Perfil da Unidade

SHAYETET 13

MERGULHADORES DE COMBATE


A nação de Israel, desde a sua fundação em 1948, luta por sua existência, pois estar rodeada por nações e grupos hostis. Por isso Israel investe pesado em suas forças armadas, pois só através delas pode impedir ataques fulminantes a seu território. Dentro de sua estrutura de defesa existem é claro suas forças especiais. Elas são famosas por seus grandes feitos e dentro delas existem uma unidade de mergulhadores de combate muito secreta conhecida como Shayetet 13 (S'13).

O Shayetet 13 (S'13) é a unidade de elite do Comando Naval israelense. Como uma unidade marítima, o S'13 tem uma vantagem primária em cima das outras unidades especiais do Exército israelense, devido a sua capacidade inerente de alcançar seus objetivos na costa ou próxima dela, de forma furtiva vindo do mar. Os seus operadores podem ser infiltrados e exfiltrados facilmente por mar, sem necessidade de se aventurar para o interior.

História

Os judeus na Palestina antes mesmo da criação do Estado de Israel e de suas Forças de Defesa já possuíam unidades de mergulhadores de combate. Durante a história da nação foram muitas as unidades de mergulhadores de combate que existiram, culminando com o S'13. A história dessas unidades pode ser dividida em:

1939-1948 Os anos de resistência, anterior a criação do Estado de Israel.
1948-1970 Construção da Unidade.
1970-1980 Os anos de Reconstrução.
1980 - Reorganização.

Israel Nota: um das unidades mencionado nesta seção de história é Unidade 707 que era o EM unidade de Mergulhadores Defensiva. Esta unidade só existiu durante uma década (1965-1975) e outro de seu nome é conectado de nenhuma maneira ao IDF Contador Escola de Guerra de Terror que foi fundado em 1985, e seu número de IDF oficial também é Unidade 707.

1939-1948
Antes da declaração do Estado de Israel em 1948, a Palestina estava debaixo da tutela do Império britânico. Eram freqüentes as disputas territoriais e religiosas entre cidadãos árabes e judeus na Palestina. Havia uma certa inclinação para os árabes por parte dos britânicos, deixando nos judeus um sentimento de insegurança. Por isso foram criados vários movimentos subterrâneos de resistência armada. O maior desses grupos foi o Hagana ("a Defesa" em hebraico). As ações principais do Hagana estavam dirigidas contra os árabes, mas também foram realizadas missões de sabotagem secundárias contra os britânicos.

Em 1939 quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, o número de refugiados judeus chegando da Europa para o Israel aumentou sensivelmente. Os britânicos, que já tinham bastante dificuldade com os judeus já residentes na Palestina, não queriam mais problemas com eles, assim os britânicos normalmente deixavam os navios dos refugiados ficar ancorados na costa uma noite, para no próximo dia deportá-los para outro país próximo, como Chipre. Para lutar pela deportação dos judeus, o Hagana começou a usar a sabotagem marítima numa tentativa desesperada de encalhar ou incapacitar os navios de dos refugiados à noite, impedindo assim que os britânicos enviassem a embarcação para outro país, não restando outra opção a não ser manter os judeus na Palestina. 

Até 1941, a demolição marítima foi realizada pela Unidade de Missões Especiais do Hagana (PUM-Special Mission Unit). Em 1941 o Hagana formou o PALMACH, que eram as unidades suas unidades de forças especiais, e o PUM foi integrado a ele. O PALMACH também tinha uma unidade marítima especializada, que tinha a responsabilidade de dar proteção aos navios de refugiados da Europa para a Palestina, se ocupando bastante então de missões de sabotagem subaquática.

No período entre 1939-1945, o Hagana estava dividido com a pergunta sobre que tipo de postura devia ser adotada em relação a presença britânica na Palestina. Por um lado, o REINO UNIDO lutava contra os nazistas alemães, que procuravam destruir os judeus em todo o mundo. Por outro lado, o Hagana queria permitir que todos os judeus escapassem da Europa para achar um santuário na Palestina e criar o Estado de Israel. Assim, até as 1945 quando a Segunda Guerra terminou, o Hagana se enfocou principalmente em atacar objetivos árabes e afundar transportes de refugiados, com pequenas ações de terror contra puros objetivos do exército britânicos.

Em 1945, porém, o debate interno no Hagana terminou devido a um incidente trágico - um navio de refugiados judeus vindos da Alemanha para a Palestina não recebeu permissão para entrar num porto de Israel e foi forçado a se retirar sob a mira de armas, obrigando os seus ocupantes a sofrerem fome e morte. Isto foi a gota d´água para o Hagana. Considerando que a Segunda Guerra já tinha acabado neste tempo, o Hagana decidiu ir a luta e em 1945 criaram-se as Companhias do Mar (PALYAM) com a meta principal de atacar navios civis e militares britânicos.

No fim de 1945 o PALYAM formou a Esquadra de Demolição Marítima ("Haoulia") e começou a atacar barcos de guarda britânicos que estavam patrulhando os portos e com o objetivo de impedir que navios de refugiados atracassem na Palestina. Entre 1945-1948 o Haoulia conseguiu executar várias operações de demolição subaquática com sucesso e pôde afundar alguns navios britânicos, embora os membros do Haoulia não tivessem nenhuma aparelhagem de mergulho e simplesmente nadassem para os seus objetivos.

1948-1970

Em 1947 a ONU propõe o estabelecimento dos estados Árabes e Judeu na Palestina. Em 1948 tem o fim do Mandato Britânico (14 de maio) e a Proclamação do Estado de Israel (no mesmo dia). Israel agora como um país oficial, já não havia a necessidade de movimentos subterrâneos, e foram fundidos todos os movimentos de resistência israelitas inclusive o Hagana para formar as Forças de Defesa de Israel (IDF). O Haoulia foi colocado debaixo de um novo comando nas IDF.

 

Uma das primeiras fotos dos mergulhadores de combate israelenses. Eles estão armados com Uzis de 9mm.

Em 1949, o Haoulia foi renomeado para Shayetet 13 (S'13), também chamada de Kommando Yami. Em 1950, o S'13 adquiriram sua Base permanente (a mesma até hoje) - a Base Naval de Atlit. Desde então começou a haver um debate sobre a necessidade da existência de tal unidade, pois a mesma era relativamente pequena e pouco equipada. Todavia, a unidade começou um intenso programa de treinamento com unidades especiais de mergulhadores de combate estrangeiras, principalmente o Comando francês Hubert e o Serviço Especial de Barco britânico (SBS). Em 1960, a unidade foi publicamente conhecida como S'13 e adquiriram finalmente sua própria insígnia.

Em 1965, o Estado-Maior israelense criou uma segunda unidade de mergulhadores de combate (Unidade 707). Esta unidade estava era composta de recrutas que tinham abandonado o treinamento do S'13 e eram designados para fazer missões defensivas como checar embarcações que chegavam, defesa anti-minas e proteger portos de mergulhadores inimigos. Ao mesmo as operações do S'13 eram um fiasco trás do outro. A unidade falhou na execução até das missões mais simples. Apesar de ter o treinamento mais duro fisicamente, a unidade não tinha o treinamento mais efetivo. Os mergulhadores se formavam com fibra, mas suas habilidades de combate eram falhas. Porém o problema principal do S'13 era a disciplina. Os mergulhadores tinham um comportamento displicente, e muitos ainda agiam como nos tempos do PALMACH.

Em 1967, aconteceu a Guerra dos Seis Dias. O Estado-Maior israelense estava confiante na habilidade de S'13, de realizar operações subaquáticas. Porém estavam enganados. Enquanto o resto das IDF fizeram uma blitzkrieg clássica e perfeito (ataques precisos e em alta velocidade), o desempenho do S'13 ficou a margem de seus irmãos de armas.

Em 6 de maio de 1967 durante uma operação secreta seis operadores foram capturados. Outros operadores do S'13 foram feitos prisioneiros em janeiro de 1968. Os fracassos do S'13 eram especialmente severos porque a unidade tinha anos de treinamento e preparação, sem mencionar que o S'13 tinha treinado com unidades estrangeiras com larga experiência em combate. Mas os operadores do S'13 em uma arrogância israelense típica, decidiu que eles aprenderiam tudo sozinhos. Como resultado - a unidade sofreu aproximadamente 70 baixas, a maioria dos casos em acidentes de treinamento ridículos que poderiam muito bem terem sido evitados, se fossem seguidas regras básicas de segurança.

A situação era tão ruim que outras unidades especiais diziam que S'13 fazia um trabalho melhor em matar seu próprio pessoal, que o próprio inimigo, e não estavam longe da verdade. A única coisa que impediu que o S'13 se tornasse uma unanimidade no quesito inoperância era o fato de que a unidade era um alto segredo militar israelense.

Assalto Ilha Verde - 1969 - Operação Bulmus 6

No dia 19 de julho de 1969, durante a Guerra de Atrito, e Egito enviou uma unidade de commandos através do Canal de Suez para atacar a posição defensiva israelense em Mezach. Sete israelenses foram mortos, cinco ficaram feridos e outros foram feitos prisioneiros e levados para o Egito. A maioria desses soldados eram reservistas, e o ataque gerou um grande desconforto e o moral baixo em Israel e as autoridades israelenses planejaram uma resposta afiada.

