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BRITISH COMMANDOS - OPERAÇÕES - PARTE II


 

 

Operações Combinadas

Até o início da Segunda Guerra Mundial, ainda havia muitas disputas entre as três armas britânicas. Historicamente elas nunca trabalharam bem conjuntamente, e as lembranças de Galipoli, na Primeira Guerra Mundial, ainda eram bem vivas. Mas com as constantes derrotas para os alemães, que tinham conquistado quase toda a Europa, Winston Churchill sabia que os britânicos precisavam se superar e se reorganizarem. Ironicamente, o resgate de Dunquerque, uma retirada, foi a primeira operação da guerra em que as três forças operaram em franca sintonia.

O almirante Sir Keyes foi encarregado de iniciar os trabalhos do Comando das Operações Combinadas, que era originário do pequeno MO9. Keyes, como diretor, era um homem da velha guarda e entrou em vários atritos com os seus superiores, que desejavam que o Comando das Operações Combinadas não necessariamente comandasse, mas planejasse novas operações e pesquisasse novas técnicas, táticas e equipamentos. Keyes que não queria servir como um "consultor" e sim como comandante, e assim foi substituído.

O seu sucessor foi Lord Mountbatten (1942-1943), que demonstrou, como chefe, uma grande capacidade de organização e talento para trabalhar de forma harmônica com as três armas e também com os aliados, em especial os americanos. Cada arma podia ter o apoio das demais, conforme a sua necessidade, e isso ajudou a fortalecer o espírito de cooperação entre elas. Com Mountbatten, as Operações Combinadas atingiram um grande avanço e se preparam para o Dia-D. Quando foi assumir o comando das forças aliados no Extremo Oriente Mountbatten foi substituído pelo General Robert Laycock (Layforce).

Lord Mountbatten falando para homens do Commando 6 pouco antes da Operação Myrmidon em 1942

O chefe das Operações Combinadas tinha a responsabilidade de coordenar uma determinada quantidade de unidades das três armas, trabalhando com um objetivo concreto e perfeitamente delimitado. Era assistido por um Estado Maior que compreendia oficias das três armas. Esses homens tinham que elaborar planos de defesa e ataque das costas inimigas, principalmente através de operações anfíbias. Também tinha a obrigação de levantar equipamentos e homens para a realização das operações planejadas. Devia também se encarregar do recrutamento e treinamento de suas próprias tropas. Entre estas tropas as mais famosas eram os Commandos. O Chefe das Operações Combinadas tinha também autoridade para requisitar outras forças, que seriam momentaneamente colocadas sobre o seu comando para a realização das operações planejadas.

Após ter finalizado uma operação, a equipe do Estado Maior das Operações Combinadas deveria estudá-la e analisá-la, para extrair o máximo de informações e aprendizado possível, para ajudar em operações futuras. Entre as ações bem sucedidas podemos citar: os ataques as fábricas e instalações em Lofoten e Spitzberg e as numerosas incursões as portos italianos na Líbia. Podemos citar também o grande assalto a Saint-Nazaire, a conquista de Diego Suárez em Madagascar e a incursão a Dieppe.

É interessante destacar que nem só os britânicos lançaram mão das operações combinadas durante a Segunda Guerra Mundial, mas certamente eles se aprofundaram em sua aplicação. Os alemães combinaram as suas armas em algumas batalhas, mas não conseguiram superar as suas diferenças de forma satisfatória e o Japão, após o sucesso inicial em Pearl Harbor, não sentiu necessidade de operações combinadas face a fraqueza de seus inimigos. O certo é que as Operação Combinadas britânicas foram de fundamental importância na derrota dos alemães e na coordenação de uma grande força aliada, composta por tropas de várias nações.

Algumas Operações dos Commandos

Noroeste da Europa
O primeiro ataque dos Commandos não foi muito efetivo em termos de propaganda. Foi realizado por 120 homens dos 375 que faziam parte do Commando 11/Companhia Independente, comandados pelo Major Ronnie Tod.

Na noite de 23 de junho de 1940, aconteceu a Operação Collar, que era um reconhecimento ofensivo da costa ao sul de Bologne e Le Toquet. A única baixa britânica foi Dudley Clarke (que estava lá como observador) e levou um tiro de raspão na orelha. Pelo menos dois alemães foram mortos.

Um segundo e também ineficaz ataque, aconteceu durante a Operação Ambassador. O assalto foi contras a ilha de Guernsey ocupada pelos alemães, na noite de 14 de julho de 1940, pela Tropa H do Commando 3, sob o comando de John Durnford-Slater e pela Commando 11/Companhia Independente. O assalto porém, não estabeleceu contato com a guarnição alemã. 

Noruega - Ilhas Lofoten - 1941
Depois de treinamentos intensivos e vários operações canceladas nos meses seguintes, um grande assalto foi lançado na manhã de 3 de março de 1941, pelos Commandos 3 e 4, as Ilhas Lofoten norueguesas, destruindo fábricas, depósitos de combustível e 11 navios; 216 alemães foram capturados e recrutados 315 voluntários noruegueses. Também foram capturados equipamento de criptografia e livros de códigos, durante esta operação

Oriente Médio - 1941
Em uma tentativa para ajudar a cessar os avanços do Afrika Korps de Rommel, os Commandos 7, 8, e 11 e a Tropas A do Commando 3, junto com o Combined Middle East Commando (Commandos 50 e 52), criado localmente, formaram em fevereiro de 1941a LayForce (sob o comando do Tenente Coronel Robert Laycock), que ficou a serviço do General Sir Archibald Wavell.

