APACANIM - KINBANZE - FICÇÃO

Atenção: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas, nomes e obras é mera coincidência.


Carlos David

Kinbanze é um país localizado na costa Sudoeste do Continente Africano, perto da Namíbia. É um país com abundantes recursos naturais (minérios diversos, petróleo bruto e o gás natural), embora por razões diversas, que se prendem ao constante estado de guerra civil, não sejam devidamente explorados. Faltam investimentos em capital, mão-de-obra qualificada e não-qualificada equipamentos e ferramentas adequadas, sistemas de transporte, circuitos de distribuição e de mercado adequados. A qualidade de vida é muito precária.

A guerra civil é resultante de um processo caótico de descolonização por parte dos portugueses e de um forte avanço na década de 1970 de movimentos marxistas em Kinbanze, financiados por Moscou. Apesar da queda do Muro de Berlim e do fim do apoio soviético, as forças de oposição, que formam um caldo de facções, continuaram a sua campanha contra o governo constituído, pois passaram a receber ajudar de algumas multinacionais européias interessadas nas reservas minerais de Kinbanze.

Na década de 1990 diante da sangrenta guerra civil, que gerou uma catástrofe humanitária, a ONU decidiu mediar o conflito, resultando então de um cessar fogo e do envio para o local de uma Força de Paz, a ONUKIN, Operação das Nações Unidas em Kinbanze, da qual o Brasil fazia parte, devido a seus laços culturais com Kinbanze. Vendo os seus interesses ficarem ameaçados, os rebeldes começaram a violar o acordo de paz e a acusar a ONUKIN, notadamente o contingente brasileiro, de favorecer e apoiar o governo kinbanzês. Com o aumento da tensão contra os estrangeiros e o desgaste da ONUKIN, a ONU decidiu retirar os capacetes azuis da área e a guerra civil recomeçou de forma mais violenta.

No inicio século XXI as forças rebeldes já tinha tomado cerca de 55% do território de Kinbanze. Em 2004 chegaram a capital Maiombe, que teve o seu aeroporto tomado e quase todas as suas vias de acesso por terra bloqueadas. A maioria dos estrangeiros saiu da capital em direção a Namíbia antes da cidade ficar semi-sitiada, porém restou na cidade o pessoal da embaixada brasileira (5 funcionários, o embaixador e sua família), um escritório da ONU (3 mexicanos, 1 filipino e 1 argelino) e um escritório da Cruz Vermelha (2 suíços e 2 venezuelanos).Kinbanze - Rebelde.

O comando rebelde anunciou que não garantiria a segurança dos estrangeiros na capital, em uma ameaça velada ao corpo diplomático brasileiro e o pessoal da ONU. Apesar dos rebeldes não controlarem todos os acessos por terra a Maiombe, o governo não podia garantir a segurança de um comboio diplomático por estradas "livres", pois estava havendo muitas deserções e alguns soldados estavam passando para o lado dos rebeldes. Sendo assim era mais seguro permanecer na capital e esperar o resultado dos combates. Um comboio com o ministro do comércio saiu de Maiombe e foi emboscado em uma estrada "liberada". Todos foram mortos, inclusive três senegaleses e um moçambicano, e o ministro teve a sua cabeça decepada. 

Diante deste quadro, o governo brasileiro manifestou junto ao Conselho de Segurança da ONU, o desejo de obter permissão para enviar uma missão militar de resgate, para retirar o seu pessoal em solo kinbanzês, bem como de qualquer outro estrangeiro que quisesse sair do local. O Conselho de Segurança da ONU autorizou o governo brasileiro a resgatar o pessoal estrangeiro sitiado em Maiombe, usando a força se necessário para o cumprimento desta missão.

Coincidentemente a Marinha do Brasil tinha programado uma manobra no sul da África com as marinhas dos EUA, Namíbia e África do Sul. A nau capitania brasileira era o porta-aviões São Paulo (A-12) que juntamente com a sua escolta já estava em águas sul-africanas na época do início do cerco a Maiombe e conforme a crise se desenrolou a esquadra brasileira foi dispensada da manobra e discretamente deslocada para águas da Namíbia próximas a Kinbanze. 

