OPERAÇÃO DE RESGATE

CABANATUAN - FILIPINAS - 1945

US ARMY RANGERS


Diante da perspectiva de derrota para os Aliados no Teatro China-Burma-India e no Teatro do Pacífico, e de que em agosto de 1944 o governo dos EUA anunciou que responsabilizaria Tóquio por todos esses crimes, o Ministério da Guerra emitiu uma ordem de execução de uma política de aniquilação das principais testemunhas, inclusive prisioneiros de guerra.

Em 20 de outubro de 1944 os americanos, comandados por MacArthur, desembarcam em Leyte, e começam a libertação das Filipinas. Em 14 de dezembro de 1944, enquanto os americanos consolidam as sua posições para iniciar a invasão de Luzon, cerca de 150 prisioneiros de guerra americanos são assassinados no campo de prisioneiros de Palawan. eles foram colocados trancados em abrigos antiaéreos, que foram cheios de gasolina e queimados vivos.Um deles conseguiu sobreviver e escapar, o soldado Eugene Nielsen que contou o massacre para as autoridades americanas em 7 de janeiro de 1945..

Dois dias mais tarde, as forças de MacArthur desembarcam em Luzon, e começam seu avanço rápido para o capital, Manila. Durante este tempo, o Tenente General Walter Krueger, comandante do VI Exército dos EUA foi notificado da existência do campo de prisioneiros de Pangatian, perto de Cabanatuan pelo Major Robert Lapham, líder das guerrilhas do USAFFE (Forças do Exército de Estados Unidos - Extremo Oriente) em Luzon.

A os prisioneiros eram os sobreviventes da queda das Filipinas em 1942, e o grupo incluía fuzileiros navais, soldados, marinheiros, pilotos, bem como civis, na maior parte americanos mas alguns eram dos países aliados. A maioria eram sobreviventes das forças de defesa do General MacArthur de Corregidor, em Bataan, em 9 de abril de 1942. Por mais de 33 meses foram sujeitados a desnutrição e doenças, além de maus tratos e até assassinatos nas mãos dos japoneses. Esse prisioneiros se julgavam esquecidos e se autoploclamavam "soldados fastamas".

Em 26 de janeiro de 1945 com as unidades avançados do VI Exército se aproximando de Cabanatuan, o General Krueger tornou-se cada vez mais interessado com a situação neste campo, e com seu oficial de inteligência, Coronel Horton White, chamam a unidade especial de reconhecimento anexada ao VI Exército, os Alamo Scouts - para um briefing.Capitão Prince

No dia seguinte, Krueger atribuiu ao Tenente Coronel Henry Mucci e seu 6º Batalhão Ranger a missão de invadir o campo de Cabanatuan e salvar os prisioneiros de guerra americanos (POWs). Mucci, de descendência italiana, se graduou em West Point em 1936.

A força de resgate de Mucci era composta pela Companhia C dos 6º Rangers, comandada pelo Capitão Robert W. Prince, reforçada pelo 2º pelotão da Companhia F, comando pelo 1º tenente. John F. Murphy, além de quatro fotógrafos de combate do 832nd Signal Service Battalion, duas equipes dos Scouts Alamo. O total de homens era 8 oito oficiais e 120 alistados.

Atrás das linhas inimigas

Na noite de 27 de janeiro de 1945, duas equipes dos Scouts Alamo, conduzidas pelos 1ºs Tenentes William Nellist e Thomas Roundsville, se infiltram atrás das linhas inimigas para tentar um reconhecimento do campo de prisioneiros. Na manhã seguinte, os Scouts ligados entram em contato com diversas unidades guerrilheiras filipinas na vila de Platero, duas milhas ao norte do acampamento.

As 05:00 am de 28 de janeiro de 1945 os Rangers se Mucci e sua tropa de resgate sob o comando do Capitão Prince sorrateiramente passam pelas linhas japonesas e se aproximam de Guimba por volta das 02:00 pm. Os rangers eram guiados pelos guerrilheiros.