Antes de participar da Layforce, o Combined Middle East Commando viu muita ação. O Commando 50 participou da captura de Kasos, a Operação Abstention ou Pitch, enquanto o Commando 52 foi para o Leste da África, onde serviu essencialmente como infantaria na 9ª Brigada de Infantaria Indiana. O Commando 51 (Ten. Coronel H J Cator MC), serviu também no Leste da África (porém como Commando) e lutou em Keren (Eritréia), incluindo ações no Monte Samanna, Amba Alaqi e Gondar. Em seu retorno ao Egito, os Commandos 50 e 52 se amalgamaram em formaram o quarto Batalhão da Layforce e o Commando 51 foi dissolvido.

O primeiro assalto da Layforce foi realizado em 20 de abril ao porto de Barida; embora os danos causados tenham sido pequenos, Rommel deslocou uma brigada para aquela área. A Layforce (com exceção do Commando 11, que foi reforçar a guarnição de Chipre) ) também foi usada para cobrir a retirada aliada da ilha de Creta. Nesta ilha os Comandos lutaram na retaguarda inimiga e chegaram até a lançar cargas com baionetas. O Commando 11 foi usado na Síria, após a invasão britânica em 8 de junho de 1941. Cruzou o rio Litani na Palestina e foi lutar contra as tropas do Regime de Vichy.

A Layforce teve os seus comandos renomeados - Batalhão A (Commando 7), B (Commando 8), C (Commando 11) e D (Commandos 50/52 ME). O Batalhão C assaltou Bardia, enquanto o A e D lutava e morria em Creta. A maioria de seus homens foi feito prisioneiro de guerra. O Batalhão B viu muita ação em Tobruk antes da Layforce se dissolvida em julho de 1941. Muitos soldados ofereceram-se para o Serviço Especial e serviram no SAS, SBS ou LRDG. O Middle East Commando (mais tarde renomeado 1 Special Service Regiment), sob o comando de Laycovk, que se seguiu a LayForce, era composto por remanescentes do Commando 11, que empreendeu o ataque ao QG de Rommel em novembro de 1941 (Operação Flipper) e a Tobruk em setembro de 1942 (Operação Daffodil).

Norte da África - Operação Flipper - Novembro de 1941

No outono de 1941, uma figura havia alcançado, no teatro da guerra do deserto, uma fama que era quase mítica: Erwin Rommel.

Auchinleck, o General britânico, dizia referindo-se ao general alemão: ... Fala-se muito a seu respeito. Rommel não é, certamente, um super-homem. Mas, ainda que fosse, não seria desejável que nossos homens acreditassem em seus poderes sobrenaturais. De modo que é necessário desvirtuar de qualquer maneira a idéia de que Rommel seja algo mais que um simples general alemão...

Entre as tropas do 8o Exército britânico existia grande admiração pelo chefe alemão e suas façanhas. Em apenas dois meses, Rommel havia mudado radicalmente o curso da guerra africana, obrigando o exército do General Wavell, que atacava, a recuar, e combater na defensiva. Por isso, o General Auchinleck foi enviado para substituir Wavell. Por sua vez, o General Alan Cunningham, encarregado de dirigir a ofensiva geral contra as posições alemães em 18 de novembro, teve a idéia de eliminar previamente Rommel, mediante um ataque de Commandos. Se conseguirmos eliminá-lo de qualquer modo que seja - dizia - conseguiremos semear a confusão no Afrika Korps. E foi assim que a operação Flipper começou a tomar forma. Um plano excepcional, de uma audácia sem par, a ser executado na madrugada de 18 de novembro, para coincidir com a grande ofensiva britânica.

A inteligência militar britânica acreditava que Rommel tinha seu QG na localidade de Beda Littoria, a 375 km atrás das linhas alemães, e a 18 km do mar. O acesso ao local era possível por mar ou pela estrada paralela à costa. Atacando Beda Littoria seria possível destruir o QG e matar ou capturar o próprio Rommel. Cunningham aprovou imediatamente a idéia.

A unidade de Laycock foi a escolhida para a missão. Ele ficaria no comando geral da operação e o comando direto da operação ficaria a cargo do Ten. Coronel Geoffrey Charles Ticker Keyes, que tinha servido no 2o Regimento dos Dragões Reais e fazia parte do Commando 11. Ex-aluno de Eton, e pertencente a uma aristocrática família britânica, Keyes manifestou-se assim ao ser informado da missão: Estou certo do sucesso, se me confiarem a missão.