Com a permissão da ONU e a presença de uma força naval brasileira próxima a Kinbanze, um plano emergencial que já estava sendo trabalhado pelo Ministério da Defesa foi colocado em prática para resgatar os brasileiros e outros estrangeiros emO Exército de Kinbanze era mal trainado e mal aparelhado. Maiombe.

Foi formada uma Força Mista de Resgate com 28 homens (16 da Bga Op Esp do Exército brasileiro, que formavam um DOFEsp - Destacamento Operacional de Forças Especiais + 4 homens, 12 do PARA-SAR e 10 do GERR - Batalhão Tonelero + GRUMEC). 

Os homens do EB e do PARA-SAR, juntamente com todo material necessário a missão de resgate, inclusive duas motos de 250cc, foram imediatamente transportados do Brasil para Windhoek, capital da Namíbia em um Boeing da FAB e de lá para o A-12 São Paulo.  O pessoal do GERR já estava no porta-aviões funcionando como tropas de reserva.

Para Windhoek também foi enviado um R-99 A AEW&C e um R-99 B RS com a missão de cuidarem do monitoramento aéreo e terrestre da operação. O R-99 A desempenharia também a função de Comando e Controle da operação e usando um datalink compatível com a MB coordenaria os aviões e helicópteros da Marinha que participaria do resgate. Enquanto isso o R-99 B estaria monitorando toda movimentação amiga e inimiga em terra, com o objetivo de evitar emboscadas e outras surpresas desagradáveis. As informações do R-99 B seriam repassadas imediatamente para o R-99 A pelo datalink.

O Plano

Em linhas gerais o plano consistia em resgatar todo o pessoal que estava na embaixada através de um comboio armado e levá-los até perto de uma colônia de pescadores (P4) localizada a 160 km a sudoeste de Maiombe (P3). Em P4 dois UH-14 (Super Puma) da MB pousariam e levariam a todos para o A-12.  Os veículos seriam conseguidos em um canteiro de obras de uma construtora brasileira, (P2)

A Força de Resgate foi dividida em cinco equipes:

1)   Equipe de Reconhecimento (2 homens): Formada por homens do GERR/GRUMEC que já haviam atuado na região. Seriam infiltrados na região por 48 horas antes da missão. Esses homens fariam o reconhecimento prévio do itinerário para verificar possíveis pontos sensíveis e fazer os ajustes necessários na rota do comboio. Posteriormente fariam a segurança no local da obra (P2) e receberiam o restante da Unidade, conduzindo a mesma até a embaixada.

2)   Equipe de mobilidade (6 homens): Formada por homens do GERR/TONELERO com experiência anterior na região. Ele serviriam de motoristas e navegadores no transporte dos pessoal da embaixada.

3)   Equipe de retomada (12 homens): Formada pelos homens do DOFEsp. A sua função principal será a segurança da embaixada no momento do resgate e a segurança do comboio até o local da exfiltração.

4)   Equipe de apoio de fogos (6 homens): Equipe mista de homens do EB (4 homens) e do GERR/GRUMEC (2 homens). Seriam infiltrados junto com os homens da Equipe de Reconhecimento e ficariam próximo ao P4 (Colônia de Pescadores). Proveriam a segurança do local e fariam a segurança das aeronaves e do pessoal que seria evacuado. Serviriam também de reserva para uma eventual necessidade de apoio em caso de combate na Embaixada ao lado do pessoal do PARA-SAR.

5)   Equipe de apoio C-SAR (9 homens): Formada pela tripulação de um UH-14 armado e 6 homens do PARA-SAR. Ficaria de prontidão para apoiar qualquer resgate de pilotos abatidos, funcionando também como reserva para uma eventual necessidade de apoio em caso de combate na Embaixada ou no trajeto até P4.  

6)   Equipe de reserva C-SAR (9 homens): Formada pela tripulação de um UH-14 (extra) armado e 6 homens do PARA-SAR. Ficaria na reserva, durante toda a operação a bordo do A-12.

