Perfil da Unidade

10th Mountain Division


A 10ª Divisão de Montanha (Infantaria Leve)
A 10ª Divisão de Montanha (Infantaria Leve), esta baseada em Fort Drum, New York, e é uma divisão de infantaria especialmente projetada para rapidamente ser deslocada através de transporte aéreo estratégico e realizar um variado espectro de operações das ações humanitárias até o combate. Durante a última década, a 10ª Divisão de Montanha foi envolvida em mais deslocamentos do que qualquer outra divisão no Exército dos EUA.

Noventa e seis horas depois de sua notificação, é esperado que a divisão se desdobre para qualquer área do globo por via aérea, marítima ou terrestre. Para assegurar esse prontidão e seu deslocamento rápido, a divisão designa unidades subordinadas que se desdobrarão primeiro. Em qualquer momento, um das duas brigadas de infantaria da divisão é designada como a Primeira Brigada de Infantaria para Desdobramento (FIBTD - First Infantry Brigade to Deploy), com um força-tarefa de batalhão dentro da brigada designada para se desdobrar primeiro. A prontidão de desdobramento da brigada centra na filosofia que se desdobrará o pessoal e o equipamento de mão na hora da notificação.

A 10ª Divisão de Montanha é designada uma Force Package 3 e é considerada uma unidade de combate reforçada ou como se diz uma "follow-on force". O Exército dos EUA distribui seus recursos utilizando uma " política de recursos", que significa prover o nível mais alto de recursos de combate ao "primeiro que lutar, o primeiro que se desdobrar, e o primeiro que for requerido".

O moral e a disciplina dentro da divisão são excelentes, e o QG da divisão procurar dedicar o maior tempo possível para treinamento, algo em torno de 120 dias por ano.

Criação

Em novembro de 1939, a União Soviética invadiu a Finlândia. Os soldados finlandeses em esquis aniquilaram duas divisões de tanques soviéticas, humilhando os russos. Charles Minot (Minnie) Dole, o presidente do National Ski Patrol, viu isto como um exemplo perfeito de que o Exército norte-americano precisava de tropas de montanha.  Dole gastou meses intrigando o Departamento de Guerra para treinar tropas em montanha e guerra de inverno. Em setembro de 1940, Dole pôde apresentar o caso dele ao General George C. Marshall, chefe do Estado-Maior do Exército, que comprou a idéia de Dole e apoiou a criação de unidades de esquis. No dia 8 de dezembro de 1941, o Exército ativou sua primeira unidade de montanha, o 87º Batalhão de Infantaria de Montanha (que depois se tornou um Regimento inteiro) em Forte Lewis, Washington. A unidade foi chamada de "Minnie’s Ski Troops" em homenagem a Dole. O 87º treinou em Monte Rainier com seus 14,408 pés. A National Ski Patrol assumiu o papel sem igual de recrutar para o 87º Regimento de Infantaria e depois para a Divisão. Depois de voltar da Campanha em Kiska nas Ilhas Aleutas perto do Alasca o 87º formou o núcleo da nova Divisão de Montanha.

10ª Divisão de Montanha - Segunda Guerra Mundial
Esta organização sem igual foi criada no dia 13 de julho de 1943, em Camp Hale, Colorado, como a 10ª Divisão Leve (Alpina). O poder de combate da Divisão era constituído pelos nos 85º, 86º, e 87º Regimentos de Infantaria. O ano de treinamento da Divisão em  Camp Hale com seus 9,200 pés afiaram as habilidades de seus soldados para lutar e sobreviver debaixo das condições de montanha mais brutais.

No dia 22 de junho de 1944, a Divisão foi transportada para Camp Swift, Texas, para preparar para as manobras de Louisiana de 1944, que foram canceladas depois. Um período de aclimação para uma baixa altitude e clima quente era necessário para se preparar para este treinamento. No dia 6 de novembro de 1944, a 10ª Divisão era redesignada para a 10ª Divisão de Montanha. Naquele mesmo mês foi autorizada a aba Montanhesa "azul e branca ".