Dispostos os planos para a operação, determinou-se quatro destacamentos:

  • O primeiro sob o comando de Keyes, atacaria a vila usada por Rommel, as comunicações na estrada e o QG alemão em Beda Littoria;

  • O segundo, comandando pelo Tenente Sutherland, atacaria o QG italiano em Cyrene e destruiria as comunicações telefônicas e telegráficas;

  • O terceiro destacamento, sob o comando do Tenente Chevalier atacaria o Centro de Inteligência italiano em Apollonia e um campo de pouso;

  • O quarto destacamento, sob o comando do Capitão Haselden romperia as comunicações entre Faidia e Lamluda.

No dia 10 de novembro os submarinos que transportavam a força de assalto partiram de Alexandria. Keyes, Ten. Cooke e o Cap. Campbell juntos com 25 homens partiram no H.M.S. Torbay, enquanto o Coronel Laycock, o Cap. Glennie e o Ten. Sutherland, mais 25 outros Commandos, estavam no H.M.S. Talisman. Cada grupo seria desembarcado em 7 botes de borracha, que seriam acompanhados por dois folbots (caiaques de um só lugar) do SBS. Eles seriam recepcionados na praia pelo Cap. Haselden, da Inteligência Militar, que foi lançado de pára-quedas pelo LRDG alguns dias antes. O plano foi revelado aos homens enquanto eles ainda estavam dentro dos submarinos. 

Às 20:00h do dia 13 de novembro de 1941, os submarinos chegaram ao ponto de desembarque. As 22:00h, os homens reuniram-se na coberta do submarino, e Keyes, com serenidade e sangue-frio britânico, ordenou a abertura de várias garrafas de champanha reservadas para a ocasião. Às 23:00h, o tempo começou a piorar. De súbito as máquinas pararam. Fez-se silêncio. Os homens subiram à ponte.

A visibilidade era escassa. A praia aparecia recortada ao longe, entre as sombras. Keyes consultou seu relógio. Era a hora estabelecida. Deviam desembarcar. Rapidamente apareceram os botes de borracha. Foram inflados com bomba de bicicleta. Depois, jogados ao mar. Cada bote tinha capacidade para dois homens. O desembarque, que nos treinamentos se efetuava em uma hora, demorou seis, pois houve problemas no desembarque dos botes. Muitos foram arrastados por ondas fortes. No Torbay uma grande onda levou quatro botes com os seus homens e equipamentos dentro deles. No Talisman as dificuldades foram ainda maiores, a maioria dos botes emborcou. Os folbots ajudaram na recuperação dos homens e dos botes, mas só a metade dos dois grupos conseguiu desembarcar.

 

À direita o Ten. Coronel Geoffrey Charles Ticker Keyes do Commando 11 e ao seu lado um típico  Commando da LayFoce em 1941. Este usa um colete salva-vidas, a corda tipo togglerope, está armado com uma submetralhadora Thompson, granadas e um punhal Fairbairn-Sykes (SF) característico das forças especiais britânicas.

No dia 14 de novembro, todos permaneceram ocultos num bosque próximo à costa. Keyes e Laycock passaram o dia planejando como seria o assalto pois o grupo estava muito reduzido. Eles decidiram que haveriam apenas dois grupos de ataque: Keyes comandaria o destacamento que iria atacar a vila de Beda Littoria e o Tenente Cooke comandaria o destacamento que atacaria o QG italiano em Cyrene.

No final da tarde, debaixo de muita chuva, Keyes explicou aos homens de seu destacamento as mudanças nos planos. Depois disto Keyes supervisionou a distribuição da munição, explosivos e rações. Às 20:00h o grupo liderado por Keyes se pôs a caminho. Laycock ficou no local com um sargento e dois homens do SBS esperando para dirigir o resto do grupo que estava no Talisman, se este conseguisse desembarcar os soldados naquela noite. O que não foi possível, e o Talisman voltou a Alexandria com 16 Commandos a bordo.

O grupo de Keyes conseguiu avançar para o interior e travou contato com um grupo de árabes armados com carabinas italianas. Felizmente no grupo tinha uma cabo palestino, chamado Drori, que serviu de intérprete. Keyes conseguiu o apoio do grupo para guiá-lo até o mais próximo da posição alemã em Sidi Rafa (O nome árabe para Beda Littoria), em troca de dinheiro italiano, algo em torno de mil liras.

No percurso os Commandos dormiram em cavernas e comeram sopa de cabrito. Quando chegaram a 8km de Beda Littoria os Comamndos decidiram pernoitar numa caverna. Ao longe, no meio de um pequeno bosque, sobre uma colina, se erguia uma construção de dois andares. Ali estaria Rommel.

No dia 17 de novembro Keyes alistou um menino árabe para espionar a disposição de tropas em Sidi Raffa. O menino partiu, depois de receber instruções cuidadosas de Keyes, que lhe prometeu uma boa recompensa se ele voltasse com as informações desejadas. De fato o menino voltou algumas horas depois, com excelentes informações, o que permitiu que Keyes desenhasse um excelente mapa que se provou ser extremamente preciso e incluía vários detalhes das edificações e do parque de carros.