O inicio da operação seria marcado para às 19:15h do dia 21 de março. Todos os pilotos de helicóptero, bem como os membros da Força de Resgate, estariam usando óculos de visão noturna (NVG Night Vision Goggles). Ou seja, a noite seria uma grande aliada nesta operação.  

Duas horas antes do início da operação o R-99 A decolaria de Windhoek e tomaria posição sobre o espaço aéreo de Kinbanze. Enquanto isso o pessoal do PARA-SAR estaria em alerta C-SAR com um UH-14 a sua disposição, armado com 2 canhões de 20mm, no convés do A-12, prontos para prestar qualquer socorro. 

No exato momento em que o pessoal da embaixada entrasse no comboio, 6 aviões AF-1, 4 configurados para Patrulha Aérea de Combate e 2 para Apoio Aéreo Aproximado decolariam e ficariam a disposição do R-99 A. O UH-14 do C-SAR, com combustível extra, também decolaria, se colocando em uma posição mais estratégica para responder prontamente a qualquer emergência. 

A presença de caças da Marinha no ar era muito importante, porque pouco antes da ofensiva rebelde a capital, o comandante da base aérea do Uena, onde estavam 9 MIG-21 e 4 MIG-17 (os únicos aviões operacionais no momento em Kimbala)), perguntado sobre sua lealdade ao governo, disse: "Os Migs desta base não pertencem a governo A ou B e sim ao povo de Kinbanze". A base estava em uma região dominada por rebeldes e havia rumores que o comandante da base tinha passado para o lado inimigo em troca de um considerável pagamento em diamantes.

 

Havia um temor por parte dos militares brasileiros de que os Migs fossem usados para frustrar o resgate, por isso os AF-1 deveriam estar no ar para proteção da missão, devidamente coordenados pelo R-99 A. Outra razão de preocupação dos militares era a presença de mísseis terra-ar inimigos no Teatro de Operações, uma das razões porque os helicópteros da MB não foram usados para resgatar o pessoal diretamente na embaixada ou próximo a ela. A cerca de 2 anos, um míssil SA-2 foi disparado pelos rebeldes contra um UH-1C de uma Private Military Companies (Companhias Militares Privadas) sul-africana, que prestava serviços para o governo kinbanzês. O helicóptero caiu o todos os seus ocupantes morreram na queda. 

No planejamento da operação foram levantadas várias fontes de inteligência, como por exemplo brasileiros que tinham morado em Maiombe e funcionários que serviram naquela embaixada, também foram estudadas plantas do prédio e até fotos de satélite da capital e dos arredores da embaixada.  

Desenvolvimento  

Dois dias antes do início da operação dois operativos do GERR foram inseridos de helicóptero juntamente com a Equipe de apoio de fogos perto do P4. Os homens da Equipe de apoio de fogos montaram dois postos de observação próximo a P4 enquanto a Equipe de Reconhecimento realizava de moto (a motocicleta era um meio de transporte comum na região e não chamava a atenção) o reconhecimento prévio do itinerário para verificar possíveis pontos sensíveis e fazer os ajustes necessários na rota do comboio. Eles verificaram que todo trajeto até a capital Maiombe estava livre de ameaças, mas uma ponte que seria usada no percurso tinha sido destruída. Eles constataram que uma outra ponte, um pouco precária, foi construída 3 Km rio abaixo e imediatamente informaram este dado ao comando da missão. Eles inspecionaram a ponte e constataram que a mesma suportava trafego pesado fato confirmado quando dois caminhões carregando areia passaram sobre a ela.  Após concluir o seu reconhecimento os dois homens se dirigiram para os arredores de P2, a cerca de 150 km a oeste de Maiombe, onde a Força de Resgate pegaria os veículos que seriam usados na missão. Chegando lá a dupla montou um posto de observação e esperou o restante da força.