As Forças de Defesa de Israel deram ao Shayeret 13, commandos navais, a responsabilidade da retaliação. O alvo seria a Ilha Verde, ou chamada também de Al Jazeera Al Khadraa, que era uma fortificação de pedra e concreto, que os egípcios consideravam um símbolo do poder militar da nação. Sua guarnição era de setenta soldados de infantaria e doze commandos egípcios da As-Sa'iqa.

 

Operador do Shayeret 13, armado com uma UZI SMG 9mm. Ilha Verde, 20 de julho de 1969.

A Ilha Verde ficava na extremidade sul do Canal de Suez. A fortificação foi construída pelos britânicos durante a Segunda Guerra Mundial para proteger o Canal de ataque pelo ar e mar. Era grande e imponente e media mais de 450 pés de comprimento e 240 pés de largura, construído em cima de corais e feito de concreto reforçado. A posição fortificada já tinham chamado a atenção dos israelenses antes, pois a quatro meses atrás uma equipe especial de reconhecimento, formada por quatro homens, realizou um reconhecimento da Ilha Verde.

O comandante da operação Bulmus, Shmuel Almog, da Shayeret 13, calculou que seriam necessários 40 homens para o assalto. Mas como a sua unidade só poderia oferecer 30, devido aos altos padrões de treinamento exigidos por Almog, a Sayeret Matkal forneceu o restante. Os homens da Sayeret Matkal seriam comandados por Menachem Digli. Os comandos só tinham uma semana para planejar e executar o assalto.

A única forma segura de se aproximar da posição inimiga era subaquática, qualquer outra implicaria sérios riscos a força de ataque. A opção de destruir a posição inimiga com um ataque aéreo fora descartada pois se vivia um contexto de guerra de atrito e não de guerra aberta, e Israel não queria elevar o nível das hostilidades. Um ataque com artilharia também seria possível, pois a fortificação estava ao alcance das baterias israelense, mas não se queria apenas destruir a Ilha Verde, Israel queria provar que seus commandos também eram perigosos e podiam destruir posições inimigas mais fortificadas que a as da Linha Bar Lev e desmoralizar o inimigo. Os objetivos prioritários do assalto seriam a destruição dos canhões antiaéreos de 85mm (a guarnição também tinha canhões antiaéreos de 37mm), depois o edifício principal, o local onde funcionavam um radar e a ELINT.

Existiria duas ondas de assalto. A primeira onda com o pessoal da Shayeret 13 (20-30 commandos navais), iriam em botes Zodiac até um certo ponto e depois os commandos iriam submersos até a posição inimiga. A primeira onda consistia de quatro equipes de dois oficiais e três commandos cada um e partiria da vizinhança de Ras_Sudar no banco leste do golfo de Suez às 20:30. Cada homem carregaria 40kg de equipamentos e armas.

A segunda onda seria composta pelos homens da Sayeret Matkal, que não tinham treinamento em operações subaquáticas, equipe médica, equipe de extração e pessoal de comando e controle. A segunda onda só seria acionada quando a munição da primeira onda começasse a acabar. A primeira onde teria que fixar a sua posição na p raia e abrir caminho através das defesas inimigas com 3 camadas de arame farpado. A segunda onda seguiria pelo caminho aberto entre o arame farpado.

Chegando a praia os commandos navais tinham que dedicar algum tempo para preparar as suas armas, munições, granadas e outros equipamentos que foram condicionados para a travessia subaquática. A maioria dos commandos navais usavam os AK-47, melhores do que a conhecidas Uzis, para ações debaixo d´água.

O recolhimento da inteligência foi bem preciso e constatou que os egípcios estavam bem alertas e com moral alto. As sentinelas estavam armadas com AK-47 e carregavam lanternas que vasculhavam a água em busca de mergulhadores. O treinamento foi intenso. Na noite anterior ao assalto, a força tarefa combinada treinou duro e revisou todos os passos da operação. Cada posição no mapa foi memorizada, o tempo cronometrado, e todas as armas foram mais uma vez checadas.

Os commandos da Shayeret 13 deixaram a sua base localizada no banco leste do Canal de Suez às 19:45 de 19 de julho de 1968. Cada commando além de sua arma pessoal, levava munição de reserva, kit de primeiros-socorros, cantil, uma lanterna elétrica e equipamento de mergulho. As 20:30 a força alternativa do Sayeret Matkal juntou-se a força principal, em 12 botes Zodiacs. Por volta das 22:30 os israelenses estavam a uma milha da posição fortificada do inimigo.

Quando era 1:30 da madrugada os commandos navais não tinham alcançado ainda seu alvo. Eles nadavam, e não mergulhavam, com dificuldades devido a forte correnteza, mas  mantiveram o elemento de surpresa. A 15 metros da fortificação o líder dos commandos da Shayeret 13 observou dois sentinelas armados. Ele ordenou que seu pessoal mergulha-se e removessem o seu equipamentos de mergulho.

Oito minutos mais tarde, com seu equipamento protegido, vinte figuras emergiram da água e apontaram seus AK-47 e Uzis contra as sentinelas. Quando alguns dos commandos navais da primeira equipe começaram a cortar através do arame farpado, para permitir que a segunda equipe avançasse para atacar a posição, uma sentinela egípcia começou a andar para eles. Um commando naval caiu, o que alertou um outro soldado egípcio, que arremessasse um granada contra o local. Três israelenses foram feridos e a batalha engolfou toda a fortificação. Como os egípcios saindo de seus alojamentos, os commandos israelenses começaram um combate aproximado, lançando granadas de fumaça nos ninhos de metralhadoras do inimigo para obstruir temporariamente sua visão. Muitas das armas e munição dos commandos estavam inoperantes, devido estarem muito tempo debaixo da água e porque a profundidade do mergulho foi maior do que o planejado. Até um rádio de um dos líderes estava fora de operação. O ataque dos commandos navais foi apoiada por um destacamento do Shayeret que estava na posição sul da fortificação e estava dotada de uma bazooka e de uma metralhadora leve, esse equipamento foi trazido por um Swimmer Delivery Vehicles (SDV).

A ilha Verde

Esperava-se que os homens do Sayeret Matkal desembarcasse assim que começassem os combates, mas isso não aconteceu e o pessoal do Shayeret 13 avançou assim mesmo. Alguns deles escalaram paredes e de uma posição mais alta disparavam contra o inimigo e atiravam granadas.

Muitos commandos israelenses foram feridos durante o seu avanço. Como não sabiam se a segunda onda ia chegar a tempo ou não, os commandos atacaram também os bunkers inimigos “reservados para o Sayeret.” Os egípcios defenderam suas posições com tenacidade, depois que a surpresa do ataque se fora. Vários israelenses foram mortos no assalto. Como os egípcios endureceram a resistência se recusavam a abandonar as suas posições todas os bunkers tiveram que ser silenciados.

Apenas 17 minutos depois de iniciado os combates, 20 homens da Shayeret 13 tinham atacado toda a fortificação. Neste momento chegou então a força da unidade Sayeret Matkal. Aproximadamente a metade dos commandos navais já estava ferida - incluindo o primeiro tenente Ami Ayalon, que no futuro chegou a ser o chefe da comunidade de inteligência de Israel. Ela ganhou uma medalha por ato de bravura.

As forças israelenses continuaram a atacar a fortificação inimiga. Controlaram a seção superior da Ilha Verde, mas para realizar a sua destruição precisavam limpara toda a resistência do pátio logo abaixo deles. Tiveram que realizar combate extremamente aproximado, pois toda a fortificação não era maior do que um campo de futebol. O sistema adotado era simples e eficaz. Os Commandos em linha encostados nas paredes lançavam então um granada de fragmentação no interior da posição inimiga. Os inimigos que não fossem mortos pela explosão da granada eram eliminados pelas armas automáticas dos commandos quando estes entrassem no recinto.

Muitos dos commandos israelenses foram feridos por fogo amigo, alguns até mortos. Os barcos Zodiac estavam enchendo-se com os homens feridos. Os soldados na frente de batalha continuaram a tentar dominar a posição inimiga, até que um desenvolvimento inesperado ocorreu. Os comandantes egípcios, considerando que a Ilha Verde estava sob o ataque de commandos israelenses e que provavelmente estes já a tinham conquistado, ordenaram que dúzias de baterias egípcias de 130 mm, localizadas no Banco Ocidental do Canal de Suez, disparassem contra a fortificação. Quando as granadas da artilharia começaram a cair, primeiramente no mar, aumentando a sua precisão, os commandos israelenses entenderam que era hora de se retirar do local.

Esquema do assalto israelense a Ilha Verde.

As 2:25 da manhã de 20 de julho, Shmuel Almog e Menachem Digli requisitaram a evacuação de suas forças. As unidades israelenses tinham ocupado 2/3 da fortificação. Eliminaram as forças egípcias restantes e as aquelas que tentavam escapar, e quando as unidades egípcias do banco ocidental se retiravam, três oficiais israelenses preparam uma carga explosiva causassem uma grande destruição a fortificação. As unidades da Shayeret 13 e Sayeret Matkal iniciaram a evacuação às 02:55. Havia seis mortos (três da Sayeret Matkal e três da Shayetet 13) e quatorze feridos. A retirada se mostrou difícil com os os egípcios atirando contra eles. Um barco Zodiac foi perdido, vítima de fogo inimigo. As 03:10 os commandos israelenses ainda cruzavam o canal quando as suas cargas explosivas foram detonadas na Ilha Verde. A artilharia egipcia atacou furiosamente os botes e as praias do outro lado do Canal onde eles podiam desembarcar. Um outro barco foi atingido, mas a sua equipe foi resgatada por helicóptero por volta das 05:00, após nada várias horas nas águas do Canal.

