Perfil da Unidade

BRIGADA PÁRA-QUEDISTAS


Poucas tropas de pára-quedistas do mundo tem sido usadas tão arduamente e com tanta freqüência quanto a que integra as Forças de Defesa de Israel - FDI. Seu antecedente está num grupo de jovens judeus (homens e mulheres) )que saltaram na parte da Europa dominada pelos nazistas em 1943, 5 anos antes do estabelecimento do Estado de Israel. Eles lutavam no Exército britânico e saltaram para ajudar a montar a resistência judaica na Europa ocupada. Do grupo inicial de 32, 12 foram capturados e não retornaram. Os membros mais celebres deste grupo eram a poetisa Hannah Senesh que foi capturada e executada na Hungria ocupada e Yoel Palgi que escapou do cativeiro nazista e conduziu a resistência em Budapeste.

Sua origem se deu em 1948. Seguindo ordens de David Ben-Gurion, Yoel Palgi criou a primeira unidade de pára-quedistas, durante a primeira guerra contra os árabes. Na época ele só dispunha de apenas um maltratado avião Curtiss Commando C-46 e de 4 000 pára-quedas de segunda mão que tinham sido comprados como refugo para a confecção de camisas de seda. Grande parte de sua doutrina tática baseou-se no modelo da 6ª Divisão Aerotransportada britânica, que se encontrava na região àquela época. Além disso, muitos soldados judeus serviram no Exército britânico, que deixou grande quantidade de armas na Palestina após 1948. Por isso, os primeiros pára-quedistas utilizavam metralhadoras. Sten, fuzis Lee-Enfield e morteiros de 51 mm. Usavam também metralhadoras Bren para apoio de fogo leve, além de morteiros de 76 mm e canhões anticarro de 57 mm, tracionados por jipes, para apoio de fogo pesado. A Guerra da Independência mostrou a necessidade de uma submetralhadora Confiável, dai surgiu a IMI UZI de 9mm, criação israelense.

Pára-quedistas israelenses no início dos ano 1950. O da esquerda está armado com uma submetralhadora MP40 alemã da época da Segunda Guerra Mundial e o da direita um fuzil Mauser tchecoslovaco K98 de 7,92 mm .

As metas para a criação de Brigada de Pára-quedistas eram:

1. Ter uma força de infantaria de elite.

Membro da Unidade 101 em Samua, Jordânia, 1953. Ele está armado com uma submetralhadora Thompson .45 pol. Os homens da 101 não usavam uniformes das Forças de Defesa de Israel para não serem facilmente identificados como militares israelenses.

2. Inovar e melhorar habilidades de combate dentro de outras unidades de infantaria.
3. Gerar a próxima leva de chefes militares e oficiais.

A unidade era composta por uma mistura de veteranos israelenses do Exército britânico, formados de um curso de pára-quedismo realizado na Tchecoslováquia, mas também de veteranos da Resistência, sobreviventes dos guetos, homens da Palmach (tropas de choque) e numerosos aventureiros. O treinamento era inadequado, e de vez em quando os saltos terminavam em tragédia, pois não havia pára-quedas de reserva. Assim, os pára-quedistas não ajudaram muito na guerra de 1948. A partir do verão de 1949, porém, Yehuda Harari ocupou comando da unidade e os padrões são elevados. Os pára-quedistas são transferidos para uma base com melhores condições de treinamento e é organizado o primeiro curso de salto de pára-quedas e os voluntários impróprios são dispensados.

No início da década de 50, as freqüentes ações dos terroristas árabes, que se infiltravam pela fronteira. Só em 1952 foram cerca de 3.000 infiltrações envolvendo assassinatos, pilhagem e sabotagem. Isto levou à formação de uma pequena unidade de soldados altamente qualificados para operações de represália, chamada "Unidade 101".  Os homens desta unidade especial realizaram várias tarefas arriscadas e difíceis atrás das linhas inimigas. Ente os seus membros estavam o lendário Meir Har-Zion e o Major Ariel “Arik” Sharon, seu comandante. A unidade de 40 homens realizou vários ataques conta bases terroristas. Os homens da 101 não usavam uniformes das Forças de Defesa de Israel e usavam as armas que desejassem, como a sub-metralhadora Tommy ou a MP-40 alemã, granadas diversas e até cocktails de Molotov. Eram especialistas em infiltração, combate noturno e combate no campo. Sua existência foi curta de agosto de 1953 a janeiro de 1954.