Em P1, a 2km de P2, um UH-14 se aproximou da ZL (Zona de Lançamento) com grande velocidade e desacelerou abruptamente bem em cima da ZL. O UH-14 sequer tocou no solo, rapidamente todos os soldados (12 homens do EB e os 6 homens do GERR/Tonelero, todos vestindo roupas civis) abandonaram a aeronave usando o "fast rope", e o UH-14 velozmente abandonou a ZL e se dirigiu para o A-12, deixando a Força de Resgate para trás. Em P1, onde o homens do DOFEsp ficaram escondidos e o pessoal do GERR/Tonelero (quase todos negros ou morenos), depois de informados pelo pessoal do posto de observação da Equipe de Reconhecimento de que a área em P2 estava segura, se dirigiram para o local. 

O canteiro de obras estava sob a guarda de um capataz nativo, visto que, todo pessoal brasileiro foi retirado do local. O engenheiro da obra entrou em contato com o capataz por rádio algumas horas antes, e o informou que alguns homens apareceriam no local e pegariam um mini-ônibus, uma camioneta e uma van. Os homens do GERR entraram na obra, conversaram rapidamente com o capataz e pegaram os veículos sem nenhum problema. 

Todos os seis operativos do GERR já tinham servido por seis meses na ONUKIN (a maioria na seção de inteligência) e conheciam bem a região e a capital Maiombe, sendo assim a escolha lógica para servirem como motoristas e navegadores. De volta ao P1, o pessoal do GERR pegou os comandos do DOFEsp, e se dirigiram para Maiombe, tendo os homens da Equipe de Reconhecimento com suas motos funcionando como batedores. Neste momento, o comandante da Força de Resgate, um major do EB, falou no rádio a primeira palavra código: "Kilo". 

O comboio chegou a Maiombe, por volta das 21:40h e parou em frente à embaixada às 22:05h. Todos os brasileiros e os estrangeiros já estavam lá a esperar, pois o embaixador estava com um telefone por satélite e foi informado de que todos deviam estar na embaixada por volta das 21:00h.

Os homens da Equipe de Retomada asseguraram um perímetro em volta da embaixada, e verificaram que não existia nenhuma ameaça imediata. O major informou ao embaixador a situação e disse que todos podiam ser embarcados no mini-ônibus em segurança.

O embarque foi rápido e ordeiro. Todos os brasileiros e estrangeiros foram acomodados no mini-ônibus, que no comboio ficou entre a camioneta, à frente e a van na retaguarda. Os motoqueiros continuariam em sua função de batedores, um pouco a frente do comboio.

Dentro do ônibus, os passageiros foram orientados a se sentarem no chão por motivos de segurança e para não chamar a atenção. Antes de sair o embaixador instruiu a dois kinbanzenses que trabalhavam na embaixada que mantivessem as luzes acessas e as apagassem no horário de costume para simular normalidade. As ruas em volta da embaixada estavam desertas, até porque faltava energia em muitos pontos da capital e ninguém queria ser ver no meio de um fogo cruzado. Os barulho de combates eram ouvidos ao longe. No momento em que o comboio começou a se mover, o comandante da equipe de resgate, se comunicou com o R-99 A e disse a segunda palavra código, "hotel", e os AF-1 e o UH-14 C-SAR receberam ordens de decolar do A-12.

Perto da saída da cidade o comboio se deparou com quatro homens armados que saíram de uma cabana de palha onde estavam escondidos, depois que os batedores passaram por eles. Um capitão do Batalhão Tonelero que estava ao lado do motorista da camioneta, viu quando um dos quatro homens fez menção de direcionar o lança-rochão que carregava, um RPG-7, em direção do comboio. Imediatamente o capitão disparou com a sua MP-5, munida de silenciador, contra o grupo e alertou a Força de Resgate.

Os três soldados do EB que estavam na carroceria da camioneta, armados com Miniminis, M-4 e um lança-rojão AT-4 direcionaram o seu fogo contra o grupo, completando o trabalho do capitão. O motorista do ônibus seguido pelo da van rapidamente se desviou a toda velocidade por um terreno baldio ao lado da cabana, pegando a estrada mais à frente. Depois de verificar que não havia mais perigo naquele posto o pessoal da camioneta seguiu o comboio. 