No dia seguinte em Balincarin, cinco milhas ao norte do acampamento, Mucci e seus homens encontraram-se com com o Capitão Juan Pajota das guerrilhas do USAFFE, cujo conhecimento intimo das atividades inimigas, dos locais, e do terreno se provou crucial. Pajota objetou firmemente a idéia de Mucci de realizar um ataque naquela noite, insistindo que seria suicídio. Após ter recebidos as informações dos Alamo Scouts e considerado a posição de Pajota, sobre a pesada atividade inimiga na área do campo de prisioneiros, Mucci concordou em adiar a invasão por 24 horas. Os Rangers retiraram-se para Platero. Pajota também se encarregou de conseguir carros de búfalos para carregar os cansados prisioneiros.

As 11:30 am de 30 de janeiro de 1945 o 1º Tenente Nellist e o soldados Rufo Vaquilar dos Scouts Alamo, disfarçados como filipinos, entraram em uma cabana abandonada próxima do campo de prisioneiros onde foram recompensados com uma vista perfeita da prisão. Eles prepararam um relatório detalhado das características principais do campo e as melhores rotas de ataque. 

Estratégia

Por volta das 2:30 p.m. Mucci recebeu o relatório de Nellist e o enviou para o Capitão Prince que comandaria a missão de resgate. O plano de assalto de Prince era o seguinte:Mapa da invasão em Cabanatuan

Dois grupos de guerrilheiros, um sob o comando do Capitão Pajota e outro sob o comando do Capitão Eduardo Joson, assegurariam a estrada principal perto do acampamento, de ambos os lados da estrada. Uma seção de bazooka dos rangers apoiaria os guerrilheiros, devido a presença de tanques japoneses. Essa missão dos guerrilheiros era vital para toda a operação de resgate pois eles deviam parar toda força inimiga que estava alojadas próximas as cidades de Cabanatuam e Cabu.

Os Rangers seriam divididos em dois grupos também: A Companhia C, conduzida pelo Capitão Prince, atacaria o acampamento principal e escoltaria os prisioneiros para fora, enquanto trinta homens da Companhia F comandados pelo Tenente John Murphy sinalizaria o começo do ataque ateando fogo contra várias posições japonesas. A duração do ataque devia ser de mais ou menos trinta minutos.

Uma da preocupações preliminares de Prince era que o campo de 200m x 200x tinha cerca de 1.800m de campo aberto. Os Rangers teriam que rastejar através deste longo campo sob os olhos dos japoneses. Pajota e Mucci conseguiram com a USAAF que um caça noturno P-61 Black Widow voasse baixo pelo acampamento quando os homens de Prince fizessem a sua aproximação. Este estratagema se provou o fator que garantiu o fator surpresa do resgate. Após a apresentação do plano e das instruções Mucci deu a oportunidade de qualquer voluntário de declinar da missão. Todos recusaram a oferta.

Depois das instruções de Mucci, os Rangers retiraram as suas insígnias e emblemas de graduação de seus uniformes e coberturas. Os atiradores escolheram rifles Garand M-1 ou Carabinas M-1; As seções de armas carregavam Rifles Automáticos Browning, e muitos dos NCOs carregavam submetralhadoras Thompson e pistolas .45 e muitos os oficiais carregavam rifles além dessas pistolas.

Libertação pelo fogo

Duas horas após o plano de Prince ser aprovado por Mucci, os Rangers partiram de Platero. Aproximaram-se do campo de prisioneiros relativamente ocultos - Pajota tinha convencido os aldeões para prenderem seus cães durante a noite. Entrementes o P-61 tinha decolado às 6:00 pm, pilotado por Kenneth Schrieber e por Bonnie Rucks, para fornecer a distração japonesa para a hora seguinte, quando os Rangers na parte de trás do campo rastejavam para as cercas de arame farpado. Os outros, sob o comando de Prince, fizeram o mesmo em direção ao portão principal. O estratagema do P-61 funcionou muito bem. Esse caça noturno bimotor, todo preto, era um avião bem estranho, que chamava a atenção mesmo, e que não voava normalmente de dia, então os soldados japoneses não estavam acostumas a vê-lo. O seus sobrevôos desviou a atenção de soldados inimigos e prisioneiros dos Rangers que rastejavam em direção ao campo de prisioneiros.

O "Viúva Negra" foi o primeiro avião dos Estados Unidos projetado especificamente como caça noturno. O seu equipamento de radar permitia-lhe localizar os inimigos na escuridão total e de voar na posição apropriada ao ataque.