A operação contra a Ilha Verde foi classificada como altamente secreta por cerca de 20 anos. Os comandos israelenses eliminaram 80 soldados egípcios, quase toda a guarnição inimiga. Esse assalto colocou todas as fortificações do Egito em alerta total e alta tensão, pois os egípcios acreditavam que qualquer alvo podia ser atacado pelos commandos israelenses, desde posições de radar até quarteis-generais no Cairo. As guarnições foram reforçadas, e os nervos ficaram a flor da pelo, com os sentinelas egípcios atirando em sombras, por muito tempo, temendo que a sua posição se tornasse a próxima Ilha Verde. Depois da invasão a Força Aérea de Israel explorou o furo na defesa aérea do Egito e realizou cerca de 300 combates aéreos contra aviões egípcios, além de vários bombardeios. O Commando naval conduziu outras 80 invasões ao longo do canal de Suez até o cessar fogo de 1970, terminou a Guerra de Atrito.

As forças israelenses realizaram na noite de 9 para 10 de setembro de 1969 da Operação Raviv. A operação consistia em desembarcar uma força blindada (com carros capturados) perto do porto de Ras el-Sadat e atacar posições egípcias lançadoras de mísseis.

Em suporte a esse raid dois mergulhadores do S'13 realizaram a Operação Escort com consistiu no ataque a dois barcos lança-mísseis que patrulhavam ao norte de Suez e que poderiam atacar a força de desembarque. Às 22:05h do dia 7 de setembro um grupo de mergulhadores encontraram os seus alvos. Dois mergulhadores colocaram minas nos lados dos navios egípcios. Antes do alvorecer do dia 8 de setembro, 1969, os dois navios inimigos saíram de seu porto a fim conduzir uma patrulha. De repente ocorreu uma explosão em um dos dois navios, em conseqüência o navio começou a afundar. O segundo navio se apressou para socorrer a outra embarcação quando uma segunda explosão abriu um enorme buraco em seu casco. Como resultado os dois navios fora colocados fora de ação. Este foi o resultado da “Scort” permitiu as DFI realizarem a Operação Raviv.

Na noite de 8 de setembro, 1969 se deu início a Operação Raviv, quando 6 tanques T-54/55 e 3 BTR-50 foram colocados em 3 barcaças de desembarque em Ras-Soder na península do Sinai. Todos estes blindados foram capturados pelas FDI aos egípcios.

A força de desembarque era protegida por navios da Marinha de Israel e seus commandos navais. O desembarque começou às 03:37 de 9 de setembro de 1969, a cerca de 40 quilômetros ao sul da cidade de Suez. Imediatamente a força de desembarque avançou para o sul e percorreu 50 quilômetros, atacando posições egipcias como a base em Abu Daragh e instalações do radar em Ras Za'afrana. Eles destruíram  posições lançadoras de SAMs, estações de radar, veículos militares e outros alvos militares. Na operação um general soviético, que trabalhava como "conselheiro militar"  foi morto quando dirigia ao logo da rota da força de ataque israelense. Após 10 horas de combates a força foi evacuada e retornou para casa em  segurança.

O saldo da operação foi 150 egípcios mortos, 1 general soviético morto, 2 barcos lança-mísseis afundados, cerca de 70 veículos destruídos e o presidente do Egito, Gamal Abdul-Nasser, sofreu um ataque cardíaco após ser informado da invasão. As baixas de Israel foram 4 militares israelenses mortos, destes, 3 eram do S'13 que foram mortos quando retornavam para a sua base após completarem a Operação “Scort”. Eles morreram depois que uma carga explosiva detonou acidentalmente em seu barco. O quarto militar foi o piloto Haggai Ronen que teve seu avião abatido pela antiaérea.

1970-1980

1970

Em 1970, o S'13 era uma unidade bem castigada, depois que três dos seus operadores foram mortos e dez ficaram feridos num assalto a Ilha Verde em 1969. Desde então a unidade inteira só possuía cerca de 20 operadores, e havia uma grande necessidade de se reconstruir a unidade completamente. A grande ironia, foi que esta situação era a melhor coisa que aconteceu ao S'13. Com os novos membros, unidade começou a respirar "ar-fresco" e se dedicou mais e mais a operações integradas mar-terra, treinando duro e buscando melhores técnicas para isso. Em cooperação com a Shayeret 13, em 22 de janeiro de 1970, a unidade Sayeret Matkal realiza a Operação Rhodes, um assalto contra fortificações na Ilha Shadwan, golfo de Suez. Helicópteros Aerospatiale SA 321K Super Frelon (Tzir'a), foram usados para desembarcar commandos israelenses na ilha. A operação resultou em uma perda de 19 vidas egípcias e 62 prisioneiros do Egito. Israel perdeu 3 soldados e teve seis feridos.

 

Mergulhadores do Shayeret 13 se preparam para mais uma missão.

 

Claro que as coisas não continuaram as mil maravilhas. As outras unidades especiais do Exército foram contra a possibilidade de que o S'13 se tornasse uma unidade que operasse ofensivamente em terra. Elas queriam que o S'13 funcionasse apenas como "táxis" que provessem o transporte do pessoal do Exército até o seu objetivo ou que guardasse ás águas ou limpassem os obstáculos n´água. O Exército em outras palavras queria que a guerra em terra ficasse somente sobre a sua responsabilidade.

A oposição mais forte para S'13 veio do Sayeret MATKAL. O comandante do MATKAL, Menachem Diglly, tinha um rancor desde a ação do S'13 na Ilha Verde em 1969, pois tinha diferenças com o comandante do S'13, Zehev Almog. O resto das unidades especiais das IDF simplesmente não queriam outra unidade competindo com eles por recursos e atenção.

Nos primeiros anos da década de 1970 o S'13 se transformou de uma unidade de demolição subaquática, para uma unidade de assaltos terrestres vindos do mar. A unidade foi usada para executar várias missões secretas e sentiu a falta de algumas habilidades de combate avançado, que unidades mais experientes como a PALSAR Golany e PALSAR T'zanhanim já possuíam. O S'13 por se considerar uma unidade de elite de alto padrão só queria executar missões altamente secretas. Como este tipo de missão era raro, o Sayeret MATKAL, S'13 e PALSAR T'zanhanim se achavam freqüentemente lutando um contra o outro para receber este tipo de missão. 

Outro problema era que a quantidade de operadores das unidades de elite eram bem pequeno (só uns 25-30 cada) e então essas unidades eram forçadas freqüentemente a cooperar entre si em operações de grande envergadura (como o ataque a Ilha Verde). Até mesmo quando era tecnicamente possível executar a missão usando só o pessoal da unidade especial, freqüentemente as IDF enviavam duas unidades para fazer o trabalho por causa da luta entre os comandantes das unidades, que queriam a missão para si. Mas as IDF aprenderam uma valiosa lição no ataque a Ilha Verde: é melhor enviar só uma unidade a um objetivo. Duas unidades especiais israelenses combinadas em uma só força de articulação grande, simplesmente não trabalhavam unida. O treinamento diferente e estilos de comando diferentes conduziam a uma luta desconexa, com vítimas desnecessárias. Até mesmo quando havia uma operação designada como múltipla, as IDF podia até enviar algumas unidades especiais diferentes, mas cada uma com um alvo especifico.

Por exemplo, na Operação Spring Of Youth (Primavera da Mocidade) em 1973, participaram quatro unidades: Unidade 707, S'13, Sayeret MATKAL e PALSAR T'zanhanim. Cada unidade atacou um objetivo diferente de forma independente e obtiveram sucesso. Estas lições importantes infelizmente foram esquecidas na Operação Blue And Brown  (Azul e Marrom). Nesta operação três unidades foram envolvidas: Unidade 7142, PALSAR Golany e S'13. As três unidades ataram os mesmos objetivos simultaneamente e a operação falhou dramaticamente com o chefe do PALSAR Golany, Amir Meital morto. Quando Ehoud Barak foi designado como chefe do Sayeret MATKAL em 1972, parte da tensão entre Sayeret MATKAL e o S'13 desapareceram. Barak, um dos melhores profissionais das forças especiais israelenses, sempre reconheceu o potencial do S'13 e o empurrou para missões em comum com seu pessoal, que resultaram em missões como a Operação Spring Of Youth . Além disto, o a unidade de elite da policia para operações contra-terroristas, YAMAM foi criado em 1974 e o Sayeret MATKAL teve que se preocupar com outro competidor de recursos e atenção. O S'13 não tinha apenas problemas com outras unidades especiais experientes do Exército, mas tinha problemas dentro da própria Marinha - a Unidade 707. 

Em 1969, depois de ver os fiascos do S'13 Israel decidiu que a Unidade 707 pudesse ser algo mais do que uma simples "unidade defensiva de mergulhadores". A Unidade 707 começou passando por um curso de demolição e começou a executar tanto missões ofensivas como defensivas. Em 1970 a Unidade 707 passou a ter a sua própria insígnia. A unidade começou a recrutar seu pessoal independentemente. Em 1971, todos os operadores da 707 participaram de um curso de pára-quedismo e a unidade foi declarada oficialmente como uma das "unidades de assalto". Com suas novas qualificações, a Unidade 707 começou a executar missões que originalmente pertenciam ao S'13, o que causou muita tensão e rivalidade entre as duas unidades.