O menino havia falado de uma guarda montada no prédio principal, mas quando chovia os guardas ficavam todos dentro do prédio. Com essas informações e o mapa desenhado, Keyes pôde assim dar aos seus homens uma boa noção visual do seu objetivo. Às 18:00h, Keyes consultou seu relógio. Faltavam seis horas para começar a operação. Ainda chovia. Todos se mantinham tensos, mas prontos para o assalto, e o grupo se pôs a avançar debaixo de chuva. O terço final da jornada foi debaixo de chuva torrencial. A senha seria ' Arran' e a contra-senha 'Island'. Três homens deviam inutilizar a instalação elétrica. Cinco vigiariam do lado de fora do prédio principal. O resto controlariam as barracas vizinhas. Juntos a Keyes entrariam no prédio: Campbell, Coulthread, Drori e Brodie.

O avanço foi muito difícil por causa da lama e da escuridão, e da forte chuva. Os Commandos tiveram que andar em fila indiana, e de vez em quando um homem escorregavam ou o contato entre os homem era rompido e a coluna parava para se recompor. Os Commandos  alcançaram o fundo da escarpa por volta das 22:30h, apesar das dificuldades, mas sem serem descobertos. Após chegarem a colina Zaidan os Commandos encontraram um estrada e ali o Ten. Cook se separou com o seus homens para cumprir a sua missão e Keyes seguiu para cumprir a dele. Keyes, o Sargento Terry, Drori e alguns árabes foram investigar o caminho, enquanto o restante dos homens estavam 50 metros atrás.

Commandos britânicos em frente a casa onde Rommel se hospedava

 

Um dos homens tropeçou numa lata e um cachorro latiu, um árabe saiu de uma casa e começou a gritar e depois um italiano de uniforme e um oficial árabe da Italian Libyan Arab Force, sairam de uma cabana e se aproximaram do grupo de Commandos para perguntar quem eram. Drori, se aproveitando da escuridão, disse que eles faziam parte de uma patrulha alemã. Os soldados inimigos acreditaram em Drori e voltaram para a cabana, para alívio de todos. Perto das edificações os árabes foram dispensados.

Keyes, apoiado por Terry e Campbell contornaram um prédio e tentaram subir uma escada quando um oficial alemão com capacete de aço e sobretudo apareceu na frente Keyes. O alemão ficou imóvel. Recuperou-se imediatamente do susto e abriu a boca para gritar. Seguiu-se uma luta confusa. Keyes lançou-se sobre ele com o seu fuzil-metralhadora, mas o alemão conseguiu segurar a boca da arma e ficou protegido pelos umbrais da porta. Nenhum dos três Commandos podiam acertá-lo com suas facas e a solução foi Campbell matá-lo com um tiro de seu revolver .38, por este fazer menos barulho que uma metralhadora. 

Keyes, Terry e Campbell entraram então no prédio com suas armas em punho e granadas, e de repente se viram diante de um grande saguão. Portas se abriram e Terry atirou. Keyes se dirigiu para várias portas, mas as salas estavam vazias. Ele apontou para uma porta de onde saia um facho de luz por baixo. Lá dentro estava um grupo de uns 10 soldados alemães, displicentemente sentados ou em pé ao redor de uma mesa. Keyes disparou duas ou três rajadas de sua .45 e fechou a porta, segurando-a, enquanto Campbell se preparava para lançar uma granada lá dentro. Keyes abriu a porta para Campbell lança a granada para dentro, mas um tiro acertou Keyes acima do coração. Campbell fechou a porta e a granada explodiu dentro do quarto e fez-se silêncio. Terry e Campbell levaram Keyes para fora, mas ele chegou ao gramado já morto.

Nos combates que se seguiram Campbell foi seriamente ferido na perna por outro Commando que o confundiu com um alemão. Apesar dos homens se disporem a carregá-lo por 40km ele se recusou, e passou para o Sargento Terry a missão do comandar a retirada. Campbell foi levado pelos alemães para um hospital, onde tiveram que amputar a sua perna.

 

Um Corporal dos Commandos em 1941. Ele traja roupas para clima frio por baixo de seu uniforme, como suéter e cachecol. Carrega uma submetralhadora Thompson e seu revolver é um Webley No. 1 Mk VI. Também carrega bolsas de munição.

Deixando relutantemente Campbell para trás, Terry usou o seu apito e deu o sinal de retirada. Terry e seus homens voltaram para o local onde se encontrava Laycok. Mas esperaram em vão pela volta de Cook.

Depois soube-se que ele cumpriu a sua missão mas foi capturado. O submarino Torbay que deveria recolher os Commandos envio sinais luminosos dizendo que o mar estava muito agitado e que voltaria na noite seguinte. Um bote com suprimentos foi enviado em direção a costa. Laycock se escondeu com os seus homens, mas a sua posição foi encontrada pelo inimigo. Não podendo resistir aos ataques, Laycock ordenou que os homens se dividissem em pequenos grupos e tentassem chegar as linhas britânicas. Laycock escapou com Terry. E depois de muitas aventuras, eles chegaram as linhas britânicas em Cirene, 41 dias depois. Foram os únicos que voltaram.