O XP-61 foi testado como caça em 1942 e a entrega da produção começou pelos finas de 1943. O P-61 fez a primeira missão operacional como interceptor de noite sobre território inimigo. No Pacífico, um "Viúva Negra" reivindicou o primeiro abate na noite de 6 de Junho de 1944. Quanto o número de P-61 se tornou disponível, substituiu o Douglas P-70 em todos os esquadrões de caça noturnos da Força Aérea dos Estados Unidos. Durante a Segunda Grande Guerra, a Northrop construiu aproximadamente 700 P-61; 41 destes no Verão de 1945, com velocidades maiores e tetos mais elevados. A Northrop fabricou ainda 36 "Viúvas Negras" em 1946, era o F-1A, como avião de reconhecimento.

O ataque foi marcado par às 07:30 pm, mas atrasou, pois o tenente Murphy (comandante do 2º pelotão da companhia F) queria saber se todos os seus homens estavam em seus devidas posições; confirmada essa informação  Murphy atirou contra as sentinelas japonesas, às 7:40 pm.

Photo © Miramax Films

Na verdade os Rangers bateram os soldados japoneses com ferocidade, usando cada um a arma que tinham. Removeram o inimigo primeiramente das torres, depois das casamatas e posições fortes. Quando essas  posições tinham sido neutralizadas, os Rangers atacaram todo o complexo e as posições inimigas no interior do campo.

Tanque japonês destruído.

Photo © Miramax Films

Os Rangers no portão principal manobraram para proteger as barracas onde estavam os prisioneiros, atirando ferozmente contra o alojamento dos japoneses. Contido o inimigo iniciaram a evacuação. Uma equipe munida de bazzoka da Companhia F avançou para um barracão de latas, que os Scouts Alamo disseram que havia tanques. Um caminhão saiu de lá de dentro com uma dúzia de soldados inimigos e foi prontamente destruído, juntamente com a barracão.

Quando os Rangers gritaram aos prisioneiros de guerra para saírem, que eles estavam salvos, muitos dos prisioneiros temeram, pois acharam que podia ser uma armadilha dos japoneses para matá-los. Também, um número substancial de prisioneiros resistiu porque as armas e os uniformes dos Rangers não eram parecidos com os antigos uniformes americanos de três anos atrás. Muitos deles se esconderam, forçando os Rangers a irem de barraca em barraca para encontrá-los.

Photo © Miramax Films

Os Rangers foram desafiados pelos prisioneiros, e perguntados sobre quem eram e de onde eram. Muitos Rangers tiveram que recorrer à força física para remover os prisioneiros, jogando-os.  Uma vez fora da barracas, lhes foi dito pelos Rangers para prosseguirem ao portão principal ou da frente. Os prisioneiros ficaram desorientados porque para eles, o portão principal era a entrada do lado americano do acampamento. Muitos dos prisioneiros colidiram uns com os outros na confusão, mas foram conduzidos eventualmente para fora pelos Rangers.

A divisão zero era um hospital temporário onde os doentes e o fracos eram colocados (zero em relação a sua possibilidade de sobrevivência). Os Rangers carregaram os prisioneiros para fora, e muitos eram assim tão magros que alguns Rangers carregaram dois homens de cada vez em suas costas.

Um soldado japonês solitário disparou três tiros de morteiro contra o portão principal. Homens da Companhia F o encontrou e o eliminou. Diversos Rangers e prisioneiros, incluindo o Capitão James Fisher, cirurgião do batalhão, foram feridos no ataque. Todo o combate  durou cerca de 15 minutos.

O contingente inimigo que estava próximo, alertado pelo barulho da batalha tentou atravessa a ponte sobre o rio Cabu e foram alvo das metralhadoras dos guerrilheiros da USAFFE comandados pelo Capitão Pajota. Pajota tinha enviado um perito em demolição diversas horas antes para colocar cargas explosivas na ponte. As 07:40 pm a carga explodiu mas não destruiu a ponte, porém a danificou de tal forma que os tanques inimigos não podiam passar.

Os homens de Pajota repeliram os japoneses quando esse tentaram vadear o rio em um ataque suicida.  As equipes de bazooka dos Rangers destruíram dois tanques e um caminhão. Um guerrilheiro treinado no uso da bazooka, poucas horas atrás, destruiu ou incapacitou quatro tanques que estavam escondidos atrás de umas árvores. O outro bloqueio de estrada sob o comando do Capitão Joson não foi atacado, graças ao P-61 que atacou um combóio japonês que se dirigia para a posição de Joson.