Em 1954 Moshe Dayan, Chefe de Operações e depois Chefe de Pessoal, sentiu a necessidade ampliar a força da pára-quedistas. A fusão destes com a Unidade 101 era inevitável e formou o Batalhão 890. Neste mesmo tempo unidades terroristas árabes, conhecidas como Fedayoun eram estabelecidas em abril de 1955 para apoiar o Exército egípcio. Unidades semelhantes também eram formadas na Jordânia, Síria, e Líbano.

Operações de represália foram realizadas contra forças inimigas regulares. Em uma dessas ações contra o QG de uma brigada egípcia e seu complexo de segurança em Khan-Yunis, Mordechai “Motta” Gur foi ferido. Na operação Kinneret, em 11 de dezembro de 1955, empreendida depois que os sírios atacaram barcos de pesca israelenses, uma força da brigada pára-quedista reforçada por outros elementos, cruzou o Mar de Galiléia e destruiu posições sírias. As baixas desta operação incluíram Rafael Eitan (ferido no estômago) e Yitzhak Ben Menachem (apelidado “Gulliver” por causa da altura dele), um herói de Guerra de Independência que tinha substituído Motta Gur como comandante de Companhia.

Em 1955 a corporação já equivalia a uma brigada. Seu primeiro comandante foi Ariel Sharon. Batizada como 202ª Brigada de Pára-quedistas (em hebraico, (חטיבת הצנחנים, Hativat HaTzanhanim). “Raful” Eitan comandava o batalhão veterano. Operações de retaliação contra fortificações inimigas sucederam-se uma atrás da outra: Rahwa, Jarandal, Husan, Kalkilya. Durante 1955-56 foram 10 grandes operações de represália que trouxeram alívio temporário nas atividade terroristas e deram valiosa experiência de combate à jovem brigada. Lições tiradas de cada operação estavam foram prontamente incorporadas na doutrina da unidade. Em 1954/55 a corporação já equivalia a uma brigada. Seu primeiro comandante foi Ariel Sharon. Batizada como 202ª Brigada de Pára-quedistas (em hebraico, Hativat HaTzanhanim), a nova formação enfrentou seu primeiro grande na Campanha do Sinai de 1956.

A Campanha do Sinai

Na guerra de 1956, a campanha do Sinai foi aberta com o lançamento de um batalhão de pára-quedistas no passo de Mitla. Sob o comando do tenente-coronel Rafael Eitan, 395 homens do 1º Batalhão da 202ª Brigada participaram de ousada operação pára-quedista para defender a extremidade leste do passo de Mitla. Eles foram transportados em 17 aviões transporte C-17, com a cobertura de caças Dassault Mystere. O restante da brigada deveria juntar-se a eles por terra (ao longo de 300km, sendo 200 km em território inimigo). Esse deslocamento durou 28 horas, durante as quais a coluna passou pelo deserto de Kuntilla e lutou duas batalhas curtas, mas ferozes, contra forças egípcias em Thamad e Nakhl.

A ação principal dos pára-quedistas aconteceu no passo de Mitla. Uma patrulha de reconhecimento de pára-quedistas que entrou no passo encontrou uma força inimiga bem forte. Os egípcios desfrutaram da vantagem topográfica, enquanto lutavam de posições localizadas em terreno elevado.

Os reforços israelenses chegaram e lutaram desesperadamente com grande sacrifício pessoal para salvar os seus camaradas. Depois de anoitecer, foram derrotados os egípcios finalmente. As batalhas no Passo de Mitla custaram às tropas de Israel 38 vidas e mais de cem feridos, enquanto os egípcios perderam mais de 260 homens. Embora o batalhão tenha sofrido essas numerosas baixas, a posição foi conquistada e os pára-quedistas granjearam a reputação de soldados de combate de primeira classe.