Combate - 1945
A divisão entrou em combate no dia 28 de janeiro de 1945 nos Alpes italianos do norte. A divisão enfrentou posições alemãs formadas ao longo de 5 milhas do  Monte Belvedere-Monte della Torraccia. Outras divisões tinham tentado assaltar Monte Belvedere três vezes, até mesmo tendo-o tomado temporariamente, mas nenhuma tinha tido sucesso. Monte Belvedere era a chave para o avanço no Vale de Pó. Para conseguir tomar Belvedere, primeiro a divisão teve que levar uma linha de cume ao oeste conhecido pelos americanos como Riva Ridge. Os alemães em Riva Ridge protegiam as aproximações para Monte Belvedere com sua artilharia. Riva Ridge estava a umas três milhas e meia do cume que conectava uma série de montanhas.

O ataque a Riva Ridge foi tarefa do 1º Batalhão e da Companhia F,  do 2° Batalhão, 86ª Infantaria de Montanha. Depois de muito reconhecimento, foi decidido que o ataque seria à noite, numa escalada de 1.500m. Tempo quente fizeram com que a camuflagem de inverno especialmente projetada e o equipamento de esqui inútil e o assalto planejado para Riva Ridge teve que ser uma escalada no lugar de uma ação com esquis. Os alemães consideraram que o cume era impossível escalar e destinaram só um batalhão de tropas de montanha para o local. O ataque do 86º no dia 18 de fevereiro de 1945, foi um sucesso completo e uma surpresa mal recebida pelos alemães. A captura de Riva Ridge  permitiu os Regimentos 85º e 87º a mover-se do Monte Belvedere para os cumes adjacentes, Monte Gorgolesco e della Torraccia. Os 85º e 87º Regimentos fizeram para um ataque de baioneta sem fogo de artilharia contra Belvedere que começou no dia 19 de fevereiro. Novamente a surpresa do ataque teve êxito e depois de uma luta feroz, foi capturado o cume. Percebendo a importância do cume, os alemão realizaram sete contra-ataques mais durante dois dias. Depois dos primeiros três dias de intenso combate, a divisão teve 850 baixas, incluindo 195 mortos.

A 10º tinha capturado mais de 1.000 prisioneiros. A 10º estava agora em uma posição para poder quebrar a a linha alemã nas montanhas, e tomar a Rodovia 65 e abrir caminho para o Vale de Pó. Os próximos ataques principais seriam realizados em março, no Monte della Spe, e em abril, em Tole. Quando a 10ª conquistou Belvedere  a 1a Divisão de Infantaria Expedicionária da FEB lançava nova investida sobre Monte Castelo, capturando-o.

Aos poucos, a 10a conquista o monte Della Toraccia, graças à tomada de La Serra pela 1a DIE. A 5 de março de 1945 são conquistados, por fim, os montes Della Castellana e de Castelnuovo, possibilitando a abertura da estrada Porreta Terme-Marano ao tráfego aliado.  

Tendo em vista completar a ruptura da linha inimiga a oeste do rio Reno, em 16 de abril a 10a Divisão e a 1a Divisão Blindada apoderam-se das regiões de Vergato e Tole, chegando ao vale do Pó. No dia 21 as tropas brasileiras apoderam-se ainda de Montese e depois Montello e Zocca. A partir daí coube ao 4o Corpo de Exército cerrar sobre o vale do Pó. Em 28 de abril os brasileiros intimaram a 148a Divisão de Infantaria alemã a se render em Fornovo, aprisionando 14.779 soldados inimigos.  

No fim de abril, com os Aliados rompendo todas as linhas inimigas, vem a derrocada final dos alemães na Itália. A 1a DIE ocupa então as localidades de Piacenza e Alessandria, enquanto a 1a Divisão Blindada toma Novara e segue para Turim, onde o 75o Corpo de Exército alemão, comandado pelo General Joseph Pemsel, se rende. A última etapa da jornada, a 2 de maio, culminou na ligação do Grupamento 11, brasileiro, com a 27a DI francesa em Susa, próximo à fronteira francesa.  