Muitos altos oficiais israelenses começaram a achar que a existência da 707 era muito conveniente, pois a competição fez com que o S'13 se dedicasse mais em suas missões. é bom lembrar que a Unidade 707 estava mais apta a executar qualquer tipo de operações marítimas SAR no âmbito civil. Mas a competição no final das contas foi destrutiva. Não foram transferidas lições operacionais e experiências de uma unidade para outra, apesar das unidades estarem lutando do mesmo, mas também lutavam por fatias de um orçamento limitado.

Muitos operadores do S'13 ficaram ofendidos pessoalmente com a Unidade 707, pois muitos de seus homens eram ex-alunos não aprovados do S'13 e considerados supostamente "inferiores" pelos primeiros. Mas as operações da Unidade 707 estavam fazendo o mesmo tipo de operações do S'13 e as vezes até melhor. Também, é bom destacar que enquanto o S'13 teve uma dúzia de baixas fatais em treinamentos, o a Unidade 707 não teve uma só baixa fatal.

A unidade S'13, ao lado da Sayeret Matkal e tropas pára-quedistas, participou da Operação Fonte da Juventude, que eliminou alguns dos principais líderes terroristas da infra-estrutura da OLP em Beirute, Líbano, em 1973. Essa operação estava ligada a ação de retaliação de Israel em respostar ao atentado terrorista de 1972 em Munique, Alemanha Ocidental, em que 11 atletas israelenses foram mortos por terroristas palestinos ligados ao Setembro Negro. Para caçar os terroristas Israel formou equipes especiais da Mossad encarregadas de eliminar terroristas ligados ao atentado de Munique, na Europa Ocidental. No Oriente Médio as operação de retaliação ficariam a cargo das Forças de Defesa de Israel e suas unidades especiais.

Nessa época, devido ao fraco governo libanês, a presença da OLP - Organização para a Libertação da Palestina, no sul do Líbano era muito forte, bem como na região Oeste de Beirute, que na época era a mais ocidental das cidades árabes, repleta de turistas, hotéis e restaurantes de nível internacional. Também possuía cassinos, bancos e butiques francesas e italianas. Não muito longe estavam também estações de esqui, muito apreciada por árabes ricos em busca de liberdade.

Em fevereiro de 1973 a inteligência israelense localizou em Beirute o paradeiro de três importantes terroristas da OLP. Imediatamente os israelense começaram a trabalhar para montar uma operação que eliminasse esses terroristas. Com as devidas informações os israelenses descobriram quem eram os terroristas, onde eles vivam, e conseguiram inclusive a planta arquitetônica do prédio de apartamentos onde os três moravam. Eles viviam no segunda e terceiro andar do prédio.

O plano de eliminação desses três terroristas e de parte da infra-estrutura terrorista no Líbano envolveria o uso de agentes do Mossad, unidades da Marinha, especialmente o Shayeret 13, aeronaves da Força Aérea de Israel e commandos do Sayeret Matkal, que na época eram comandados por Ehud Barak.

Os homens do Sayeret Matkal chegaria a Beirute disfarçados de turistas, alguns deles iriam disfarçados de mulheres (Ehud Barak estava ente esses), para desviar a atenção de um grupo só de homens. Desembarcariam de quatro botes infláveis Zodiac. Seriam formadas três unidade para atacar cada um dos apartamentos, mais uma unidade de cobertura para defender a força de assalto contra forças da OLP e/ou da polícia libanesa. Ehud Barak comandaria a unidade de cobertura. Esta unidade manteria contato com o QG operacional, situado nos navios israelenses posicionados na costa libanesa e que transportariam os homens do Sayeret Matkal.

Do ponto de desembarca localizado aproximadamente 10km do objetivo, os commandos seriam transportados por agentes do Mossad em três carros. Os agentes conheciam bem a cidade. Os homens da Matkal estariam armados com Uzis, cargas explosivas, pistolas e granadas, escondidas debaixo da roupa de turista. Calculava-se que 20 minutos após os primeiros tiros reforços da OLP e policiais libaneses chegariam ao local do assalto. Neste momento os commandos israelenses já deveriam está em seus botes, indo em direção aos barcos que os levariam para Israel.

 

Operador do Shayeret 13, próximo a Sidon, Líbano, junho de 1982. Ele está armado com sua "arma padrão", um AK-47 de fabricação russa. TAmbém carrega uma Beretta .22 com silenciador, para eliminar sentinelas e uma faca, além de muita munição.

 

Além dos três apartamentos, uma unidade da brigada de pára-quedistas (commandos Sayeret Tzanhanim), comandada por Amnon Shahak, recebeu a missão de atacar instalações da Frente Popular para a Libertação da Palestina de George Habash. Outra unidade de pára-quedistas em cooperação com o commandos navais do Shayetet 13 atacariam instalações da OLP na área de Tiro-Sidon. Os homens do Sayeret Matkal treinaram em prédio de apartamentos no norte de Tal Aviv, bem parecidos em sua construção com os que seriam atacados no Líbano.

Na segunda-feira, dia 9 de abril, os commandos do Sayeret Matkal , saíram de Haifa a borde de barcos lança-mísseis que os levaram para a costa de Beirute. Lá embarcaram em botes Zodiac e foram em direção a terra firme. Quando chegaram a mais ou menos cem metros da terra, desligaram os seus motores e remaram o resto do caminho. Lá carros dirigidos por agentes do Mossad esperavam por eles. Evidentemente o Mossad já tinha os agentes plantados no Líbano a algum tempo. Quando  entraram nos carros os commandos receberam um relatório em que foram informados de que três policial libaneses estavam patrulhando, inesperadamente, na frente a área dos apartamentos que eles iam atacar. Ehud Barak tomou uma decisão rápida para continuar com a operação apesar do obstáculo. Uma chamada para os seus superiores poderia ter conduzido facilmente ao cancelamento da operação inteira.

Quando os israelenses chegaram ao objetivo saíram dos carros e caminharam como um grupo de turistas onde havia casais de namorados. Eles passaram por policiais que nada suspeitaram. Ao chegar aos apartamentos não encontraram seguranças.

O grupo de Muki Betser entrou, subindo as escadas. Ao chegar na porta de um dos apartamentos os seus homens colocaram explosivos ali. Eles esperaram por um sinal das outras duas unidades de que estas também tinham colocados os seus explosivos e estavam prontas para agir. Com o sinal afirmativo as cargar foram acionadas. Quando aconteceram as detonações Ehud Barak informou ao nau-capitania que a operação começou, enquanto que as outras unidades das FDI recebiam sinal verde para iniciarem os seus ataques também.

Os commandos entraram nos apartamentos (a planta do local estava muito bem memorizada por eles) e eliminaram os seus alvos. Todo material de interesse da inteligência israelense foi capturado.

Enquanto isso começou um tiroteio lá em baixo na rua. Um Land Rover da policia libanesa apareceu e foi alvo dos disparos dos commandos israelenses. Atingindo por disparos das Uzis o veículo se chocou contra um edifício. Mas um segundo veículo, um jipe cheio de reforços apareceu, e também foi alvo dos israelenses e eliminado logo após. Os homens do Sayeret Matkal podiam ouvir ao longe as explosões causados pelos pára-quedistas de Amnon Shahak conta à sede de George Habash.

Os carros do Mossad vieram rápido, e pararam em frente ao edifício dos palestinos. Os commandos entraram apressadamente e foram em direção a costa. Só dois minutos tinham se passado desde que eles atacaram os seus objetivos no edifícios. Ehud Barak conferiu com os commandos das equipes do Sayeret Matkal. Ninguém tinha sido morto, mas um commando tinha estava ferido. No momento eles não tinham nenhuma notícia do que tinha acontecido com os pára-quedistas que atacaram o edifício de George Habash.

No caminho até a praia os carros se depararam com um blindado libanês que fazia uma patrulha na costa. Calmamente cruzaram o local e foram em frente. Os commandos chegaram na praia 10 minutos atrasados, a operação levou meia hora em vez dos 20 minutos planejados. Os commandos entraram em seus botes e foram até os navios que os levaram para Israel. Os agentes do Mossad voltaram para seu país por outros meios. Com a eliminação de três importantes líderes terroristas e a destruição de fábricas e depósitos de armas terroristas em Beirute, Tiro e Sidon, a Operação Primavera Juvenil foi uma das mais bem sucedidas das Forças de Defesa de Israel e suas forças especiais. As baixas israelenses foram

Alvos principais:

  • Al-Najjar de Muhammad Youssef (Abu Youssef) - Um veterano da OLP, líder da Fatah no Líbano, cabeça da organização de inteligência de Fatah, e oficial de operações do Setembro Negro. Era o terceiro na linha da liderança da Fatah. Sua esposa, ao tentar protegê-lo, foi morta também.

  • Kamal Adwan - Também um líder veterano da Fatah. era o responsável pelas atividades terroristas em Israel e o oficial de inteligência do Setembro Negro.

  • Kamal Nasser - Porta-voz da OLP e membro do seu comitê executivo.

Alvos secundários:

A equipe de ataque de 14 commandos de Amnon Shahak encontrou forte resistência em sua missão, perdendo dois soldados. Apesar desta resistência, a força pode atacar o edifício.