 

O sacrifício de Keyes, como também o de seus companheiros, havia sido inútil.  De fato, o local não era o QG de Rommel, e sim dos serviços de abastecimento alemão e italiano. No dia 18 de novembro, Rommel soube do ocorrido. Imediatamente deu ordem a seu capelão, reverendo Rudolf Dalmrath, que se dirigisse a Sidi Rafa, para dar uma sepultura cristã a Keyes. Depois de uma viagem de 36 horas, o sacerdote, chegou a tempo para o funeral. Um oficial colocou na tumba uma pequena coroa. Depois, uma cruz improvisada com ramos de ciprestes. Sobre a cruz, um papel com os seguintes dizeres: Em nome de Rommel. Por sua bravura e dedicação Keyes foi agraciado com a Victoria Cross. “Foi uma operação brilhante e de grande audácia”.  Rommel.

Noruega - Vaagso - Dezembro - 1941
O porto norueguês de Vaagso foi o primeiro alvo de Louis Mountbatten a frente das Operações Combinadas. A Operação Archery aconteceu na manhã de 27 de dezembro de 1941. Este assalto envolveu 570 tropas em terra. Elas eram parte do Commandos No.3, duas tropas do Commando No.2, um destacamento médico do Commando No.4, um destacamento de demolição da Tropa 101 (canoas) do Commando No. 6 e uma dúzia de noruegueses da Norwegian Independent Company No.1. A Real Marinha britânica além do transporte deu apoio de fogo que foi liderado pelo cruzador ligeiro HMS Kenya, com os destróieres HMS Onslow, HMS Oribi, HMS Offa e HMS Chiddingfold. O submarino HMS Tuna estava no apoio a equipe de navegação. No caso do transporte de tropas o HMS Príncipe Charles e oHMS  Príncipe Leopold foram utilizados. Também em apoio foram mobilizados pela Royal Air Force bombardeiros e caças-bombardeiros. Mas esse apoio foi limitado.

O ataque a Vaagso foi muito mais bem preparado com apoio de fogo naval, apoio aéreo, patrulha de combate aéreo e planejamento meticuloso e treinamento intensivo. Foi feito um ataque diversionario na ilha de Lofoten e bloqueio de estrada para impedir reforços. Havia força de reserva para caso de necessidade. Cada comando sabia sua missão, local e alternativas. A operação mostrou a necessidade de treino em operações urbanas.

A operação teve sucesso na destruição das defesas costeiras, fábricas de óleo e peixes, transmissores de rádio, lojas, um farol, uma estação de energia, 9 navios mercantes, totalizando 15.000 toneladas e quatro aviões Heinkels. 150 alemães mortos, 98 capturados e 71 noruegueses conseguiram passagem para o Reino Unido.

Baixas aliadas: Commandos: 2 oficiais e 15 soldados mortos, 5 oficiais e 48 soldados feridos; os noruegueses: 1 oficial morto e 2 feridos; a Royal Navy 2 mortos 4 ou feridos; RAF 31 mortos (2 Hampden,  7 Blenhiem e 2 Beaufighters foram perdidos).

O sucesso do ataque a Vaagso persuadiu Hitler a desviar 300.000 tropas para a Noruega, melhora suas defesas litorais e internas, e envia os couraçado de batalha Gneisenau, Hipper, Lutzow, Prinz Eugen, Tirpitz e Scharnhorst para a Noruega. Toda a força mobilizada para a Noruega poderia ter um impacto considerável se usada em outro lugar. Na verdade Hitler pensava, erroneamente, que os britânicos planejavam invadir o Norte da Noruega.

França - St. Nazaire - Março - 1942
O porto francês de St. Nazaire continha o único dique seco na costa atlântica francesa capaz de receber o Encouraçado Tirpitz, irmão do Bismarck, de 50.000 toneladas, para consertos, e assim permitir que este operasse contra as escoltas aliadas no Atlântico Norte.
Se isto acontecesse os resultados para os aliados poderiam ser catastróficos. Como certa vez disse Winston Churchill sobre a importância de destruir o Tirpitz: "a estratégia inteira da guerra gira neste período em torno deste navio." 

A instalação portuária de Saint-Nazaire estava cercada por baterias costeiras e holofotes visando impedir que navios britânicos navegassem desapercebidos pelo Rio Loire. O Commando 2, comandando por Charles Newman, mais 80 peritos em demolição dos Commandos 1, 3, 4, 5, 9 e 12 foram convocados para lançar contra esse porto a Operação Chariot, com o auxilio da Marinha Real, em 18 de março de 1942. Este assalto ficou conhecido como o maior de todos os raids.

O objetivo principal da operação era inutilizar o dique seco, e as portas da Comporta Sul e quaisquer outros submarinos alemães acessíveis, como alvos secundários e terciários. Para atingir destruir o alvo principal seria arremetido contra ele um velho contratorpedeiro adaptado, o HMS Campbeltown, carregando 4 1/2 toneladas de explosivos e protegido com blindagem.

 Resultado da investida do Campbeltown contra o dique seco em Saint-Nazaire

O Campbeltown, era o velho USS Buchanan, descomissionado em 1919 da US Navy. O navio britânico transportaria 24 cargas de profundidade Mk VII debaixo de seu deck, perto das armas dianteiras. No momento da investida do Campbeltown contra o dique seco, 80 Commandos, que eram transportados por ele, seriam desembarcados e atacariam cerca de 11 alvos em volta da instalação portuária. 