Pára-quedistas no Passo de Mitra em 29 de Outubro de 1956. Ele usa um uniforme verde-oliva padrão das FDI, capacete de salto britânico, está armado com uma IMI Uzi de 9 mm e tem ainda uma revolver Smith & Wesson N°2 .380

Numa segunda operação, um batalhão foi lançado em At-Tur, no litoral sudeste do golfo de Suez, com o restante da brigada vindo por terra mais uma vez sendo responsável pelo socorro do batalhão. No caminha por terra a brigada deveria tomar Ras Sudar. Após a junção, toda a brigada foi ao encontro da 9ª Brigada de Infantaria, para a captura de Sharm el Sheikh.

Depois da guerra, os pára-quedistas concentraram em reorganização e treinamento (com ênfase na operações com helicóptero). Os comandantes se sucederam um após outro: Menachem Aviran, Eliyahu Zeira, Yithak Hufi, Rafael Eitan. Quando as atividades terroristas da Fatah recomeçaram em 1965, os pára-quedistas se tornaram a força principal de retaliação, reinstituindo-se a política de invasões de represália notavelmente na operação de Samua contra a Legião jordaniana e a Fatah. Durante esta operação, quando um oficial superior era morto ou ferido, os oficiais mais jovens assumiam prosperamente a sua posição e completaram a missão.

Guerra dos Seis Dias

 

Em 1967 os pára-quedistas se envolveram mais uma vez em ações de grande porte durante a chamada Guerra dos Seis Dias. Durante este conflito a Ordem de Batalha dos pára-quedistas aumentou consideravelmente e eles lutaram em todas as frentes: a península do Sinai, Judéia, Samaria, e em Golan. Pára-quedistas e blindados debaixo do comando de Raful penetraram as posições de Rafah (pesadamente defendidas por tropas da 7ª Divisão egípcia) por detrás. Porém, fazendo assim a unidade sofreu grandes perdas. Foram muitos os mortos no processo de evacuação dos camaradas. No dia seguinte, a unidade entrou em Gaza. Uma força de pára-quedistas sob as ordens de Danny Matt realizou um desembarque de helicópteros atrás das posições de artilharia inimiga em Um Katef. O batalhão de Raful correu contra a 7º  Divisão Blindada (israelense) pela honra de ser o primeiro a alcançar o Canal de Suez. Embora Raful estivesse a 25 quilômetros do canal, seus os homens sob as ordens do veterano comandante Aharon Davidi chegaram primeiro aos bancos de Suez.

 

Durante a Seis Guerra de Dia, os pára-quedistas lutaram em Sharm-el-Sheikh e igualmente participaram no ataque a Golan. Talvez, a grande hora dos Pára-quedistas foi quando uma força pára-quedistas sob o comando do Col. Motta Gur capturou a Cidade Velha de Jerusalém e devolveu a Muralha Ocidental, o mais santo dos santuários do Judaísmo, para o controle judeu depois de quase 2.000 anos. A 55ª Brigada de pára-quedistas ajudou na tomada da cidade ao lado da Brigada Jerusalém, Brigada Harel e contando com suporte blindado. A brigada pára-quedista atacou posições jordanianas altamente fortificadas da Cidade Velha de Jerusalém. Durante a conquista de Jerusalém, foi tomado todo o cuidado para proteger e evitar danificar os lugares santos das três religiões. Por isto os pára-quedistas pagaram um preço pesado em morto e feridos. O sucesso dos pára-quedistas na Guerra do Sinai garantiu seu futuro como parte da Força de Defesa de Israel, e seu contingente aumentou rapidamente.

 

Guerra de Atrito

 

Após a Guerra dos Seis Dias os pára-quedistas como todas as FDI se envolveram com a Guerra de Atrito (1969-70). Neste conflito não declarado foram realizados muitos ataques como a captura e seqüestro de uma instalação completa de radar soviética (23 de dezembro de 1969).