Outros alvos foram atacados, especialmente pelos commandos navais do Shayeret 13:

  • Um quartel-general da Fatah em Gaza e uma oficina de montaram de foguetes e minas perto do Aeroporto Internacional de Beirute.

  • Uma outra oficina de foguetes e minas na parte nordeste de Beirute.

  • Uma garagem de veículos da OLP no norte de Sidon.

Após a Guerra do Yom Kippur em outubro de 1973 o Estado-Maior israelense decidiu que não era vantagem ter duas unidades rivais que realizavam as mesmas missões. Em 1974 foi designado um só comandante para as duas unidades e em 1975 todos os operadores da Unidade 707 passaram por um pequeno curso avançado e nesse mesmo ano todos os operadores da Unidade 707 passaram a fazer parte do S'13. Após isso o S'13 passou por vários ajustes e cursos de aperfeiçoamento. Porém a unidade continuou a se envolver em disputas políticas e ter desempenho pobre em muitas operações.

1980

Em 1979 Amy Ayalon foi designado como o novo comandante do S'13. Ayalon serviu em várias funções no Estado-Maior israelense e estava ausente do S'13 durante três anos, não se envolvendo com as lutas políticas internas políticas que estavam destruindo a capacidade de combate desta unidade. Quando ele assumiu o comando "limpou a casa" e fez uma grande mudança organizacional. Ayalon também fez mudanças importantes no regime de treinamento da unidade, com duração de 20 meses (conhecido como Maslul): o Maslul foi dividido em três fases - fase preparatória, fase de mergulho fase e fase avançada. 

Movendo o curso mergulho para o meio do Maslul de preparação e a fase de seleção principal, evitou-se que os candidatos abandonassem o curso na fase de mergulho, que era a mais importante. Cm essas e outras mudanças o operador do S'13 terminava o seu treinamento como um profissional treinado, com uma boa base para operações marítimas e terrestres. Outra mudança importante era que, dali em diante, seriam dedicados os primeiros seis meses do Maslul a combate de infantaria básico e avançado que seria ministrado da mesma forma que no resto de todas as IDF. Assim todas as forças especiais israelenses "falariam o mesmo idioma" em operações de articulação de futuro. 

Ayalon até mesmo forçou que todos os novos oficiais do S'13 completasse todo o curso de infantaria para oficiais das IDF. Em 1980 as mudanças na unidade começaram a dar resultado e o S'13 era uma força mais organizada, maior e mais forte. Além de estar desejoso de mostrar serviço. O que não demorou muito, pois no inicio da década de 1980 Israel se envolveu cada vez mais em operações antiterroristas no Líbano. Com o passar do tempo o S'13 realizou várias operações, todas como sucesso completo e sem nenhuma baixa, e chegou a ser reconhecida como a segunda melhor unidade especial das IDF.

Durante a invasão do Líbano em 1982 o S'13 foi usado para direcionar o fogo das embarcações da Marinha de Israel contra as praias libanesas. O Shayetet 13 participou da criação de uma cabeça de praia na foz do rio Awali, permitindo o avança das forças blindadas por terra. A unidade também efetuou três ataques contra alvos da OLP em Beirute, e realizou vários outros ataques e emboscadas durante a guerra.

Desde o início de 1980 a unidade tornou-se cada vez mais envolvida no conflito do Líbano, demonstrando um excelente histórico de dezenas de operações bem sucedidas a cada ano, causando enormes prejuízos ao Hezbollah, tanto em vidas quanto em equipamentos. Missões típicas na época eram interdição de navios de guerrilha, explodindo QGs inimigos e instalações-chave, a realização de emboscadas e plantando explosivos em rotas de guerrilha. Em 25 de novembro de 1988, a unidade, junto com outras forças, realizam uma incursão no base do comandante da PFLP-GC Ahmed Jibril. A IDF estima que 20 guerrilheiros foram mortos no ataque. No entanto, vários comandos foram mortos, e Jibril conseguiu escapar.

Em sua caçada a terroristas que ameaçavam Israel as Forças de Defesa de Israel e suas forças especiais foram até a distante Tunis, capital da Tunísia, cerca de 1.500 milhas de Israel. No ano de 1988 os palestinos iniciaram um novo tipo reação contra a presença israelense nos territórios ocupados. A chamada Intifada. O líder, o mentor, por trás desta revolta que estava criando muitos problemas para a imagem internacional de Israel era Khalil al-Wazir, mais conhecido pelo nome de Abu Jihad. As autoridades israelenses planejaram eliminar Abu Jihad várias vezes, mas após um seqüestro (arquitetado por ele) a um ônibus em 7 de março, no sul de Israel em que três civis morreram, o primeiro-ministro de Israel deu sinal verde para a eliminação deste terrorista internacional. Abu Jihad estava por trás de preparação de equipes de assalto no Líbano e Egito, que depois eram enviadas para os territórios ocupados.

No fim de março uma operação de eliminação do terrorista estava pronta. Agentes do Mossad e membros das forças especiais israelenses atacariam a casa de Abu Jihad em Tunis. Mas só no começo de abril foi dada a autorização para se executar a operação. A Marinha de Israel levaria a força de assalto (cerca de 20 commandos do Sayeret Matkal) através do Mediterrâneo em uma pequena frotas de 2 barcos lança-mísseis Sa'ar 4 até a costa tunisiana. De lá os commandos em cinco botes Zodiac iriam para a praia a umas 20 milhas dos subúrbios de Sidi Bou Said, ao norte de Tunis, onde morava Abu Jihad. Lá commandos navais do Shayeret 13 vigiariam os botes Zodiac até que o pessoal da Sayeret Matkal voltassem. Os comandos da Matkal seriam transportados para o local do assalto em um Peugeot 305 e dois furgões  Volkswagen, guiados por agentes do MOSSAD. Estes veículos, tinham sido alugados mais cedo em uma agência de aluguel de carros.

Outros agentes sabotariam uma central telefônica para impedir qualquer comunicação da casa de Abu Jihad. Segundo informações os israelenses usaram ao todo 4.000 militares para esta operação, envolveu ainda um avião AWACS (provavelmente um Grumman E-2 Hawkeye), um 707 para abastecimento das aeronaves, um submarino para proteger os lança-mísseis Sa'ar 4 e um esquadrão de caças para proteger os aviões

Durante toda a operação em solo tunisiano, um Boeing 707 provido com dispositivos para guerra eletrônica, estaria voando, num suposto vôo civil (sob o número 4x977), a aproximadamente 100 milhas fora do espaço aéreo da Tunísia, com o objetivo de prover guerra eletrônica a operação, e também servir de estação retransmissora entre o pessoal em terra, na costa e o QG das FDI em Tel Aviv. Ao longo da operação, o comandante da mesmo, o general Ehud Barak, 47 anos, estaria a bordo do 707 acima do mediterrâneo.

Os commandos chegaram ao local após 01:00 do sábado 16 de abril de 1988, encontrando agentes do Mossad que vigiavam o local. Porém Abu Jihad não estava em casa. Então os israelenses tiveram que esperar até 01:30, quando eles e seus guarda-costas retornaram. Mas uma vez ouve outra espera de 60 minutos adicionais, até que todas as luzes fossem apagadas. Primeiramente mataram o guarda-costas que estava dormindo no carro do lado de fora. Então mataram o o jardineiro (Habib Dkhili) e o segundo guarda-costas  e os commandos finalmente entraram na casa, todos mascarados. Enquanto uma dúzia de comandos proviam a segurança, oito outros atacaram o quarto de Al-Wazir, que tendo ouvido barulho saiu armado com uma pistola, sendo alvejado por 75 tiros de Uzis de 9mm com silenciadores. Na verdade a equipe de execução era formada por um oficial e quatro commandos. Todos atiraram contra Abu Jihad e o oficial no final disparou contra a sua cabeça.

Como instruídos, não atacaram ninguém da família de Al-Wazir. Toda operação levou cerca de 13 segundos. Em seguida os commandos e os agentes do Mossad foram para a praia de Ras Cathage, onde os homens do Shayeret 13 guardavam os botes Zodiac. Antes das 4 da manhã os commandos já tinham voltado ao seu navio. Alguns dias depois, eles desembarcaram em segurança no porto de Haifa. Os agentes da Mossad, disfarçados de turistas, partiram também em segurança em vôos comerciais do Aeroporto de Tunis.

Operação Moisés
Durante meados dos anos 1980, o Shayetet 13 desempenhou um papel ativo na Operação Moisés, que trouxe milhares de judeus etíopes para Israel. Após o Mossad ter se estabelecido estabelecido em um resort de mergulho na costa do Sudão para servir de canal para os judeus que fugiam Etiópia, o Shayetet 13 chegaria em botes à noite para transportar os refugiados a um barco da marinha de Israel que esperava no mar.

1990

A fase de sucessos do S'13 acabou em 1997 quando uma equipe de assalto caiu em uma emboscada de terroristas no Líbano, e durante a luta 12 homens do S'13 fora mortos.

No final da década de 1980 e inicio da década de 1990 o Estado-Maior das IDF percebeu que estava perdendo o potencial do S'13. A maioria dos seus diplomados simplesmente ao termino do seu tempo de serviço de 4.5 anos voltavam para vida civil, levando consigo valiosa experiência em perícias. Assim as IDF decidiram misturar os oficiais do S'13 com outras unidades de SF, através de intensos intercâmbios. Isto afortunadamente acabou resultando em novas unidades especiais. Por exemplo o as unidades Mistaravim, criada em 1987 de uma junção de homens do Sayeret Duvdevan e do Sayeret Shimshon, a unidade anti-guerrilha (Egoz) criada em 1995, foram resultado destas misturas. 