 

Sargento dos Commandos britânicos se prepara para o assalto a Saint Nazaire. Para se evitar fogo amigo os homens estariam usando cintos de guarnição de lona, com seus respectivos suspensórios, todos pintados de branco. As botas teriam solado de borracha, para não fazer barulho (como disse Newman, se ouvirem alguém com uma bota que faz barulho, pode atirar, é alemão ) e cada homem estaria levando uma pequena lanterna fina, de lâmpada azul, presa a roupa ou ao cano de sua arma.

17 lanchas torpedeiras (16 do tipo navio classe "B" e uma MTB 74) e uma canhoneira, a MGB 314 (que serviria como QG), acompanhariam o Campbeltown no ataque. 12 lanchas, classe "B" transportariam, cada uma, cerca de 15 Commandos. As outras 4 transportariam torpedos. A MTB 74 com seus dois torpedos de ação retardada de 850kg cada, seria usada para avariar a compota principal, caso o Campbeltown falhasse em fazê-lo, em caso contrário, escolheria qualquer alvo digno de ataque.

Para se evitar fogo amigo os homens estariam usando cintos de guarnição de lona, com seus respectivos suspensórios, todos pintados de branco. As botas teriam solado de borracha, para não fazer barulho (como disse Newman, se ouvirem alguém com uma bota que faz barulho, pode atirar, é alemão ) e cada homem estaria levando uma pequena lanterna fina, de lâmpada azul, presa a roupa ou ao cano de sua arma.

Os treinamentos para o assalto foram bastante duros. Os Commandos chegaram a treinar no estaleiro Rei Jorge V, em Southampton, que era idêntico ao de Saint-Nazaire.  Os Commandos em terra foram divididos em turmas de detonação, proteção e assalto. Cada sapador Commando encarregado das cargas explosivas levava cerca de 40kg de explosivos e estava armado apenas com uma pistola automática Colt .45.Para a proteção de cada sapador existia uma equipe de 5 homens (um oficial e 4 soldados) armados com fuzis-metralhadores Bren Guns e submetralhadoras Thompson.  Os grupos de ataque tinham dois oficiais e doze soldados, armados com submetralhadoras, fuzis e fuzis-metralhadores. Estes últimos grupos deveriam atacar posições de canhões e bloquear vias de acesso. Os sapatores começaram a treinar no estaleiro Rei Jorge V durante o dia, depois que estavam familiarizados com o lugar, foram vendados, e depois realizaram os treinos na escuridão da noite.

No assalto a Saint-Nazaire, a Royal Air Force recebeu a missão de bombardear a cidade portuária, a fim de desviar a atenção dos alemães da pequena armada que navegava, sigilosamente, pelo Rio Loire. Infelizmente, a incursão aérea nada mais fez do que elevar o nível de alerta dos alemães e impedir que fossem apanhados de surpresa.  Após cruzar o Canal da Mancha e navegar ao largo da costa oeste francesa, o Campbeltown, escoltado pelas lanchas, chegou a Saint-Nazaire.

Embora as defesas alemãs em torno de Saint-Nazaire fossem as mais fortes no Atlântico, quando o HMS Campbeltown alcançou o ancoradouro exterior do porto (a cerca de 3km do dique seco), os alemães já não podiam detê-lo. Após a investida do Campbeltown contra o dique seco em Saint-Nazaire, os Commandos, inclusive os que eram transportados pelas lanchas torpedeiras que seguiam o Campbeltown, começaram a atacar as instalações portuárias. Os combates foram intensos e embora os Commandos tivessem atingido uma marcante vantagem tática quando investiram contra o dique seco e surpreenderam os alemães, os marinheiros e soldados germânicos logo intervieram e retardaram o avanço dos Commandos enquanto estes tentavam destruir os alvos em terra firme. Trinta minutos após desembarcarem, os Commandos do encontravam-se em inferioridade numérica face aos reforços alemães, perdendo a superioridade relativa.

O engajamento continuou por mais duas horas, mas os britânicos, devido à sua inferioridade numérica, não foram capazes de recuperar a vantagem. Eventualmente, os Commandos se viram forçados a render-se. As 18 embarcações que seguiram o Campbeltown ficaram expostas ao mortífero fogo proveniente das defesas costeiras. Em apenas 90 minutos, quase todas haviam sido destruídas ou haviam retrocedido. Perderam-se 14 lanchas e uma torpedeira.

Se os Commandos tivessem atacado e exfiltrado rapidamente, a probabilidade de concluir a missão teria aumentado dramaticamente. Os Commandos travaram combates contra uma forte guarnição alemã, que incluía um batalhão de artilharia de defesa costeira e uma brigada antiaérea alemã, fortemente armada.

Entre os armamentos das unidades alemãs, estavam 28 canhões de 70, 150 e 170 mm e 43 canhões antiaéreos de dupla finalidade de 20, 37 e 40 mm, que podiam ser empregados, com devastadora eficácia, contra os elementos terrestres. Oito horas depois de terem cessado os combates, as cargas explosivas do Campbeltown explodiram, destruindo os portões do dique seco e matando uns 360 alemães e franceses.