A Guerra Contra o Terrorismo

No dia 21 de março de 1968, tropas pára-quedistas e blindados invadiram a sede terrorista em Karame, Jordania, matando 250 tropas inimigas. No dia 12 de dezembro de 1968, uma força de pára-quedistas helitransportada invadiu o Aeroporto de Beirut e destruiu aeronaves civis árabes, enquanto tomavam precauções para evitar prejudicar qualquer civil. A invasão aconteceu como resposta a repetidos ataques terroristas contra aeronaves civis israelenses.

Pára-quedistas israelense no Aeroporto Internacional de Beirute, 28 de Dezembro de 1968. Ele está armado com um AK-47 7.62 mm e usa a famosa boina vermelha dos pára-quedistas.

Em 10 de abril de 1973 os commandos Sayeret Tzanhanim participaram ao lado do Shayetet 13 e Sayeret Matkal da Operação Operação Primavera Juvenil que tinha objetivo a eliminação de três alto oficias da Organização para Libertação da Palestina - OLP em Beirute e da destruição de uma vasta rede de infra-estrutura terrorista em Beirute, Sidon e Tiro.

Os commandos do Sayeret Matkal atacaram e eliminaram os três líderes terroristas em seus apartamentos, os homens da Sayeret Tzanhanim, comandados por Amnon Shahak, atacaram as instalações da Frente Popular para a Libertação da Palestina de George Habash e outra unidade de pára-quedistas em cooperação com o commandos navais do Shayetet 13 atacaram instalações da OLP na área de Tiro-Sidon.

A equipe de ataque de 14 commandos de Amnon Shahak encontrou forte resistência em sua missão, perdendo dois soldados. Apesar desta resistência, a força pode atacar o edifício e destruir o depósito inimigo. Um quartel-general da Fatah em Gaza e uma oficina de montagem de foguetes e minas perto do Aeroporto Internacional de Beirute foi destruída. Outra oficina de foguetes e minas na parte nordeste de Beirute também foi atingida e uma garagem de veículos da OLP no norte de Sidon foi atacada também. A operação foi um grande sucesso.  

Guerra do Yom Kippur

 

Na Guerra do Yom Kippur, a tropa não realizou nenhuma operação tipicamente de pára-quedistas, mas se envolveu em batalhas duras de importância vital, primeiro para conter o ataque blindados egípcio. Muitos pára-quedistas armados com mísseis LAW atacaram os blindados inimigos. Ao lado de forças blindados e mecanizadas eles salvaram a posto fortificado israelense chamado "Budapeste" e destruíram a força de commandos egípcios que a atacava.

 

Após evitar o desastre da invasão inimiga agora os israelenses procuraram reverter a situação. A  brigada pára-quedistas de Danny Matt atravessou o canal de Suez como ponta-de-lança das divisões do General Sharon, e estabeleceram uma cabeça-de-ponte. O alvo era penetrar em território egípcio e manter as tropas inimigas na margem ocidental. Com o objetivo de alcançar a força precursora de pára-quedistas os israelenses atacaram por três dias fortificações egípcias conhecidas como "fazenda chinesa", mas finalmente os pára-quedistas e o corpo blindado do Exército de Israel alcançaram seus camaradas. As batalhas contra a “fazenda chinesa” impediu que os egípcios franqueassem a cabeça-de-ponte e eventualmente tivessem sucesso abrindo um acesso até ela. No Banco Ocidental de Suez, os pára-quedistas lutaram na cidade de Suez e avançado contra a cidade de Ismailia.

 

Na frente síria, a 31ª a Brigada de pára-quedistas participou da defesa ao violento ataque sírio em Golan e desempenhou importante papel no subseqüente contra-ataque. Os pára-quedistas capturaram os cumes do Monte Hermon em uma operação helitransportada. Outros conquistaram Kuneitra e Tel Shams e agiram como infantaria blindada empurrando os sírios de volta para seu território. Depois da Guerra do Yom Kippur Guerra os pára-quedistas e outras unidades de infantaria foram colocadas debaixo do mesmo comando.