Prince verificou o campo duas vezes, mas não encontrou um soldado britânico surdo. Além de surdo ele estava quase cego. então não ouviu os tiros e nem viu o clarão das explosões. Tinha disenteria e ficou fora da sua barraca a noite toda, por isso não foi encontrado por Prince. Depois voltou para a barraca e dormiu o resto da noite, alheio ao que aconteceu. Este homem foi encontrado no dia seguinte pelos homens de Pajota e levado para as linhas americanas.

As 8:15 pm todos deixaram o acampamento e o Capitão Prince disparou um sinalizador para marcar o fim do assalto. Os Rangers e os prisioneiros cansados atravessaram o rio Pampanga, distante uma milha.Os Scouts Alamo permaneceram na retaguarda para ajudar qualquer vitima e para vasculha a área a procura de movimentos retaliatórios do inimigo. Entrementes, os homens de Pajota continuaram a resistir os ataques inimigos até que finalmente puderam se retirar.

Trinta minutos mais tarde, os Rangers e os prisioneiros alcançaram o rio. Uma caravana de carroças com aproximadamente uma dúzia de búfalos da água esperava ali, guiados pelos aldeões locais organizados por Pajota.

Durante o avanço a pé os homens foram barrados pelos Hukbalahap, um grupo que odiava americanos e o japoneses. Eles eram também rivais dos homens de Pajota. Um dos tenentes de Pajota falou com eles, e voltou e disse a  Mucci que não tinham permissão de passar através da vila. Irritado pela mensagem, Mucci enviou o tenente de volta com a para  insistir que aquele eles estavam sendo perseguidos por forças japonesas. O tenente voltou e disse a Mucci que somente os americanos poderiam passar, e os homens de Pajota tinham que permanecer onde estavam.

O Tenente Coronel Mucci ficou bem agitado e mandou o tenente voltar e dizer que os americanos e guerrilheiros filipinos iriam passar juntos, senão ele iria solicitar uma mortífera barragem de artilharia contra toda a aldeia (na verdade o seu rádio não estava funcionando). Então os Huks disseram que todos podiam passar. Temendo que tudo não passasse de uma armadilha, e que o tenente filipino estivesse do lado dos huks, ele pegou a sua .45 e disse para o tenente ir na frente, que ele iria logo atrás dele. Se houvesse qualquer imprevisto, ele atiraria no tenente. Depois que todos passaram pela aldeia Mucci, agora desarmado, pediu desculpas ao tenente filipino.

Por volta das 08:00 am (cerca de doze horas após deixarem o campo de prisioneiros), o operador de rádio de Mucci conseguiu entrar em contato com o QG do VI Exército. Os americanos tinham capturado Talavera, uma cidade a dez milhas da posição atual de Mucci, e os Rangers foram direcionados para lá. Nesta cidade os ex-prisioneiros foram embarcados em caminhões e fizeram o resto da viagem em repouso para o 92º Hospital de Evacuação em Guimba. 

A missão de resgate foi um grande sucesso, na verdade foi considerada a operação mais complexa que os Rangers conduziram durante a Segunda Guerra Mundial e a mais bem sucedida, pois 512 prisioneiros de guerra foram libertados. Menos o britânico encontrado no outro dia. Quatro americanos morreram. Um prisioneiro teve aparentemente um ataque cardíaco quando um Ranger o carregava para fora do acampamento. Um outro prisioneiro morreu do tuberculose imediatamente depois de alcançar as linhas americanas. 

James Fisher, o cirurgião do batalhão, faleceu mais tarde devido os seu ferimentos. O soldado Roy Sweezy da Companhia F foi morto por um companheiro que o confundiu com um soldados inimigo (O Exército dos EUA indicaria depois no relatório de ação que Sweezy foi morto por uma bala perdida japonesa).

Vinte e um guerrilheiros filipinos foram feridos. Cerca de 523 soldados japoneses foram mortos ou feridos.Este grande feito foi comemorado por soldados de MacArthur, por correspondentes aliados, e pelo público americano, porque a invasão tinha tocado em uma corda emocional entre os americanos que se lembravam dos defensores de Bataan e de Corregidor.Cerca de 272 ex-prisioneiros de Cabanatuan deixaram Leyte em 11 de fevereiro de 1945 a bordo do transporte USS A.E. Anderson, em direção a San Francisco através de Hollandia, Nova Guiné. 