Em 29 de abril chegavam emissários dos generais alemães Vietinghoff-Scheel e Wolff, levando os termos da rendição. Finalmente, a 2 de maio de 1945, em Florença, é assinada a capitulação incondicional dos alemães pelo General von Senger und Etterlin e o General Mark Clark.

Na campanha na Itália que durou 114 dias, a 10ª sofreu 4.888 baixas que incluíram 978 mortos em ação. Em compensação destruiu completamente cinco divisões alemãs. Sendo que a 10ª Divisão de Montanha era uma das últimas divisões americanas a entrar em combate, ela seria usada dentro da projetada invasão do Japão. Estes planos terminaram com a rendição do Japão, em agosto de 1945. Depois de participar da força de ocupação da Itália em 1945, a 10 ª Divisão foi enviada para Camp Carson, Colorado. Lá no dia 30 de novembro de 1945, foi licenciada.

Como vimos na Segunda Guerra Mundial a 10ª Divisão de Montanha lutou ao lado da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária da FEB. No conjunto do dispositivo militar da frente italiana, onde operavam o 5o Exército americano e o 8o britânico, a 1a DIE estava incorporada ao 4o Corpo de Exército americano, que, por sua vez, além da divisão brasileira, compunha-se da 1ª Divisão Blindada (americana), uma divisão sul-africana e outra inglesa, e ainda da 10a Divisão de Montanha.

 e reativada várias vezes, até quem em 13 de fevereiro de 1985, a Divisão foi reativada oficialmente em Forte Drum, Nova York, como a 10ª Divisão de Montanha (Infantaria Leve).

 

Soldados da 10ª Divisão de Montanha - Italia - 1945

Pós-Guerra
A 10ª Divisão foi reativada como uma divisão de treinamento no dia 1º de julho de 1948, em Forte Riley, Kansas. Não reteve sua designação de tempo de guerra como uma Divisão de Montanha e como resultado perdeu sua função montanhesa. A Divisão teve a missão de processar e treinar os recrutas para serviço em outras unidades do Exército. A erupção do Conflito coreano em junho de 1950 de junho, aumentou esta missão. Um total de 123.000 homens completou o treino básico com a 10ª Divisão durante o período de 1948-1953.

Em janeiro de 1954, o Departamento do Exército anunciou que a 10ª Divisão se tornaria uma divisão de infantaria de combate, e seria enviada para a Europa obedecendo a nova política de rotatividade de unidades. A 10ª Divisão de Treinamento foi reduzida para zerar sua força em maio de 1954. Foram trazidos o pessoal e equipamento da 37ª Divisão de Infantaria para Forte Riley, e no dia 15 de junho de 1954, se tornou a nova 10ª Divisão de Infantaria.

No que ficou conhecida como Operação Giroscópio a 10ª substituiu a 1ª Divisão de Infantaria na Alemanha. A sede da 10ª Divisão ficava situada em Wurzburg, com todas as unidades estacionadas dentro de um raio de 75 milhas. Estirada em um arco, de Frankfurt a Nurenburg, a 10ª ocupava uma posição estratégica importante dentro das defesas da OTAN. Com 9 Batalhões de Infantaria, 4 Batalhões de Artilharia, e um Batalhão de Tanques, a 10ª Divisão de Infantaria era uma força militar poderosa. A 10ª Divisão foi substituída na Alemanha pela 3ª Divisão de Infantaria em 1958. A 10º foi enviada então para Forte Benning, Geórgia e foi mais uma vez licenciada no dia 14 de junho de 1958.

10ª Divisão de Montanha (Infantaria Leve ) - 1985 
A Divisão foi reativada oficialmente no dia 13 de fevereiro de 1985, em Fort Drum, Nova Iorque como a 10ª Divisão de Montanha (Infantaria Leve). O comandante da divisão depois da sua reativação foi o General Brigadeiro William S. Carpenter.. A 10ª era a primeira divisão formada pelo Exército desde 1975 e a primeira formada no Nordeste dos EUA desde Segunda Guerra Mundial. A 10ª Divisão de Montanha foi projetada para realizar uma gama extensiva de missões de contingência a nível global. O peso e o tamanho do seu equipamento foi projetado tendo em vista a facilidade de mobilidade estratégica e tática.