Entebbe

Os pára-quedistas participaram também da mais famosa operação de resgate da história. Na manhã de 4 de julho de 1976, commandos do Sayeret Matkal, apoiados por pára-quedistas e forças de elite de infantaria sob o comando de Dan Shomron resgataram os 87 passageiros e a tripulação de um vôo da Air France seqüestrado em Entebbe, Uganda. A força, transportada em quatro Hercules, pouso com sucesso e indetectada no aeroporto de Entebbe, e matou os 13 terroristas e seus colaboradores ugandenses de surpresa. Na operação, o Tenente-Coronel “Yoni” Netanyahu, comandante da unidade Sayeret Matkal, foi morto por um sniper.

Luta anti-terrorista: Operação Litani

Os pára-quedistas tiveram um papel ativo na longa guerra de Israel contra terror, para manter as cidades e aldeias do norte de Israel protegidas de ataques de terrorista. Neste contexto, os pára-quedistas participaram em 1978 da Operação Litani em 14 de março. Essa operação foi executada depois do infame “Massacre da Estrada Litoral” no qual os terroristas assassinaram 37 civis e feriram outros 80. No dia 11 de março de 1978, sábado, dois ônibus civis que trafegavam pela estrada costeira foram atacados por terroristas que haviam desembarcado em uma praia próxima ao kibbutz Ma’agan Michael. Coma chegada da polícia e dos exército israelense no local, os terroristas explodiram ambos os ônibus, matando e ferindo dezenas de pessoas.

As Forças de Defesa de Israel ocuparam o sul do Líbano com 25.000 soldados até o rio Litani, excetuando a área da cidade de Tiro. Seu objetivo era empurrar os grupos terroristas palestinos, em especial a OLP para longe da fronteira. Como reforço da ação, Israel entregou a área para o Exército do Sul do Líbano, que guarneceria uma zona-tampão. A operação foi um sucesso com poucas baixas para Israel.

A Guerra de Líbano (1982)

Os pára-quedistas foram um componente importante na Operação Paz para a Galiléia, a Guerra do Líbano em 1982. A guerra no Líbano testou as FDI em sua habilidade de combate e testou a doutrina de combate dos pára-quedistas que tinha sido revisada como resultado das lições da Guerra do Yom Kippur, da Operação Litani e outras operações. Os pára-quedistas lutaram em todo setor da guerra contra tropas sírias e contra concentrações terroristas em áreas urbanas e montanhosas. Eles operaram de formar coordenada com outros corpos do Exército de Israel eficazmente, e com unidades da Força Aérea e da Marinha israelense também.

Pára-quedistas de uma unidade de reconhecimento anti-blindado operando no Vale de Bekaa, Líbano em 1982. Eles se deslocavam a borde de jeeps armados com misseis anti-tanque TOW. Este soldados está armado com o fuzil automático Galil de 5,56 mm preparado para lançar granadas anti-tanque.

Um das operações mais conhecida foi um desembarque anfíbio à boca do rio Awali, norte de Sidon, de onde os pára-quedistas avançaram para os arredores de Beirute pelas montanhas. No avanço, eles lutaram contra terroristas e commandos sírios.

Além da Guerra de Líbano
Seguindo a retirada das FDI, os pára-quedistas são parte integrante nas contínuas operações de segurança administradas nos territórios ocupados, ao longo da fronteira  norte de Israel com a Zona de Segurança libanesa, e fazem contribuições inestimáveis à guerra de Israel contra terror. Como muitas outras unidades de pára-quedistas em todo o mundo, essas brigadas israelenses são utilizadas sobretudo como infantaria de elite, fazendo as vezes de ponta-de-lança em assaltos a posições inimigas.  