Em 5 de setembro de 1997, a unidade sofreu um duro golpe durante uma incursão no Líbano. Um número de comandos Shayetet 13 desembarcou na costa do Líbano, ao sul de Sidon entre as cidades de Loubieh e Ansariya. Acreditasse que sua missão era a de que tentar assassinar um importante clérigo muçulmano xiita do movimento Hezbollah. Eles desembarcaram no escuro da madrugada de sexta-feira e que começara seu avanço para o interior. O Exército disse que a força estava a caminho de sua missão, quando foi atingida por um poderoso artefato explosivo e ficou sob o fogo do Hezbollah. O confronto ocorreu fora de uma zona de segurança de 15 km de profundidade que Israel ocupava no sul do Líbano. O comandante da força, Joseph Korakin, foi morto na primeira explosão. Israel imediatamente despachou uma equipe de resgate em um gigante helicóptero CH-53. A força de resgate transportada em helicópteros e navios de guerra chegou, juntando-se a uma batalha que durou até o amanhecer com as equipes de resgate evacuando os mortos. Morteiros explodiram nas proximidades e estilhaços atingiram o CH-53, mas este foi capaz de decolar. No total, 12 soldados israelenses do Shayetet 13 foram mortos, incluindo seu comandante e um número desconhecido de feridos. Os restos não encontrados dos soldados israelenses foram devolvidos a Israel em 25 de Junho de 1998, em uma troca de prisioneiros. Depois de 14 anos a organização Hezbollah revelou que eles sabiam a posição dos comandos antecipadamente graças à intercepção de vídeo transmitido pela UAVs de espionagem israelenses que foram pairando sobre a área nos dias antes da missão. Os soldados foram mortos como resultado da entrada de um pomar cheio de armadilhas com bombas, que explodiram quando eles entraram.

Segunda Intifada
Durante a Segunda Intifada, soldados do S'13 participaram de operações contraterroristas profundamente dentro da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. O S'13 realizou centenas de operações, incluindo a detenção e o assassinato de membros do Hamas, da Jihad Islâmica e das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa. A unidade também participou na Batalha de Jenin. Ela ganhou grande aclamação devido à captura bem sucedida de três navios palestinos que tentaram contrabandear armas: Karine A, Santorini e Abu-Yusuf. O incidente Karine A, em particular, foi considerada uma operação altamente difícil.

Em 2004, suas operações foram suspensas temporariamente na seqüência de uma denúncia da B'Tselem, um grupo israelense de direitos humanos, que os operadores do S13 tinham disparado contra um atirador palestino desarmado sem nenhuma razão. Uma investigação descobriu que os comandos tinham boas razões para assumir que o palestino estava escondendo uma granada, e a unidade foi colocada de volta em ação. Em 2002 e em 2003, o S'13 ganhou a citação do Chefe de Estado-Maior para operações bem sucedidas de combate ao terrorismo.

Caso Karine

Ação militar também conhecida como Operação "Arca de Noé" foi uma ação militar israelense realizada em janeiro de 2002, em que as forças israelenses apreenderam o MV Karine A, que, de acordo com as IDF, transportava armas para a Palestina. O navio carregava 50 toneladas de armas, incluindo foguetes de curto alcance Katyusha, mísseis antitanque e explosivos de alta potência. A missão começou às 04:45 de 3 de janeiro de 2002, no Mar Vermelho, a 500 quilômetros a partir de Israel. O navio estava navegando em águas internacionais em seu caminho para o Canal de Suez. Comandos do Shayetet 13 da Marinha israelense, apoiados por helicópteros de combate e aviões, surpreendeu a tripulação e assumiu a embarcação sem disparar um tiro. O navio foi levado para Eilat na noite de janeiro 4.

 

Operação Full Disclosure

Esta foi uma operação militar realizada pelas Forças de Defesa de Israel em 5 de Março de 2014. Depois de dias de vigilância a marinha israelense enviou comandos do Shayetet 13 para abordar o navio mercante Klos C registrado no Panamá e que tinha zarpado do Irã, indo para Port Sudan via Iraque. A bordo, os comandos encontraram mísseis de longo alcance destinados a Gaza escondidos em contêineres cheios de sacos cimento Portland com marcas iranianas. Um  oficial sênior de segurança do Egito que não quis se identificar confirmou que o carregamento de armas foi direcionado para militantes em Gaza. Um painel de peritos das Nações Unidas concluiu que as armas vieram do Irã e estavam sendo enviadas para o Sudão, acusando o Irã de violar o embargo de armas.

 

A apreensão de navios requer a interoperabilidade dos ramos da Força Aérea e da Marinha. O manual de doutrina tática israelense prevê a apreensão de navios a uma distância de até 500 milhas da costa de Israel.

Guerra do Líbano de 2006
Em 5 de agosto de 2006, durante a Guerra do Líbano de 2006, comandos S'13 invadiram um bloco de apartamentos em Tiro, alegando ter matado "um número de militantes" e ter destruído "vários foguetes lançadores de", enquanto que sofrem oito feridos. O governo libanês afirmou que um soldado libanês e "pelo menos quatro civis" também foram mortos na operação.

Operação Chumbo Fundido
Durante a Operação Chumbo Fundido, que durou de dezembro de 2008 a janeiro de 2009, Shayetet 13 desembarcou vários comandos na costa da Faixa de Gaza para atacar alvos do Hamas em terra. Comandos do S'13 também foram alegadamente envolvidos em dois ataques aéreos israelenses no Sudão contra alvos de contrabandistas apoiados pelos iranianos que enviavam armas para a Faixa de Gaza. Os ataques aéreos atingiram um comboio de 17 caminhões transportando armas matando 39 pessoas, e um navio iraniano que transportava armas que estava ancorado ao largo do Sudão.

Caso Francop
Em 4 de novembro de 2009, o navio de bandeira Antigua MV Francop, que estava carregando armas e munições do Irã ao Hezbollah, foi abordado e tomado por comandos do Shayetet 13 com sucesso. Dentro do navio foram encontradas armas bem escondidas.O armamento apreendido consistia de 9.000 morteiros, 2.125 foguetes Katyusha de 107 mm,
685 fusíveis de  foguetes, 690 foguetes de 122 mm, 21.100 granadas de mão de fragmentação e 566.220 cartuchos de AK-47. Os militares israelenses disseram que o carregamento era equivalente a cerca de dez por cento dos estoques do Hezbollah. O carregamento de armas foi um dos maiores já apreendidos por Israel.

Ataque a flotilha de GAZA

Momento da abordagem do MV Mavi Marmara por comandos do Shayetet 13

Em 31 de maio de 2010, o Shayetet 13 participou da Operação Brisa do Mar ou Operação Sky Winds contra uma flotilha que tentava romper o bloqueio de Gaza. Os comandos, armados com armamento não-letal e pistolas 9 milímetros, abordaram os navios a partir de helicópteros e de lanchas, e apreenderam cinco navios com resistência principalmente passiva. A bordo do MV Mavi Marmara, os comandos foram atacados por dezenas de ativistas armados com facas, barras de ferro, estilingues e armas improvisadas, e supostamente com armas de fogo, incluindo inclusive aquelas tomadas dos comandos. Três soldados foram capturado no convés, e foram temporariamente detidos em um salão de passageiros. Os comandos inicialmente usaram a força não-letal, mas após esta se mostrar ineficaz, eles abriram fogo com munição real e assumiram o controle do navio. Nove ativistas foram mortos, e várias dezenas ficaram feridos. Sete comandos também ficaram feridos, dois deles gravemente. Posteriormente, comandos do S'13 embarcaram e apreenderam o navio MV Rachel Corrie sem resistência.

Um snapshot ndo processo de abordagem do navio turco Mavis Marmara por uma lancha da S13

Caso Victoria
Em 15 de março de 2011, o Shayetet 13 participou da Operação Iron Law, realizada em alto-mar contra um navio de carga de bandeira da Libéria e de propriedade alemã, chamada Victoria. se verificou que estava transportando 50 toneladas de armas e relatórios da inteligência indicaram que essas armas eram destinadas ao Hamas. O Victoria foi interditado a aproximadamente 200 milhas náuticas a partir da costa israelense, uma vez que viajava da Turquia para El-Arish porto do Egito (outras fontes dão o destino como Alexandria, Egito). De acordo com as Forças de Defesa de Israel, o Victoria foi carregado no porto de Latakia, na Síria e navegou para Mersin, Turquia. O navio foi interceptado pela Marinha israelense que usou corvetas Sa'ar da Classe 5 e embarcou comandos do Shayetet 13, sem resistência. A IDF afirmou que a tripulação do navio não tinha conhecimento que estava transportando armas, que estavam escondidas em 39 dos 100 contêineres no convés sob sacos de lentilhas sírias e algodão. Quando tomado por Shayetet 13, o Victoria foi redirecionado ao Porto de Ashdod. Lá, novas inspeções foram realizadas e o contrabando foi descarregado. Israel em seguida, anunciou que iria liberar o navio e permitir que Victoria continuasse para o porto egípcio de Alexandria.