Operação Desert Shield/Storm 1990-1991
Cerca de 1.000 homens do 548º Batalhão de Suprimento e Serviço foram enviados para apoiar a 24ª Divisão de Infantaria Mecanizada no Iraque. Seguindo um cessar-fogo em março, os primeiros soldados da Divisão começaram a ser transferidos de volta para Fort Drum. Os últimos soldados voltaram em junho de 1991.

Furacão Andrew - Flórida 1992
O Furacão Andrew golpeou o sul Flórida no dia 24 de agosto de 1992, matando 13 pessoas, e fazendo estragos que desabrigaram cerca de 250.000 pessoas e causando danos de mais de 20 bilhões dólares. A 10ª Divisão de Montanha assumiu a responsabilidade por prestar assistência durante o desastre no dia 27 de setembro de 1992, com a Task Force Mountain. Soldados da Divisão montaram acampamentos,  distribuíram alimentos e roupas, prestaram assistência médica e ajudam na reconstrução de casas e na remoção de escombros. O último dos 6.000 soldados da Divisão enviados a Flórida voltou para casa em outubro de 1992.

Operação Operation Restore Hope - Somália 1992-94
A Operação Restore Hope  - Dezembro de 1992 a maio de 1993. No dia 3 de dezembro de 1993, o QG da Divisão foi designado como o QG da todas as forças armadas da Unified Task Force (UNITAF) para a Operação Restore Hope. A missão da Divisão era assegurar as cidades principais e estradas para prover passagem segura para o envio de suprimentos à população de somali faminta. Com a proteção e o apoio da 10ª os esforços das agências humanitárias progrediram bastante minorando o sofrimento da população, e a ações dos grupos rivais diminuíram também. Uma Companhia, do 41º Batalhão de Engenharia construiu uma ponte Bailey de 160 pés em Kismayo. Esta foi a maior ponte Bailey construída fora dos EUA desde a Guerra de Vietnã. Em meados de 1993 a divisão começou a diminuir a sua presença na Somália.

Operação Continue Hope - maio de 1993 - março de 1994.
No dia 4 maio, a ONU assumiu a tarefa de assegurar o fluxo de suprimentos para a Somália. Unidades restantes da Divisão ficaram sob o comando de um novo QG, o  United Nations Operations in Somalia (UNOSOM II).

2-14º Infantaria Batalhão Aids Guarda-florestais - 3-4 1993 de outubro
No dia 3 de outubro de 1993 a Special Operations Task Force Ranger (TFR) composta por Rangers e Delta Force, conduziu uma invasão a luz do dia a um local inimigo fortemente protegido em
Mogadíscio. O objetivo da missão era capturar alguns dos tenentes do senhor da guerra Maomé Farah Aidid. Porém uma das aeronaves UH-60 do 160 SOAR que transportavam os US ARmy Ranges foi derrubada pelo fogo rebelde. Seguiu-se uma seqüência violenta de combates de ruas, que causaram várias baixas nos soldados americanos. A 2-14º Infantaria da 10ª Divisão - Quick Reaction Force (QRF) foi despachada para assegurar a rota de evacuação por terra. Com a chegada da noite a 2-14º Infantaria foi reforçada com blindados da coalizão e durante três horas eles lutaram uma batalha de movimento partindo dos portões do Porto para o Hotel Olímpico e o perímetro dos US Rangers.