Rapidez e ação

Atuando como uma força de ponta-de-lança, capaz de chegar ao alvo antes das unidades convencionais, ou como um grupo de commandos, os pára-quedistas israelenses dependem de muita mobilidade. Em terra, eles já utilizam jipes e meias-lagartas M3 da 8egunda Guerra Mundial, como ocorreu no passo Mitla em 1956, na campanha do Sinai, e na batalha por Jerusalém, em 1967. Mais tarde, eles passaram a contar com blindados M-113 para transporte de tropas, fornecidos pelos Estados Unidos. A criação de uma unidade de transporte, na década de 50, deu nova dinâmica à distribuição das tropas. O primeiro e única salto operacional da brigada de pára-quedas foi feito usando aviões DC-3 Dakota, sobre o passo Mitla. Outros aviões de transporte são usados pelos pára-quedistas, como o Nord Noratlas e o C-130 Hercules da Lockheed. Depois da guerra de 1956, a Força Aérea israelense adquiriu vários helicópteros, como o Sikorsky S-58, comprado da Alemanha Ocidental.
Eles foram utilizados pelos pára-quedistas na Guerra dos Seis Dias, e podem transportar dezesseis homens. O S-58 foi substituído pelo Bell AB-205. Também foram adquiridos Aérospatiale Super Frelon de transporte pesado, usados no ataque que destruiu catorze aviões de passageiros no aeroporto de Beirute, em dezembro de 1968, e Sikorsky CH-53. A versão israelense do CH-53, chamada de Jasoor-Frigate, entrou em serviço em 1982, durante a invasão do Líbano.

Eles são capazes de operar em qualquer campo e condições de tempo, dia ou noite, enquanto combinam movimento rápido e potência de fogo. Eles podem superar obstáculos e campos minados, lutar sozinhos ou integrados com outras forças e serviços de combate. Eles podem ser transportados através de helicóptero ou podem ser derrubados atrás de linhas inimigas, ou seja pousado de arte de aterrissagem anfíbia. Eles podem lutar usando veículos M998 High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle - Veículo Automóvel Multifunção de Alta Mobilidade (HMMWV or Humvee - lê-se Hum-vee) armados com lançadores de mísseis TOW ou APCs e podem operar com apoio de brindados, helicópteros de ataque e infantaria. Os pára-quedistas das FDI são um componente importante na manutenção da segurança de Israel, e desempenham papéis importantes em operações especiais e regulares na guerra de Israel contra o terrorismo.

Patrulha de pára-quedistas israelense em um Humvee

armado com um lançador de mísseis TOW

Organização

Atualmente existe uma brigadas de pára-quedistas na ativa. No entanto, o eficiente sistema de recrutamento israelense garante um rápido reforço das unidades que dependem de reservistas,

A 35ª Brigada Pára-quedista, conhecida como Serpente Voadora (símbolo ao lado), consiste em três batalhões regulares. O Batalhão 101º ((”Raam/”trovão”) em homenagem a Unidade 101, é o 1º Batalhão da Brigada. O Batalhão 202º (“Tsefa"/”víbora”) é o 2º Batalhão da Brigada e foi numerado para manter uma ordem com o 101º. O 890º (“Nesher"/” águia”) manteve sua numeração original mas é o 3º Batalhão da Brigada.

Pára-quedistas israelense em treinamento de salto, 1983, na Escola de Salto de Tel Nof.

O Yahsar, é o batalhão de "Forças Especiais", designado Yahsar Tzanchanim (Batalhão de Forças Especiais Aerotransportadas) e está sob o comando direto do QG da Brigada.

Ele é formado por Companhias de Forças Especiais (Plugot), cada uma com uma especialização: reconhecimento de longo alcance (PALSAR 5173), engenharia de combate (PALHAN Tzanhanim), sinais (PALHICK Tzanhanim) e guerra anti-tanque (PALNAT Tzanhanim).

Essa unidade guarda certa semelhança com os US Rangers. Eles são capazes de operações aerotransportadas, e realizaram muitas patrulhas de longo alcance no Líbano desde a Guerra de Líbano em 1982. Sua aparição publica mais famosa foi quando ajudaram na libertação dos reféns israelenses em Entebbe em 1976 ao lado do Sayeret Matkal. Sua missão era impedir que o Exército de Uganda foi uma ameaça a operação como também colocar balizar que permitissem aos C-130 israelenses trafegaram no escuro.