General Muhammad Suleiman

Em 2015 o The Gurdian, o Sunday Times e o Haaretz anunciaram que em 1 de agosto de 2008 (sexta-feira ), um pequeno grupo de operadores israelenses do S13 entraram nas águas perto da cidade portuária de Tartus, na Síria, e atiraram e mataram um general sírio enquanto ele estava jantando em sua casa de fim de semana à beira-mar. O general Muhammad Suleiman, que era um importante assessor do presidente sírio, foi morto a tiros em seu chalé no resort de luxo Rimal al-Zahabieh nove milhas ao norte da cidade portuária de Tartus, no Mediterrâneo.

Ele foi baleado na cabeça e pescoço, e a equipe militar israelense escapou por mar. Enquanto Israel nunca falou sobre seu envolvimento, arquivos de inteligência secretos norte-americanos confirmam que forças de operações especiais israelenses assassinaram o general enquanto ele passava férias em sua casa de luxo na costa síria.

Um documento da NSA apresentado pelo ex-empreiteiro da NSA, Edward Snowden, é a primeira confirmação oficial de que o assassinato de Suleiman foi uma operação militar israelense, e termina a especulação de que uma disputa interna dentro do governo sírio levou à sua morte.

De acordo com três ex-oficiais de inteligência dos EUA com vasta experiência no Oriente Médio, marcas de classificação do documento indicam que a NSA soube do assassinato através da vigilância. Os oficiais pediram para que eles não fossem identificados, porque eles estavam discutindo informações classificadas. As informações contidas no documento é rotulado de "SI", o que significa que a inteligência foi recolhida por meio do monitoramento de sinais de comunicação. "Nós tivemos acesso a comunicações militares israelenses durante algum tempo", disse um dos ex-oficiais de inteligência dos EUA. O ex-oficial disse que o conhecimento dentro da NSA da vigilância das unidades militares de Israel é especialmente sensível porque dentro da NSA tem oficiais de inteligência israelenses que trabalham em conjunto com os seus funcionários na sede da NSA em Fort Meade, Maryland.

O Brig. Gen. Suleiman era um conselheiro militar e de inteligência superior do líder sírio, Bashar al-Assad, e era suspeito de estar por trás dos esforços do governo sírio para facilitar o fornecimento de armas e treinamento militar ao Hezbollah no vizinho Líbano. Suleiman também foi relatado por ter sido encarregado da segurança e construção de Al Kibar, a instalação nuclear da Síria, que Israel destruiu em um ataque aéreo de 2007. O documento da NSA descreveu parte das responsabilidades de Suleiman como "questões militares sensíveis."

O envolvimento de Israel no assassinato de Suleiman levanta questões sobre tanto o propósito da morte, bem como se Israel violou o direito internacional na condução da operação. "Os israelenses podem ter tido muitas e boas razões para matar [Suleiman]", disse Mary Ellen O'Connell, um professor de direito internacional na Notre Dame. "Mas, sob o direito internacional, é absolutamente claro que na Síria em 2008, eles não tinham direitos sob as leis de guerra porque na época não havia conflito armado. Eles não tinham o direito de matar General Suleiman ". O governo Assad reteve notícia do assassinato por quatro dias antes de anunciar a morte de Suleiman. Israel não confirmou nem negou o seu envolvimento.

Em 2014 o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse aos jornalistas que o governo israelense matou Suleiman, e que o assassinato foi "ligado" ao papel de Suleiman na guerra de julho de 2006 entre Israel e o Hezbollah. "Para eles não é só vingança, eles visam atenuar operações futuras", disse um dos ex-oficiais de inteligência dos EUA aposentados, que já trabalhou com os israelenses, mas não têm conhecimento direto do assassinato Suleiman. "Eles sempre pegam um alvo de oportunidade quando se apresenta."

O assassinato israelense de Suleiman aconteceu menos de seis meses depois que uma equipe conjunta Mossad-CIA assassinou um top operative do Hezbollah no coração de Damasco, de acordo com diversos oficiais militares e de inteligência dos EUA. Esse ataque, que visava Imad Mughniyeh, foi relatado pela primeira vez em detalhe pelo Washington Post. A CIA procurava por muito tempo Mughniyeh por seu papel em vários ataques terroristas contra americanos, incluindo o ataque contra o quartel dos Us Marines em 1983 em Beirute que deixou 241 americanos mortos.

Treinamento

Ao contrário das primeiras quatro décadas das IDF, a partir dos anos 1990 as unidades especiais das IDF raramente treinam com unidades estrangeiras. Isto porque realmente quase não há nenhuma necessidade disso. Cinco décadas de constantes combates, nas mais diferentes formas contra inimigos de diferentes portes e capacidades, geraram nas unidades israelenses muita experiência, além do desenvolvimento de armas e técnicas avançadas. Por isso os israelenses tem bem pouco que aprender com forças estrangeiras, apesar de ainda existir é claro, um certo intercâmbio em especial com forças especiais norte-americanas. Mas inverso acontece. São muitas as unidades estrangeiras que buscam treinar com os israelenses, em especial as missões Contra-Terroristas (CT). 

A exceção em relação ao treinamento com estrangeiros é o S'13. Por causa da complicação e da especialidade que envolve o treinamento CT marítimo. Nos 1950 e 1960 a maioria do treinamento em comum foi administrado com o Comando francês Hubert (em 1957 um operador S'13 morreu na França durante um combate simulado) e hoje a maioria do treinamento acontece com os US Navy Seals. Os operadores do S'13 treinam muitas vezes com os submarinos e navios da Sexta Frota dos EUA, que várias vezes visita a Base Naval de Israel em Haifa.

Como a maioria das outras unidades especiais das IDF o curso de treinamento completo do S'13 dura 20 meses, e é considerado o mais exigente em termos físicos e mentais. Só depois de terminar os 20 meses é que o soldado está qualificado como operador e começa a participar de operações de combate. A fase de treinamento é muito dura. Os alunos passam por quatro meses de treinamento básico de infantaria na base Mitkan Adam do Exército, onde as unidades especiais das IEDF treinam com toda a facilidade. Depois tem dois meses de treinamento avançado de na Escola de Infantaria das IDF (BISLASH) localizada no Sul de Israel. Três semanas de treinamento de pára-quedismo, envolvendo saltos HALO e HAHO, na Base Aérea de Tel Nof. 

Estas três fases são relativamente fáceis e normalmente os alunos não abandonam o curso neste período. Isto porque estas fases estão em um nível regular de dificuldade e tem o objetivo de oferecer uma aptidão básica de combate de infantaria. Depois de terminar do curso de pára-quedismo o aluno é enviado de volta para a base do S'13, na base naval de Atlit, onde troca o seu M16 pelo AK47 e começa a treinar nos padrões do S'13.

A próxima fase acontece em Atlit e é conhecida como "Preparando" (Hamachin "). Esta fase é muito árdua é dura sete meses. É chamada de "Preparando " porque é a fase na qual a maioria dos alunos abandona o curso (normalmente depois de passados dois meses - alguns voluntariamente, outros cortados). Esta fase prepara os alunos para o curso de mergulho e combate subaquático que são os próximos passos. Esta fase também é a principal fase de seleção, os alunos que a terminarem normalmente chegaram ao final de todo o treinamento e será qualificado como um operador S'13, a menos é claro que sejam feridos fisicamente - uma razão comum para ser cortado do S'13. 

Nesta fase o aluno recebe treinamento avançado de infantaria e armas, noções básicas de guerra marítima, transporte de pessoal, operação com pequenas embarcações, mergulho e demolições em terra. Também está incluído nesta fase seis semanas de treinamento Contra-terrorista, com três semanas na Escola de CT das IDF, localizada na base Adan Mitkan, e três semanas dentro da própria unidade S'13.

O Curso Básico de Mergulho de Combate, que é a próxima fase, dura aproximadamente um mês. Durante esta fase os alunos aprendem os elementos básicos do mergulho de combate, como enfrentar o frio, mergulhar na escuridão ou em águas turvas, além de sobreviver em perigosas  debaixa d´água (recifes, túneis, pressões, profundidade). Todo mergulho é realizado em pares com os dois operadores amarrados a um ao outro, assim o aluno pode notificar facilmente ao outro qualquer problema.

 

Mergulhadores de Combate israelenses em treinamento 

Na fase avançada, o aluno aprende técnicas avançadas de mergulho (mergulho usando sistema de reciclagem de oxigênio, evita a emissão de bolhas, e estende o tempo de mergulho), demolições subaquáticas, manuseio avançado de várias armas e passa por longos meses realizando incursões de mar-terra. Neste tempo ele pratica, mergulho a partir de navios e submarinos e saltos de pára-quedas em pleno mar. O aluno também aprende a combinar todo o seu conhecimento executar operações de CT marítimas (em navios, plataformas de petróleo edifícios próximos a costa). No meio desta fase os alunos são divididos de acordo com as três unidades do S'13, chamadas de Palgot - os melhores vão para o Palga ("Haposhtim") responsável pelos raides, os segundo melhores são designados o Palga subaquático ("os Mergulhadores"), e o restante vai para o Palga sobre-água. Dai em diante o treinamento seguirá a especialidade cada Palga:. Por exemplo, o Palga-Haposhtim treinará assaltos, emboscadas, incursões vindas do mar, CT e todos os tipos de combate terrestres. O  Palga "Mergulhadores" enfocará duros treinamentos de combate subaquático, demolição e operações com mini-submarinos. O Palga "sobre as águas" dominará técnicas de operações de navegação e operará basicamente três tipos de embarcações: Zaharon, Snunit e Moulit, todos Barcos de Ataques Rápidos (FAB). Depois de terminados os 20 meses de intenso treinamento os alunos recebem a sua insignia do morcego, e estar qualificado como operador, podendo participar de combates reais.