Os japoneses propagaram através da rádio Rosa de Tóquio que os submarinos, os navios e os aviões japoneses iriam caçar e afundar o navio. Felizmente, suas ameaças provaram ser um blefe, enquanto o USS A E Anderson chegou com segurança na baía de San Francisco 8 de março de 1945. O general Douglas MacArthur apresentou as seguintes concessões em 3 de março de 1945: Tenente coronel Mucci e Capitão Prince ambos receberam a Distinguished Service Crosses. Os outros oficiais americanos receberam as Silver Stars. Aos homens alistados americanos e os oficiais filipinos da guerrilha foram concedidos as e Bronze Stars. A invasão marcou o ponto alto da cooperação entre Rangers, Scouts Alamo, guerrilhas filipinas, e as unidades convencionais de terra e ar americanas. Sem o auxílio de cidadãos filipinos da resistência a operação inteira seria ainda mais difícil, se não impossível. 


O 6º Batalha Ranger

No Teatro de Operações do Pacífico, o 6º Batalhão Ranger de Infantaria teve seu começo no 98º Batalhão de Artilharia de Campo. Ativado em janeiro de 1941 em Fort Lewis, Washington, o 98º serviu na Nova Guiné e estava em Porto Moresby  como parte do 6º Exército sob as ordens do Tenente General Walter Krueger. O Comandante do 6º Exército estava decidindo a criar uma força maior para realizar as mesmas missões desempenhadas pelos Alamo Scouts, mas que pudesse operar em escala maior. Krueger decidiu que a nova unidade seria criada a partir do  98º Batalhão de Artilharia de Campo. Assim surgiu o 6º Batalhão Ranger em setembro de 1944 em Porto Moresby, Nova Guiné.  

A primeira missão para o 6º Batalhão (que foi a primeira força americana a voltar às Filipinas), comandado pelo Coronel Henry (Hank) Mucci, era destruir defesas costeiras, estações de rádio e de radar estacionadas nas ilhas de Dinegat perto de Leyte. O 6º desembarcou com três dias de antecedência do desembarque da Força de Invasão do 6º Exército em 17-18 de outubro de 1944. Eles rapidamente  mataram ou capturaram alguns dos defensores japoneses e destruíram todas as comunicações inimigas. 

A unidade tomou parte nos desembarques das forças dos EUA em Luzon, e realizou várias patrulhas atrás das linhas inimigas, penetrações e pequenos raids que serviram para preparar o que veio a ser conhecido universalmente como o maior e mais ousado raid da história do Exército dos EUA.

Em 30 de janeiro de 1944, a Companhia C, apoiada por um pelotão da Companhia F, 128 homens ao todo, avançou 30 milhas dentro das linhas inimigas e resgatou do campo de prisioneiros de Cabanatuan, 512 emagrecidos e doentes prisioneiros de guerra, sobreviventes da Marcha da morte de Bataan. Levando muitos dos prisioneiros nas suas costas e em carroças, os Rangers ajudados por guerrilheiros filipinos, mataram mais de 200 homens da guarnição japonesa de um total de 250, se evadindo de dois regimentos inimigos, e alcançando com segurança as linhas americanas no dia seguinte. Dois rangers morreram na ação e um ex-prisioneiro veio a falecer poucas horas depois de libertado. Morreram também 21 guerrilheiros filipinos.

Relatórios de inteligência tinham indicado que os japoneses estavam planejando matar os prisioneiros quando eles se retirassem para Manila. Um bom reconhecimento realizado pelos Alamo Scouts  contribuiu para o sucesso do assalto a Cabanatuan foi comandado pelo Coronel Mucci e conduzido pelo Capitão Robert Prince.

A unidade depois comandada pelo Coronel Robert Garrett teve um papel importante na captura de Manila e Appari, e estava se preparando como ponta-de-lança da invasão de Japão quando o inimigo capitulou. A unidade recebeu a Citação de Unidade Presidencial e a Citação Presidencial filipina. O 6º Batalhão foi desativado em 30 de dezembro de 1945 nas Filipinas.  

 


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Assunto: Assalto a Cabanatuan