O restante da viagem até P4 foi tenso, mas sem problemas. Ao se aproximar do local o comandante da Força de Resgate foi informado pela Equipe de apoio de fogos que a área estava segura. O R-99 A não registrou nenhuma aeronave inimiga no ar e ao chegar em P4 o comandante da Força de Resgate encontrou disse a terceira palavra código: "sierra".

Imediatamente os dois UH-14 que estavam voando um pouco além da costa, apoiados pelo terceiro em missão C-SAR, se aproximaram de P4 e pousaram no local. Todos abandonaram os veículos, que foram deixados para trás e entraram nas aeronaves. Rapidamente os UH-14 se dirigiram para o mar o sumiram na noite. Quando os três helicópteros pousaram em segurança no convés do A-12, o comandante da missão, um Capitão-de-Mar-e-Guerra, transmitiu a última palavra código: "harpia". Todos estavam a salvo e a missão foi cumprida com sucesso.

Notas

1- O GERR é formado pelo pessoal do Tonelero (CFN) e do GRUMEC. O GERR do Tonelero e do GRUMEC são grupos separados. Eventualmente podem atuar juntos mas um não depende do outro. Evidentemente, quando há missões específicas no mar, O GRUMEC é o mais indicado. Para fazer parte do GRUMEC, o voluntário deve vir da Marinha, ou seja, deve ser marinheiro.
O GERR do Tonelero é um elemento melhor preparado para atuar em qualquer ambiente em terra. Porém recebe também treinamento para que possa cumprir missões em ambiente aquático. Quando operam juntos, é raro que se monte uma equipe mista para atingir o mesmo objetivo. Por exemplo, se é necessário desembarcar em uma praia para resgatar reféns em algum lugar em terra, uma equipe do GERR/GRUMEC é designada para limpar a praia e prover a segurança do local. É a equipe do GERR/Tonelero fará o resgate. No GERR do Tonelero é comum profissionais de saúde comporem as diversas equipes. Além de combaterem eles são responsáveis pelos primeiros socorros do grupo.

2 - Apacanim - Gavião-de-penacho

No contexto mundial das aves de rapina, grupo das águias, gaviões, falcões e corujas, o Brasil pode ser considerado um país privilegiado dada a imensa biodiversidade de rapinantes diurnos (60 espécies) e noturnos (19 espécies) que se distribui em seu território. Estas aves possuem os mais variados tamanhos, 100 gramas de peso do falcão quiri-quiri (Falco sparverius) até 8,5 kilogramas da harpia ou gavião-real (Harpia harpyja), colorações que vão do marrom até o cinza-azulado ou branco dependendo da espécie, e são em sua grande maioria predadores podendo se alimentar de insetos, anfíbios, répteis, mamíferos e outras aves.

E é dentro deste grupo que encontramos uma das mais majestosas aves brasileiras, o gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus). Esse potente rapinante se distribui por todo Brasil, sendo característico de áreas de matas e florestas, e possui habilidade para caçar presas tanto no solo quanto nas copas das árvores. Dos animais já relatados como parte de sua dieta temos principalmente aves (mutuns, perdizes, garças, tucanos até araras e papagaios), mamíferos (pequenos e médios macacos, esquilos e roedores) e répteis (iguanas, lagartos teiú e diversas espécies de serpentes).

Infelizmente, o gavião-de-penacho da mesma maneira que outros rapinantes brasileiros é hoje considerado uma espécie rara em função da falta de florestas preservadas, da matança indiscriminada de aves de rapina e do tráfico de aves selvagens. Mas se você leitor tiver a curiosidade de conhecer de perto o gavião-de-penacho e outras espécies de falcões, gaviões, águias e corujas do Brasil e de outras partes do mundo, vários exemplares podem ser vistos na Fundação Parque Zoológico de São Paulo. 

 

Ricardo José Garcia Pereira
Médico Veterinário
Consultor técnico da FPZSP