Seleção e treinamento

Em Israel todos os homens em boas condições físicas devem prestar três anos de serviço militar e todos podem ser voluntários para as tropas de pára-quedistas, a seleção é rigorosa e o treinamento de dezoito meses enfatiza a habilidade em lidar com armas, demolições e medicina de urgência. Todos devem qualificar-se como pára-quedistas e muitos especializam-se em técnicas de HALO. A habilidade dos commandos no uso de armas, na demolição e em combates noturnos e urbanos é fator salientado na preparação das incursões clandestinas além das fronteiras inimigas. Algumas equipes de pára-quedistas - especialmente as de contra-terrorismo executam tais tarefas com relativa freqüência.

No Exército de Israel mulheres servem no Corpo de Infantaria e Pára-quedistas como instrutoras (em campos como designação laser, armas anti-tanques, etc.), pedagogas, pessoal administrativo e técnico. Na base de treinamento dos pára-quedistas, mulheres servem igualmente na manutenção e inspeção dos pára-quedas. Elas fazem um curso de salto para aumentar a identificação com os pára-quedistas cujas vidas estão literalmente nas suas mãos.

Os pára-quedistas israelenses são treinados como força de emprego rápido, para combate em qualquer tipo de guerra em qualquer campo de batalha, esses soldados sempre precisam estar preparados para enfrentar tropas mais numerosas ou carros de combate.

Armas e equipamentos

A exemplo de outras unidades israelenses, sempre que possível as tropas de pára-quedistas usam armas e equipamentos nacionais - mas suplementados com itens comprados ou capturados. Os pára-quedas são norte-americanos e as armas leves, israelenses.

Durante muitos anos os pára-quedistas israelenses usaram a submetralhadora Uzi de 9 mm, depois substituída pelo fuzil Galil de 5,56 mm, projetado e produzido em Israel, com um carregador de 35 cartuchos. Extremamente robusto e confiável, o Galil incorporava as lições aprendidas ao longo dos contínuos conflitos de Israel. As vantagens em relação à Uzi incluíam maior alcance, maior penetração e maior potência.

Pára-quedistas em operação no Líbano na década de 1980. Como sempre esses soldados estão fortemente armados. Da esquerda para a direita: FN MAG de 7.62 mm; Fuzil Automático Galil de 5,56 mm com lançador de granada M203; Fuzil Automático Galil de 5,56 mm preparado para lançar granadas anti-tanque; Fuzil Automático Galil e lançador de granadas russo RPG-7.

Hoje os pára-quedistas israelenses usam o M-16/M4 como arma padrão, mas outros fuzis automáticos são familiares para eles como por exemplo o AK-47. Em breve espera-se que ao M-16 e suas variantes sejam substituídas pela IMI Tavor TAR-21(5,56 x 45 mm NATO) que é mais leve que o M4.

A Micro Tavor, MTAR-21, foi especialmente desenhada para unidades de forças especiais, tal como condutores e tripulações de carros de combate. A MTAR-21 é a arma mais curta de calibre 5,56mm no mercado, com um comprimento de apenas 60cm. Com a utilização de simples kits de conversão, a MTAR-21 pode ser convertida para uma pistola-metralhadora de 9mm. Um silenciador pode também ser adicionado à arma sem aumentar o seu comprimento.

Também são usados os rifles M-14 para atiradores de elite, as FN-MAG, além de morteiros, LAW e RPGs entre outras armas adotadas pelo arsenal israelense.

Pára-quedistas em operação em Ras Arab, Egito, 29 de Outubro de 1969, armado com uma FN MAG 7.62 mm. Este militar está participando da Operação Tarnegol 53 "Rooster-53", quando forças israelenses, transportadas por helicópteros desmontaram e transportaram para Israel, via aérea, uma estação de radar russo P-12.

Uniformes

Os pára-quedistas israelenses usam uniformes normais, comuns às demais tropas do país. A costumeira boina vermelha de pára-quedista é usada quando o capacete de fibra de vidro é dispensável. O emblema de pára-quedista, de prata, é usado no lado esquerdo do peito, acima das medalhas de campanha.


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Assunto: Israel - Brigada Pára-quedistas