O 2-14º teve êxito em se unir aos US Rangers e começou retirada debaixo de fogo ao longo de uma rota afiançada por forças paquistanesas. Com amanhecer os soldados cansados marcharam aos tropeções em direção ao ao enclave paquistanês localizado no estádio da cidade. Para os soldados do 2-14º a provação tinha durado mais de doze horas. O 2-14º teve um total de vinte e nove soldados feridos e morto. A Task Force Ranger sofreu dezenove baixas fatais, cinqüenta e sete feridos, e um piloto capturado (depois devolvido vivo). Estimativas das perdas da milícias dizem que trezentos homens morreram e mais de setecentes foram feridos. Com seis horas e meia de combates contínuos, este foi o combate contínuo mais longo de uma força regular americana desde a Guerra do Vietnã. A última combate de combate divisional estacionada na Somália, o 2° Batalhão, do 22° de Infantaria voltou para casa no dia 12 de março de 1994. Ao todo, uns 7.300 soldados da 10ª Divisão de Montanha serviram na Somália.

Operação Uphold Democracy - Haiti 1994-95
A Divisão formou o núcleo da Força Multinacional no Haiti (MNF Haiti) e a Força-Tarefa Conjunta 190 (JTF 190) no Haiti durante a Operação Uphold Democracy. A MNF-Haiti foi comandada pelos EUA e incluía os soldados de 20 nações. Mais de 8.600 dos quase 21.000 soldados no Haiti eram da 10ª Divisão de Montanha.

No dia 19 de setembro de 1994, a 1ª Brigada da Divisão realizou o primeiro assalto aéreo do Exército a partir de um porta-aviões. Esta força consistia de 54 helicópteros e quase 2.000 soldados. Eles ocuparam o aeroporto internacional de Porto Príncipe. Esta foi a maior operação aérea do Exército conduzida a parir de um porta-aviões desde o assalto do ataque aéreo de Doolittle e seus B-25 durante a Segunda Guerra Mundial contra Tóquio.

A missão da Divisão era criar um ambiente seguro e estável debaixo de qual o governo legítimo de Presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide poderia ser restabelecido e eleições democráticas pudessem acontecer. O passo final para preparar o retorno de Aristide do exílio aconteceu cedo no dia 13 de outubro, quando o General Cedras, a família dele e seus aliados saíram do país em direção ao Panamá. Quando o Presidente Aristide voltou ao aeroporto internacional no dia 15 de outubro de 1994, a segurança dele foi realizada por homens da 10ª Divisão.

A 10ª Divisão de Montanha passou o comando da MNF-Haiti à 25ª Divisão de Infantaria no dia 15 de janeiro de 1995. A Divisão transferiu o último de seus mais de 8.600 soldados quer serviram no Haiti em 31 de janeiro de 1995.

Operação Joint Guard - Bósnia 1997
A 642ª Companhia de Engenharia se desdobrou para a Bósnia no dia 18 de março de 1997 para um período de 6 meses de serviço, onde trabalhou construindo e mantendo estradas e acampamentos militares. Duas companhias do 2° Batalhão, da 14ª Infantaria se desdobrou depois para Bósnia um dia depois. A missão da Companhia B era defender uma ponte crítica, a missão da Companhia  C era agir como reserva.

Águia de força-tarefa - 1998-2000
No outono de 1998, A Divisão recebeu a missão de servir na Task Force Eagle, provendo uma força de pacificadores para apoiar a Força Multinacional Norte em operação na Bósnia e Herzegovina. As preparações começaram imediatamente para o envio da Stabilization Force 6|. Enquanto pessoal de divisão começava o planejamento, os soldados começaram a treinar. A divisão se dividiu em duas forças: Task Force Drum, que operaria no norte do país e a Task Force Eagle, que operaria na fronteira da Bósnia. As habilidades de combate permaneceram como o foco do treinamento da divisão. Em preparação para a tarefa na Bósnia, foram organizados quatro eventos principais em 1999, inclusive uma conferência da SFOR6 em Tuzla, Bósnia; um exercício de deslocamento em  Fort Drum como ensaio; uma conferência em  Fort Drum e Fort Hood, e um ensaio com membros de outras unidades que estavam servindo na Bósnia.

A missão dos 3.000 soldados deslocados para a Bósnia transcorreu sem problemas e ao termino de sua missão na Bósnia a 10ª Divisão de Montanha passou as suas responsabilidade para a 49ª Divisão Blindada (Guarda Nacional - Texas). Antes do começo do verão de 2000, todos os soldados da Divisão estavam de volta a Fort Drum.