Como resultado a doca permaneceu inoperante pelo resto da guerra e Tirpitz nunca foi enviado para a França, sendo destruído por bombardeiros britânicos enquanto estava ancorado Tromso, Noruega. Ao todo 611 soldados e marinheiros tomaram parte da Operação Chariot. Foram mortos 169 e 200 (a maioria feridos) feitos prisioneiros. Só 242 conseguiram voltar imediatamente ao Inglaterra. Dos 241 Comandos que participaram da operação 64 morreram e  109 foram capturados. Receberam a  Victoria Cross 2 comandos e 3 membros Marinha Real. Outras 80 decorações foram distribuídas por galantaria.

Commandos do raid em Boulogne, em abril de 1942. Armado com uma sub-metralhadora "Thompson" M1928 possui kit de equipamentos modelo 1937, suplementado por um cinto inflável salva-vidas, sapatos são leves em vez da tradicionais botas de soldados - é típico para as operações de desembarque diversionistas curtos dos primeiros anos dos Commandos britânicos.

Madagascar - Setembro - 1942

Com a invasão japonesa da Malásia e a queda de Singapura em fevereiro de 1942, e as incursões de submarinos japoneses no Oceano índico, tornara-se um imperativo assegurar a ilha Madagascar contra um possível uso futuro pelo inimigo. Uma base do Eixo em Diego Suarez ameaçaria o esforço de guerra Aliado e seus comboios.

Por isso foi montada a Operação Ironclad. O Commando 5 foi colocado sob as ordens da 29ª Brigada de Infantaria para o assalto a ilha, o Commando estava sob as ordens do Ten. Coronel Sanguinetti. O plano era fazer um desembarque silencioso algumas horas antes do assalto principal com o objetivo de neutralizar duas baterias de artilharia.

Durante a operação os Commandos alcançaram a surpresa completa, tomaram os seus objetivos e fizeram 300 prisioneiros com perdas muito leves durante a operação. Depois disto os Commandos participaram da captura de Diego Suarez que caiu dois dias mais tarde depois de um breve bombardeio naval . Depois de Diogo Suarez, Commando 5 foi envolvido nos desembarques em Majunga e Tamatave nos litorais oeste e leste respectivamente, e mais tarde no avanço contra a capital, Tananrive. O Governo francês de Vichy rejeitou o armistício britânico em setembro 18 e mais um desembarque foi montado.

Aqui o Commando 5 foi embarcado em quatro contratorpedeiros que dispararam contra o porto  quando os franceses se recusaram a se render. O Commando 5 foi desembarcado num cais isolado e depois de alguma luta espasmódica de rua, a guarnição francesa se rendeu. Eles entraram em Tananrive em setembro 23 e a pouca resistência no sul da ilha foi dominada em 5 de novembro.

França - Dieppe - Agosto - 1942
Em 19 de agosto de 1942, Dieppe foi o local do mais sangrento desembarque anfíbio da Segunda Guerra Mundial realizado até então. Da Operação Jubilee participaram 4.965 canadenses e 1.075 homens dos Commandos 3 e 4 (este sob o Tenente-Coronel Lord Lovat), do recentemente formado Commando 40 dos Reais Fuzileiro Navais. Entre os Commandos estavam 50 homens dos US Rangers, além de membros (judeus alemães em sua maioria) da Tropa 3 do Commando 10 (Inter-Aliado) e homens do embrionário Commando 30.

A missão dos Commandos 3 e 4 (com os membros do Commando 10) e de alguns US Rangers era a destruição respectivamente das baterias localizadas ao norte e ao sul do porto. O Commando 40 e outros US Rangers desembarcariam com os canadenses e seus blindados (46 tanques Churchill).

A missão do Commando 30 era seguir diretamente para o QG alemão em Dieppe e capturar todos os documentos militares possíveis. Entre esses homens, estava um alto perito de radar da RAF que tinha a missão específica de capturar qualquer documento alemão relacionados com os seus radares. Um fato curioso, desconhecido do perito na época, é que a sua equipe de proteção tinha ordens de matá-lo, caso ele fosse feito prisioneiro.

Os barcos que levavam o Commando 3 encontraram uma escolta de comboio alemã e a batalha naval travada resultou na dispersão da força de desembarque e alertou o inimigo sobre o ataque. Só 18 homens conseguiram chegar até seus objetivos, mas estavam impossibilitado destruir as armas inimigas, devido ao mortífero fogo de atiradores alemães. O Commando 4 conseguiu desembarcar com sucesso e destruir todas as baterias inimigas designadas para ele.

O assalto a Dieppe durou nove horas. Houveram duros combates e os canadenses perderam dois terços da sua força, com 907 mortos em combate, ou que depois morreram devidos os ferimentos, e 1.946 canadenses foram feitos prisioneiros. Perdeu-se 29 tanques Churchill. A RAF perdeu 106 aeronaves e 153 homens nos combates aéreos sobre Dieppe, e Marinha Real perdeu um destróier e várias barcaças de desembarque, além de 550 homens.

