáveis, cor de neve ou floresta, para dia ou noite, totalmente mesclados com a paisagem.

 

"Todos os meios de infiltração são bons. É necessário simplesmente que sejam adaptados à missão e o terreno. Mas pode-se imaginar de todo", diz um oficial do 13e.


Quando chegam a sua zona de operação começam a missão: Observar e informar. Verificam a localização exata de um alvo, analisar a atividade de um PC inimigo. Ver tudo sem ser visto, nunca, e compreendê-lo por completo. Os veículos off-road, canoas e pára-quedas são enterrados ou camuflados.

 

Eles levam em suas missões as vezes mais de 60Kg de material e alimentos, que são carregados em mochilas sobre as costas, e por isso são capazes de viver em autonomia total por semanas, praticamente sem se mover um centímetro, os soldados arranjam o seu posto de observação. Mais espetacular ainda: um buraco, integrado à paisagem.
 

O operador monta o seu buraco com madeira, a fim de torná-lo invulnerável e invisível. Ocasionalmente, levanta alguns centímetros do seu alçapão individual para espionar, fotografar, filmar ou ouvir. As vezes sai do seu local, sempre de forma segura e secreta, para outras observações confidenciais. Outros operadores podem montar seus postos de observações debaixo de folhas mortas, num tronco oco, numa lagoa... Quer sejam "chuteurs" ou "palmeurs", todos fazem o mesmo trabalho. Todos são excelentes operadores e podem sobreviver nas piores condições. No grande frio: chega-se a ficar imóvel em postos de observação em temperaturas de -20°C. Ou em ambientes muito quentes, como os desertos africanos.

 

Os operadores do 13 podem informar sobre a capacidade do inimigo e seu deslocamento, o resultado de um ataque amigo, as condições de um objetivo, etc. Além de realizarem reconhecimento e recolhimento de inteligência, as suas missões podem também ser a de designar via laser, alvos à aviação ou então sabotar antenas de telecomunicações e radar, em zonas onde a aviação não poderia intervir, por exemplo. Eles é claro também podem ser usados para recolher informações e realizar a observação humana de líderes ou chefes de guerra em fuga como aconteceu Bálcãs.


"A especificidade desta unidade," sublinha um oficial do 13e, reside no fato de ser é modular e autônoma. "Na preparação de uma missão, como na sua realização, somos mestres auto-suficientes. Não existem contribuições externas. Os nossos operadores são treinados para responder de forma eficiente face todas as espécies de eventualidades.

 

Não podem teoricamente ser surpreendidos pelos acontecimentos."

Últimas conseqüências: a legítima defesa. Apesar dos dragões são armados, geralmente com equipamentos de última geração, o seu armamento em contrapartida é limitado e estritamente reservado para autodefesa, pois o uso da arma significa o malogro da missão. Encontra-se por conseguinte principalmente a Uzi e a HK MP5-SD6, devido à sua discrição e o seu vigor. Todas essas armas são dotadas de silenciadores.

 

Por isso paradoxalmente, eles são os únicos militares do Exército francês sem dúvida, que não são incentivados a fazer uso de suas armas de fogo. Para eles, como já dito atirar é sinônimo de malogro. "Atirar é simplesmente dizer onde você estar", reconhece um "chuteurs". 

Em resumo a missão do 13 como formação interarmas das forças especiais de terra, e realizar reconhecimento e coleta de inteligência por meios humanos, sobre qualquer teatro, em tempos de paz, de crise ou guerra.

 

 O seu sistema completo de informação, assegura a investigação, o tratamento e a divulgação da informação coletada. Em tempos de paz, contribui para satisfazer as necessidades de informação de interesse militar; em tempos de crise ou de guerra, à decisão de compromisso das forças, seguidamente à condução de operações de informação direcionadas aos escalões mais elevados do comando.

 

O seu emprego é da competência direta do chefe de Estado-maior dos Exércitos (CEMA) e, por delegação, do Diretor de Informação Militar (DRM) e/ou de Comandante das Operações Especiais (COS). De Kolwesi ao Camboja, de Sarajevo à Somália, de Kosovo ao Afeganistão, este exército invisível realizou uma grande gama de missões em situação extrema. Quanto às operações em curso, pouco ou quase nada se sabe. 

 

 

A formação atual do 13 é a seguinte:
1 esquadrão básico e de instrução especializada (1º esquadrão);
1 esquadrão de tratamento de informação;
3 esquadrões de investigação transportados por via aérea (2°, 3° e 5° esquadrões);
1 esquadrão de transmissões (6º esquadrão);
1 esquadrão de reserva (7º esquadrão - transmissão);
ECL - esquadrão de comando e de logística;
EAS - esquadrão de administração e de apoio;

 



Entre as muitas missões oficiais realizadas pelo 13eme Régiment de Dragons Parachutistes podemos citar:

 1954-1962 : Argélia

 1977 : Mauritânia
 1978-1983-1986 : Chad
 1978 e 1991 : Zaire (Kolwesi em 78 - Observação para as operações do 2º REP)
 1979 : África Central
 1986 : Togo
 1990 : Ruanda
 1990 : Golfe
 1992 : Iugoslávia
 1993 : Somália
 1993 : Camboja

 1995 : Comeres (Contra o mercenário Bob Denard)

 1999 : Kosovo
 2001- : Afeganistão

 

 

 

 

 

 


O que você achou desta página? Dê a sua opinião, ela é importante para nós.

Assunto 13eme RDP