A 10ª Divisão de Montanha se distinguiu como a divisão que mais se desdobrou na década de 1990, servindo na Somália, no Haiti, na Bósnia-Herzegovina, no Egito, no Iraque e em outros lugares, desde operações de socorro, pacificação, treinamento e deslocamentos operacionais. Essa década foi o período desde a Segunda Guerra Mundial, em que os EUA viram o maior número de missões militares  de forças da reserva e da ativa.

Operação Enduring Freedom - Afeganistão - Dezembro de 2001
Os membros da divisão foram os primeiros militares de solo norte-americanos enviados à Ásia Central para participar da ofensiva. Os soldados foram utilizados no Usbequistão. Eles tinham a função de dar segurança aos caças da força aérea e a equipes de busca e resgate, além de ir ao socorro de qualquer militar norte-americano que se encontrasse em perigo no Afeganistão.

Os soldados da 10ª Divisão de Montanha asseguraram bases operacionais em paises vizinhos aos Afeganistão, vigiaram mais de 3.500 prisioneiros na prisão de Sherberghan no norte do Afeganistão e participaram da Operação Anaconda e Mountain Lion. Durante a Operação Anaconda, fez parte da Coalition Joint Task Force Mountain, comandada pelo Maj. Gen. F. L. Hagenbeck, essa força eliminou centenas de terroristas da Al-Qaeda e destruiu uma base de operações inimiga importante no Vale de Shah-I-Khat a 100 milhas a sudeste de Kabul. As operações subseqüentes destruíram 4.5 milhões de libras de munição e mataram ou capturaram centenas de mais terroristas.

Operação Enduring Freedom - Afeganistão - Maio de 2003
Elementos da 10ª Divisão de Montanha foram escalados para darem suporte a Operação Enduring Freedom em maio de 2003. A rotatividade dos soldados começou em junho e continuou pelos meses do verão. Elementos do QG assumiram o comando das forças da coalição que compunham a Coalition Joint Task Force 180. A 1st Brigade Combat Team - BCT em conjunto com outras forças da coalizão conduziram operações de combate com o objetivo de eliminar elementos terrositas na região. Os soldados também proveram segurança e ajudaram com esforço de alívio humanitário a população afegã. A 2ª BCT proveu forças para treinar o Exército Nacional do Afeganistão. Outras unidades da divisão proveram apoio administrativo e logístico as forças desdobradas.

Operação Iraqi Freedom - Iraque - 2003
Durante 2003, soldados da 10ª Divisão de Montanha continuaram acrescentando à história da divisão um legado de grandes serviços. Quando terminou o ano de 2003 mais de 6.000 Soldados da Divisão tinham sido desdobrados ao redor do mundo para lutar n a Guerra contra o Terrorismo.

Os membros do 2º Batalhão, 14º Regimento de Infantaria tiveram vários compromissos de combate no norte do Iraque durante operações de combate formais, enquanto proviam segurança para comboios. Soldados de 2º Batalhão, 15º Regimento de Artilharia de Campo, membros do 20th Air Support Operations Squadron e do 10th Target Acquisition Detachment também serviram no Iraque durante operações de combate formais.

Em março de 2003, a 642ª Companhia de Engenharia e a 725th Ordnance Company se desdobraram à região do U.S. Central Command. Elementos do 4th Battalion, 31st Infantry Regiment, 2-15th FAR, 548th Corps Support Battalion e do 110th Military Intelligence Battalion, bem como do 57th Transportation Company, 514th Maintenance Company e do 725th Explosive Ordnance Company também receberam ordens para se desdobrar à região do CENTCOM.

Já desdobrado os elementos  2-14 Infantry, 511th Military Police Company, 59th Chemical Company, Long Range Surveillance Detachment, 95th Firefighting Detachment and 520th Engineer Detachment. Soldiers of 4-31 Infantry também começaram a desdobrar elementos para Djibouti em abril para continuar lutando a Guerra Global contra o Terrorismo.