Os Commandos tiveram 247 baixas e os US Rangers 13. As forças alemães totalizaram 591 baixas entre mortos e feridos e 48 aviões. A população civil registrou 40 mortos e 40 feridos. A operação foi duramente criticada por ter sido mal concebida. As lições aprendidas neste assalto foram de suma importância para o sucesso da invasão da Normandia em 1944, a Operação Overlord. Para mais detalhes sobre o desembarque em Dieppe veja Operação JUBILEE - DIEPPE.

  ALIADOS

Efetivos

Baixas

% de baixas

Unidades Navais

3.875

550

14.5

Canadenses

4.963

3.367

68

Comandos

1.075

247

22.9

Rangers americanos

50

13

26

RAF

1.179

153

13

Após Dieppe encerra-se a fase das grandes incursões por parte dos Commandos. Eles ainda veriam muitos combates, mas funcionariam principalmente como ponta-de-lança de grandes desembarques de forças convencionais, principalmente na Itália e na França.

Commandos voltam cansados após a sua incursão a Dieppe

África do Norte - Novembro - 1942

Na Operação Tocha, os Commandos 1 e 6 participaram da tomada de Argel ao lado das tropas americanas da 34ª Div. de Infantaria. Os Commandos era unidades ad hoc e possuíam 620 oficiais e soldados britânicos e 230 Rangers americanos. Por questões políticas, para dar a impressão que a operação era totalmente americana, as tropas dos Commandos 1 e 6 usaram uniformes, distintivos e armamentos americanos para evitar problemas com os franceses do Governo de Vichy, que se mostravam as vezes simpáticos aos EUA, mas sempre hostis aos britânicos. A Operação Tocha foi o primeiro grande desembarque que os Commandos tomaram parte.

O Commando 6 desembarcou na praia Beer Red em Pointe Pescade, com a missão de tomar Fort Duperré usando a escuridão como cobertura, com o objetivo de neutralizar as baterias costeiras e pontos de tiro. Houveram vários contratempos nos desembarques das tropas e os Commandos chegaram atrasados ao seu objetivo, por volta das 08:15h. O Fort Duperré estava defendido por marinheiros e fuzileiros navais franceses. Depois de uma dura luta, apoiados por fogo naval, os Commandos venceram a guarnição francesa, só no final da tarde, e fizeram uns 50 prisioneiros.

O Commando 1 foi dividido em duas forças. Uma desembarcou na Praia Beer Green, que tinha por objetivo o Fort Sidi Ferruch e suas baterias costeiras. Apesar de atrasos nos desembarques esta força chegou ao objetivo por volta das 03:00h e o comandante da guarnição Coronel Alphonse Baril, se rendeu sem qualquer resistência.

Após conquistar Fort Sidi Ferruch, o Ten. Coronel T. H. Trevor, recebe do General Mast, o pedido de tomar o aeródromo de Blida para possibilitar um possível desembarque do General Giraud. Apesar de estar com homens ligeiramente armados, o Ten. Coronel Trevor aceita a missão e com caminhões franceses e soldados fornecidos por Mast vai em direção a Blida. Trevor e seus Commandos britânicos e americanos, cercam o aeródromo de Blida.

Quando chegou ao local Trevor viu bandeiras brancas e caças Sea-Hurricanes do HMS Argus sobrevoando o local. Trevor mandou seus homens pararem nos portões e foi conversar como o comandante da guarnição em Blida, Brig. Gen. A. J. de Monsabert, que estava disposto a apoiar a invasão. Mas o comandante do aeródromo em sim, Coronel Monstrelet, queria resistir. Com o apoio dos Lancashire Fusiliers, que se ligam aos Commandos, Trevor completou o cerco ao aeródromo de Blida. Algum tempo depois o aeródromo é capturado.  

A segunda força do Commando 1 tinha por objetivo Cap Matifou, com o Fort D´Estrees e as baterias em Lazerett que cobriam o porto de Argel. O Commando desembarcou no ponto Charlie Green por volta das 22:30h. Os Commandos tomaram a estação de rádio e o quartel e os acessos as baterias costeiras e o forte, que se caíram em mãos aliadas no final da tarde.

França - Bordeaux - Dezembro - 1942

A Operação Frankton foi uma das operações especiais britânicas mais famosas da Segunda Guerra Mundial, tanto pelo arrojo e ousadia de seus executores como pelas conseqüências por eles sofridas. O objetivo desta operação planejada pelas Operações Combinadas era sabotar o porto francês de Bordeaux. Participaria do ataque 12 homens do Royal Marines Boom Patrol Detachment - RMBPD, da Marinha Real. O grupo usaria caiaques para dois homens tipo Cockle MK II. Por isso eles ficaram conhecidos como os Cockleshell Heroes.


Um Commando do Royal Marines Boom Patrol Detachment (RMBPD), envergando o traje usado durante a Operação Frankton. Ele está armado com um Submetralhadora Sten com silenciador e na ilustração homens navegam com caiaques  Cockle Mark II também usado durante o assalto ao porto francês Bordeaux.

BRITISH COMMANDOS - OPERAÇÕES - PARTE II



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