Missões

Até hoje o S'13 já executou mais de 1.000 missões - a maioria delas classificadas como altamente secretas. O número grande de missões reflete um das diferenças principais entre o Sayeret MATKAL e S'13. O Sayeret MATKAL trabalha no "método de projetos" que significa que executa de 2-3 missões em um ano com longos meses de preparação antes de cada uma.Já o S'13 executa dúzias de missões em um só ano, a maioria delas no sul do Líbano. As missões do S'13 são cirúrgicas e seletivas - destruindo barcos terroristas, explodindo postos inimigos (freqüentemente com minas limpet - que são presas as paredes dos edifícios), emboscadas e plantando explosivos em rotas de terroristas.O S'13 normalmente opera profundamente atrás das linhas libanesas o por si só já é um ato de guerra. Considerando que cada erro pode ter consequências internacionais, a unidade escolhida deve a melhor para o trabalho, no caso a escolhida sempre é o S'13.

Tempo de serviço e forças de reserva

Na maioria das unidades especiais israelenses, os soldados que terminam seus três anos de serviço obrigatório, deixam o serviço militar. Um número pequeno deles servirá na força de reserva da unidade, mas o resto servirá como soldados de reserva em outras unidades, normalmente em unidades LRRP, pertencentes as brigadas de infantaria. o Sayeret MATKAL e o S'13 são diferentes. Nessas unidades os operadores servem mais tempo que o normal que o tempo obrigatório: seis meses a mais no Sayeret MATKAL e 1.5 anos a mais no S'13). E a maioria deles servirá na força de reserva da unidade. Por causa de razões orçamentárias a maioria forças especiais israelenses não tem permissão de alongar o período obrigatório do seus NCO.

A identidade dos operadores do Shayetet 13 é sempre mantida em segredo

Armas
A arma pessoal Standard nas unidades especiais das IDF é o CAR15. Isto aconteceu como um dos resultados da reorganização realizada nas unidades CT das IDF, principalmente causada pelo fiasco de Mahalot em 1974, no qual foram mortas 20 crianças em uma operação de resgate desastrosa do Sayeret MATKAL, e por causa de problemas de identificação de amigos e inimigos, pois as unidades israelenses usavam muito armas russas, e isso era perigoso durante os combates. Por isso se adotou o M16 como a arma Standard. Porém, o S'13 é atualmente a única unidade em toda as IDF que ainda usa AK47 em muitas das suas missões. A mesma fi a arma Standard do S'13 durante a década de 1980.

 

Operador do Shayeret 13 com um AK-47 de fabricação russa.

 

Havia várias razões porque o S'13 escolheu o AK47 como sua arma Standard. Durante os anos 1970 as unidades especiais das IDF usaram uma variedade de rifles de assalto de calibres diferentes: AK47 7.62 mm, IMI Galil 5.56 mm, FN FAL 7.62 mm e os americanos Colt M16 5.56 mm e M14 7.62 mm, que vieram durante a ponte-aérea americana de apoio a Israel durante a Guerra do Yom Kippur. Durante uma série de testes realizados pelo S'13, descobriu-se que as melhores armas para missões marítimas eram o IMI Galil e o AK47, pois eram mais resistentes à água e a areia.

Os teste também revelaram que o AK47 tinha algumas vantagens sobre o Galil. O AK47 era a arma No. 1 dos terroristas e das forças armadas dos países árabes, que faziam fronteira com Israel. Os operadores do S'13 acreditam que usando armas iguais aos dos terroristas poderiam ter alguns segundos preciosos no inicio de algum combate com forças inimigas, quando estes estariam tentando identificar amigos e inimigos. Isto foi muito útil especialmente na década de 1980, quando o S'13 executou muitas missões no Líbano e nos Territórios palestinos, freqüentemente vestidos com trajes árabes. Algumas missões também foram realizadas perto da fronteira sírio-libanesa.

Um fato interessante é que pouco se sabe hoje sobre as missões realizadas pelo S'13 no Líbano, pois os terroristas não admitiam estas operações, pois as mesmas não deixavam corpos israelenses para trás. E era difícil admitir vitórias dos israelenses. Também muitas desses ataques do S'13, com seus operadores vestidos de árabes, confundiam os terroristas libaneses e palestinos, que acreditam que facções rivais os tinham realizado, em especial na área do Sul do Líbano. Na década de 1990 o S'13 começou a usar mais dos CAR15, principalmente por causa do seu lançador de granada M203, pois o lançador do AK47 de 40mm são tão precisos.

 

Uma Micro-Uzi

 

Hoje em dia os AK só são usados em missões de mergulho, ou em treinamentos dos recrutas na Base Naval de Atlit, depois os mesmos treinam normalmente com o SIG Sauer P226. Nas outras missões os operadores do S'13 usam o M16 CAR15 que é muito mais leve, versátil e mais preciso que o AK47. Também, o M16 CAR15 leva o mesmo tipo de munição (5.56 mm SS109/M855) que o IMI Negev LMG. Outra razão para que S'13 minimize o uso do AK47 é que na verdade não há mais nenhuma necessidade de usá-lo.

Hoje a maioria das missões encoberta são realizadas pela Unidade YAMAM que tem habilidades excepcionais em CQB. O SHABACH "descobriu" o YAMAM durante a Intifada (a insurreição palestina iniciada no final dos anos 1980) e transferiu todas as missões encobertas delicadas ao S'13 para o YAMAM. Já era em tempo, pois, com tanto equipamento de alta tecnologia, coletes balísticos e engrenagem de comunicação levadas pelos operadores do S'13 em suas missões, só um terrorista cego poderia confundir um israelense como um terrorista. Por questões de segurança o S'13 começou a usar mais e mais o CAR15, para prevenir fogo amigo, pois no calor da batalha as unidades especiais israelenses podem considerar qualquer um com um AK47 seu inimigo.

Outra arma favorita entre os operadores do S'13 é o IMI Micro Uzi SMG. O S'13 achou na Micro Uzi uma arma perfeita para as suas necessidades. Por causa de seu pequeno tamanho e peso o Micro pode ser facilmente preso a uma perna ou ajustado no colete de combate, e então o operador é capaz de mergulhar ou nadar sem a interferência criada pelos rifles de assalto, que são bem maiores. O Micro Uzi é a arma padrão da unidade para operações de CT envolvendo mergulho de combate. Devido a restrições financeiras como também por razões políticas, Israel é a única nação ocidental cujas unidades especiais não usam armas da família HK MP5.

Escolas de Mergulho de Combate em Israel

É surpreendente o número de unidades especiais israelenses que fazem cursos de mergulho de combate:

Shayetet 13 - Unidade de elite da Marinha israelense.

Unidade YALTAM - Unidade d a Marinha israelense, que realiza missões subaquáticas.
Unidade YABAN - Unidade d a Marinha, responsável pela segurança dos portos.
Sayeret Shaldag - Unidade de elite da Força Aérea israelense, é uma unidade muito versátil.
Unidade 669 - Unidade especial da Força Aérea israelense responsável  Salvamento Aerotransportado e Unidade de Evacuação.
Sayeret Yael - o Combate que Cria elite de Corpo de exército unidade de demolição de alcance longa.

 

As escolas de mergulho de combate das IDF estão baseadas em três locais:

Base Naval de Haifa - Por suas facilidades de treinamento é a o local principal de ensino, onde todas as unidades sofrem o curso mergulhando. A escola em Haifa é dividida em duas praias - praia de mergulho básico e a praia de mergulho avançado.
Base Naval de Eilat - É uma localização treinamento secundária de que serve de apoio a base de Haifa. É usado quando a escola em Haifa estar lotada.
Base Naval de Atlit - É a casa do Shayetet 13. Esta escola ensina mergulho de combate altamente avançado, que incluem técnicas de demolições marítimas e armas. Só o pessoal do Shayetet 13 freqüenta esta escola.


O curso básico de mergulho de combate nas escola de Haifa ou Eilat duram um mês. Todos os instrutores são recrutas do Shayetet 13 que abandonaram o treinamento.

 

Como nos outros cursos das unidades especiais das IDF, cada unidade tem seu próprio curso onde faz ajustes necessidades as suas exigências operacionais específicas:

Shayetet 13 - É o curso de mergulho de combate mais avançado, inclusive com circuito interno de mergulho.

Unidade YALTAM e Sayeret Yael - O seu curso de mergulho é também muito avançado.

Unidade 669 - O seu curso de mergulho é básico, com circuito aberto de mergulho, abordando também técnicas de salvamento ar-mar.
Unidade YABAN, Curso de Oficiais Navais e Sayeret Shaldag - O seu curso de mergulho é básico, com circuito aberto de mergulho.

Treinamento contraterrorista do S13. Observe que ele estão usando um cão durante este treinamento

 

Depois do curso, as unidades continuam seus próprios treinamentos. Durante o treinamento, e especialmente antes de suas operações, as unidades são auxiliadas freqüentemente por oficiais do Shayetet 13 que demonstram técnicas marítimas que usam e os equipamentos utilizados em suas missões.



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