Divisão Modular - 2004 de setembro
A 10ª Divisão de Montanha oficialmente se transformou no formato modular que o Exército dos EUA está evoluindo durante uma cerimônia no Sexton Field no dia 13 de setembro de 2004. Como parte da cerimônia, sete unidades foram desativadas e 13 unidades ativadas. AS sete unidades desativadas foram:  Division Support Command; 3rd Battalion, 62nd Air Defense Artillery Regiment; 110th Military Intelligence Battalion; 10th Signal Battalion; 41st Engineer Battalion; 10th Forward Support Battalion e o 710th Main Support Battalion.  

As 13 unidades ativadas foram:  3rd Brigade Combat Team (Unit of Action); 10th Mountain Division Support Brigade; Unit of Employment, Special Troops Battalion; 1st Squadron, 71st Cavalry Regiment; 10th Brigade Support Battalion; 1st Brigade Special Troops Battalion; 2nd Squadron, 71st Cavalry Regiment; 2nd Brigade Special Troops Battalion; 3rd Squadron, 71st Cavalry Regiment; 4th Battalion, 25th Field Artillery; 710th Brigade Support Battalion; 3rd Brigade Special Troops Battalion e o Support Brigade Special Troops Battalion.

Enquanto estava havendo a cerimônia em Sexton Field as unidades 2nd Brigade Combat Team (Unit of Action) e 3rd Squadron, 17th Calvary Regiment estavam envolvidas em operações de combate no Iraque. No começo a 10ª Divisão de Montanha, era uma divisão treinada para lutar no frio e na altitude mas hoje a moderna Divisão leva montanha só no nome.

 

Gerações da 10ª Divisão de Montanha - Segunda Guerra/Moderna

Unidades da 10ª Divisão de Montanha - 2005

  • 1st Brigade Combat Team "Warrior"

    • HHC 1st Brigade

    • 1-87th Infantry

    • 2-22d Infantry

    • 1-71st Cavalry (RSTA)

    • 3-6th Field Artillery (Strike)

    • 10th Brigade Support Battalion

    • 1st Brigade Special Troops Battalion

  • 2nd Brigade Combat Team "Commandos"

    • HHC 2nd Brigade

    • 2-14th Infantry

    • 4-31st Infantry

    • 1-89th Cavalry (RSTA)

    • 2-15th Field Artillery (Strike)

    • 210th Brigade Support Battalion

    • 2nd Brigade Special Troops Battalion

  • 3rd Brigade Combat Team "Spartans"

    • HHC 3rd Brigade

    • 1-32d Infantry

    • 2-87th Infantry

    • 3-71st Cavalry (RSTA)

    • 4-25th Field Artillery (Strike)

    • 710th Brigade Support Battalion

    • 3rd Brigade Special Troops Battalion

  • 4th Brigade Combat Team "Patriots"

    • HHC 4th Brigade

    • 2-4th Infantry

    • 2-30th Infantry

    • 3-89th Cavalry Regiment (RSTA)

    • 5-25th Field Artillery (Strike)

    • 94th Brigade Support Battalion

    • 4th Brigade Special Troops Battalion

  • 10th Combat Aviation Brigade "Falcons"

    • HHC 10th Aviation Brigade

    • 3-17th Cavalry

    • 1-10th Aviation (ATK)

    • 2-10th Aviation (AHB)

    • 3-10th Aviation (GSAB)

    • 277th Aviation Support Battalion

  • 10th Sustainment Brigade

    • HHC 10th Sustainment Brigade

    • Sustainment Brigade Troops Battalion

    • 548th Corps Support Battalion

    • 10th Soldier Support Battalion

    • 10th Military Police Battalion

A 256th Infantry Brigade esteve anexada a 10ª Divisão de Montanha durante operações de combate no Iraque em 2004-2005.


O que você achou desta página? Dê a sua opinião, ela é importante para nós.

Assunto: 10ª Divisão de Montanha - EUA